Nos EUA e na Europa muitas pessoas colecionam carros antigos, no Brasil, apesar da grande quantidade de clubes, somente agora essa prática começa a tomar força. Várias são as razões, como a diminuição do valor dos impostos para veículos com mais de 30 anos, atrelado ao bom momento econômico que o País vive, faz com que cada vez mais pessoas procurem realizar o sonho de ter um pedaço da história em sua garagem.
E necessário lembrar que colecionar carros antigos demanda tempo, dedicação e alguns cuidados. O primeiro passo seria escolher a marca e o modelo. Para fazer uma boa compra, é aconselhável procurar o clube que representa a marca desejada. O valor de um carro antigo é formado pelo estado geral, tipo de motor, originalidade e, principalmente, aspectos históricos.
Em alguns casos ano de fabricação, quantidade de veículos produzidos e proprietários anteriores acabam por multiplicar várias vezes o valor do carro, portanto procurar um especialista poderá lhe ajudar a pagar o preço justo.
Outra dica interessante antes de começar a procurar seu sonho de consumo, é ter um local para guarda-lo, coberto e fechado. Algumas peças decorativas de carros antigos possuem alto valor no mercado e você vai ficar muito chateado de, por exemplo, ter um Mustang sem o famoso “cavalinho”. Além de guardar seu carro com segurança, você precisará ter uma boa caixa de ferramentas à disposição, essa história de dizer que “agora o carro está perfeito” não existe.

Ford Mustang
Os entusiastas que me desculpem, mas um carro com mais de 30 anos é uma verdadeira caixa de surpresas, veja se na sua casa existe algum equipamento ou aparelho eletrônico com mais de trinta anos. Não tem jeito, peças sofrem de fadiga, muitas vezes parecem estar em boas condições por fora, mas por dentro podem ter uma trinca pronta para faze-lo voltar ao guincho. Não se abata, faz parte da alegria de cuidar de um “velhinho”.
Agora se você não quer passar por esses contratempos, escolha outro tipo de coleção, como as raridades, ou seja, carros antigos com baixíssima quilometragem (como este Fusca da foto, com 1.700 km), pois nesse caso, a probabilidade dele voltar ao guincho é pequena. O problema é que o valor do carro está ligado à baixa quilometragem e se você ficar passeando por aí, seu patrimônio irá desvalorizar.

VW Fusca com 1.700 km
Para terminar, vou dar a dica de um programa bem legal, para você que curte carros antigos, chama-se “Leilão em Paris”, no Discovery Turbo, diversão garantida.
* É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros
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