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Carro sem recall não poderá ser vendido

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São Paulo - O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) vai criar, em até três meses, um sistema integrado de informações sobre recall de veículos. O prazo foi definido pelo próprio diretor do órgão, Alfredo Peres da Silva, em audiência na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados na semana passada. O objetivo do sistema é impedir a comercialização dos veículos que não compareceram ao recall quando foram convocados - e assim estimular o cumprimento à exigência.

O projeto prevê que o novo sistema seja abastecido com informações provenientes de diversas entidades, como as associações das montadoras de veículos e o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça - órgão que monitora os processos de recalls. Esse banco de dados vai possibilitar que os órgãos estaduais de trânsito consultem se determinado veículo compareceu a um recall. Caso a exigência não tenha sido cumprida, a transferência de proprietário será bloqueada.

O Denatran ressalta, no entanto, que as informações sobre os recalls estarão disponíveis apenas para as autoridades de trânsito, para garantir o sigilo dos proprietários. Não será possível, por exemplo, um comprador consultar a base de dados para saber se determinado veículo passou pelo processo.

Atualmente, não há um mecanismo que garanta que todos os proprietários de veículos sejam comunicados do recall. Os anúncios feitos pelas montadoras são divulgados em todos os tipos de mídia e são enviadas correspondências para os compradores citados nas notas fiscais dos veículos. Caso o veículo pertença a um segundo ou terceiro dono, ele não receberá a correspondência.

Saiba como valorizar seu carro usado gastando pouco

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Para o administrador Paulo Tadiello, carro é patrimônio. “Chego a lavá-lo duas vezes por semana. Quanto melhor eu cuidar, mais será valorizado.” Ele conta que investiu R$ 1 mil em seu veículo anterior, uma picape Mitsubishi L200 2005, antes de fechar negócio. “Sempre faço uma revisão na concessionária. Também tiro todos os riscos. Recupero o valor porque consigo acima da tabela”, diz ele, que acaba de pôr à venda um Pajero 2007.

Exemplos como o de Tadiello mostram que manter o veículo em dia pode fazer muita diferença na hora da revenda. Alguns cuidados simples permitem valorizar o modelo sem ter de gastar muito. O funcionário público Maurício Fernandes diz ter conseguido R$ 1.200 acima da média de mercado por um Fiat Palio 1.6 2000, gastando R$ 200. “O carro se destacou após o polimento e a cristalização. Ficou com cara de novo.”

O consultor Paulo Garbossa, da ADK Automotive, lembra que há casos em que o investimento não compensa. “É preciso pôr os gastos na ponta do lápis. Às vezes é melhor vender com aquele arranhado do que consertar, porque, além do risco de o retoque não ficar bom, o comprador nunca saberá ao certo qual era o real tamanho do estrago.”

Foi o que fez a advogada Renata Domingos. Ela já havia fechado a venda de seu Fiat Siena 2006 quando percebeu que o marcador do nível de combustível não estava funcionando. “Gastei R$ 350 para arrumar. Esse cuidado compensou os riscos na pintura na hora da venda.”

DETALHES QUE DEIXAM O CARRO NOVO - Com R$ 160 já é possível dar uma cara nova para o carro, segundo Volvei Morales, gerente da Eco Shine (3955-1200), lava rápido no Bairro do Limão, zona norte. “A higienização tira aquele aspecto de encardido dos bancos, teto e laterais de porta forrados de tecido. Mas o cheiro de cigarro só o tempo tira.”

O consultor Paulo Garbossa, da ADK Automotive, é enfático: “só compra carro de fumante quem também fuma. Pode até acontecer de o interessado não fumar, mas ele só vai fechar negócio se a desvalorização for bem alta.”

De acordo com Sérgio Moreira, riscos superficiais são removidos com polimento e cristalização, conjunto de serviços que custa, em média, R$ 200. Ele cobra de R$ 70 a R$ 100 por pequenos reparos de martelinho, que dispensam a repintura de partes amassadas. “É indicado para marcas nas portas e ‘totós’ nos para-choques”, explica. Já a pintura das rodas sai por R$ 100 cada.

Revisar o veículo, incluindo verificação de motor e regulagem dos freios e faróis parte de R$ 140 na Auto Mecânica Scopino (3955-2986), na zona norte.

