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Honda faz recall global de 646 mil carros por falha na janela

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A Honda Motor está fazendo recall de 646 mil veículos dos modelos Fit/Jazz e City no mundo por causa de um interruptor acionador de vidro elétrico defeituoso. O recall acontece depois que uma criança morreu quando o carro em que estava pegou fogo no ano passado.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O recall inclui 140 mil carros nos Estados Unidos e cobre modelos vendidos na América do Norte, América do Sul, Europa, África do Sul e Ásia, com exceção do Japão, informou uma porta-voz da montadora.

Representantes da Honda no Brasil não puderam informar imediatamente se o recall envolve o país.

Honda City vendido no Brasil (Foto: Ulisses Cavalcante)

Honda City vendido no Brasil (Foto: Ulisses Cavalcante)

No início desta semana, a Toyota anunciou a ampliação para Europa e China de um recall de milhões de veículos por causa de pedais aceleradores e tapetes de assoalho defeituosos. A Honda informou que o recall foi convocado para substituição de um componente que pode fazer com que água entre no interruptor acionador do vidro, causando, em alguns casos, fogo.

Houve três casos relatados de incêndio causado pelo problema, dois nos Estados Unidos e um na África do Sul, informou a porta-voz.

A Honda divulgou que vai “inspecionar e modificar os interruptores de vidro elétrico da porta do motorista que podem, em alguns casos, entrar em curto como resultado de infiltração de água”.

Vanilla Nurse foi morta aos dois anos em Cape Town, em setembro passado, quando o carro em que dormia pegou fogo.


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Chuva “enche” os lava-rápidos de São Paulo

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O período de chuvas e alagamentos na capital fez com que aumentasse a procura por empresas que recuperam carros danificados nas enchentes. As oficinas e lava-rápidos que fazem esse serviço, mais delicado do que uma simples lavagem, estão cheias.

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“Estamos com 12 carros aqui, com os funcionários sobrecarregados”, conta Willians Keizo, responsável pelo setor de higienização da Craftcar, que fica na Avenida Francisco Morato. A procura é tão grande, diz ele, que a oficina começou a recusar serviço. “Estamos pedindo para que voltem daqui a duas semanas”, afirma.

O serviço de limpeza de carros que sofreram danos em alagamentos pode ter diversos níveis e preços, dependendo de que partes do automóvel foram afetadas e qual foi o estrago causado pela água e pela lama. O interior do automóvel é desmontado, são retirados os bancos, as forrações e os consoles. Depois eles são limpos e secados individualmente.

Se apenas o assoalho e os carpetes foram danificados, os custos partem de R$ 200, em média. Quando a água sobe até os bancos, dificilmente o serviço custará menos de R$ 400, e se o estrago chegar até o painel, comprometendo a parte eletrônica e mecânica do veículo, o preço passa de R$ 1 mil. Dependendo da tecnologia dos componentes do automóvel, o preço sobe e, no caso de importados, chega a R$ 10 mil.

“É um trabalho delicado. Um carro demora cinco dias para ficar pronto”, conta Horácio Bonoldi, do lava-rápido Multilimp, que fica na Av. Antarctica. “Esse início de ano teve mais enchente do que o do ano passado; tivemos uma procura bem maior”, diz.

O aumento da procura, no entanto, não tem se revelado grande vantagem para o negócio, já que a empresa se concentra mesmo nas lavagens convencionais de automóveis. Bonoldi explica que, por se tratar de um serviço delicado, toma muito tempo, e o retorno pode não ser dos mais satisfatórios. “Um carro ‘alagado’ custa mais ou menos o mesmo do que lavar dez carros simples, mas leva cinco dias para ficar pronto”, afirma ele. “Prefiro que não chova, e aí continuo fazendo a lavagem normal de carros”, avalia ele, lembrando que, no período de chuvas, a procura por lavagens é baixa.

