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Toyota Etios terá perua e jipe

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Após o início da produção do Etios no Brasil, prevista para outubro de 2011, a Toyota pretende aumentar a gama de opções do modelo apresentado durante o Salão de Nova Délhi (Índia) nas versões hatch e sedã. Aqui o carro deverá dar origem a uma perua e a um jipe compacto.

Hatch da Toyota será feita no Brasil (Fotos: Divulgação)

Hatch da Toyota será feita no Brasil (Fotos: Divulgação)

Segundo fontes, inicialmente a meta da Toyota é produzir 70 mil hatches por ano na fábrica que a empresa está erguendo em Sorocaba, no interior do Estado. Depois será a vez do sedã (30 mil anuais), para em seguida ampliar a capacidade para 200 mil unidades/ano.

Etios sedan

Etios sedan

COROLLA 2.0 - está previsto para abril o início das vendas do Corolla com motor 2.0 flexível, cuja potência ficará um pouco acima de 150 cv - o 1.8 rende 136 cv. O propulsor 1.6, que era oferecido na versão XLi, deixou de ser produzido.

Não haverá mudanças visuais. Além do motor, as novidades ficarão restritas aos equipamentos. O 2.0 será oferecido nas versões SE-G e XE - equivalente à atual XEi -, que partirá de cerca de R$ 70 mil. As opções XLi e GLi passarão a se chamar XL e GL, respectivamente. Estas manterão o propulsor de 1,8 litro.

Em agosto de 2009 o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) mudou as regras de isenção de ICMS para compra de veículos por portadores de necessidades especiais. Agora o teto de preços é de R$ 70 mil, valor que inclui a versão automática do Corolla XL 1.8.

Secretaria da Fazenda de SP reduz IPVA de dois modelos do Gol

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São Paulo - A secretaria da Fazenda de São Paulo corrigiu a tabela do IPVA 2010 e ajustou a cobrança do tributo para dois modelos do veículo Gol, da Volkswagen. No caso do Gol 1.0 G IV, anos de fabricação 2008 e 2009, houve um erro da Fipe, responsável por elaborar a tabela de valores venais, que tornou a base de cálculo maior. Ou seja, proprietários que quitaram o imposto em janeiro, em cota única com desconto, pagaram mais. O ressarcimento será efeito em qualquer agência da Nossa Caixa. O proprietário deve comparecer ao local com os documentos de identidade e do veículo.

Quem optou pelo parcelamento, também teve a primeira quota cobrada com valor maior. Nesse caso, porém, o ajuste foi feito pela secretaria na parcela de fevereiro, com o desconto do que foi cobrado a mais na primeira quota.

Já em março, o valor estará correto e corresponderá a um terço do valor já corrigido. Dessa forma, o valor das três parcelas somadas corresponderá ao imposto devido.

Ainda houve correções no caso do Gol MI, anos de fabricação 1995,1996 e 1998. A Fazenda informou que nesse grupo o ajuste foi adotado como exceção à regra de cálculo, para que os contribuintes não tivessem um aumento no tributo. Na antiga lei do IPVA, o imposto de veículos entre onze e vinte anos de fabricação correspondia a 90% do valor do ano anterior.

Além do Gol, outros três modelos também tiveram ajustes no IPVA 2010: Jeep G Cherokee Limited, GM Captiva Sport FWD e moto Sanyou XGW V1500W.

Toyota Hilux ganhará motor flexível

Categorias: TODAS AS NOTÍCIAS

Além do Corolla com motor 2.0, que deve começar a chegar às lojas em abril, a Toyota prepara as versões bicombustíveis da picape Hilux e do utilitário-esportivo SW4. Os dois modelos estarão à venda em outubro e estrearão como parte da linha 2011 da fabricante.

Hilux vai ganhar versão bicombustível (Foto: Divulgação)

Hilux vai ganhar versão bicombustível (Foto: Divulgação)

O motor que receberá a tecnologia bicombustível será o 2.7, que atualmente gera 158 cv com gasolina. Com álcool, deve produzir 2 cv a mais. A Hilux 2011 será oferecida apenas com cabine dupla e tração 4×2. Já o SW4 continuará com as opções 4×2 e 4×4.

Os preços não devem ficar muito diferentes dos sugeridos atualmente para as opções a gasolina. A tabela da picape parte de R$ 82.930 e a do utilitário esportivo começa em R$ 110.400.

Hoje, das picapes médias nacionais apenas Chevrolet S10 e Mitsubishi L200 têm versões com propulsor flexível - 2.4 e V6 3.5, respectivamente.

