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Com R$ 25 é possível consultar procedência do automóvel usado

Categorias: Como comprar um usado, TODAS AS NOTÍCIAS
(Foto: Divulgação)

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Para fazer uma bom negócio na hora de comprar um usado, é preciso considerar, além da aparência, aspectos como condições mecânicas e procedência do veículo. Algumas empresas oferecem serviços que permitem reduzir riscos.

Um exemplo é a Checkauto. No site www.checkauto.com.br, é possível consultar se o carro tem restrição legal, se foi roubado, furtado, teve motor adulterado ou envolvido em acidente grave. Esse histórico custa R$ 25 e basta informar a placa.

Na hora da transferência de propriedade, também dá para conseguir um laudo técnico sobre as condições gerais do veículo, que inclui marcações de números de motor, etiquetas e carroceria. O serviço parte de R$ 80 na Linces Vistoria (2541-9404).

Já o laudo de transferência, que confere numeração de chassi e motor e documento e especificações da fabricante, informações apresentadas ao Detran, custa R$ 40.

?A perícia avalia a estrutura e o cadastro do veículo, como carroceria e numerações, além de procedência?, explica Geraldo Lage, gerente da empresa SuperVisão (2295-5950). Lá, o pacote sai por R$ 100 e o laudo de transferência, por R$ 30. Na Plena Visão (3644-9300), o serviço parte de R$ 70 e o laudo, de R$ 40.

FAÇA VOCÊ MESMO - De acordo com o analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), Gerson Burin, alguns indícios de irregularidade podem ser observados pelo próprio comprador. ?O número do chassi, uma marcação na estrutura do veículo que varia conforme a marca, deve estar intacto.?

VALIDADE - Josué Rios, advogado especialista em direito do consumidor, diz que a vistoria pode virar prova no caso de um processo contra quem vendeu um veículo adulterado. ?Se houver comprovação por laudo, dá para negociar descontos ou mesmo a troca.?

FIQUE ATENTO:

- O número do chassi gravado no carro deve corresponder ao do documento. Em geral a marcação fica na estrutura, abaixo do capô, nos assoalhos ou no porta-malas. Isso por variar de acordo com a fabricante;

- Vincos na estrutura têm de estar alinhados. A cor da pintura também deve ser uniforme;

- Ao dar partida no motor, veja se surgem alertas no painel, ruídos estranhos e vazamentos de óleo;

- As marcações do número do motor e do câmbio têm acesso difícil. Ambas precisam ser observadas por especialistas;

- Borrachas dos pedais muito desgastadas combinadas a quilometragem baixa podem indicar adulteração do hodômetro.

Remodelado, hatch Effa de apenas 47 cv ainda peca no desempenho

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Após quase dois anos à venda no País o chinês Effa M100 ainda não conquistou um espaço muito grande por aqui. O que não o impediu de receber mudanças visuais, mostradas aos brasileiros durante o Salão do Automóvel, em outubro passado. O resultado até deu um pouco mais de emoção ao estilo do modelo, que é tabelado a R$ 24.500. Agora, ele passa a impressão de ser mais requintado. Mas o motor é o mesmo 1.0 a gasolina de 47 cv.

(Fotos: André Lessa/ AE))

(Fotos: André Lessa/ AE)

Longe de ser um sucesso de vendas, o hatch chinês estreou no Brasil em outubro de 2007 e com a redução do IPI perdeu seu grande trunfo: o preço baixo. Isso porque com o subsídio, o Mille Economy quatro-portas, que tem motor flexível de até 66 cv, ficou R$ 670 mais barato do que ele. Acrescente a esta diferença o fato de o Fiat ser nacional, o que pode pesar bastante na hora da compra.

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VISUAL - Entre as atualizações, os faróis ganharam elementos ovais, as lanternas passaram a ser transparentes e a tampa traseira agora conta com um friso cromado.

No interior, o acabamento recebeu plásticos mais agradáveis ao toque e os bancos foram revestidos com tecido aparentemente mais resistente. O anterior lembrava as forrações de sofás antigos. Foram atualizados também os comandos no console e o painel de instrumentos, que era azul e agora é âmbar.

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A lista de itens de série é a mesma, bem atrativa pelo preço do carro. Ar-condicionado, faróis e lanternas de neblina, para-choques e retrovisores pintados na cor da carroceria, trava e vidros dianteiros elétricos e tocador de CDs estão no pacote.

Fazem falta equipamentos como limpador e desembaçador traseiros, direção hidráulica e regulagem de altura para os cintos de segurança e volante, que não são nem opcionais. Contudo, a posição de dirigir é agradável, bem mais elevada que a do Mille, por exemplo.

