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Toyota muda Hilux e SW4 para encarar novas Chevrolet S10 e Ford Ranger

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Toyota apresenta novas Hilux e SW4 (Fotos: Divulgação)
Toyota apresenta novas Hilux e SW4 (Fotos: Divulgação)

A Toyota divulgou nesta terça-feira (1) mudanças para as linhas Hilux e SW4, que enfrentarão a forte concorrência das novas Chevrolet S10 e Ford Ranger a partir do ano que vem. O esperado motor flex já está pronto, mas só será lançado no primeiro trimestre de 2012 nos dois modelos, que trazem alterações visuais principalmente na dianteira, além de rodas com novos desenhos. A Hilux flex chegará para preencher a lacuna deixada pela picape a gasolina, descontinuada em setembro de 2010, e brigar com a S10 Flex. A SW4 também contará com o bloco 2.7 VVTI (com comando variável de válvulas) capaz de desenvolver 163 cv a 5.000 rpm (com etanol). 

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Assim como a Hilux, a SW4 traz novidades na dianteira

 

Nas versões a diesel, a principal mudança é a chegada da Hilux na opção SRV automática TOP, que traz equipamentos como tela touchscreen, controle de estabilidade e tração, antes não disponíveis na linha. Já a SW4 2012 também passará a ter uma versão com 5 lugares (o modelo 2011 só tinha configuração para sete passageiros).

Confira os preços das linhas Hilux e SW4 2012:

Picape
Hilux 4×4 C/D SRV A/T TOP: R$ 141.920
Hilux 4×4 C/D SRV A/T: R$ 134.410
Hilux 4×4 C/D SRV M/T: R$ 127.260
Hilux 4×4 C/D SR M/T: R$ 111.800
Hilux 4×4 C/D Standard Power Pack: R$ 100.720
Hilux 4×4 C/D Standard: R$ 93.260
Hilux 4×4 C/S Standard: R$ 85.690
Hilux 4×4 Chassi/Cabine: R$ 80.160

SW4
SW4 SRV A/T Diesel 7 Lugares: R$ 174.900
SW4 SRV A/T Diesel 7 Lugares: R$ 170.400
SW4 SRV A/T Gasolina V6: R$ 157.000

 

HILUX E SW4 FICAM COM ‘CARA DE SEDÃ’  E MAIS EQUIPADAS - A Hilux ainda lidera tranquilamente o segmento das picapes médias a diesel no mercado brasileiro, mas a Toyota sabe que manter esse posto ficará mais difícil a partir do ano que vem, quando chegam as novas gerações das concorrentes Chevrolet S10 e Ford Ranger (a última vem ainda no primeiro semestre).

 Sem uma nova geração de sua picape, a marca japonesa tratou de trazer para o Brasil as mudanças no visual e na lista de equipamentos promovidas no exterior. A maior alteração é perceptível logo de cara: tanto na Hilux quanto na SW4, versão “fechada” do modelo, a dianteira traz grade, faróis e para-choque redesenhados.

O visual ficou menos “parrudo” que o da versão anterior, o que, guardadas as proporções, até aproxima os utilitários dos carros de passeio da Toyota - e isso pode ser bom, já que grande parte dos compradores desses modelos circulam mais na cidade que em estradas de terra. Hilux parte de R$ 80.160

Na traseira, as novas lanternas tratam de avisar seu vizinho que a Hilux ou a SW4 na garagem acabaram de chegar da concessionária. O visual, antes discreto, ficou mais chamativo, mas não chega a ser extravagante.

LISTA DE EQUIPAMENTOS MAIS RECHEADA - Embora a Hilux tenha versões com cabine simples voltadas ao trabalho, é bem provável que você lembre-se dela muito mais pelos modelos mais caros com cabine dupla, que agora estão mais equipados.
Principal rival será a Chevrolet S10
A Hilux SRV, que custa R$ 127.260 na versão manual e R$ 141.920 na automática, passa a contar com Bluetooth, sistema de áudio com tela touchscreen de 6,1″ e câmera de ré e ajuste elétrico do banco do motorista. Os itens somam-se aos que já estavam presentes na picape, como ar-condicionado digital, bancos de couro, comandos do rádio e computador de bordo no volante, controlador de velocidade de cruzeiro (”piloto automático”) e freios ABS. O motor diesel é o 3.0 16V capaz de desenvolver 163 cv de potência a 3.400 rpm e 35 kgfm de torque entre 1.400 rpm e 3.200 rpm. 
Quem quer ainda mais luxo para jogar na lama pode optar pela nova versão TOP, disponível por R$ 141.920 apenas com câmbio automático. Além dos itens da SRV, ela traz controles de estabilidade e tração, freios ABS com distribuição eletrônica da frenagem e assistência à frenagem de emergência, dispositivo que coloca mais força no pedal quando identifica uma emergência - a Hilux SRV traz ABS sem essas evoluções. A TOP ainda vem com novas rodas de 17″.  
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Em breve, toda a linha ganhará motor flex