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Toyota afirma que não será necessário recall no Brasil

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Buenos Aires - A Toyota afirmou que a potencial falha no pedal de aceleração dos veículos da montadora - identificada em carros nos EUA, na China e na Europa - não afeta automóveis da marca produzidos no Japão e no Brasil e que, por conta disso, não haverá necessidade de recalls no Brasil nem na Argentina. Segundo a companhia, os veículos da Toyota comercializados nesses países são produzidos ou no Brasil ou no Japão.

Os modelos Camry e RAV4 comercializados no Brasil são provenientes do Japão, e o Corolla é produzido localmente na planta de Indaiatuba (interior de SP). Os demais veículos citados na campanha (Tundra, Matrix, Highlander, Sequoia e Avalon) não são vendidos no Brasil.

Rav 4 (Foto: André Lessa/ AE)

Rav 4 (Foto: André Lessa/ AE)

No início desta semana, a montadora suspendeu a venda de seus modelos mais populares nos EUA devido a preocupações de que pudessem oferecer riscos à segurança dos consumidores. A Toyota havia lançado uma operação de recall de milhões de veículos nos EUA na semana passada após um aumento no número de relatos de problemas na aceleração de alguns automóveis.

Os receios com eventuais defeitos espalharam-se para a China e fizeram a companhia anunciar o recall de 75.552 utilitários RAV4 no país. A companhia disse também que veículos na Europa seriam afetados, embora ainda não haja um número estimado de carros que precisaram passar por um eventual recall na região. Com informações da agência Dow Jones.

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Nasce na China o Peugeot 408, que chega ao Brasil no fim do ano

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A Peugeot revelou o 408 Sedan por inteiro. O carro será lançado primeiramente na China, mas o início de sua produção na Argentina, e consequente chegada ao Brasil, está marcado para o fim deste ano.

(Fotos: Divulgação)

(Fotos: Divulgação)

As imagens sem disfarces mostram um sedã com lateral esguia (cortada por um friso logo abaixo das maçanetas) e casamento perfeito entre cabine e porta-malas. O carro tem a harmonia que falta ao 307 três volumes. Atrás, lanternas estreitas e alongadas lembram os modelos 607 e 406 cupê.

Segundo o site “Argentina Autoblog”, o nome que a Peugeot adotará no Mercosul não está decidido, podendo ser 308 Sedan ou 408 Sedan.

A dianteira não é idêntica à do hatch 308 europeu. Há uma protuberância no meio do capô do 408, que termina sobre uma pequena abertura acima da placa, cercada por dois filetes cromados. Torcemos para que a versão produzida na Argentina tenha o desenho original francês, mais limpo.

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As dimensões mostram que a plataforma será a mesma do C4 Pallas - faz sentido, pois ambos dividirão a linha de montagem na fábrica de El Palomar. O Peugeot tem 2,71m de distância entre eixos e 4,68m de comprimento. O Corolla, líder do segmento de sedãs médios, tem 2,60m e 4,54m, respectivamente.

Na China, todas as versões do 408 terão freios com ABS. Os pacotes mais completos incluem seis airbags e controles de tração e estabilidade. Por lá, os motores são os 1.6 16v (110cv) e 2.0 16v (147cv). No Brasil, deverá haver a opção 2.0 16v Flex com câmbio manual ou automático com opção de trocas sequenciais.

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Há outra semelhança entre o 408 e o C4: a estratégia para o Mercosul. A Peugeot vai lançar primeiro o sedã para depois apresentar o modelo hatch.

Chuva em São Paulo deixa seguro de carro mais caro

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O grande volume de chuvas registrado na região metropolitana de São Paulo em janeiro vai provocar aumento dos preços de seguros de automóveis. A avaliação é de corretores e analistas.

