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É preciso refletir sobre a inspeção veicular

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Com as novas propostas do prefeito de São Paulo para a inspeção veicular, é necessário que os paulistanos reflitam a respeito e não se deixem influenciar por atitudes populistas. O primeiro ponto diz respeito à necessidade de inspeção. Além de melhorar a qualidade do ar da cidade, ela acabou por reduzir a quantidade de carros quebrados nas ruas e avenidas. Deixar de fazer a inspeção seria o mesmo que permitir que as pessoas voltem a jogar lixo nas ruas.

Inspeção veicular

Inspeção veicular

O segundo ponto importante seria o de cobrar ou não pela inspeção. Todos sabemos que nosso País é campeão de arrecadação de impostos, porém quando o governo oferece algum serviço gratuito muitas pessoas se iludem achando que estão sendo beneficiadas. Uma boa parte da população não entende que o Seguro Desemprego que seu vizinho recebe foi você que contribuiu, o Bolsa Família também é você  quem paga, portanto seria um “auto engano”, desculpe o trocadilho, achar que a inspeção será gratuita, portanto não de o credito a nenhum politico, pois de alguma forma ela sairá do seu bolso.

Por último e, na minha opinião, o mais importante seria definir quem fará a inspeção. A Controlar possui algumas falhas técnicas de operação, como a falta de conhecimento técnico de seus funcionários, métodos discutíveis de medição de ruídos, entre outros. Porém, não podemos deixar de salientar a organização das instalações e a eficiência do agendamento. É preciso que tenhamos postos de inspeção com a qualidade administrativa da Controlar e com a competência técnica de um centro automotivo.

Para finalizar, se você não quer ter problemas com a emissão de poluentes de seu veículo, faça as revisões preventivas. Além de oferecer segurança aos ocupantes, você estará contribuindo para uma cidade melhor.

É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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Defeitos que não existem mais no carros

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A indústria automobilística se desenvolveu muito nos últimos 20 anos. Depois da famosa abertura do mercado pelo ex- presidente Fernando Collor de Melo, a indústria nacional teve que se atualizar, melhorou a qualidade, importou tecnologia e se atualizou. Na época não havia muita escolha, ou se atualizava ou desapareceria.

Na década de 70, 80 e início dos anos 90, os veículos saíam de fábrica com muitos problemas crônicos, talvez você não saiba, mas os motores do Opala da GM, por exemplo, vazavam óleo de motor, as latarias da Brasília da Volkswagen enferrujavam e os motores  do Corcel da Ford superaqueciam. Era um verdadeiro festival de carros retornando às concessionárias depois de alguns dias de uso.

Toda segunda-feira  formavam-se filas de carros na porta das oficinas das concessionárias, em busca de atendimento em garantia. Além dos defeitos que mencionei , tínhamos portas desreguladas, entradas de água pelo para-brisa, guarnições deformadas, carburadores com boia defeituosa, acredite se quiser, mas alguns carros saíam de fábrica com falta de tinta.

Nesta época as concessionárias mais bem cotadas eram as que tinham as melhores equipes nos respectivos departamentos de serviço e isso alavancava as vendas de carro zero. As montadoras, por sua vez, eram mais maleáveis no trato com seus clientes, os atendimentos se estendiam mesmo depois dos prazos de garantia, havia uma tolerância maior de ambos os lados. Não foram poucas às vezes que presenciei a troca de carro em garantia, consequência de uma produção equivocada e sem controle de qualidade, veículos que jamais deveriam ter saído da fabrica.

Geralmente os defeitos crônicos e repetitivos eram descobertos primeiro pelas concessionárias, pois a fábrica não fazia testes de longa duração. Quando uma montadora lançava um novo modelo, todos queriam adquiri-lo, pois as mudanças mais significativas levavam anos para serem implementadas, mesmo assim muitos compravam o lançamento para ser um dos primeiros a ter a novidade. Infelizmente,  os ?apressadinhos? pagavam por incansáveis retornos em garantia até que seu carro estivesse em boas condições de uso. Até hoje quando se fala em comprar um Monza ou Opala, os mais bem cotados, são aqueles produzidos nos dois últimos anos de fabricação.

Portanto se seu carro zero tem algum problema, não fique tão irritado, pois seu avô e seu pai já se aborreceram muito mais do que você.

*É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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Período de férias: redobre a atenção na estrada

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Segundo estudos, 24 mil pessoas morrem por ano em nossas estradas, 65 por dia. Muitos são os motivos que levam aos acidentes, porém a imprudência atrelada a falta de manutenção têm sido os grandes responsáveis.  Quando se está a uma velocidade de 100 km/h o motorista tem pouco mais de 3 segundos para desviar de um obstáculo que está a 100 metros da sua frente.

Faça a manutenção preventiva antes de viajar

Faça a manutenção preventiva antes de viajar

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Vários são os imprevistos que podem ocorrer, como a travessia de um animal na pista, o estouro de um pneu do carro que está ao seu lado ou simplesmente uma pane seca (falta de combustível) do veiculo que está a sua frente. Diante de uma situação assim, quem consegue escapar? Suas chances de se livrar de um acidente serão maiores se você estiver:

- Dentro da velocidade recomendada

- Com atenção total voltada para a estrada

- Com os pneus em boas condições

- Com as revisões em dia (freio , amortecedores e luzes)

- Possuir freios com sistema ABS

- Com a atenção redobrada em dias de chuva

Muitas pessoas morrem ao trocar o pneu no acostamento, muitos carros capotam em função do desnível que existe entre a pista e o acostamento, infelizmente informações como estas não são passadas nas autoescolas.