Na linha 2012, a Toyota optou por deixar de fabricar modelos a diesel com tração 4×2 - agora todas são 4×4. Com isso, a Hilux mais barata, a 4×4 Chassi/Cabine, parte de R$ 80.160. Esta opção conta com propulsor 2.5 (também diesel) de 102 cv a 3.600 rpm e 26,5 kgfm entre 1.600 rpm e 2.400 rpm.
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Para a SW4, a principal novidade é a oferta de uma versão diesel com 5 lugares, à venda por R$ 170.400. Ela é a “irmã do meio” entre a SW4 diesel de 7 lugares (R$ 174.900) e a opção com motor V6 a gasolina de 238 cv de potência a 5.200 rpm e 38,3 kgfm de torque a 3.800 rpm (R$ 157.000). 
A lista de equipamentos da versão 2012 traz as mesmas novidades da Hilux TOP mais airbags laterais e de cortina e acendimento automático dos faróis, agora de xenônio. 
 

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AO VOLANTE - Mecanicamente, nada mudou na Hilux e na SW4. Referência entre as “picapes de passeio” desde 2004, quando foi lançada, a Hilux só perde para a Nissan Frontier no quesito conforto. Apoiada sobre chassi e suspensão traseira com feixe de molas, ela transmite aos ocupantes o balanço comum de carros com essa configuração, mas não chega a incomodar e oferece espaço de sedã médio para quem vai atrás.

Já a nova tela touchscreen das versões SRV e SRV TOP não deixou boa impressão. Com acabamento simples demais, assim como o do relógio acima dela, a tela de 6,1″ não tem um dispositivo anti-reflexão eficiente e tornava quase impossível enxergá-la com o sol batendo no painel. Algumas vezes era preciso fazer sombra com uma das mãos e mudar a estação do rádio com a outra.
Quando a câmera de ré era acionada, a visão melhorava um pouco, mas mesmo assim ainda estava distante do ideal para um carro de quase R$ 150.000.

CAMRY NO PRIMEIRO TRISMESTRE - Outra novidade anunciada pela Toyota durante o lançamento das novas Hilux e SW4 foi a chegada da nova geração do sedã Camry, também prevista para o primeiro trimestre do ano que vem. Equipado com motor 3.5 V6 de 268 cv, ele chegará para competir com Honda Accord e Volkswagen Passat.

 

*jornalista viajou a convite da montadora.

Ter carro novo custa R$ 14 mil ao ano

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Manter um carro novo e pouco utilizado custa, em média, R$ 14 mil por ano no Brasil, segundo cálculo do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Samy Dana. Há alternativas, no entanto, que podem ajudar o motorista a reduzir os gastos. O aluguel - combinado como uso de transporte público - e o compartilhamento de carros, serviço já disponível em São Paulo, são opções para melhorar o orçamento pessoal.

Emgrupo. Número de carros para uso compartilhado cresce em São Paulo (Foto: Tiago Queiroz/AE)

Em grupo. Número de carros para uso compartilhado cresce em São Paulo (Foto: Tiago Queiroz/AE)

Especialistas alertam que, no longo prazo, alugar um carro todos os dias não é vantajoso, porque o custo anual seria superior ao de manter um veículo sem uso na garagem. No entanto, ao unir o aluguel de veículos como transporte público (metrô ou ônibus), a economia chegaria a R$ 3 mil, já que o custo anual dessa combinação ficaria em R$ 11 mil.