Kia Cerato dá um banho no Fiat Linea

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Cerato x Linea (Fotos: André Lessa/ AE)

Cerato x Linea (Fotos: André Lessa/ AE)

Sedãs de dimensões e preços semelhantes, o renovado Cerato e o Linea têm o objetivo de romper paradigmas de suas marcas no mercado. O brasileiro veio para tentar ser o primeiro três-volumes médio de sucesso da Fiat em muitos anos, missão que ainda não cumpriu com a eficiência esperada pela fabricante. Já o sul-coreano Cerato manteve só o nome do carro antigo. Com ele, a Kia quer agregar sofisticação à sua imagem.

Cerato

Cerato

Se depender do confronto direto entre eles, a Kia tem mais chance de se dar bem. O Cerato deu um banho no Linea neste comparativo.

O Fiat parte de R$ 56.800 na versão LX Dualogic, mas a escolhida para o duelo foi a HLX, cujo nível de equipamento é mais compatível com o do Cerato. Nessa configuração, a tabela inicial do sedã Fiat é de R$ 59.350, mais que os R$ 57.900 do sul-coreano.

Linea

Linea

E para encontrar todos os itens do Cerato no Linea HLX, o consumidor terá de adquirir alguns opcionais, que elevarão a tabela do Fiat para R$ 62.686. Mas não é só nos equipamentos que o sul-coreano se sobressai. Apesar do motor 1.6, de 126 cv, ser só a gasolina - o do Fiat é 1.9 flexível, de até 127 cv -, o câmbio é automático de quatro marchas, mais eficiente que o automatizado de cinco velocidades do sedã brasileiro.

O Cerato também é superior em acabamento, acerto mecânico e espaço. A verdade é que o Kia é um médio de verdade, enquanto o Linea deriva do compacto Punto, mas traz entre-eixos esticado. Além disso, rodando ele vai tão bem quanto o Linea, embora o desempenho de ambos não empolgue.

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MAIS POR MENOS - O câmbio automático do Cerato trabalha de forma mais suave que o do Linea e não há ?buracos? entre as trocas. Mas uma quinta marcha cairia bem ao Kia, que deixa a desejar em trechos de subida, por exemplo. Além disso, às vezes a caixa fica meio ?boba?, sem saber que marcha usar. A função sequencial, que permite mudanças manuais, resolve o problema.

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Esse recurso também funciona com o Linea. Porém, prepare-se para os irritantes avisos sonoros emitidos toda vez que se tenta trocar alguma marcha em faixa de rotação não recomendada pelo sistema.

O comando variável de válvulas do motor do Kia resolve o problema de falta de ímpeto típico nos 1.6 em rotações baixas. Assim, ele deixa o Cerato embalar mais rápido que o Fiat.

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KIA TRAZ MAIS DE SÉRIE. FIAT SE SOBRESSAI NOS OPCIONAIS - O ponto negativo do Cerato é a ausência de motor flexível, que a Kia promete oferecer para o modelo a partir deste ano. O sedã sul-coreano também não tem itens como como sensores de estacionamento e de chuva, volante regulável em profundidade e controlador de velocidade de cruzeiro. Todos estão disponíveis, mesmo que como opcionais, para o três-volumes da Fiat.

Ainda assim, o pacote do Cerato é muito bom. A versão automática, topo de linha, traz ar-condicionado digital, rodas de liga leve de 16?, freios ABS, air bag duplo, tocador de CDs com leitor para MP3 e entradas auxiliares, entre outros.

Kia Cerato

Kia Cerato

O Fiat tem mais opcionais e, para se equiparar ao Cerato, tem de receber o kit Essence e o sistema Blue&Me, composto por rádio com Bluetooth e entradas auxiliares. Nesse caso, ele fica com sensor de estacionamento traseiro a mais que o rival. Mas mesmo assim, os padrões de acabamento e de construção do Kia estão num patamar superior.

Fiat Linea

Fiat Linea

NO BOLSO - Os seguros dos dois sedãs não são dos mais animadores. Cotação feita por corretora em três empresas apontou médio de R$ 3.495 para o Cerato, pouco superior à do Linea, de R$ 3.333.

A vantagem do Fiat é maior nas franquias. Na média, acionar o seguro do Linea custa R$ 2.373 e o do Cerato, R$ 3.328. Um das seguradoras chegou a pedir R$ 4.546 de franquia para o modelo da Kia.

Mas o que mais pesa contra o Cerato são suas peças. Na soma dos componentes da pesquisa do InformEstado, o dono de um Kia gastaria 150% a mais que o de um Linea.

