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Quase 30% dos acidentes nas estradas ocorrem entre 17h e 20h

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SÃO PAULO - O fim de tarde pode ser belo, mas é também perigoso. Segundo estatísticas da Polícia Rodoviária Federal, quase 30% dos acidentes nas estradas ocorrem entre 17h e 20h. Nesse intervalo a visão humana está mais sensível à luz, que muda de intensidade rapidamente.

- Em condições de pouca luminosidade, a capacidade de enxergar é reduzida em até 30%. A hora do lusco-fusco (transição entre dia e noite) é crítica para o condutor de veículos, pois há perda da noção de distância e profundidade. Com a percepção afetada, os reflexos ficam mais lentos - explica Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares.

O médico explica que mesmo uma pequena deficiência visual pode atrapalhar o motorista, pois mesmo que durante o dia os óculos não façam falta, à noite a situação é agravada. Uma direção noturna tranquila exige visão perfeita. Se há problemas, o motorista deve usar óculos ou lentes de contato adequados. Cuidados com a postura ao volante e com a posição dos espelhos retrovisores também são importantes.

- Durante a noite, a visão de quem tem miopia, astigmatismo, glaucoma ou catarata diminui ainda mais devido à pouca iluminação e aos faróis dos outros carros - diz o oftalmologista Eduardo de Lucca.

O médico sugere o uso de filtros para óculos, com lentes amarelas, para atenuar o problema. Os motoristas da terceira idade devem estar sempre com o exame oftalmológico em dia.

Um relatório do Conselho Internacional de Oftalmologia mostrou que, nos EUA, a principal causa de morte por ferimentos entre pessoas de 65 a 75 anos é o acidente automobilístico. Nessa categoria, 95% das lesões são relacionadas a problemas de visão. No Brasil, para obter a Carteira de Habilitação, é preciso fazer uma bateria de exames. Entre eles, a avaliação oftalmológica, que inclui o teste de visão noturna e de ofuscamento.

SP tem mais 5 radares

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SÃO PAULO - Os motoristas que costumam pisar fundo devem ficar atentos: mais cinco radares fixos estão instalados nas vias da capital. Os novos aparelhos fiscalizarão avenidas das zonas Norte, Oeste e Sul.

As escolhidas pela CET foram as avenidas Francisco Matarazzo (altura do 1.500) Nadir Dias de Figueiredo (perto da Rua Quirino, no sentido Marginal, e da Rua Prof Maria José B. Fernandes, no sentido Vila Guilherme), Moreira Guimarães (corredor norte sul, sentido bairro, próximo à Rua Iraí, em Moema), e Washington Luis, (perto da Rua Dr Abelardo Vergueiro César, Vila Santa Catarina).

Com os cinco novos radares, a cidade passa a ter 97 aparelhos fixos. Desses, 52 possuem leitor automático de placas (LAP), ou seja, também podem multar os carros que desrespeitam o rodízio e os caminhões que invadem a Zona de Máxima Restrição à Circulação (ZMRC). Há ainda 13 radares móveis que se alternam em 37 pontos de fiscalização na capital e 100 lombadas eletrônicas, equipamentos que mostram na hora a velocidade do carro .

As ruas da Zona Leste, porém, estão sem fiscalização eletrônica desde setembro de 2008, quando venceu o contrato com a empresa anterior que prestava o serviço à Prefeitura.

 

GM e Chrysler vão aprofundar cortes em reestruturação

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Os planos de reestruturação que serão apresentados hoje pelas montadoras General Motors (GM) e Chrysler ao governo americano trarão propostas de mais cortes de custos - com fechamento de fábricas, provavelmente, e mais demissões. De acordo com o jornal Financial Times, as duas empresas também vão deixar claro que precisam de mais dinheiro do governo para sobreviver.

A apresentação de hoje, na verdade, é uma prévia do plano final, que terá de ser apresentado pelas empresas até o dia 31 de março. Esses planos foram uma exigência feita pelo governo em dezembro, quando foi aprovada a ajuda de US$ 17,4 bilhões para as montadoras. Outra exigência feita em dezembro foi a nomeação de uma pessoa do governo para supervisionar as operações das empresas, cargo que ficou conhecido como “czar” das montadoras.

O presidente Barack Obama, no entanto, decidiu abandonar a ideia do “czar” e criar uma força-tarefa para reestruturar o setor. Segundo uma autoridade do governo, Obama está apontando o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, como seu “designado” para supervisionar os empréstimos para o resgate das montadoras e como o codiretor de um novo quadro de alto nível. Essa força-tarefa contaria também com o diretor do Conselho Econômico Nacional, Lawrence Summers.

GM e Chrysler terão de demonstrar ao governo que estão em condições de sobreviver. Caso contrário, serão obrigadas a devolver os recursos liberados pelo governo - as duas já pegaram US$ 13,4 bilhões, e os US$ 4 bilhões restantes devem sair ainda este mês.

De acordo com o Financial Times, a GM vai afirmar, em sua apresentação, que, nos próximos 18 meses, pretende acelerar o fechamento de fábricas, cortar o número de revendedores e reestruturar ou vender algumas de suas oito marcas - entre elas a Hummer, a Saab e a Saturn.

A Chrysler, por sua vez, deve elevar a promessa de cortes de custos para US$ 3,8 bilhões - em dezembro, a empresa havia dito que cortaria US$ 3,1 bilhões. A empresa também pretende reduzir a capacidade de produção anual em 1,3 milhão de veículos, ante os 1,2 milhão anteriormente informados.