“É uma opção vantajosa, apesar de sabermos que o conforto não é o mesmo”, diz Dana. Na avaliação de Mauro Calil, especialista em finanças pessoais, para as famílias tradicionais - um casal com dois filhos pequenos -, a necessidade de um segundo carro pode ser questionada em 80% dos casos. “E o terceiro carro, quase ninguém, nesse cenário, precisa ter”, diz. Para ele, porém, não é vantajoso abrir mão do primeiro carro. “É o tipo do gasto que é necessário numa emergência.”

Para Calil, uma rotina sem veículo próprio só poderia ser encarada por aqueles que são solteiros e conseguem utilizar o transporte público com muita facilidade. “Uma pessoa que vive para cima e para baixo, mas é solteira, tem mais flexibilidade. Conforme a família vai se formando, as coisas vão ficando mais amarradas”, argumenta.

NA URGÊNCIA, UM TÁXI - Casado e sem filhos, o fotógrafo Leonardo Costa Tostes optou pelo aluguel de carros no ano passado, quando decidiu vender o seu veículo. Enquanto escolhia um novo modelo nas agências de Belo Horizonte, onde mora, fez as contas e percebeu que, se fosse a pé ao trabalho e alugasse um carro, a economia seria de R$ 3 mil por ano. “Moro muito perto do centro da cidade e, se tenho muita urgência, uso táxi”, diz. “Não pretendo comprar um veículo novo tão cedo.”

 Além da economia, o diretor executivo da Yes Rent a Car, Raimundo Teixeira, acredita que os motoristas estão pensando na comodidade ao optar pelo aluguel de veículos. “Alguns motoristas desejam ter mais liberdade e não querem ficar preocupados em pagar IPVA, por exemplo”, diz.

De acordo com Teixeira, o mercado de aluguel de carros é crescente, principalmente com o aumento do poder aquisitivo não só da classe C, mas também da classe B. “O que o brasileiro ainda tem é muita vontade de possuir um carro”, completa Teixeira.

COMPARTILHAMENTO - Além do aluguel, outra opção econômica pode ser o compartilhamento de carro. Em São Paulo, o serviço é oferecido desde julho de 2009 pela Zazcar, única empresa da América Latina a oferecer esse tipo de transporte. São 20 ‘pods’ (espécie de bolsões onde estão os carros para serem alugados) instalados nas principais regiões da cidade, como Paulista, Berrini, Vila Olímpia, Moema e Higienópolis.

Ao todo, há 22 carros disponíveis para fazer os percursos entre os ‘pods’. Até o fim do ano, mais 40 veículos poderão ser usados pelos usuários do compartilhamento. No site da empresa (www.zazcar.com.br) também é possível fazer o cálculo referente ao compartilhamento de carros e descobrir se a opção é vantajosa. O valor da hora inicial de serviço é de R$ 6,90 e o quilômetro rodado custa 0,53. “Queremos ser uma solução para as situações em que o aluguel de carro não compensa, como para trafegar em distâncias curtas”, afirma Felipe Barroso, sócio-fundador da Zazcar. “Esse tipo de serviço pode ser complementar a outros tipos de transportes”, afirma. Até o início deste mês, o serviço já tinha 400 clientes cadastrados.

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Conheça os truques dos vendedores de carros para você fechar o melhor negócio

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Vender carros é uma arte. E comprar bem, também. Na “disputa” entre vendedores e compradores, na maioria das vezes o jogo de cintura dos primeiros leva a melhor diante do lado racional de quem está querendo trocar ou comprar.

Conheça os truques usados pelos vendedores de carro para vender bem seu carro (Foto: André Lessa/ AE)

Conheça os truques usados pelos vendedores de carro para vender bem seu veículo (Foto: André Lessa/ AE)

Para entender a dinâmica de quem trabalha nas concessionárias, nos “disfarçamos” de vendedor em três autorizadas de marcas com perfis distintos: Audi, Fiat e Citroën. Nosso objetivo era entender como funciona “o outro lado” e identificar os macetes de quem vende para ajudar você a fechar o melhor negócio. Veja as dicas abaixo:

1 - QUEM MANDA É VOCÊ - Não sinta vergonha de dizer não. Você não tem obrigação de comprar. Quem sofre pressão para vender é o funcionário da loja. Dois rapazes, que nada sabiam sobre a reportagem, foram à Fiat Concorde procurar uma perua Palio Adventure usada. Não levaram o carro disponível no estoque porque acharam o preço alto. Eduardo Azevedo, esse, sim, vendedor de verdade, bem que tentou, pesquisou em outras revendas e negociou taxas de juros melhores. Mas não adiantou. E pode ter certeza: se você sair sem fechar negócio, receberá uma ligação da autorizada com uma oferta melhor. Allan Cavallari Alvisi, da Citroën Montmartre, que o diga. Lá, os vendedores passam, em média, duas horas por dia ligando para clientes “fujões”.