Os pneus são um dos itens que mais pesa no bolso. O modelo mais em conta, de acordo com pesquisa feita pelo InformEstado, é o Firestone 165/70, de 13″, que saem a R$ 135 cada. Os quatro custam R$ 540 na Pneus Carrão (2721-4561).

(Foto: Cláudio Teixeira/ AE)

(Foto: Cláudio Teixeira/ AE)

PNEUS
Representa um dos maiores custos para quem vai vender o carro. O mais em conta parte de R$ 135 (unidade), segundo pesquisa feita pelo InformEstado. Alinhamento e balanceamento, necessários após a troca, saem a R$ 56 e R$ 15 (por roda), respectivamente, na Dpaschoal.

FUNILARIA E PINTURA
Um serviço de martelinho de ouro, para pequenos amassados, custa entre R$ 70 e R$ 100. Esse tipo de reparo dispensa a repintura. Já riscos superficiais podem ser removidos com polimento e cristalização por, em média, R$ 200. Pintar as rodas sai a R$ 100 (cada).

HIGIENIZAÇÃO
Limpar tetos, revestimento dos bancos e laterais das portas, incluindo a lavagem das capas, parte de R$ 160. Além de dar ao veículo aspecto de bem cuidado, esse serviço remove odores desagradáveis. Mas o de cigarro, característico de carros de fumantes, só sai com o tempo.

RETIRAR RISCOS PARTE DE R$ 70 - Deixar de reparar o veículo, independentemente do conserto ser pequeno ou de grande monta, certamente resultará em depreciação, seja por lojistas, seja por particulares. Na maioria das vezes, a desvalorização costuma superar o valor dos serviços. “Um veículo com motor falhando ou ruídos na correia e no rolamento causa péssima impressão. Na hora da compra, o cliente dificilmente sabe se é um defeito simples ou não e acaba desistindo”, afirma o mecânico e professor do Senai Pedro Scopino.

Dono da New Force Car (2294-6384), na zona leste, Roliem Barrios diz que o dono do carro raramente conserta amassados antes de vender. “O avaliador deprecia para pagar o mínimo possível e diz que dará desconto no novo, o que nem sempre é vantajoso.”

Gerente de vendas da TAG Veículos (2296-6566), na Vila Carrão, zona leste, Carlos Roberto afirma que retirar adesivos de vidros e lataria e fazer uma limpeza geral no carro ajuda na hora da venda. “Ter pneus em boas condições e equipamentos originais também. A higienização só é fundamental em veículos de fumantes ou para os que não costumam limpar o carro com frequência.”

Segundo Sérgio Moreira, da Performance Martelinho de Ouro (2228-6638), na zona norte, retirar pequenos riscos parte de R$ 70 e o polimento, de R$ 200. “A aparência reforça que o carro é bem cuidado, tem procedência.” 
 

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Brasileiros compram 8.500 carros por dia

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(Foto: Divulgação)

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As vendas de veículos ultrapassaram ontem a marca de 3 milhões de unidades. Significa que os brasileiros compraram mais de 8,5 mil carros por dia, incluindo sábados e domingos, um recorde desde a instalação das primeiras montadoras no País, na década de 50.

O setor espera encerrar o ano com cerca de 3,1 milhões de veículos licenciados, um aumento de 10,3% em relação a 2008. Com esse volume, o Brasil se consolida como quinto maior mercado mundial de veículos.

Até quarta-feira, foram licenciados 2,996 milhões de veículos, dos quais 2,872 milhões são automóveis e comerciais leves e 124 mil caminhões e ônibus. Acrescentando os registros de ontem - que ainda não foram computados pelo Denatran -, o saldo supera a casa dos 3 milhões. Em todo o ano passado foram comercializados 2,848 milhões de veículos.

Neste mês foram vendidos 148 mil unidades até o dia 16, sendo 139,8 mil automóveis e comercias leves, volume 3% acima do registrado em igual período de novembro, que fechou o mês com vendas totais de 251,7 mil unidades.

As montadoras se preparam para vender 3,4 milhões de unidades. Para dar conta da demanda, estão anunciando contratações. Ontem, o presidente da Mercedes-Benz, Jürgen Ziegler, informou ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que a fábrica do grupo em São Bernardo do Campo vai contratar 300 funcionários em janeiro.

