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Veja dicas para não comprar um carro de enchente

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Antes de comprar um carro usado, é preciso ter cuidado em diversos aspectos, como documentação, estado geral do veículo e sua procedência. No verão, época de chuva, a atenção deve ser redobrada, pois após o prejuízo, muitas pessoas fazem uma limpeza geral e colocam o carro à venda para tentar se livrar do estrago causado pela enchente.

“Se o consumidor não tomar alguns cuidados básicos, na compra de um veículo usado, poderá comprar uma grande dor de cabeça. Muitos dos carros que vimos boiando nas imagens não têm seguro e infelizmente acabam comercializados no mercado”, afirma o engenheiro mecânico Denis Marum.

Para saber se o veículo passou por enchente, confira algumas dicas do especialista:

1) O mau cheiro dentro do veículo é um grande indicador, a água penetra no carpete e nas espumas dos bancos e não seca facilmente. (Clique aqui e saiba mais sobre infiltração)

Mecânico verifica infiltração no carro, após enchente (Foto: André Lessa/AE)

Mecânico verifica infiltração no carro, após enchente (Foto: André Lessa/AE)

2) Faça uma vistoria no motor e procure por peças e parafusos enferrujados.

3) Verifique na frente do radiador se há sujeira impregnada como: papéis, sacos plásticos, folhas, etc.

4) Verifique dentro do porta-luvas se o manual do proprietário não está com as folhas enrugadas, sinal típico de papel molhado.

5) Veja o funcionamento de toda parte elétrica do veículo, inclusive velocímetro, marcador de combustível e luzes em geral. Confira se alguma luz de advertência do painel de instrumentos fica acesa constantemente

6) Puxe a vareta do óleo do motor, se o óleo estiver esbranquiçado é sinal claro de mistura de água com óleo.

7) Ruídos de rolamento no compartimento do motor indicam que a água retirou a graxa de dentro deles.

8) Identificar ruído ao pressionar o pedal da embreagem também é outro sinal

9) É bom levantar o carro em uma oficina para verificar se tem sujeira presa na suspensão do veículo.

10) Desconfie de preços muito convidativos.

“O conjunto destes indicadores é que vai caracterizar um veículo de enchente. Se você sente dificuldade em fazer este check-up, vale a pena recorrer a um profissional para ajudar a não comprar gato por lebre”, adverte Denis Marum.

 

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Com R$ 25 é possível consultar procedência do automóvel usado

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(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Para fazer uma bom negócio na hora de comprar um usado, é preciso considerar, além da aparência, aspectos como condições mecânicas e procedência do veículo. Algumas empresas oferecem serviços que permitem reduzir riscos.

Um exemplo é a Checkauto. No site www.checkauto.com.br, é possível consultar se o carro tem restrição legal, se foi roubado, furtado, teve motor adulterado ou envolvido em acidente grave. Esse histórico custa R$ 25 e basta informar a placa.

Na hora da transferência de propriedade, também dá para conseguir um laudo técnico sobre as condições gerais do veículo, que inclui marcações de números de motor, etiquetas e carroceria. O serviço parte de R$ 80 na Linces Vistoria (2541-9404).

Já o laudo de transferência, que confere numeração de chassi e motor e documento e especificações da fabricante, informações apresentadas ao Detran, custa R$ 40.

?A perícia avalia a estrutura e o cadastro do veículo, como carroceria e numerações, além de procedência?, explica Geraldo Lage, gerente da empresa SuperVisão (2295-5950). Lá, o pacote sai por R$ 100 e o laudo de transferência, por R$ 30. Na Plena Visão (3644-9300), o serviço parte de R$ 70 e o laudo, de R$ 40.

FAÇA VOCÊ MESMO - De acordo com o analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), Gerson Burin, alguns indícios de irregularidade podem ser observados pelo próprio comprador. ?O número do chassi, uma marcação na estrutura do veículo que varia conforme a marca, deve estar intacto.?

VALIDADE - Josué Rios, advogado especialista em direito do consumidor, diz que a vistoria pode virar prova no caso de um processo contra quem vendeu um veículo adulterado. ?Se houver comprovação por laudo, dá para negociar descontos ou mesmo a troca.?

FIQUE ATENTO:

- O número do chassi gravado no carro deve corresponder ao do documento. Em geral a marcação fica na estrutura, abaixo do capô, nos assoalhos ou no porta-malas. Isso por variar de acordo com a fabricante;

- Vincos na estrutura têm de estar alinhados. A cor da pintura também deve ser uniforme;

- Ao dar partida no motor, veja se surgem alertas no painel, ruídos estranhos e vazamentos de óleo;

- As marcações do número do motor e do câmbio têm acesso difícil. Ambas precisam ser observadas por especialistas;

- Borrachas dos pedais muito desgastadas combinadas a quilometragem baixa podem indicar adulteração do hodômetro.