2 - COMPRE À VISTA - Os juros dos planos a prazo são bem maiores que a rentabilidade de investimentos. Os economistas recomendam a compra à vista, quando for possível. O casal Neide e Ivan queria comprar um usado, mas viu o anúncio de um Fiat Palio Economy zero-km por R$ 23.990 e decidiu garantir o seu. “Deixei R$ 1 mil de sinal só para reservar. Quando voltar de lua de mel, quito o que falta”, disse ela. Neide, de 70 anos, e Ivan, de 66, casaram-se no dia seguinte. A organizadora de eventos Syllan Guimarães pechinchou para chegar a um valor que conseguisse pagar à vista. Deu certo: seu Citroën C3 XTR saiu com mais de R$ 5 mil de desconto.

3 - VÁ NO FIM DO MÊS - O impulso é o maior inimigo do comprador. Não se deixe levar por promessas de ofertas relâmpago ou frases do tipo “essa é a última unidade no estoque”. Na maioria das vezes, isso é papo de quem está correndo atrás de bater a meta estabelecida pela autorizada. Por isso, quanto mais próximo o mês estiver do fim, mais maleável o vendedor ficará. Se a negociação não for a que você quer, não pense duas vezes: volte à concessionária no fim do mês seguinte.

4 - APROVEITE OS SERVIÇOS EXTRAS - Um bom atendimento sempre conta pontos a favor na hora de o cliente escolher. A frase acima é um mandamento dentro das concessionárias. Por isso, algumas oferecem diferenciais que você pode aproveitar. Marque dia, hora e se não puder ir fazer o test-drive, peça ao vendedor para levar o carro até você, no trabalho ou em casa. Isso é de graça. Um cliente interessado em um A3 Sportback na Audi Caraigá, que não quis se identificar, tentou negociar com a concessionária o socorro mecânico 24 horas durante um ano, com direito a carro reserva, que lhe havia sido oferecido por uma autorizada Land Rover. A vendedora disse: “Se o senhor fechar conosco, vejo o que consigo fazer”. O rapaz ficou de pensar.

5 - SEU USADO VALE MUITO - Por mais velho, deteriorado e rodado que o seu veículo esteja, não se esqueça: pesquisas com cotações de usados são uma boa referência. O vendedor que pegar seu carro na troca vai revendê-lo depois - e lucrar. Para fazer isso ele fará propostas muito baixas para você. Portanto, o melhor negócio é tentar vender o veículo para outro “particular”. Dá trabalho, é verdade. Mas só assim será possível ter um valor próximo ao da tabela. E mais: dando dinheiro (e não outro carro) de entrada no novo modelo, seu poder de barganha será maior. Se não tiver paciência ou tempo, uma saída é pesquisar na concorrência: veja o quanto outras autorizadas pagam e mostre isso ao lojista com o qual você está negociando.

 

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Táxi é mais vantajoso do que carro próprio

Categorias: ANTES DE COMPRAR, TODAS AS NOTÍCIAS, trânsito

Andar de táxi reduz o estresse e o gasto com locomoção. Para distâncias curtas de até 20 quilômetros ao dia, mesmo nos grandes centros, o uso de táxis sai mais barato do que ter seu próprio carro. Embora reconheçam a vantagem, especialistas em finanças pessoais recomendam cálculos sob medida para que cada um saiba se vale mesmo a pena ou não.