Ontem, as empresas continuavam tentando driblar um forte empecilho a seus planos de reestruturação: a redução dos custos trabalhistas. Essa redução dependem diretamente de negociação com o sindicato United Auto Workers.

Na semana passada, as conversas chegaram a um impasse, quando os negociadores trataram da contribuição das montadoras aos fundos de previdência privada para inativos. As conversas chegaram a ser interrompidas no final de semana, e foram retomadas no domingo à noite. Ontem à noite, montadoras e sindicato ainda estavam em negociações.

BMW - Na Europa, a alemã BMW anunciou que vai demitir 850 funcionários em sua fábrica em Cowley, na Inglaterra, a partir de 2 de março. A medida afetará os funcionários que trabalham nos fins de semana, e a fábrica funcionará cinco dias por semana com duas equipes, ao invés de três. Um terço dos 4,5 mil funcionários de Cowley são trabalhadores temporários e temem não receber indenizações pela demissão.

NÚMEROS
- US$ 17,4 bilhões foi o pacote de ajuda às montadoras aprovado pelo governo americano em dezembro

- US$ 13,4 bilhões desse total já foram liberados para a GM e a Chrysler. A Ford não utilizou os recursos

- US$ 4 bilhões devem ser liberados para as empresas ainda este mês

No Brasil, Renault chama operários de volta

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Foto: DivulgaçãoFábrica de São José dos Pinhais

Cerca de 500 trabalhadores da fábrica da Renault, em São José dos Pinhais (PR), que estavam com os contratos de trabalho suspensos até maio, devem ser chamados de volta até meados de março. Outros 500 trabalhadores continuarão aguardando a retomada total da produção, recebendo a Bolsa Qualificação. A produção de veículos de passeio da marca, hoje em torno de 380 por dia, deve subir para cerca de 540.

“O mercado deu sinais positivos de recuperação e a empresa vai precisar de mais de um turno, porém menos de dois turnos, para dar conta da produção atual”, disse o representante do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Robson Jamaica. “Nosso objetivo é que a volta se dê de maneira gradual e sólida; estamos esperançosos e acreditamos que os serviços serão normalizados em breve.” A expectativa é que os outros metalúrgicos também sejam chamados antes do prazo previsto. Os mil trabalhadores com contratos suspensos equivalem a 30% da mão de obra da fábrica.

Na primeira quinzena de fevereiro foram vendidos 99,3 mil automóveis e comerciais leves de todas as marcas, um aumento de 17% ante o mesmo período de janeiro e de 8% na comparação com igual mês de 2008.

Segundo Jamaica, uma das questões que ainda permanecem em discussão com a Renault é a continuidade do curso de qualificação dos trabalhadores que vão retornar. O sindicato espera que a empresa continue pagando para aqueles que queiram terminar o programa.

O secretário Nelson Garcia, da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná, informou que os funcionários receberão o número de parcelas do seguro-desemprego referente ao tempo de afastamento.

Com a retomada dos contratos, todos voltam a recolher os benefícios previdenciários e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Garcia ressaltou que tem orientado os empresários do Estado a adotarem o Bolsa Qualificação como forma de evitar demissões.

Por meio dessa modalidade de seguro-desemprego, o trabalhador tem direito a receber até cinco parcelas do benefício pago pelo governo federal enquanto participa de cursos de qualificação profissional pagos pelo empregador.

Inspeção veicular reprova 20% dos veículos em SP

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Cerca de 20% dos 16.873 veículos submetidos à inspeção veicular em São Paulo até a última sexta-feira (13) não receberam o selo de aprovação. Eles foram rejeitados por problemas como mau funcionamento do motor ou reprovados por emissão de poluentes acima do normal. Os veículos a diesel lideram a lista de reprovação: 35,8% dos 8.605 analisados. Dos 7.325 carros, 2,75% não passaram pelos testes e, das 943 motos, 21,42%.

Responsável pela inspeção, a Controlar informou que o tempo médio de atendimento nos postos de inspeção tem sido de cerca de 15 minutos. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, as longas filas registradas no dia 2 de fevereiro, atribuídas à volta do rodízio e à troca de dois medidores de gás do Centro do Jaguaré, não se repetiram mais.

Hoje, há sete centros existentes em cinco endereços. O atendimento ocorre das 7 às 19 horas, de segunda a sábado. As motocicletas devem ser levadas aos postos do Jaguaré, Barra Funda e São Miguel. O do Parque São Jorge é restrito a veículos a diesel. A entrada no centro só é autorizada 30 minutos antes do horário marcado. A tolerância de atraso também é de meia hora.

Para agendar a inspeção, é necessário entrar no site da Controlar,imprimiro boleto da taxa de inscrição de R$52,73, pagá-la e aguardar o prazo de 72 horas para entrar no site novamente e marcar o dia para levar o veículo a um dos centros. O agendamento deve ser feito em até 120 dias antes da data limite de licenciamento e a inspeção, em até 90 dias da mesma data.

MULTA - O desrespeito ao prazo estabelecido implicará multa de R$ 550, caso o motorista seja abordado em blitz, e o impedirá de licenciar o veículo. De acordo com a Controlar, mesmo quando a pessoa perder o prazo, ela poderá agendar a inspeção e pagará a tarifa de R$ 52,73.

Atualmente é possível agendar a inspeção de carros e motos cujas placas terminem com os números 1 ou 2. Os donos de 6.775 veículos a diesel - como ônibus e vans, de 24.983 automóveis e de 1.279 motos já confirmaram a ida aos centros da Controlar até 31 de março. Os proprietários de caminhões poderão marcar a inspeção a partir do dia 3 de junho.

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