Test drive é essencial antes de comprar

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A oferta de test drive de veículos nas concessionárias não é uma obrigação legal, mas trata-se de uma prática comum. E é uma das poucas formas de o consumidor experimentar o produto antes de fechar negócio, o que pode evitar dores de cabeça no futuro. ?Não se deve abrir mão de andar no carro antes de comprá-lo?, aconselha o consultor Paulo Roberto Garbossa, da ADK.

?É uma forma de colocar o consumidor em contato com o produto para despertar seu entusiasmo, além de criar base para comparação?, afirma Nelson Palaia, professor do Centro de Estudos Automotivos. ?O carro novo sempre passa impressão de ser melhor que o velho.?

Programas
?Se o cliente conhece bem o produto, sua decisão será mais acertada e aumentam as chances de ele ficar satisfeito?, diz Ivan Nakano, gerente de Varejo da Ford. Ele acredita que esse é um dos motivos que tornam o test drive muito importante.

A fabricante mantém um programa de incentivo ao teste. Nakano conta que as concessionárias sempre têm frota para experimentação, renovada anualmente. ?O percurso tem, em média, 5 km, e a nossa orientação é para que o trajeto inclua trechos de subida, para o cliente conhecer o motor.?

Nem todos os modelos têm unidade para teste. O foco é sempre nos carros mais recentes, como faz a Volkswagen. ?Lançamentos como o Gol são obrigatórios?, diz Marcelo Olival, gerente de Marketing e Propaganda da fabricante.

O executivo lembra que os concessionários têm metas. ?De acordo com o perfil da revenda, determinamos os carros que ela deve ter para testes. Quem vende importados, por exemplo, precisa ter o Jetta.?

O programa da VW inclui diferenciais para alguns modelos, como o alemão Touareg. ?Damos grande suporte e há casos em que o potencial cliente pode ficar até uma semana com o veículo?, afirma Olival.

?O ideal seria o motorista passar ao menos um dia com o carro, mas raramente isso é possível?, diz Garbossa. ?Durante o teste ele deve checar detalhes como conforto para as crianças, praticidade para acomodar malas e compras e aptidão em manobras, por exemplo.?

Exemplo
O Auto Shopping Aricanduva, na Zona Leste, focado em concessionárias, tem uma pista para test drive de 1,6 km de extensão, com trechos de asfalto, paralelepípedo e lombadas. ?Dá para checar com segurança aspectos como nível de ruído e desempenho, entre outros?, diz Marcos Novaes, superintendente do centro comercial.

Saiba quais detalhes observar antes de fechar a compra de um usado

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Marco Antônio Teixeira / O Globo

Comprar um carro usado é sempre uma preocupação. Ninguém quer passar o dissabor de descobrir, depois de fazer o pagamento e levar o possante para a garagem, que a rebimboca da parafuseta não está funcionando direito. Para que a aquisição não vire dor de cabeça e arrependimento, se você não é um desses mecânicos por vocação, é bom ficar esperto a algumas dicas .

O gerente William Monteiro, da concessionária Barrafor da Rua Real Grandeza, em Botafogo, Zona Sul, alerta que há pelo menos três coisas que não podem deixar de ser vistas. A primeira delas é a quilometragem, fundamental para conferir o estado do veículo e a honestidade do vendedor:

- É muito difícil que um carro ano 2000, por exemplo, tenha só 30 mil quilômetros rodados se o estofado e os pneus estiverem gastos. Mesmo um motorista que circula pouco anda, pelo menos, dez mil quilômetros por ano - aconselha.

Outros itens que ele considera essenciais são motor e histórico de roubo do veículo. Segundo Monteiro, é comum seguradoras se recusarem a fazer seguro de carro que tenha sido roubado duas ou mais vezes.

- Se o carro tiver um histórico de roubo, nem eu compro para a loja, porque sei que terei problema para revender depois. E a seguradora raramente vai fazer o seguro - completa.

Já para o mecânico e revendedor de carros usados, José Carlos Duarte, os consumidores de carros usados também devem atentar para a caixa de marcha. Ele orienta que os motoristas dêem uma volta (o famoso ”test drive”) com o carro para checar os mecanismos do veículo.

