Na limpeza do interior do veículo, é preciso mais do que deixar em ordem as partes aparentes. Checar a necessidade de trocar filtros do ar-condicionado e fazer a higienização do componente estão entre as recomendações para manter o ar na cabine puro. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Fábio Racy, nesta época do ano o sistema requer mais atenção.
?Como no inverno o ar-condicionado é utilizado com menos frequência, há tendência de acúmulo de fungos e bactérias em seus dutos.? Ele ressalta que isso pode causar complicações respiratórias aos ocupantes do veículo nesta época do ano, já que com as altas da temperatura o sistema volta a ser utilizado frequentemente.
VÍDEO: Veja dicas para preservar o ar-condicionado do carro
A higienização de toda a cabine é recomendável apenas para carros com bancos manchados ou que tragam odores desagradáveis no interior. Os preços variam de R$ 180 a R$ 450. No caso do serviço só para o ar-condicionado, partem de R$ 90.
Na Fast Clean (5181-0886 ), na zona sul, a higienização completa, com remoção de bancos e lavagem das capas, limpeza de teto e console, custa R$ 180 para um Fiat Palio e R$ 280 num Toyota Corolla, por exemplo. O procedimento leva de um a dois dias. Os produtos têm ação fungicida e bactericida e eliminam odores.
Na rede Dry Wash (2954 -8688), a higienização sai por R$ 240 nos veículos de passeio e R$ 275 para utilitários. O serviço no ar-condicionado fica entre R$ 90 e R$ 98. Na Auto Mecânica Scopino (3955-2086), na Casa Verde, zona norte, a higienização é com sistema de ozônio. Custa R$ 50.
Segundo Marcos Maciel, da SR Ar Condicionado (2591-3036), na zona norte, o sistema de ozônio é mais eficiente que a aplicação de produtos químicos. Ele cobra R$ 140 pelo serviço, incluindo a troca de filtros. ?Se desmontar, fica em R$ 450?.
FAÇA VOCÊ MESMO - Quem gosta de limpar o próprio carro deve ter atenção com os produtos usados. ?Não são recomendados os desengordurantes e os inflamáveis?, afirma Eduardo Fernandes, chefe de oficina do Centro de Experimentação Viária (Cesvi). ?Além do risco de incêndio, eles penetram no plástico e dão a impressão de que a mancha saiu. No entanto, logo se percebe que não e aí fica mais difícil removê-la depois.?
O especialista afirma que para limpar os bancos, o mais indicado é um aspirador de pó. No teto, nos vidros e nos plásticos, um pano úmido resolve.