
Principal destaque do cupê esportivo é o design marcante (Fotos: Thalita Real/ZAP Carros)
É fato que a propaganda do Hyundai Veloster desperta a curiosidade dos consumidores brasileiros ao divulgar que é o único modelo de três portas à venda no mercado. No entanto, além desse diferencial, o cupê esportivo tem um apelo visual inusitado, sedutor. Ele atrai olhares e até causa torcicolos por onde quer que passe.
De qualquer ângulo, notam-se suas linhas autênticas e bem definidas que se harmonizam com os grandes e chamativos faróis e lanternas. O projeto futurista também agrada internamente, com destaque para o painel de estilo criativo, jovial e cheio de tecnologia; em cada canto há um detalhe de desenho inovador, como nas portas que trazem uma peça vazada para integrar o apoia braços.

De qualquer ângulo o modelo chama atenção
Apesar da arquitetura fascinante, a unidade que o ZAP Carros avaliou foi a de entrada na linha, que apresentava falhas simples, mas imperdoáveis para um carro dessa faixa de preço. Há saliências ignoradas na etapa de finalização, que tornam-se aparentes em alguns pontos do habitáculo, como o descolamento do couro no console central e rebarbas em parte do plástico utilizado no painel. O modelo testado foi cedido pelo analista de sistemas, Alexandre Gava, que ficou decepcionado com os defeitos do acabamento logo no primeiro dia que retirou o carro da concessionária.

No dia que saiu da concessionária, o modelo testado já apresentava rebarbas em alguns cantos do console central
No Brasil, a marca (representada pelo grupo Caoa) oferece três tipos de configuração para o Veloster: a de entrada (R$ 75.700) - com rodas de 17″ e sem teto solar -, a intermediária (R$ 80.900) - que como diferencial traz o teto solar -, e a topo de linha (R$ 82.900) oferece os mesmo itens, porém com rodas de 18″. Todas as opções são equipadas com motor 1.6 l, de 140 cv, e câmbio automático de 6 velocidades.

Versões de entrada e intermediária trazem rodas de liga leve de 17"
É fácil se acomodar atrás do volante desse cupê esportivo. Encontrar a posição correta para dirigir é tranquilo com os ajustes de altura e profundidade do volante, além da regulagem elétrica do banco do motorista (neste caso só longitudinalmente, pois o acerto do encosto é de modo manual, por meio de uma alavanca - o que não combina com o restante da tecnologia).
Com controles acessíveis, no console e no volante, a ergonomia dá ainda mais conforto e ajuda no prazer de dirigir. Já na versão de entrada a lista de itens de série traz bancos revestidos em couro, ar-condicionado digital, computador de bordo com tela de LCD e rádio integrado, bluetooth, travas e vidros elétricos, sensor e câmera de estacionamento, faróis de neblina, air bags, desembaçador traseiro, freios ABS com EBD, entre outros equipamentos.

Seus principais rivais são: Kia Cerato Koup (R$ 79.900) e Volvo C30 (R$ 79.900), ambos de motor 2.0 e com 156 cv e 145 cv, respectivamente
O cupê carrega até no nome a responsabilidade de ser veloz, porém não é algo que surpreenda quem realmente goste de velocidade. Seu trem de força de 1.6 l, a gasolina, é competente: entrega 140 cv a 6.300 rpm e é capaz de gerar torque de 15,7 kgfm a 4.850 rpm. Números suficientes para dar boa agilidade ao modelo (1.700 kg), que é impulsionado sem preguiça. Mérito também de seu câmbio automático de 6 marchas, bem escalonado e que não dá trancos.

A esportividade fica por conta do visual
O isolamento acústico é eficiente, porém o esperado ranger do propulsor não invade a cabine para que possa empolgar mais ainda o condutor. Quando provocado pelo pedal da direita, ele arrisca um som mais ousado vindo debaixo do capô. A ausência de hastes atrás do volante, para a troca de marchas de modo manual, faz falta na lista de equipamentos, ainda mais num modelo esportivo. Para comandá-lo, é possível realizar as trocas na própria alavanca de transmissão.

Peça vazada na porta é mais um detalhe do design que o carro oferece
Homologado para levar até quatro passageiros, sua quarta porta pode fazer falta em certas ocasiões, por exemplo, quando um dos ocupantes do banco traseiro precisa sair para que outro também possa deixar o veículo. Isso pode incomodar um pouco no começo, mas é questão de costume. Até pelo motivo do modelo não ter proposta familiar.

Hyundai não oferece opcionais para nenhuma versão do Veloster
Outro problema para quem viaja atrás é a falta de espaço entre a cabeça e o teto. Não há como fazer mágica: em um carro com 1,39 m de altura (como referência um Fiat Uno tem 1,48 m), as pessoas de maior estatura são prejudicadas. Ali, encostar a cabeça no teto também é “item de série”.

A visibilidade traseira não é tão boa. A faixa que ocupa parte do vidro de trás atrapalha um pouco
Tanto é que, para fechar o bagageiro, pede-se atenção (por meio de um adesivo) para não causar acidentes, pois a tampa do porta-malas (que invade o teto) fica muito rente à cabeça. Por outro lado, há conforto para as pernas para todos a bordo. O cupê não economiza espaço em seus 2,65 metros de entre eixos, 4,22 m de comprimento e 1,79 m de largura.

A capacidade do porta-mala é para 440 litros
Assim como uma bela e atrativa embalagem exposta numa prateleira, o Hyundai Veloster entrega muito mais esportividade pelo visual, do que pelo próprio conteúdo. É preciso ter os “pés no chão” para não se decepcionar. Para fazer jus à fama, o cupê poderia ganhar um propulsor turbo, o que lhe cairia muito bem.
ESCLARECIMENTO - Após a publicação da reportagem sobre a avaliação do Hyundai Veloster, feita com exclusividade pelo ZAP Carros, alguns leitores questionaram os números divulgados, como motor e potência. A dúvida levantada é em relação a versão vendida aqui no País.
De acordo com dados divulgados pelo grupo Caoa, representante da marca no Brasil, o cupê esportivo é comercializado em três opções de acabamento - a de entrada (R$ 75.700) - com rodas de 17″ e sem teto solar -, a intermediária (R$ 80.900) - que como diferencial traz o teto solar -, e a topo de linha (R$ 82.900) oferece os mesmo itens, porém com rodas de 18″. Todas trazem a mesma motorização (1.6 l DOHC, a gasolina, de 140 cv).
No entanto, para alguns consumidores o propulsor teria 128cv (já que em outros países, o Veloster é vendido com essa potência). Com o intuito de esclarecer o ocorrido, o ZAP Carros procurou a assessoria de imprensa da montadora, que divulgou a seguinte nota: “Informamos que as versões são as descritas no site oficial da empresa no Brasil. O Veloster é vendido na configuração com motor 1.6 DOHC e transmissão Shiftronic de seis velocidades. Os dados de potência são referentes aos testes realizados e certificados no Brasil na qual o veículo é abastecido com gasolina nacional que contém um percentual de álcool, podendo haver oscilação no número quando comparado aos testes feito fora do País”.