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Entenda as funções dos ângulos dos 4×4

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Para enfrentar as trilhas off-road sem danificar os para-choques nem a parte inferior, os modelos 4×4 têm grandes ângulos de entrada, saída e de inclinação lateral, além da distância livre do solo mais elevada que a dos carros de passeio. Essas características também ajudam a evitar que o veículo venha a tombar.

Modelos 4×4 têm grandes ângulos de entrada, saída e de inclinação lateral (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

Modelos 4×4 têm grandes ângulos de entrada, saída e de inclinação lateral (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

Esses números são informados no manual do proprietário e devem ser observados para saber até onde cada veículo pode ir. Outro dado importante é o ângulo de dorso, que varia de um modelo para outro, mas não é informado pela maioria das montadoras.

De acordo com o gerente do Centro de Prevenção de Acidentes, Dennys Riper, o ângulo de entrada, também chamado de ataque, é medido por uma linha reta que parte da área de contato do pneus com o solo e vai até o ponto inferior da extremidade do veículo, que normalmente é o para-choque. “Quanto menor for a carroceria à frente das rodas, maior o ângulo.”

Ângulo de entrada, que é a inclinação da parte da frente do veículo, também é chamada de ângulo de ataque (Foto: Divulgação)

Ângulo de entrada também é conhecido como de ataque (Foto: Divulgação)

Riper explica que o ângulo de saída, que indica a capacidade de entrar ou sair dos obstáculos sem encostar a traseira no solo, é medido da mesma forma. “Já a distância livre do solo indica a altura da parte mais baixa do carro em relação ao chão. Respeite também as indicações de inclinação. Caso ultrapassado, o jipe poderá tombar para o lado.”

O ângulo de dorso é o menor ângulo formado entre duas linhas que partem da tangente das rodas e se encontram num ponto entre os eixos. Há ainda o vão máximo: “Ele mostra capacidade de um veículo transpor trechos alagados. Recomendo que o nível da água não ultrapasse o centro das rodas.”

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Saiba como funciona a injeção eletrônica

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Nossa proposta é mostrar de forma leve e agradável como funciona os diversos sistemas que compõe um automóvel, dando exemplos práticos do dia a dia, para que você entenda e cuide de seu carro da melhor forma possível.

INJEÇÃO ELETRÔNICA - Existem vários tipos de injeção eletrônica, mas o importante é saber o princípio de funcionamento. Com ele, você terá assunto com os amigos e poderá cuidar melhor de seu carro.

Parece muito infantil, mas imagine a Branca de Neve e os sete anões, a Branca de Neve é o módulo da injeção e os sete anões são os sensores espalhados pelo veículo, onde cada sensor fornece uma informação específica ao módulo. A tarefa do módulo é receber essas informações, processá-las e simplesmente estabelecer quanto tempo o bico injetor de gasolina ficará aberto.

Se o objetivo de todo sistema da injeção eletrônica é estabelecer o volume de combustível a ser injetado no motor, o que os sensores informam? Nesse ponto é que existem as variáveis de cada modelo, mas basicamente podemos dizer que todos os tipos de injeção têm em comum:

Sensor de temperatura do ar: sua função é informar ao módulo a temperatura do ar que está sendo admitido, este ar é o mesmo que passa pelo filtro de ar do motor.

Sensor de temperatura da água: assim como o anterior seu objetivo é informar a temperatura da água do sistema de arrefecimento.

Sensor de fluxo de ar: este mede e informa a quantidade de ar que está sendo admitida, pelo motor.

Sensor da borboleta de aceleração: aqui está o informante de quanto você está acelerando a “joinha”. Aqui cabe uma dúvida de muitos motoristas, quando estamos descendo a serra engrenado ocorre alto consumo? Não, pois o módulo fica sabendo que apesar do veiculo estar em velocidade e com rotação alta, o acelerador não está sendo acionado, portanto o consumo é praticamente igual à situação em que estamos em marcha lenta.

Sensor de rotação do motor: geralmente fixado no bloco do motor ele informa quantas rotações por minuto o motor esta produzindo naquele momento.

Sensor lâmbda: este é o grande nariz do sistema, ele fica dentro do escapamento “cheirando” os gases que são exalados, quando o resultado da queima esta fora dos padrões ele informa o módulo para corrigir a quantidade de combustível. Se mesmo assim o resultado continuar alterado, a luz da injeção acenderá, indicando o problema no sistema.

Sensor de velocidade: indica o quanto as rodas estão girando.

Quando qualquer um dos sensores entra em pane, o módulo da injeção possui uma memória interna que registra e armazena essa falha e paralelamente utiliza um valor médio (padrão) para que o sistema continue funcionando. Como esse valor utilizado pelo módulo não corresponde ao valor ideal, o motor aumenta o consumo de combustível, por isso toda vez que acender a luz da injeção no painel leve o veículo rapidamente ao mecânico. Só não vá dizer que você está com problema com um dos sete anões!

Se tiver sugestões, escreva para chevyautocenter@yahoo.com.br

Até a próxima.

É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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Assim como no futebol, o painel de instrumentos do veículo utiliza as cores amarela e vermelha para sinalizar advertências leves e graves. Compreender o significado das luzes que podem eventualmente acender é fundamental para evitar dores de cabeça.

