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Ford EcoSport muda pouco, mas chega custando menos

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Ford EcoSport 2011 começa a ser vendido na primeira quinzena de fevereiro

Ford EcoSport 2011 começa a ser vendido na primeira quinzena de fevereiro

O Ford EcoSport já chegou a 2011 com leves mudanças visuais na carroceria. É a segunda e última reforma de estilo que o jipinho recebe antes da chegada de sua segunda geração. Nesta atualização, as mudanças foram sutis. De relance, é até difícil notar o que mudou, pois a empresa direcionou poucos recursos para renovar a aparência do modelo. Os investimentos pesados já estão sendo aplicados no Eco completamente novo, que deve fazer sua estreia no final de 2012.

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Na dianteira, uma nova grade do radiador faz conjunto com a inscrição EcoSport estampada na borda do capô, realçando ainda mais o jeitão de Land Rover Freelander, traço que foi adotado na primeira reestilização, feita em outubro de 2007. Mas as semelhanças com o parente inglês terminam aqui. Está com dificuldades em ver onde estão as outras modificações? Repare no fundo escurecido do farol. As versões 4WD (dotada de tração nas quatro rodas) e Freestyle (a mais vendida), receberam uma máscara escurecida na peça.

Andando pelas laterais, nota-se novas rodas de 15 polegadas, um aplique de plástico maior nas portas, uma moldura contornando as beiradas do para-lamas e um rack longitudinal no teto, substituindo o anterior, instalado na transversal. A troca melhorou a aerodinâmica e, consequentemente, reduziu o nível de ruído, segundo a montadora.

Apliques plásticos nas portas, para-lamas e novas rodas marcam a lateral

Apliques plásticos nas portas, para-lamas e novas rodas marcam a lateral

Aliás, durante as apresentações da novidade, a Ford fez questão de enfocar a redução de barulho no interior, uma das principais reclamações dos clientes. “Desde o lançamento do EcoSport, já atingimos redução de 40% no nível de ruído interno”, diz Milton Lubraico, engenheiro-chefe da montadora. Em comparação com o EcoSport de 2003, realmente a melhora foi significativa, mas não tão grande quanto os executivos e engenheiros afirmam. Na prática, o motor 2.0 gosta de lembrar aos passageiros que está trabalhando duro debaixo do capô, sobretudo quando a rotação ultrapassa os 3.500 giros. O mesmo vale para os pneus de uso misto empregados nas versões Freestyle e 4WD. São confortáveis e, acredite, estáveis mesmo no asfalto, mas não são silenciosos. Já o propulsor 1.6 se manifesta menos e não atrapalha conversas, mesmo na estrada.

O câmbio não é tão macio quanto o de outros carros oferecidos pela empresa, como Ka, Fiesta e Focus, mas também agrada por ter engates precisos ? garantindo agilidade durante as trocas de marcha.

EcoSport 2011 (esq.) em comparação com a reestilização de 2007

EcoSport 2011 (esq.) em comparação com a reestilização de 2007 (Foto: Ulisses Cavalcante)

Nada mudou na mecânica. Permanecem os motores 1.6 e 2.0, ambos bicombustível, com opção de transmissão automática e tração nas quatro rodas para a opção mais forte. Enquanto o propulsor 1.6 desenvolve 107 cavalos (a 5.500 rpm) o 2.0 entrega 145 cv. Seu grande destaque, no entanto, é o torque de 19,4 kgfm, que garante boa dose de fôlego em subidas. O Eco 4WD representa apenas 5% das vendas do utilitário, mas é importante para a imagem do produto, definido como “aventureiro”, de acordo com Adriana Camadori, gerente de marketing da Ford.

As versões de acabamento continuam as mesmas (XL, XLS, XLT, equipadas com motor 1.6; Freestyle, XLT, XLT automático e 4WD, com propulsor 2.0). As duas motorizações são flex.

eco4A estratégia de lançamento do EcoSport 2011 incluiu uma ligeira redução nos preços sugeridos. A versão Freestyle 1.6, campeã de vendas, recebeu computador de bordo e comando do rádio atrás do volante em sua lista de itens de série e parte de R$ 57.190, quase R$ 1.500 a menos que o modelo 2010.