- Pode acontecer de a marcha funcionar muito bem com o carro parado e, quando em movimento, na terceira marcha, por exemplo, jogar o câmbio para o ponto morto - adverte.
José Carlos dá outro toque: olho vivo na repintura da lataria:

- É fácil notar quando o trabalho é mau feito - diz ele, ensinando que se deve observar se há vestígio de tinta nas borrachas, maçanetas e pára-choques.

O revendedor explica que a loja só tem obrigação de dar três meses de garantia para problemas de motor e caixa de marcha. Os demais defeitos, como os da parte elétrica, já passam a ser de responsabilidade do comprador.

À procura do ”carro ideal”

Para alguns compradores finais, a pesquisa intensa, e demorada, é muito cansativa. E o desejo de ter um carro na garagem pode deixar alguns detalhes de lado. Foi o caso da veterinária Maria Cristina Fernandes. Ela procurou o “carro ideal” durante três meses, até que desistiu e enfim comprou um Fiesta 2001, em maio.

- Percebi que não vai existir carro usado perfeito. Vai sempre haver algum defeito. Cansei de procurar, eu precisava do carro para trabalhar e gastava muito dinheiro com táxi. Entrei numa loja perto da minha casa e fechei o negócio - contou ela.

Maria Cristina está há cinco meses com o carro e se diz satisfeita. Mas sabe que os problemas podem aparecer a qualquer hora. Afinal, é um carro com seis anos de uso.

- Sei que mais cedo ou mais tarde um barulhinho aqui e outro ali vão aparecer. Faz parte do jogo. Carro é uma máquina e quanto mais o tempo passar, mais problemas vai apresentar - comenta.

O segredo de saber comprar é exatamente esse: fazer o defeitinho inevitável aparecer o mais tarde possível. De preferência, com o menor custo possível. E sem frustrações.

Reduto de “velhinhos”

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Claudio Teixeira/AEQuanto mais longe da Av. João Dias, mais antigos são os carros à venda

Está pensando em comprar um carrinho 1.0 usado ou até mesmo um velhinho, porém ‘honesto’? Então siga até a Zona Sul da Cidade, e vá até a Estrada de Itapecerica. Logo você vai estar em um trecho de mais de 1 quilômetro, onde é possível pechinchar nas várias lojas de carros ‘mais para usados que para seminovos’.

Aproveite para barganhar um preço camarada, alguns comerciantes andam um pouco desanimados com o fraco movimento. ‘Parece que antes o povo tinha mais dinheiro’, diz Antônio Dimas, há 20 anos dono da revenda Dimas e Lima. ‘Quando cheguei, só tinha umas cinco lojas. Hoje tem mais de cem’, garante.

A concorrência com as concessionárias, que antes só trabalhavam com modelos novos, também prejudicou os negócios, segundo o comerciante.

Resta fazer ofertas. Na loja de Dimas, há um Ford Escort 87 ‘pelado’ por R$ 3,5 mil. Perto dali, na Reinascar, Amilton Silva oferece um Palio EL 1.5 96 com quatro portas por R$ 13,5 mil. ‘Palio e Corsa são os campeões de vendas. E 99% dos clientes financiam totalmente a compra’, afirma.

É na loja onde Silva trabalha que está um dos mais caros modelos da Estrada de Itapecerica: um Audi A3 98 aspirado, por R$ 29.500.

Subindo um pouco, a loja Brum Car concentra algumas raridades, como uma caminhonete Rural 71 ’saia e blusa’ e de motor de seis cilindros, por R$ 9 mil. Ou um Dodge Dart 74 bem espalhafatoso, com a bandeira americana na pintura, motor V8 e suspensão a ar, por R$ 26 mil.

Quanto mais se avança na Estrada de Itapecerica, mais velhinhos vão ficando os carros. Na Geraldinho, um VW TL 72 verde abacate é o chamariz da clientela: exposto na frente da loja, pode ser comprado por R$ 5 mil. O gerente, Pedro Maires, garante que a estrada é melhor do que qualquer bairro da Zona Leste. Pelo menos para comprar usados. ‘Lá tem muito carro ‘bichado’. Aqui na região o estado de conservação costuma ser melhor’, afirma Maires. ‘Já fui cinco vezes ver carro barato lá, perdi as viagens’, lembra.

Mas se o que você quer mesmo é levantar um dinheiro rápido vendendo seu usado, a Estrada de Itapecerica é um bom lugar para fazer isso. Há várias placas anunciando ‘Compro seu carro mesmo com dívida’. Mas não se iluda, os lojistas querem lucrar. ‘Quitamos o carro para revender depois’, explica Elisonete de Souza, dona da Sant’ Car, onde o carro mais caro é uma picape Montana 2000, à venda por R$ 22 mil.




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