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Volvo convoca recall do XC60 2009 e 2010

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Rio - A Volvo do Brasil convocou, nesta quarta-feira, os proprietários do modelo XC60, anos 2009 e 2010, com numeração de chassis número YV1DZ995692000255 a YV1DZ9956A2086284, a entrarem em contato com um distribuidor da marca para agendarem verificação e, caso necessário, reparar o painel lateral dos assentos do motorista e do passageiro dianteiro.

XC60 (Foto: Divulgação)

XC60 (Foto: Divulgação)

No comunicado, a Volvo informa a possibilidade de despreendimento do cinto de segurança do motorista e do passageiro dianteiro em caso de impacto lateral, elevando assim, os riscos de lesões corporais.

Para mais informações, os consumidores devem entrar em contato com a Volvo pelo telefone 0800-707-75-90 e ou pelo site da empresa .

Segundo o Procon-SP, por se tratar de possibilidade de acidente com risco à saúde e segurança dos usuários e de terceiros, o atendimento deve ser de imediato. O recall envolve os modelos adquiridos da concessionária ou de pessoa física. Se o consumidor tiver qualquer dificuldade para efetuar o reparo ou substituição, deve procurar um órgão de defesa do consumidor.

 

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VW Saveiro Cross custa R$ 41.840

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VW Saveiro 2011

VW Saveiro 2011 (Fotos: Ricardo Hirae)

A Saveiro Cross é a versão com roupinha de aventureira que a Volkswagen traz ao mercado brasileiro para concorrer com a Fiat Strada Adventure. Trata-se da terceira configuração da picape baseada na geração atual da linha Gol. As outras duas, a básica e a Trooper (intermediária), foram lançadas em agosto do ano passado.

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Agora, a Volks tem uma arma para enfrentar de igual para igual a rival italiana ? atual líder de mercado. Por R$ 41.840, a novidade chega recheada de equipamentos para arrancar clientes da Fiat. Assim como a montadora instalada em Betim, a Saveiro Cross tem cabine estendida e usa pneus de uso misto ? feitos, teoricamente, para se sair bem tanto no asfalto quanto na terra. O diferencial da Volks está no estepe sob o veículo, não desperdiçando espaço nem na caçamba, nem dentro do carro. Há também tampa traseira com molas à gás, facilitando a abertura da porta de carga, e repetidores do pisca-alerta nos retrovisores. A Fiat, por sua vez, tem a exclusividade do diferencial dianteiro blocante. A Strada parte de R$ 46.820.

O preço anunciado da Saveiro não inclui ar-condicionado, freios ABS, nem airbags, mas os três equipamentos são vendidos como opcionais. Com ar incluso, o valor sugerido sobe para R$ 44.684.

Tampa da caçamba traz adesivo com o nome da versão

Tampa da caçamba traz adesivo com o nome da versão

O ZAP avaliou a Saveiro Cross em um trecho rodoviário entre São Paulo e Campinas. Sem carga na caçamba e com duas pessoas à bordo, destaca-se a precisão do câmbio e as retomadas de velocidade garantidas pelo motor 1.6 bicombustível de 104 cavalos, quando abastecido com álcool. Quando a gasolina é escolhida, a potência cai para 101 cv. Os pneus de uso misto Pirelli Scorpion 205/60R15 não chegam a aumentar o ruído interno, nem a prejudicar a estabilidade do veículo nas curvas. Aliás, a suspensão passa bastante confiança nos contornos fechados.

Painel tem dois tons. Tecido dos bancos é exclusivo da versão

Painel tem dois tons. Tecido dos bancos é exclusivo da versão

A motorização 1.6 é a única disponível, juntamente com o câmbio de cinco marchas. Por ora não haverá a opção automatizada que a Volks chama de I-Motion. Os executivos da marca ainda guardam segredo quanto a possibilidade de equipar a picapinha com essa transmissão.

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Não pense que a Saveiro Cross oferece vantagens no off-road. O único equipamento que dá uma forcinha na terra são os pneus, mas bem pouco. Seu habitat continua sendo o asfalto. Se você pretende encarar estradinhas enlameadas que não tragam muita dificuldade, o ideal é considerar o sistema Locker da Fiat.

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As linhas adotadas na Saveiro seguem a mesma fórmula do novo CrossFox. Há molduras plásticas nos para-choques e nos para-lamas, envolvendo as caixas de roda. A inscrição ?Saveiro Cross? está presente nos quatro lados do veículo. Na frente, as letras estão em baixo relevo sob a grade do radiador. Até dentro do carro, no pomo do câmbio, encontra-se o nome ?Cross? para diferenciar a versão.

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Outras versões
A Saveiro Cross junta-se às versões Saveiro e Saveiro Trooper, ambas disponíveis com cabine simples ou estendida. A mais barata parte de R$ 32.030 e chega a R$ 40.300 (Trooper CE). Incluindo os opcionais, a Trooper com cabine estendida fica mais cara que a Cross.

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Confira como cada carro se comporta ao passar por trechos alagados

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Rio - É verão, faz sol há dias, mas sempre fica aquela pulga atrás da orelha: a qualquer hora, pode cair um dilúvio. Quais são os melhores modelos para enfrentar trechos alagados? E quais enguiçam até numa poça? O Centro de Experimentações e Segurança Viária (Cesvi Brasil, núcleo de pesquisas que faz análises de risco para seguradoras e oficinas) estudou o assunto e fez um ranking dos carros de passeio e comerciais leves nacionais mais aptos a transpor “lagoas”.