Táxi ou carro? Motorista precisa colocar despesa no papel para avaliar o que vale mais a pena (Foto: Paulo Pinto/AE)

Táxi ou carro? Motorista precisa colocar despesa no papel para avaliar o que vale mais a pena (Foto: Paulo Pinto/AE)

“O que deve-se fazer é colocar todos os gastos com carro e com táxi na ponta do lápis”, afirma Mauro Calil, educador financeiro. Luís Carlos Ewald, professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGVRJ) e especialista em orçamento familiar, lembra, porém, que há uma série de benefícios em não ter carro que não podem ser mensurados. “O motorista não perderá mais tempo procurando vaga para estacionar, por exemplo”, pontua Ewald. “Não tomará mais multas e poderá falar ao celular enquanto está no engarrafamento”, completa.

Para fazer a comparaçã dos custos palpáveis e descobrir qual das duas opções sai mais em conta, porém, o motorista deve listar todas as despesas com um veículo próprio, como a prestação do financiamento, estacionamento, combustível, licenciamento, seguro e IPVA. Depois disso, todos os gastos devem ser somados.

O resultado passa a valer pela quantidade de anos do financiamento. Quando o empréstimo for quitado, o cálculo precisa ser refeito, subtraindo o valor da prestação. Na outra ponta, Mauro Calil recomenda que o motorista utilize um táxi “religiosamente durante uma semana” como parte da rotina. O intuito é descobrir exatamente de quanto será o gasto. O valor total deve ser multiplicado por 52 (quantidade de semanas no ano) e, em seguida, comparado com a opção de compra de um veículo.

CUSTO - Em São Paulo, o custo do táxi é um dos mais altos (se não o mais alto). Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a bandeirada comum custa R$ 4,10, depois, por cada quilômetro rodado, o preço é de R$ 2,50. Uma hora parado no trânsito custa R$ 33. “Em distâncias curtas, o táxi vira vantagem em 90% dos casos. Se você optar pelo táxi, é possível negociar um desconto com o taxista”, garante Calil.

A constatação de que o táxi é mais vantajoso do que o carro próprio também consta em diversos livros de finanças pessoais. O que contém uma das explicações mais interessantes e completas está no livro O guia prático de finanças pessoais, escrito por Robert Zentgraf, professor de finanças da Ibmec do Rio de Janeiro.

 

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Antes de comprar um carro usado, é preciso ter cuidado em diversos aspectos, como documentação, estado geral do veículo e sua procedência. No verão, época de chuva, a atenção deve ser redobrada, pois após o prejuízo, muitas pessoas fazem uma limpeza geral e colocam o carro à venda para tentar se livrar do estrago causado pela enchente.

“Se o consumidor não tomar alguns cuidados básicos, na compra de um veículo usado, poderá comprar uma grande dor de cabeça. Muitos dos carros que vimos boiando nas imagens não têm seguro e infelizmente acabam comercializados no mercado”, afirma o engenheiro mecânico Denis Marum.

Para saber se o veículo passou por enchente, confira algumas dicas do especialista:

1) O mau cheiro dentro do veículo é um grande indicador, a água penetra no carpete e nas espumas dos bancos e não seca facilmente. (Clique aqui e saiba mais sobre infiltração)

Mecânico verifica infiltração no carro, após enchente (Foto: André Lessa/AE)

Mecânico verifica infiltração no carro, após enchente (Foto: André Lessa/AE)

2) Faça uma vistoria no motor e procure por peças e parafusos enferrujados.

3) Verifique na frente do radiador se há sujeira impregnada como: papéis, sacos plásticos, folhas, etc.

4) Verifique dentro do porta-luvas se o manual do proprietário não está com as folhas enrugadas, sinal típico de papel molhado.

5) Veja o funcionamento de toda parte elétrica do veículo, inclusive velocímetro, marcador de combustível e luzes em geral. Confira se alguma luz de advertência do painel de instrumentos fica acesa constantemente

6) Puxe a vareta do óleo do motor, se o óleo estiver esbranquiçado é sinal claro de mistura de água com óleo.

7) Ruídos de rolamento no compartimento do motor indicam que a água retirou a graxa de dentro deles.

8) Identificar ruído ao pressionar o pedal da embreagem também é outro sinal

9) É bom levantar o carro em uma oficina para verificar se tem sujeira presa na suspensão do veículo.

10) Desconfie de preços muito convidativos.

“O conjunto destes indicadores é que vai caracterizar um veículo de enchente. Se você sente dificuldade em fazer este check-up, vale a pena recorrer a um profissional para ajudar a não comprar gato por lebre”, adverte Denis Marum.

 

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