
Nova geração do Citroën C3 já está nas lojas (Fotos: Divulgação)
A Citroën mudou o C3 em todos os quesitos (design, mecânica, plataforma, acabamento, espaço e preço) para entrar em uma nova geração e atrair ainda mais os consumidores masculinos, já que o modelo era visto como um carro feminino por muitos clientes. Um dos objetivos, como explica a diretora de Marketing da marca, Nivea Ferradosa, é “reforçar o perfil masculino, sem perder o target feminino”. A novidade, fabricada no Brasil, ficou maior e está disponível em três versões de acabamento: Origine (R$ 39.990), Tendance (R$ 43.990) e Exclusive (R$ 49.990). Todas são equipadas com câmbio manual de cinco velocidades. No entanto, a Exclusive também é oferecida com transmissão automática, por R$ 53.990.

Novidade tem três versões de acabamento Origine, Tendance e Exclusive. Os antigos nomes da linha anterior, como GLX, são aposentados
O modelo da montadora francesa recebeu dois novos motores, ambos bicombustíveis: o 1.5 de 93 cv disponíveis a 5.500 rpm e torque de 14,2 kgfm a 3 mil giros, e o 1.6 de 122 cv a 5.800 rpm e torque de 16,4 kgfm a 4 mil giros (dados divulgados pela fabricante com o veículo abastecido com álcool). A primeira opção do propulsor faz parte das configurações Origine e Tendance; o trem de força mais potente só vem na versão Exclusive, topo de linha.

Com um visual mais esportivo, marca tenta focar no público masculino
Segundo a Citroën, em relação à linha anterior, o Novo C3 está 9,4 cm maior no comprimento (são 3,94 m), está mais largo (agora mede 1,70 m. A diferença é de 4,1 cm) e mais alto com 1,51 m (ante o 1,52 m). O porta-malas encolheu 5 litros, atualmente são 300 l de capacidade e o entre-eixos de 2,46 m é o mesmo. O acabamento interior tem layout agradável e harmonioso, as peças são bem encaixadas e não há rebarbas. O destaque entre os equipamentos fica para o para-brisa ampliado, que cresceu de 990 mm de comprimento para 1.350 mm. O novo para-brisa, batizado de Zenith pela montadora, só está disponível a partir da versão Tendance. A opção mais barata não traz este item, no entanto vem bem recheada com direção elétrica, ar-condicionado manual, air bags duplo, freios com ABS, vidros dianteiros e travas elétricos, volante com regulagem de altura e profundidade, retrovisores elétricos, banco do motorista com regulagem de altura e computador de bordo. O rádio fica de fora, mas pode ser colocado como opcional por cerca de R$ 500.

Modelo apresenta boa ergonomia e acabamento sem falhas
A opção intermediária acrescenta faróis de neblina, luzes diurnas de LEDs, para-brisa Zenith, rádio com leitor de CD, MP3, entrada USB e Bluetooth, terceiro apoio de cabeça no encosto traseiro, vidros traseiros elétricos e rodas em liga leve 15″. A versão topo de linha soma faróis com acendimento automático, ar-condicionado automático, bancos dianteiros com apoio de braço, limitador e regulador de velocidade, sensor de chuva, pedais com acabamento em alumínio, ponteira do escapamento cromada e rodas em liga leve 16″.

Novo C3 tem 3 anos de garantia e recebeu etiqueta "A" do Inmetro
A Citroën divulga que o principal concorrente do Novo C3 é o Ford New Fiesta e que a expectativa de vendas é de 3 mil unidades por mês, sendo que 30% deste total serão focados na configuração Origine e 70% no restante. A montadora não revela os dados de consumo, mas afirma que o carro está 5% mais econômico do que a antiga geração. Para contribuir com a redução de consumo, uma fonte ligada a marca diz que o indicador de marchas (o mesmo utilizado no DS3) deve fazer parte do C3 mais para frente.

Para-brisa Zenith dá charme e requinte ao C3. Em dias de muito sol é possível regular o quebra-sol e diminuir o tamanho do vidro. Este para-brisa só está disponível a partir da versão intermediária. O preço da reparação é de R$ 1.465, mesmo do antigo vidro, afirma a fabricante
PRIMEIRAS IMPRESSÕES: O ZAP Carros avaliou a versão Exclusive manual em um percurso de 25 km de retas. Não houve curvas, trechos com asfalto ruim e a velocidade era limitada em 80 km/h. Dentro dessas regras, o veículo revelou bom desempenho e fôlego nas retomadas. Mesmo aproximadamente 40 Kg mais pesado, o motor 1.6 dá conta do recado, facilmente. De acordo com a Citroën, 80% dos 16,4 kgfm de torque estão disponíveis aos 1.500 giros, ou seja, em baixa rotação ele já apresenta bastante força. Não deixou a desejar em dirigibilidade. As trocas de marchas são precisas e fazem um bom casamento com o restante do conjunto mecânico.
A ergonomia é boa, inclusive há comandos para o rádio em borboletas atrás do volante, que contribuem neste quesito. No entanto, o ajuste do encosto do banco é feito por meio de uma alavanca que não oferece uma posição tão precisa rapidamente. É preciso calma; nada que chegue a irritar.
* viagem feita a convite da marca
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