Carros enfrentam alagamento por causa de fortes chuvas no Rio (Foto: Domingos Peixoto/ O Globo)

Carros enfrentam alagamento por causa de fortes chuvas no Rio (Foto: Domingos Peixoto/ O Globo)

O resultado surpreende: modelos rústicos, que teoricamente se sairiam muito bem (o Mille, por exemplo), tiveram maus resultados - e receberam nota baixa: uma estrela. Modelo altos como o EcoSport e a Chevrolet S10 flex ficaram nas posições intermediárias (duas e três estrelas, respectivamente).

E um importado cheio de tecnologia eletrônica - portanto, forte candidato a dar problemas na água - ficou entre os carros com as melhores notas: é a minivan Citroën C4 Picasso, que recebeu quatro estrelas. Os outros “quase-anfíbios” do mesmo grau são o C4 hatch 1.6 16v, o Fiat Dobló 1.8 e a minivan Renault Grand Scénic.

Por enquanto, nenhum modelo levou a nota máxima, de cinco estrelas. Quem sabe um utilitário a diesel com snorkel? Felício Félix, analista técnico do Cesvi Brasil, conta que a idéia do ranking foi justamente descobrir porque alguns carros passam e outros ficam no trecho alagado.

Tabela de ranking com as notas do Cesvi

Tabela de ranking com as notas do Cesvi

O estudo, vale dizer, é teórico. Ninguém botou carros na água para fazer o ranking. Mas, fazendo medições, a equipe do Cesvi levou diversos fatores em conta para chegar aos resultados.

O sistema de admissão, é claro, foi o primeiro ponto de atenção. Afinal, é por ali que pode ser aspirada a água da enchente, provocando um calço hidráulico (ou seja: quando a água invade a câmara de combustão e trava o motor, muitas vezes empenando e quebrando as peças). Foi medida a atura da tomada de ar para o motor e observado o formato do coletor de admissão. Também verificaram a altura máxima do sistema de escape - outro ponto de entrada de água, principalmente se o motor estiver parado.

Veja o que acontece em cada parte do carro ao enfrentar uma enchente

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O Cesvi levou em conta detalhes que normalmente são esquecidos. Por exemplo: quanto maior a cilindrada, mais facilmente o motor sugará água pela admissão, em caso de alagamento. Outra: quanto maior a taxa de compressão, menor será a tolerância ao volume de água admitido.

Também observaram a posição e a construção de componentes elétricos, que, em contato com a água, podem dar problemas e causar enguiço. Alternador, módulos de injeção, fusíveis e sensores de oxigênio e rotação foram estudados. Na conta para ganhar estrelas, foi considerada ainda a vedação da embreagem. “Se o conjunto ficar encharcado, vai patinar e o carro terá dificuldades para se mover”, explica Félix.

As medições do Cesvi foram feitas em modelos 2009, mas vale lembrar de casos de automóveis mais antigos alérgicos a água. Os velhos Omega 3.0, por exemplo, tinham a entrada de ar do motor montada no pára-choque, a apenas 39 centímetros do chão.
Os primeiros Palio (1996 e 1997) também naufragavam. A boca do filtro de ar ficava sob o farol, a 55cm do chão. Qualquer marola feita por ônibus, e o motor ia por água abaixo.

Já os Fiat Tipo 1.6 de 1994 e 1995 tinham seu módulo de injeção e ignição instalado muito baixo. Quem se arriscava na água, tomava prejuízo. Os Mercedes Classe A costumavam ter problemas de infiltração em peças da direção hidráulica, o que deixava o volante pesado. A fábrica instruía a evitar poças com mais de 20 cm de profundidade. Em compensação, os Fuscas e outros velhos Volkswagen com motor traseiro refrigerado a ar costumavam vencer alagamentos sem esforço.

Pistão do motor de um Palio atingido por calço hidráulico em enchente (Foto: André Teixeira)

Pistão do motor de um Palio atingido por calço hidráulico em enchente (Foto: André Teixeira)

ÁGUA ACIMA DA METADE DA RODA, É MELHOR ESPERAR - Mesmo que seu carro tenha se saído bem no “provão do Cesvi”, não saia por aí se sentindo comandante de submarino. Se for inevitável cruzar o alagamento, o melhor é deixar que um motorista mais incauto siga na frente e ver no que dá. Se a água bater no meio das rodas, é possível arriscar a travessia (acima disso, é problema na certa).

Deixe o outro motorista se afastar bem, engrene primeira ou segunda e siga devagar, mantendo rotação estável e alta (2.500rpm, pelo menos) para que não entre água pelo escapamento. Nada de mudar de marcha no meio do caminho. Nos carros automáticos, o seletor do câmbio deve ficar na posição mais baixa - geralmente, “1″, “L” ou “low”. Isso ajudará a manter o motor em rotação constante e relativamente alta.

Não vá no vácuo de um ônibus: se ele parar, uma onda se formará. Também é bom prestar atenção e ver se não vêm carros em sentido contrário. Não entre em pânico se ocorrer variação na intensidade das luzes do painel, luzes-espia começarem a acender ou a direção ficar pesada. São ocorrências normais ao se transpor alagamentos mais brabos.

Se tudo der certo, cuidado com os freios após a poça. Dê freadas curtas para que o sistema retome a eficiência. No dia seguinte, confira o óleo do câmbio (se ficar da cor de café com leite, há água na caixa).

Se o motor parar no meio da travessia, não insista no arranque: pode ter entrado água nos cilindros - o que ocasionará o calço hidráulico. O melhor é esperar as águas baixarem, chamar um reboque e levar o carro para a oficina.

 

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