A analista Suelen Cristina Cancino, de 25 anos, e o administrador de empresas Ricardo Salvagni, de 53, não se conhecem, mas dividem o mesmo carro. Eles estão entre os 300 paulistanos que usam um dos 13 automóveis compartilhados disponíveis em São Paulo. Comum na Europa e nos Estados Unidos,o car sharing (carro compartilhado, em inglês) acaba de chegar à capital. A ideia não é abandonar o automóvel, mas usá-lo só quando necessário.

Novidade. A analista Suelen: reserva por telefone ou internet (Foto: Robson Fernandes/ AE)
O carro compartilhado é uma mistura de táxi e carro de aluguel. O interessado faz um cadastro na empresa (por enquanto, só há uma na cidade), assina uma mensalidade, recebe um cartão e já pode usar os veículos - basta reservá-los por telefone ou internet. Os modelos disponíveis variam do Smart ao Civic e estão em estacionamentos 24 horas de Pinheiros, Moema, Vilas Olímpia e Mariana, Consolação e Liberdade.
Além da assinatura obrigatória, o usuário paga o valor correspondente ao aluguel do carro, cobrado por hora, e a quilometragem rodada. Preços variam conforme o modelo escolhido e o combustível fica por conta da empresa, ao contrário de quando se aluga um veículo.
Entre os benefícios, Suelen cita o lado financeiro. “O custo é muito alto para manter um veículo próprio.” Moradora de Taubaté, no interior, a analista passa a semana na capital. “Costumava alugar,mas o preço e a facilidade de compartilhar me atraíram.”
Sem precisar pagar estacionamento, seguro e combustível, Salvagni vendeu o carro e passou a usar os compartilhados - que têm despesas de franquia em caso de acidentes, nos moldes do que já ocorre no aluguel de veículos. “Tinha dois carros e hoje tenho um que fica à disposição da minha mulher. Evito gastos e uso só o período necessário.”
A Zazcar é a única empresa que oferece o serviço na América Latina. Para usar um dos 13 veículos compartilhados, o usuário precisa assinar um plano, mensal ou anual, com valores entre R$15 e R$45 - o preço dependerá de quantas vezes o carro for usado.
Não é possível retirá-lo em um ponto e devolvê-lo em outro -uma desvantagem citada pelos adeptos do serviço. Ao se cadastrar,o cliente recebeu m cartão para destravar o veículo.
O serviço funciona com reserva, por telefone ou internet. Caso o motorista atrase a devolução, será multado em R$ 12,50 a cada 15 minutos de atraso, mais a hora excedente do veículo. O valor é alto, comparado ao preço normal do serviço: é possível pagar R$ 8,90 por hora, mais R$ 0,53 por quilômetro rodado.
Ao entrar no carro, o usuário retira as chaves no porta-luvas e preenche formulário com as condições do veículo- o carro só liga após o preenchimento. Sujeira interna, problemas mecânicos e amassados na lataria devem ser reportados ao computador de bordo, para que a empresa acione o responsável. Já o combustível fica por conta da empresa - No carro há um cartão para abastecer na rede conveniada.
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