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Nissan Livina derrota Kia Soul e Honda Fit

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Soul x Livina x Fit (Fotos: André Lessa/ AE)

Soul x Livina x Fit (Fotos: André Lessa/ AE)

O recém-lançado Kia Soul mira modelos de diferentes categorias. É que, embora seja um hatch, o sul-coreano mistura elementos de outros segmentos, como furgovans e até utilitários-esportivos. Sua briga maior, no entanto, é com os monovolumes Nissan Livina e Honda Fit.

Neste comparativo confrontamos o Soul topo de linha (com tabela de R$ 64.900 e motor 1.6 de 124 cv a gasolina) com as opções mais refinadas de Livina (a partir de R$ 57.840, traz o 1.8 bicombustível de até 126 cv) e Fit (EXL, com o 1.5 16V flexível de até 116 cv, por R$ 67.725), todos com câmbio automático. Em disputa apertada, foi o Nissan quem levou a melhor. Na briga pelo segundo lugar, o Kia venceu o Fit por por pouco.

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O Livina ganhou a briga baseado nas características que já o haviam feito superar o Fit em comparativo das versões de entrada. Feito em São José dos Pinhais, no Paraná, ele tem preço atraente (R$ 6.900 mais barato que o Soul e quase R$ 10 mil que o Fit), entrega desempenho agradável e oferece bom espaço a bordo.

O Kia até tem tabela competitiva pelo que oferece: inova em alguns itens de série. É o único, por exemplo, a trazer câmera na traseira para auxílio a estacionamento. A imagem é projetada no retrovisor interno, que é eletrocrômico, ou seja escurece automaticamente.

Honda Fit

Honda Fit

Contra o Soul estão o fato de ter o menor porta-malas e de ser o único do trio cujo motor só roda com gasolina (ganhará tecnologia flexível este ano).

Já o Honda Fit, feito em Sumaré (SP), é bem equipado e tem câmbio de cinco marchas (os dos outros têm quatro), com a exclusividade da opção de trocas sequenciais por aletas no volante, além dos bancos de couro. Mas é caro pelo que oferece.

Kia Soul

Kia Soul

E sua suspensão, embora tenha melhorado em relação à da geração anterior, é dura e transmite ao interior boa parte das irregularidades do piso. Fica devendo ao Livina, o mais bem acertado dos três. O Soul avaliado, com enormes pneus 225/45 em rodas de 18?, também vibra, mas em menor intensidade.

Nissan Livina

Nissan Livina

VIRTUDES DO LIVINA COMPENSAM DEFEITOS - Carro equilibrado, o Livina pode não ter o desenho mais bonito dos três, mas gera menos controvérsia que o do Soul. O acerto de suspensão do Nissan atende quem quer rodar confortavelmente, sem sentir as irregularidades do piso, e não desaponta os que buscam firmeza em curvas. Gostoso de guiar, ele conta com boa resposta de direção e motor potente.

A lista de itens de série não é tão recheada, mas traz o que se espera de um veículo desse segmento. O espaço se destaca, com o maior porta-malas deste trio e conforto para três pessoas no banco traseiro, o mais macio.

Interior do Livina

Interior do Livina

Há pontos negativos: falta de espaço para os pés de quem viaja atrás, por causa da estrutura dos bancos dianteiros, e o isolamento acústico é pouco eficiente. O ruído do motor invade a cabine, algo mais discreto no Fit e que não ocorre no Soul. O Livina também tem, na média, o seguro mais em conta.

BONITO POR DENTRO, CONTROVERSO POR FORA - A boa qualidade do acabamento do Soul fica mais evidente quando se entra nele logo após sair do Livina (que é o pior dos três nesse aspecto). O sul-coreano está no mesmo patamar do Fit. Não há rebarbas, os plásticos são de boa qualidade e o carro é silencioso, com o melhor isolamento acústico. Pouco se ouve do motor.

Cabine do Honda Fit

Cabine do Kia Soul

Mas seus pneus, cujo perfil baixo dão a ele rodar áspero, são um problema. Ao menos a estabilidade em curvas pode dar inveja a alguns modelos esportivos. A direção, macia demais, poderia ser mais “comunicativa”. Em velocidade, no entanto, mantém-se bem firme.

O motor do Soul é bom e lhe dá respostas rápidas - embora sem a vivacidade do Livina, por causa do torque menor e do peso do carro, mais elevado. O fato de ser só a gasolina rouba pontos.

A garantia de cinco anos é um atrativo (Nissan e Honda oferecem três). Mas a manutenção pesa. Um farol, por exemplo, custa R$ 1,2 mil, três vezes mais que o preço do mesmo item dos rivais.