Há três meses, a Mercedes já havia contratado 1,3 mil trabalhadores. No auge da crise internacional financeira, a montadora de caminhões e ônibus não renovou cerca de 500 contratos temporários e abriu um programa de demissões voluntárias para funcionários aposentados. Hoje, emprega 11,5 mil pessoas e produz 260 veículos por dia. Desde julho, a indústria automobilística abriu 4,4 mil vagas, mas, ainda assim, encerrará o ano com quadro inferior ao do fim de 2008, quando empregava 126,8 mil pessoas. Até novembro, tinha 123,9 mil empregados.

FIM DE ESTOQUES - O recorde de vendas já consolidado não esmoreceu os concessionários, que precisam desovar estoques de modelos 2009, para iniciar o ano com pátios vazios para receber os carros com fabricação em 2010.

A Fiat fará um último feirão neste fim de semana nas instalações do Sambódromo, no Anhembi, zona norte de São Paulo. As demais marcas vão realizar os chamados feirões na rede de distribuidores.

“Ninguém quer virar o ano com estoques de modelos 2009/2010″, afirma Daniel Queiroga, gerente da concessionária Fiat Amazonas do bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Independente do evento comandado pela montadora, o grupo de sete revendas Amazonas tem ações próprias, como o parcelamento em 60 meses e a entrada (equivalente a 30% do valor do bem)a ser paga apenas na última prestação.

Queiroga diz que a picape Strada com cabine dupla é o único modelo com fila de espera de até 60 dias. Segundo ele, modelos seminovos (a partir de 2003) também estão com baixa oferta, o que leva os lojistas a valorizarem os carros que entram na troca por um novo.

Na revenda Volkswagen Amazon, a espera é para o Voyage. Encomendas feitas agora só serão entregues em janeiro, informa o gerente Marcos Leite. Mas há outros modelos em oferta, como a versão antiga do Fox, com 10% de desconto no preço, IPVA e licenciamento grátis.

Volvo anuncia terceiro recall no ano para o modelo XC60

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Rio- A Volvo do Brasil convocou nesta segunda-feira, 14 de dezembro, os proprietários dos modelos XC60, 2009 e 2010, com numeração de chassis entre YV1DZ995692027486 a YV1DZ9956A208608 a entrarem em contato com um distribuidor da marca para agendarem inspeção e, caso necessário, fixar corretamente a canaleta de proteção da linha de combustível localizada na parte inferior do veículo.

XC60 (Foto: divulgação)

XC60 (Foto: divulgação)

Foi o terceiro recall convocado para o modelo XC60 este ano. O primeiro, foi anunciado em 14 de setembro e tratava-se de defeito no módulo da bomba de combustível. O segundo aconteceu no dia 7 de dezembro e se referia a problema no painel lateral dos assentos dianteiros.

De acordo com a assessoria de imprensa da Volvo, circulam em todo o país 953 carros com os chassis relacionados ao problema comunicado nesta segunda-feira. A empresa também ressaltou que o recall é para constatar a possibilidade de desprendimento da canaleta de proteção que, caso não esteja devidamente afixada, poderá soltar-se.

Segundo a Volvo, o maior dano causado aos veículos que estiverem de fato com a canaleta solta é o vazamento de combustível. Para mais informações a Volvo disponibiliza o telefone 0800 7077590 e o site http://www.volvocars.com.br

Venda de veículos usados cresce 1,24% em maio ante abril

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São Paulo - As revendas independentes do Estado de São Paulo fecharam 142.670 negócios em maio, uma alta de 1,24% em relação a abril, quando foram negociados 140.925 veículos. Os números foram divulgados nesta segunda-feira, 8, pelo Sindicato do Comércio Varejista de Veículos Usados no Estado de São Paulo (Sindiauto) e pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp). 

Foto: André Lessa/ AE

Foto: André Lessa/ AE

Destes negócios, 76,6% foram realizados com carros populares e 23,4% com carros não populares. Considerando somente os negócios envolvendo carros populares houve uma queda média de 0,56% no confronto com abril.

Em maio, 53% do comércio de veículos foi financiado, frente uma média de 62% em abril de 2009. O prazo médio do financiamento saiu de 50 meses em abril para 40 meses no mês seguinte. Quanto ao saldo médio financiado atingiu 60%, inferior ao 72% de abril. As trocas ficaram em 42% dos negócios, ante 51% no mês anterior.




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