Precisamos redobrar o cuidado ao ir para estrada, o clima de descontração diz respeito apenas aos passageiros, os motoristas devem ter a responsabilidade e a consciência de que respeitar os limites de velocidade e manter seu veiculo revisado é a melhor maneira de não fazer parte das estatísticas de acidentes de final de ano.

*É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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Conheça dicas para enfrentar alagamentos

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Começou a temporada de chuvas, muitos motoristas já passaram algum tipo de apuro ao enfrentar um alagamento. Se você estiver em uma situação dessas, mantenha a calma. O ideal é não arriscar, até porque as empresas de seguro costumam não ressarcir motoristas imprudentes, ou seja, aqueles que ousaram atravessar o alagamento e assumiram o risco.

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A altura máxima para passar em uma área alagada é a metade da roda (Foto: Domingos Peixoto/ O Globo - Arquivo)

A altura máxima para passar em uma área alagada é a metade da roda (Foto: Domingos Peixoto/ O Globo - Arquivo)

Antes de tentar atravessar um alagamento, verifique os veículos que vem em sentido contrário. Procure observar a profundidade da água, não esqueça que o nível máximo é na metade da roda. Se a água estiver na altura do farol, cuidado. Você pode danificar seriamente o motor do seu carro. Muito bem, resolveu atravessar?

- Acelere o carro durante toda a travessia. Se o motor morrer, não tente ligar novamente.

- Passe pela área alagada em primeira marcha e devagar (porque a aceleração do carro evita a entrada de água pelo escapamento)

- Evite marola, principalmente de caminhões e ônibus que estão em sentido contrário. O perigo está na entrada de água dentro do motor, através do filtro de ar.

- Vou repetir, se o motor morrer não tente fazê-lo pegar. Peça ajuda e retire o carro do local, uma boa limpeza resolverá. Se você insistir em ligar, poderá causar grandes danos, o que os técnicos chamam de calço hidraulico.

- Fique atento ao noticiário de rádio para saber como evitar as áreas alagadas

- Passar em áreas alagadas pode gerar problemas a médio e longo prazo, como ruídos em rolamentos, panes elétricas, mau cheiro entre outros.

* É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros


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Colecionar carros antigos exige tempo e dedicação

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Nos EUA e na Europa muitas pessoas colecionam carros antigos, no Brasil, apesar da grande quantidade de clubes, somente agora essa prática começa a tomar força. Várias são as razões, como a diminuição do valor dos impostos para veículos com mais de 30 anos, atrelado ao bom momento econômico que o País vive, faz com que cada vez mais pessoas procurem realizar o sonho de ter um pedaço da história em sua garagem.

E necessário lembrar que colecionar carros antigos demanda tempo, dedicação e alguns cuidados. O primeiro passo seria escolher a marca e o modelo. Para fazer uma boa compra, é aconselhável procurar o clube que representa a marca desejada. O valor de um carro antigo é formado pelo estado geral, tipo de motor, originalidade e, principalmente, aspectos históricos.

Em alguns casos ano de fabricação, quantidade de veículos produzidos e proprietários anteriores acabam por multiplicar várias vezes o valor do carro, portanto procurar um especialista poderá lhe ajudar a pagar o preço justo.

Outra dica interessante antes de começar a procurar seu sonho de consumo, é ter um local para guarda-lo, coberto e fechado. Algumas peças decorativas de carros antigos possuem alto valor no mercado e você vai ficar muito chateado de, por exemplo, ter um Mustang sem o famoso “cavalinho”. Além de guardar seu carro com segurança, você precisará ter uma boa caixa de ferramentas à disposição, essa história de dizer que “agora o carro está perfeito” não existe.

Ford Mustang

Ford Mustang

Os entusiastas que me desculpem, mas um carro com mais de 30 anos é uma verdadeira caixa de surpresas, veja se na sua casa existe algum equipamento ou aparelho eletrônico com mais de trinta anos. Não tem jeito, peças sofrem de fadiga, muitas vezes parecem estar em boas condições  por fora, mas por dentro podem ter uma trinca pronta para faze-lo voltar ao guincho. Não se abata, faz parte da alegria de cuidar de um “velhinho”.

Agora se você não quer passar por esses contratempos, escolha outro tipo de coleção, como as raridades, ou seja, carros antigos com baixíssima quilometragem (como este Fusca da foto, com 1.700 km), pois nesse caso, a probabilidade dele voltar ao guincho é pequena. O problema é que o valor do carro está ligado à baixa quilometragem e se você ficar passeando por aí, seu patrimônio irá desvalorizar.

VW Fusca com 1.700 km

VW Fusca com 1.700 km

Para terminar, vou dar a dica de um programa bem legal, para você que curte carros antigos, chama-se “Leilão em Paris”, no Discovery Turbo, diversão garantida.

* É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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