 

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No Brasil, recall incomoda pouco

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A Toyota, empresa que sempre cultivou uma imagem de perfeição, enfrenta um bombardeio de críticas por causa do megarecall de mais de 8 milhões de veículos, a maioria nos Estados Unidos. Analistas internacionais avaliam até a possibilidade de a crise de imagem levar a empresa a perder o posto de maior montadora do mundo alcançado no ano passado.

O consumidor americano, mesmo habituado a inúmeros recalls “prática iniciada nos anos 60″, demonstrou sua insatisfação em janeiro, quando as vendas da marca caíram 16%, queda bem maior que o das outras empresas. No Brasil, onde convocações em massa para corrigir defeitos de fabricação começaram há duas décadas, o consumidor não demonstra a mesma fúria.

Empresas que fizeram recalls polêmicos, como o do Chevrolet Corsa, em 2000, e o do Volkswagen Fox, em 2008, não foram massacradas pelo mercado. Ambas seguem no grupo das três maiores montadoras em atividade no País e os dois modelos permanecem na lista dos dez mais vendidos.

“O americano tem uma cultura diferente, está sempre calculando o que pode ganhar ou perder numa situação”, diz Paulo Roberto Garbossa, da consultoria ADK. Além de indenizações por acidentes e mortes, donos de Toyota estão entrando com ações por causa da desvalorização dos carros após as sucessivas convocações. “Coisa de US$ 200 a US$ 300 por veículo”, afirma Garbossa.

Em 2000, quando a GM fez o maior recall da indústria brasileira, de 1,2 milhão de Corsas, o modelo vendia pouco mais de 100 mil unidades por ano. No ano passado, vendeu mais de 170 mil. O recall foi motivado pelo cinto de segurança, que se desprendia. Foram relatados vários acidentes, dois com vítimas fatais.

A GM foi criticada por ter demorado a reconhecer o defeito, acusação que hoje também recai sobre a Toyota. O primeiro acidente com vítima ocorreu em abril de 1999, o segundo em julho do ano seguinte e o recall foi anunciado em outubro.

O Fox também enfrentou uma grave crise. A peça usada para baixar o banco traseiro e ampliar o porta-malas provocou a mutilação de parte de dedos de oito pessoas. A primeira ocorrência foi registrada em 2004, mas o recall só foi feito em 2008, após interferências do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), também pressionado pela mídia.

Rodolfo Rizzotto, responsável pelo site estradas.com, que mantém histórico sobre recalls feitos no País, calcula que, na média, 50% dos consumidores atendem aos chamados.

No ano passado as montadoras realizaram 35 recalls no Brasil, envolvendo 723,8 mil veículos, muito menos que os 1,26 milhão de modelos convocados em 2008 em 27 campanhas. Este ano, em menos de dois meses ocorreram quatro chamamentos envolvendo 394 mil automóveis, mais do que o registrado em todo o ano de 2007, quando 256,3 mil carros tiveram de ser levados às revendas para correção de defeito de fábrica. Os dois recalls mais importantes ocorreram este mês, envolvendo 193,2 mil Gol e Voyage, da Volkswagen, e 186,9 mil Honda Fit.

“O recall tem um lado negativo, que é o reconhecimento de um erro, e o positivo, que é a decisão de corrigi-lo”, diz José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute, divulgador do sistema de “produção enxuta”, típico da Toyota. Para ele, a Toyota errou ao estabelecer estratégia de crescimento rápido e de “perseguir um objetivo não relevante dentro de sua filosofia, o de ser a maior do mundo”.

Ferro, porém, acredita que há também um “lado emocional” no episódio. “Os americanos não engoliram o fato de a Toyota ter passado a GM.”

Outra polêmica no Brasil é sobre a demora dos órgãos responsáveis, no caso o DPDC e o Denatran, em analisarem acidentes que poderiam levar as empresas a realizarem recall. Um deles envolve o Stilo, da Fiat, com denúncias de que a roda pode se soltar. Há pelo menos 20 supostos casos, alguns com vítimas fatais.

O tema está em análise há quase dois anos, sem que os órgãos cheguem a uma conclusão. Para a Fiat, que fez diversos testes, as rodas não são a causa do acidente, pois teriam se soltado após o impacto.

Outro caso nas mãos do Denatran é o do Chevrolet Vectra, com denúncias de incêndios causados pela explosão do tanque de combustível, problema não reconhecido pela fabricante. O diretor do DPDC, Ricardo Morishita, ressalta que, ao não reconhecerem os defeitos, Fiat e GM estão sujeitas a penalidades como multa de R$ 3 milhões e detenção de diretores por 2 anos, caso sejam comprovados defeitos de fabricação.




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