Os hatches Hyundai i30, que acaba de chegar por R$ 58 mil, e Kia Soul (estreia no mês que vem por cerca de R$ 52 mil), além da versão 2.0 turbodiesel do pouco conhecido SsangYong Kyron (R$ 95 mil), têm a missão de manter o crescimento das marcas sul-coreanas no Brasil. Desde 2007, as três têm, no mínimo, dobrado as vendas anualmente por aqui.
Vistas com desconfiança até o início da década, as sul-coreanas tornaram-se referência em segmentos como os de utilitários-esportivos e sedãs. Agora, vão entrar no concorrido setor de sedãs.

Kia Soul estreia em julho no Brasil. O modelo deve custar aproximadamente R$ 52 mil
Além dos bons preços, Hyundai e Kia oferecem garantia total de cinco anos (a contrapartida é fazer todas as revisões em autorizadas, o que custa caro) e investem pesado em propaganda.
?Os coreanos apostaram em modelos com bons diferenciais sem cobrar a mais por isso?, diz o consultor e ex-presidente da GM do Brasil, André Beer.

A Hyundai planeja trazer o i30cw para o Brasil até o fim do ano
Luiz Carlos Mello, que já presidiu a Ford aqui e é diretor do Centro de Estudos Automotivos da FEI, diz que há outras razões para o crescimento dessas marcas. ?Elas somam fatores como qualidade e altos investimentos em imagem e na rede de concessionárias. O preço agressivo veio depois.?
A Kia é a mais antiga. Vende seus carros no País há 16 anos. O presidente local da marca, José Luiz Gandini, conta que, após a (van) Besta sair de linha, em 2005, uma reestruturação distanciou a empresa de sua irmã Hyundai. ?No exterior somos parceiros e aqui, concorrentes.?
A SsangYong é a caçula. Segundo o importador, como seus modelos não tiveram redução do IPI, foram vendidas cerca de 600 unidades no acumulado de janeiro a maio. ?Nossa expectativa era passar de 800. Agora projetamos fechar o ano com no máximo 1.600 vendas?, diz Mohshin Ibraimo, diretor-geral da Districar, que representa a marca.