Todas as outras configurações também estão mais em conta na tabela, incluindo a mais barata, a XL 1.6, cujo preço inicial é R$ 49.900.

Interior teve mudanças no quadro de instrumentos e nos padrões de tecidos

Interior teve mudanças no quadro de instrumentos e nos padrões de tecidos

Até 2009 o Eco manteve-se sozinho no segmento que inaugurou. Ano passado o Chery Tiggo estreou no Brasil custando R$ 49.900, mas o chinês ainda não representa grandes ameaças. Para 2011 a Renault prepara o Duster, um jipinho romeno que será produzido na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Por ora, os rivais continuam os mesmos, mas todos baseados em peruas, hatches ou monovolumes, como o Peugeot 207 Escapade, Volkswagen CrossFox e Fiat Idea Adventure. No ano que vem, a briga se acirra com o francês, que também terá opção de tração nas quatro rodas.

Iluminação branca do novo painel fica ligada o tempo todo, mesmo durante o dia

Iluminação branca do novo painel fica ligada o tempo todo, mesmo durante o dia

O Eco 2011 passa a contar com garantia de três anos. Quer dizer que, comprando um hoje, você terá cobertura de fábrica até a chegada de sua segunda geração. Basta manter-se fiel às revisões descritas no manual. Os preços de manutenção corriqueira, como trocas de óleos e filtros, têm preço tabelado.

Versão de 2003 (esq.) lado a lado com a modificação de 2007

Versão de 2003 (esq.) lado a lado com a modificação de 2007

* o jornalista viajou a convite da Ford

Volkswagen anuncia plano para elevar vendas em 10 milhões

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Frankfurt - A Volkswagen planeja tirar da Toyota Motor o título de maior montadora do mundo e anunciou um ambicioso plano de expansão para aumentar as vendas anuais de veículos para 8 milhões no médio prazo e para mais de 10 milhões até 2018. Maior montadora da Europa em vendas, a Volkswagen possui as marcas de automóveis VW e Audi, a luxuosa marca de carros esportivos Bugatti e a marca de caminhões pesados Scania, entre suas nove marcas. Em 2009, a Volks vendeu 6,3 milhões de veículos, comparado com 7,8 milhões vendidos pela Toyota.

A Volkswagen tem como meta de margem de lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) para o negócio automotivo no médio prazo de pelo menos 5%, excluindo a planejada integração com a Porsche Automobil Holding em 2011. Sua margem Ebitda nos primeiros nove meses de 2009 estava em 2%.

O anúncio de novas metas de rentabilidade, junto com um agressivo plano de expansão, ocorre em um momento em que a Toyota sofre os efeitos negativos de um gigantesco recall e uma abrangente suspensão nas vendas e produção. Alguns estudiosos da indústria avaliam que o quesito qualidade era um dos fatores relacionados ao rápido crescimento da Toyota nos últimos anos.

A companhia japonesa, que ganhou participação de mercado nos EUA às custas das montadoras de Detroit nos últimos anos, tinham reputação de confiabilidade e alta qualidade de seus veículos. Contudo, recentemente, um defeito no pedal do acelerador forçou a companhia a anunciar o recall de 8,1 milhões de veículos.

A meta da Volkswagen para a margem de Ebitda em 2018 é de 8%. O plano de investimento de capital em suas operações automotivas será de ao redor de 6% no longo prazo. A meta da Volks de retorno sobre investimento em suas operações automotivas são de mais de 16% em 2018.

O executivo-chefe da Volkswagen, Martin Winterkorn, e o executivo-chefe financeiro, Hans Dieter Poetsch, devem dar mais detalhes sobre as metas de crescimento da companhia em uma conferência com investidores marcada para esta quarta-feira em Londres.

A Volkswagen conseguiu enfrentar melhor os problemas da indústria no ano passado em comparação com suas concorrentes, em parte, por causa da suar maior presença na China e forte operação no Brasil. Além disso, as vendas domésticas na Alemanha foram reforçadas pelos incentivos do governo para troca dos veículos velhos em 2009. As informações são da Dow Jones.

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