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Argentina restringe autopeças brasileiras

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Em mais uma medida protecionista contra os produtos brasileiros, a Argentina burocratizou a entrada de três tipos de autopeças produzidas no Brasil: baterias, embreagens e freios. Na prática, a exportação desses produtos estão paralisadas.

As novas regras, que entraram em vigor na segunda-feira (14) da semana passada, obrigam as empresas a se registrar junto ao governo argentino e a solicitar licenças de importação. Todo o processo pode demorar, no mínimo, dois meses e meio.

“Com esses prazos, a situação pode se arrastar até dezembro”, diz o negociador-chefe do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Antonio Carlos Meduna.

A ministra da Produção da Argentina, Débora Giogi, garantiu que as montadoras estão excluídas das exigências, que valem para o mercado de reposição. Débora se reuniu ontem, em São Paulo, com o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge.

Conforme o representante do Sindipeças, o fluxo para as montadoras na Argentina está normal, porque as empresas anteciparam embarques, mas “não é possível separar tão claramente” o que vai para a reposição.

“A situação está controlada, mas o problema é a falta de previsibilidade. Esse tipo de medida não combina com a lógica de complementaridade do acordo automotivo entre Brasil e Argentina”, disse o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Sérgio Martins Mello.

Por meio de negociações entre os setores privados, os fabricantes de autopeças instalados no Brasil aceitaram limitar as exportações de baterias, freios e embreagens para a Argentina. Mesmo assim, o país vizinho impôs licenças de importação.

O principal nó está no acordo de baterias. O limite acertado foi de 850 mil unidades. Os brasileiros argumentam que é preciso rever o limite para 1,2 milhão, porque o cálculo foi feito em meio à crise, e agora o mercado reagiu. Os argentinos não concordam.

Apesar da nova medida protecionista, o clima ontem era de conciliação. Os ministros anunciaram que estão buscando empresas argentinas para fornecer equipamentos para o setor de petróleo e gás no Brasil, que deve aumentar as compras por causa do pré-sal.

Débora e Jorge fizeram questão de frisar que a tensão entre Brasil e Argentina - provocada pelo atraso na liberação de licenças de importação - diminuiu. “Houve uma redução grande nas reclamações dos empresários brasileiros, porque a situação econômica melhorou”, disse Jorge. Ele também descartou que as medidas argentinas estejam favorecendo os produtos chineses no mercado argentino e provocando desvio de comércio.

Débora atenuou os problemas enfrentados pelos setores que ainda não conseguiram chegar a um acordo, como têxteis. “Todos os setores vão chegar a um acordo ao seu tempo”, disse. Ela acredita que os acertos setoriais vão levar a uma maior integração produtiva.

Uma fonte presente à reunião fechada entre os ministros disse que a principal divergência permanece, porque “a Argentina acredita em comércio administrado e o Brasil, não”.

Honda City vence VW Polo, mas apertado

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(Fotos: André Lessa)

(Fotos: André Lessa)

Há um ano, o Polo Sedan estava tranquilo no segmento dos três-volumes compactos premium, praticamente sem concorrência. Mas de lá para cá essa categoria se agitou com as chegadas de Fiat Linea, em setembro passado, e Peugeot 207 Passion, no mês seguinte. Agora há mais um modelo para brigar com o Volkswagen, o recém-lançado Honda City.

Entre as versões de topo, City EXL 1.5 (R$ 71.095), com câmbio automatizado, e Polo Sedan Comfortline 1.6 I-Motion (R$ 53.815), de transmissão automatizada, o carro da marca japonesa fabricado em Sumaré (SP) superou o rival são-bernardense.

Na soma dos quesitos, a diferença foi mínima, é verdade, pois o Polo é bem mais barato na compra e no seguro. Mas como produto o City é superior, por oferecer mais espaço, porta-malas e equipamentos.

Interior do Honda City

Interior do Honda City

E esse competente pacote vem embalado por uma carroceria moderna e atraente. Apesar de ainda agradarem, as linhas do VW já sentem o peso dos quase sete anos de mercado - seu lançamento foi no fim de 2002.

O que surpreende positivamente no Volks é o bom acerto do sistema robotizado do câmbio. Assim como na versão manual, a caixa de mudanças casa muito bem com o câmbio, mesmo com a tecnologia que automatiza o acionamento da embreagem.

Honda City

Honda City

As passagens de marchas são suaves na maioria das vezes, diferentemente de equipamentos similares de outras marcas. Mas nada que se compare a uma transmissão automática tradicional, como a de cinco marchas do City.

COMPORTAMENTOS PARECIDOS - Em relação ao desempenho, há um empate, pois o propulsor 1.6 8V da VW, de até 104 cv, se vira muito bem contra os 116 cv do 1.5 16V da Honda. No Polo, o torque é maior e aparece antes: 15,6 mkgf a 2.500 rpm ante 14,8 mkgf a 4.800 giros.

Interior VW Polo

Interior VW Polo

Quanto ao rodar, ambos mostram qualidades próximas às de sedãs médios. Especialmente no equilíbrio entre absorção de impactos e firmeza. De assistência hidráulica, a direção do Polo é tão precisa e eficiente quanto a elétrica do City.

polo-tras

HONDA OFERECE MAIS ESPAÇO E ITENS DE SÉRIE - O City se sobressai não só no desenho externo mas também por dentro. Atual, seu painel é mais vistoso, com o aplique prata na parte central. E a entrada para o toca-CDs, escondida atrás da tela do sistema de som, acaba sendo um charme extra.

Já o acabamento interno do Polo é de ótimo nível, se equiparando ao do Honda, cujo destaque é a maior amplitude. Seus 9 cm a mais de entre-eixos e 4 cm extras de largura fazem a diferença.

