Há quem diga que tecnologia tira o prazer de dirigir. Com o 750i, topo da linha BMW, à venda a partir de R$ 545 mil, isso não ocorre. Por causa dos avançados recursos de segurança, entretenimento e mecânica, comandar o volante (ou dirigir) é a única preocupação do motorista.
A sofisticação começa ao fechar as portas. Não é preciso batê-las, basta encostá-las. O carro as fecha automaticamente. Os cintos de segurança, ao ser afivelados, ajustam-se sozinhos. E os bancos dianteiros têm aquecimento, resfriamento e massageador no assento, além dos ajustes elétricos.

(Fotos: André Lessa/ AE)
Não é necessário usar a chave para abrir ou trancar o carro. Com ela no bolso, o motorista só precisa segurar na maçaneta e o carro se destrava. Nem para dar a partida o item é necessário: não há lugar para encaixá-la. Basta apertar o botão. É o que despertará o biturbo V8 de 4,4 litros e potência de 407 cv entre 5.500 rpm e 6.400 rpm. O torque é de 61,2 mkgf a 1.750 rpm.
Com ele, segundo a BMW, o sedã de quase 2 toneladas acelera de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos e atinge velocidade máxima (limitada eletronicamente) de 250 km/h. O consumo de combustível é um dos pontos negativos. O carro faz cerca de 4 km/l na cidade e 8 km/l na estrada.

Voltemos aos recursos tecnológicos. Com o câmbio automático de seis marchas, as trocas são imperceptíveis. Quem preferir pode usar a função sequencial para fazer mudanças manuais.

A suspensão tem quatro ajustes, selecionados por botões no console. No Comfort, o sedã fica macio e inclina mais em curvas. No Normal, a oscilação da carroceria é quase nula. Optando pelo Sport, mudam também os parâmetros de troca de marchas e a sensibilidade do acelerador - o carrão de 5,07 metros de comprimento fica mais arisco. Ainda há o Sport Plus, que desliga o controle de tração.
Os pneus, 245/45 R19 na dianteira e 275/40 R19 na traseira transmitem vibração por causa do perfil baixo. E a suspensão sofre ao passar por buracos.
As acelerações são fortes, de colar o corpo no banco. Na estrada, ao menor descuido a velocidade fica acima do limite. Mas o melhor é rodar devagar, aproveitando cada detalhe.
CONFORTO - Os outros três ocupantes (há quatro lugares apenas) do BMW 750i não têm do que reclamar. Cada um conta com ajuste de ar-condicionado, aquecimento e resfriamento dos bancos reclináveis. No caso dos de trás, há telas de LCD para assistir filmes em DVD ou televisão e entradas auxiliares. E com controle independente, localizado no centro do banco, no apoio de braço. É como estar na classe executiva de um avião.
Há leitor de DVD no painel central e disqueteira para seis discos no porta-luvas. Este é opcional em pacote que inclui os massageadores dos bancos dianteiros e controle elétrico de abertura e fechamento do porta-malas, entre outros recursos, e eleva o preço para R$ 568 mil.

Mas o iDrive, sistema que controla o entretenimento, ainda é complicado de mexer, apesar das melhorias pelas quais passou. Há muitas etapas para se chegar a um resultado simples, como acionar a entrada auxiliar.
O 750i impressiona pelos recursos de segurança disponíveis. Há faróis bixenônio, câmeras na traseira para ajudar a estacionar, e nas laterais. O melhor é o Night Vision, oferecido de série. Por meio de câmera de infravermelho sensível ao calor instalada na dianteira, ?lê? a estrada à frente e detecta objetos, animais ou pedestres - neste caso, com alerta luminoso de perigo.
Ele ainda tem aviso de mudança de faixa - o volante vibra se o motorista passar sobre a faixa na estrada sem dar seta.
Outro recurso, dessa vez mecânico, que o 750i oferece é o eixo traseiro direcionável em até 3 graus. Em baixas velocidades, as rodas de trás são viradas em sentido contrário ao das dianteiras; em velocidades mais altas, elas acompanham as da frente. Em ambos os casos, o objetivo é aumentar a agilidade do sedã.
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