Segundo Antonio Penteado de Mendonça, advogado especializado em legislação securitária e articulista do Jornal da Tarde, apenas uma das principais seguradoras do setor registrou aumento de 275% no pagamento de indenizações por conta de danos causados pelas chuvas em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2009. O número saltou de 400 para 1,5 mil e o mês ainda não terminou. ?Isso tem impacto considerável no caixa de qualquer companhia, o que acaba sendo repassado aos consumidores?, afirma.

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Na avaliação de Mendonça, não é possível determinar qual será o impacto nos preços porque é preciso esperar para saber o quanto o aumento da demanda repercutirá no mercado como um todo. ?Apesar disso, haverá repasses ao longo do ano?, diz.

Leoncio Arruda, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado (Sincor-SP), afirma que desde dezembro, quando as chuvas se intensificaram, o volume de registros por danos encaminhados ao Sincor-SP aumentou cerca de 20% em relação à média mensal do ano.

Na opinião de Arruda ainda é precipitado cravar de quanto será o aumento, mas se as seguradoras perceberem ao final do primeiro trimestre uma elevação no pagamento de indenizações certamente irão recompor seus caixas com reajustes. Os produtos existentes no mercado preveem coberturas parcial e total, explica Arruda. Esta última, que contempla colisão incêndio e roubo, também cobre danos causados pelas chuvas.

Ele ressalva, porém, que o pagamento apenas ocorre quando a inundação vai ao encontro do consumidor, isto é, a água atinge o automóvel surpreendendo o motorista e provocando estragos. Se a seguradora provar que o proprietário se arriscou na travessia de alagamentos e ficou no meio do caminho, não há indenização. A regra vale para casos de danos à parte elétrica, quando a ocorrência é classificada como perda total, ou não.

De acordo com Arruda, boa parte dos consumidores faz apólice de seguro na modalidade total, já que a parcial, que prevê cobertura de apenas parte das ocorrências, custa entre 40% e 50% menos que o valor do seguro total.

Ele observa que adendos contratuais que aumentem a abrangência da apólice podem ser feitos a qualquer tempo, desde que a diferença seja paga e sem haver carência para utilização.

?O único problema é que se a mudança ocorrer por conta de algum dano vai constar da apólice e, certamente, alterar o preço?, afirma Arruda.

Segundo Alex Rodrigues, da Topmar Corretora, se o ritmo de chuvas continuar certamente haverá reflexos nos preços que as seguradoras cobram de seus clientes. Até a manhã de ontem, o Centro de Gerenciamento de Emergência da Prefeitura da capital (CGE) havia registrado chuva equivalente a 419,5 milímetros, índice recorde mensal da série histórica da medição, iniciada em 1995. Ele afirma que, hoje, nove entre dez contratantes pedem informações sobre coberturas contra enchentes.

A vendedora Terezinha Xavier, 61 anos, foi uma das vítimas da chuva de anteontem. ?Não tive outra reação que não chamar a seguradora. Se tentasse ligar o carro novamente poderia ser acusada de provocar o dano?, diz. Ela conta que recebeu a recomendação de procurar uma oficina credenciada, mas preferiu levar em um estabelecimento de sua confiança. ?Como não houve a inutilização do veículo, eu teria de arcar com a franquia de R$ 1.532?. Ela diz que vai esperar a avaliação e se a conta ficar menor, pagar do bolso.

ATENÇÃO:

Os seguros de automóveis existentes no mercado preveem cobertura parcial e total. A primeira modalidade contempla danos causados por incêndio ou contra terceiros, por exemplo

A cobertura total inclui, além desses casos, colisão e danos causados por enchentes

Portanto, estão protegidos contra problemas causados pela chuva os consumidores cujas apólices contemplam seguro total, cujo valor é até 50% maior que o de um contrato parcial

As indenizações valem para casos em que o motorista está em determinada área e é pego pela inundação. Quem tentar atravessar alagamentos e não conseguir perde direito ao pagamento

Atualmente, nove entre dez contratantes do produto querem proteção contra alagamentos, segundo corretores


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