Além de ter mais espaço, quem senta atrás no City ainda se beneficia das duas gavetas porta-objetos debaixo do assento e do encosto que reclina. É um ângulo limitado, mas já suficiente para ajudar num cochilo, por exemplo. Por sua vez, o sedã da VW oferece maior alcance de ajuste na altura da poltrona do condutor.

No volume do porta-malas a vantagem do Honda é grande: são 506 litros contra 432 l. Como consolo, a articulação da tampa do VW tem dobradiças pantográficas, que não roubam espaço da bagagem. Ao contrário das arcaicas alças do City, conhecidas como ?pescoço de ganso?.

No equipamento, outro banho do City no Polo. Air bag duplo, bancos de couro, controle de velocidade de cruzeiro, freios ABS e volante com aletas para trocas de marcha são de série no Honda e opcionais no VW. Com esses itens, o preço do Polo vai a R$ 59.945.
 

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Inspeção veicular será obrigatória para todos os carros de SP

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A partir do ano que vem, todos os carros da cidade de São Paulo (cerca de 6,5 milhões de veículos) serão obrigados a fazer a inspeção veicular ambiental. Ficarão de fora apenas modelos fabricados entre 2009 e 2010. A regra, imposta pela Prefeitura do município, foi publicada no Diário Oficial, no último sábado (19).
(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Atualmente, a avaliação só é obrigatória para modelos fabricados entre 2003 e 2008. De acordo com a prefeitura, neste ano, já foi avaliado 1 milhão de veículos. O órgão ainda não divulgou quais serão as normas para a inspeção de modelos antigos.

Jaguar e Land Rover Brasil convocam recall do Jaguar XJ

Categorias: TODAS AS NOTÍCIAS, recall

Rio - A Jaguar e Land Rover Brasil Importação e Comércio de Veículo Ltda, distribuidor autorizado da marca Jaguar no Brasil, convocou nesta segunda-feira (21)  os proprietários dos veículos Jaguar XJ ano/modelo 2003 e 2004, de chassis SAJAA72J24SG25742, SAJAA72J74SG20617, SAJAA72J84SG01753, SAJAA74V54TG12753, SAJAA72J54SG25699 e SAJAA73V64TG08339, para verificação e possível substituição dos tubos de freios inferiores traseiros. O recall envolve os modelos adquiridos da concessionária ou de pessoa física.

Proprietários do Jaguar XJ foram convocados para recall (Foto:Divulgação)

Proprietários do Jaguar XJ foram convocados para recall (Foto:Divulgação)

Segundo a empresa, poderá haver um atrito entre os dois tubos de freios inferiores traseiros e um dos absorvedores de vibrações, instalado na bandeja protetora do assoalho. No caso de ocorrência de atrito, a região dos tubos afetada poderá sofrer contaminação, fazendo com que a resistência à corrosão dos tubos diminua com a utilização do veículo, diminuindo, assim a resistência mecânica dos mesmos.

Com isso, ”poderá ocorrer perda da integridade física dos tubos, podendo ocorrer vazamentos de fluido de freio de um ou de ambos os tubos, levando a um aumento no curso do pedal de freio e perda da eficiência de frenagem, simultaneamente com o acendimento no painel de instrumentos da luz de advertência , que informa “nível de fluido de freio baixo”. Com isso, há possibilidade de ocorrer acidentes.

Os tubos de freio serão inspecionados quanto à integridade física e à corrosão. Já o absorvedor de vibração será retirado sem qualquer detrimento ao veículo. Caso encontrem vestígios de corrosão, os tubos de freios e suas conexões serão substituídas por peças novas.
O agendamento do serviço pode ser feito na rede de concessionárias autorizadas da Jaguar . Outras informações podem ser obtidas no telefone 0800 729 1420.

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Peugeot e Citroën convocam para ‘recall’

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O Citroën C3 foi um dos modelos convocados para o 'recall', ao lado do Peugeot 206 e 207

O Citroën C3 foi um dos modelos convocados para o 'recall', ao lado do Peugeot 206 e 207

Rio - As montadoras Peugeot e Citröen convocaram nesta segunda-feira (21) os proprietários dos veículos Peugeot 206 e 207 e do Citroën C3 para um “recall” devido a um problema no software de controle da injeção eletrônica de combustível nos modelos com câmbio automático.

Segundo as montadoras, parte do Grupo PSA Peugeot Citroën, o software deve ser atualizado, já que existe possibilidade de um endurecimento do pedal de freio após o acionamento do veículo com o motor totalmente a frio, durante os primeiros 15 segundos. O problema acarreta redução da eficiência na hora de frear o veículo, o que pode causar acidentes.

Ao todo, 7.745 veículos estão incluídos no “recall”. São 6.061 veículos da Peugeot, sendo 5.370 do modelo 206 e 691 do modelo 207, e 1.684 unidades do Citroën C3 1.6 FLEX automático.

Na Peugeot, estão incluídas na convocação todas as versões com câmbio automático do Peugeot 206 dos anos 2007 e 2008 e todas as versões do Peugeot 207 do ano 2009. O agendamento do serviço pode ser feito na rede de concessionárias autorizadas Peugeot do Brasil. Outras informações podem ser obtidas no telefone 0800 703 2424.

Já na Citroën estão sendo chamados todos os veículos C3 1.6 FLEX automático ano 2008 (chassis 8B544878-8B547417) e ano 2009 (chassis 9B500014-9B524251). Também na Citroën o agendamento do recall é feito na rede de concessionárias autorizadas. Outras informações podem ser obtidas no telefone 0800 011 8088.

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