EXCLUSIVIDADE NÃO JUSTIFICA O PREÇO - Se o Kia Soul é único a oferecer câmera para ajudar em manobras à ré, retrovisor eletrocrômico e outros apetrechos, o Fit também tem suas exclusividades. Só ele conta com bancos de couro, aletas no volante para troca de marchas, ar-condicionado digital e freio a disco nas quatro rodas.

Cabine do Honda Fit

Cabine do Honda Fit

Também é o único a dispor de encostos reclináveis no banco traseiro e cinto de segurança de três pontos para o passageiro do meio - nos rivais o cinto é subabdominal. E no Livina nem há apoio de cabeça nessa posição.

Mas isso não justifica seu preço R$ 10 mil superior ao do Nissan. Até o Soul, que vem da Coreia do Sul e paga imposto de importação (35%) é mais barato.

Além disso, o Fit tem rodar duro, o que compromete o conforto, e menos espaço a bordo. Seu motor também fica devendo em agilidade. Mas o maior pecado é a visibilidade, comprometida pela coluna dianteira, muito larga. Com 42 litros, seu tanque de combustível é o menor dos três.

Honda amplia fábrica brasileira e anuncia novos investimentos

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A Honda Automóveis do Brasil apresentou um novo setor produtivo na fábrica de Sumaré, no estado de São Paulo. As máquinas adquiridas em 2009 permitem a produção de componentes plásticos, incluindo sua pintura dentro da planta. Todos os para-choques, painéis e pequenas peças dos três modelos produzidos estão sendo feitos localmente, substituindo os materiais entregues por fornecedores.

Desde sua inauguração, em 1997, a unidade produtiva brasileira já consumiu mais de US$ 750 milhões e, de acordo com a Honda, os investimentos acumulados irão atingir US$ 1 bilhão até o final de 2011. No ano passado, a montadora celebrou a produção de 700.000 veículos no país.

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A fábrica de Sumaré emprega aproximadamente 4.000 funcionários e produz todos os dias 630 veículos, incluindo o monovolume Fit (40%) e os sedãs City (30%) e Civic (30%). A conta inclui também a versão esportiva Civic Si. A marca está próxima da capacidade máxima de 650 automóveis, mas novos investimentos de curto prazo deverão aumentar este número para 680.

Com a inauguração do setor de injeção e pintura plástica, a unidade entrega diariamente peças para 800 veículos. O número é superior ao de veículos produzidos, pois leva em consideração o mercado de reposição.

Em setembro de 2008 a Honda já havia ampliado o setor de powertrain (motores e transmissões), aumentado a capacidade produtiva de 12.500 unidades/mês para 18.500 unidades/mês. As caixas de câmbio automáticas ainda são importadas de outros países.

Para 2010, a Honda pretende produzir 151.000 automóveis em Sumaré. Ano passado foram 137.000 carros.

Honda amplia recall de airbags nos Estados Unidos

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Detroit - A fabricante de automóveis japonesa Honda informou ontem ter incluído mais 378,7 mil veículos nos Estados Unidos em um recall anunciado no ano passado para o conserto de problemas nos airbags. Os problemas estariam relacionados a acidentes que computaram um morto e 11 feridos.

A decisão anunciada ontem amplia um recall feito em novembro de 2008 de 4 mil sedãs Accord e Civic. Esse recall foi expandido, em julho do ano passado, para mais 440 mil carros. O anúncio de ontem atinge os modelos Accord, Civic, Odyssey, CR-V, dos anos de 2001 e 2002, além dos modelos Acura do ano 2002.

Segundo a empresa, a causa do recall é que, em alguns veículos, o inflador do airbag estaria aplicando uma pressão muito alta, o que poderia provocar a ruptura da bolsa e ocasionar ferimentos ou, em casos extremos, até a morte.

A montadora afirmou, no entanto, que não havia registro de novos incidentes com os airbags desde que o recall foi ampliado, em julho passado. “Porém, não temos certeza de que o inflador dos airbags dos veículos incluídos neste novo recall terão o desempenho esperado”, disse a empresa.

A Honda já havia anunciado recentemente um recall mundial do Fit, por causa de problemas com a vedação do interruptor dos vidros elétricos, o que poderia permitir a passagem de umidade e, em casos extremos, provocar até um curto-circuito. No mundo todo, mais de 600 mil veículos devem passar por reparos. No Brasil, a empresa anunciou na semana passada que 186,9 mil carros, fabricados entre 2003 e 2008, terão de passar pelas oficinas da marca para o reparo.

 

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