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RODANDO - O M100 até é espertinho nas arrancadas graças ao câmbio curto, que compensa o torque baixo. A própria fabricante chinesa informa que o hatch não passa dos 120 km/h.

A dirigibilidade deixa a desejar. A transmissão tem engates ásperos, que só não incomodam mais do que o volante pesado, digno de um jipe, em manobras.

 

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Teste mostra a evolução da segurança em 50 anos

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Rio - Não haveria como impressionar mais os americanos: lançar um lindo Chevrolet Bel Air 1959 em rota de colisão frontal contra um Chevrolet Malibu 2009, a 64km/h. Como constatou o Insurance Institute for Highway Safety, dos Estados Unidos, o resultado não foi bonito.

O choque de quina, com os dois Chevrolet a 64km/h: prova prática mostrou o quanto a segurança passiva dos carros foi aperfeiçoada desde 1959 (Fotos: Divulgação)

O choque de quina, com os dois Chevrolet a 64km/h: prova prática mostrou o quanto a segurança passiva dos carros foi aperfeiçoada desde 1959 (Fotos: Divulgação)

No Bel Air, o para-brisa decolou, a porta do motorista se abriu e metade da frente sofreu sérios danos. O dummy (boneco que simula o motorista) alçou voo como um Peter Pan. “O Bel Air ficou destruído e a área em torno do assento do motorista ficou completamente arruinada”,- disse David Zuby, vice-presidente do centro de pesquisas automotivas do instituto.

O teste marcou o 50º aniversário do IIHS, uma entidade fundada pelo setor de seguros dos EUA. A ideia era mostrar o quanto a segurança progrediu em cinco décadas.

A maioria das pessoas pensa que as grandes carrocerias de aço e as robustas cabines dos carros antigos significam mais segurança. Quem anda em um automóvel desses está acostumado aos nostálgicos que batem com os nós dos dedos nos para-lamas e fazem o comentário: “Isso sim é que era lataria. Bate num carro novo para ver o que acontece!”.

No clássico, desastre total: a coluna de direção avançou contra o peito do boneco, que voou, bateu a cabeça no volante e no teto, e morreu

No clássico, desastre total: a coluna de direção avançou contra o peito do boneco, que voou, bateu a cabeça no volante e no teto, e morreu

Pois o teste de impacto do IIHS mostrou na prática o que acontece - provando exatamente o contrário da crença popular. A sofisticada engenharia de hoje permite criar estruturas que se deformam de maneira programada, evitando que a força da pancada seja inteiramente transmitida aos ocupantes do carro.

Além disso, existe aço de alta resistência concentrado onde é realmente necessário - formando uma célula de segurança. Há também itens como barras protetoras por dentro das portas.Tudo isso dá aos veículos novos uma enorme vantagem.

Houve mais evoluções importantes desde 1959. Os automóveis ganharam colunas de direção deformáveis (que não esmagam o peito do motorista em caso de batida), volantes acolchoados, bancos com encosto de cabeça, cintos de segurança e airbags.

“O Bel Air não tinha cintos de segurança ou airbags, e a cabeça do dummy bateu no volante. Depois, o teto e o painel de instrumentos (que não tem espuma em seu interior) praticamente esmagaram o boneco “, explicou David Zuby.

A coluna de direção do modelo 2009 não feriu o dummy, bem preso pelo cinto e pelo banco. Só houve danos à perna esquerda

A coluna de direção do modelo 2009 não feriu o dummy, bem preso pelo cinto e pelo banco. Só houve danos à perna esquerda

No efeito chicote, a cabeça do dummy chegou a raspar no teto do velho Chevrolet. Com o deslocamento do para-brisa e a abertura da porta, houve risco de ejeção do “motorista”. Além disso, parte do banco dianteiro se desprendeu do assoalho.

O IIHS já fez testes de impacto com centenas de veículos e, segundo David Zuby, nenhum mostrou resultados tão ruins quanto o do velho Bel Air. Os principais quesitos avaliados são danos na estrutura do veículo e o grau de “ferimentos” na cabeça, no peito e nas pernas dos bonecos. O Bel Air obteve a pior classificação em todas as categorias, enquanto o Malibu foi considerado bom em todas, exceto nas proteções à perna e ao pé esquerdos.

E o que tudo isso significa para os proprietários de Bel Air feitos em 1959? Zuby diz que dirigir num evento de veículos antigos é seguro, pois as velocidades são baixas:  “Mas eu não recomendaria aos motoristas usar um carro como este no dia a dia.”

Assista ao vídeo:

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