Membro do comitê de veículos leves da Sociedade de Engenharia da Mobilidade (SAE), José Fernando Penteado diz que há quatro alertas principais que devem ser identificados pelo motorista: bateria, freios, óleo e temperatura do motor. “Presentes em qualquer modelo, eles avisam sobre dispositivos essenciais para a segurança dos ocupantes e a ’saúde’ do veículo.”

A luz do óleo indica perda de pressão, vazamento ou defeito na bomba. Nesses casos pode haver danos em peças como pistões e até risco de o motor fundir. Já o alerta de temperatura indica problemas no sistema de arrefecimento. “Isso é causado por falta de água, defeito na ventoinha ou pane no radiador”, explica o diretor de segurança veicular da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Harley Bueno.

O alerta de freio informa quando o nível de fluido no reservatório está baixo.  A luz também acende quando o freio de estacionamento está acionado.  O da bateria, por sua vez, avisa que há falha no alternador. “Já os sinais amarelos servem mais para chamar a atenção, mas não devem ser desprezados”, ressalta Penteado. 

Harley Bueno lembra que todos os sinais exibidos no painel podem ser “estudados” no manual do proprietário. “Infelizmente, poucos motoristas têm esse hábito?, afirma.

Confira o significado dos alertas mais comuns:

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Água no  filtro de diesel-  Se acender com  o motor ligado é hora de parar e drenar o líquido  acumulado.  

Injeção eletrônica-  Indica falha no sistema, que pode comprometer  motor e catalisador.   

Temperatura-  Desligue o carro  no ato: o  superaquecimento pode empenar o  cabeçote e até fundir o motor.

Óleo do motor-   Ou há pouco lubrificante ou  a bomba está com defeito.  Se acender, pare o veículo imediatamente.   

Freios ABS-  Sinal de que há  algo errado com o recurso que impede o travamento das rodas em emergências.   

Revisão-  Símbolo lembra que está na hora de fazer a verificação periódica prevista no manual do  proprietário.   

Cintos de segurança-  Além do alerta  visual, alguns carros têm aviso sonoro para informar que o item não foi afivelado.   

Freios-  Procure um mecânico o quanto antes se ela acender, pois é  um sinal de que o  sistema pode estar comprometido.   

Freio de estacionamento-  Acende ao ser acionado ou quando  o nível de fluido do  reservatório  está baixo.   

Air bag-  Avisa sobre falhas no sistema de bolsas de ar.  Em caso de colisão, há o risco de elas não  inflarem de forma adequada.   

Bateria-  Se permanecer  acesa com o motor ligado, indica  defeito no  alternador ou no  envio de carga.   

Combustível-  Acende quando o  nível chega à reserva.  Em alguns carros, há apenas um ponto luminoso  no marcador.

 

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Economia no trânsito pesado

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Em pouco tempo, alguns carros nacionais vão receber sistemas que desligam e religam o motor no trânsito pesado. A tecnologia reduz em até 15% o consumo e a emissão de poluentes. ?Estamos trabalhando com as fábricas. Nos próximos dois anos, alguns carros daqui devem receber o Start/Stop?, afirma o diretor de Engenharia da Bosch, Jair Pasquini.

O primeiro a ter o sistema foi o Audi 80, na Europa, há quase 30 anos. Pasquini diz que a aplicação é simples: ?A peça principal é um motor de partida mais robusto, com durabilidade cinco vezes maior. Ele está ligado à central eletrônica do motor e a sensores instalados nos pedais. A economia que oferece poderá enquadrar o carro numa categoria superior no selo verde?, recorda. Pela simplicidade, os itens implicariam menos de R$ 1 mil no custo de produção.

Economia no trânsito (Foto: Divulgação)

Economia no trânsito (Foto: Divulgação)

Outra fábrica de autopeças, a Valeo, também trabalha nesses módulos liga-desliga automáticos. Chama a atenção o Stars, que juntou motor de arranque e alternador numa só peça. ?Num momento ele recebe o movimento da correia e gera energia. Quando é preciso, faz o contrário: traciona a correia para ligar o motor?, diz o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, Dirk Schult.

O Stars surgiu num Citroën C3 com câmbio automatizado, no Salão de Paris de 2004, mas pode ser aplicado com qualquer tipo de transmissão. A redução de consumo e emissões em uso urbano vai de 4% a 15%, segundo dados da Valeo. Ainda é cedo para falar de valores ou aplicação em carros nacionais: ?O preço depende de vários fatores, não dá para estimar?, diz Schult. Para o Brasil ele acredita que seja usado primeiro o Ecostart, sistema similar ao Start/Stop.

Confira o passo a passo para atender a um recall de carro

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Rio  - Se você é proprietário de um veículo, confira as dicas do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), da Fundação Procon-SP e do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) sobre o que fazer ao atender à convocação de um recall.

1 - Acompanhe jornais, sites, rádio e televisão para saber sobre a convocação de recalls.

2 - Caso o chassi de seu veículo tenha sido incluído em um recall, siga a recomendação da montadora no anúncio ou procure uma concessionária com o documento do veículo e seu documento de identificação.

3 - O recall vale para todos os veículos incluídos no chamamento, independentemente de terem sido comprados de concessionárias ou de terceiros.

4 - É dever do consumidor atender ao chamamento do recall o mais brevemente possível, para reduzir os riscos para sua segurança e à de outras pessoas.

5 - Não há limite de prazo para a montadora fazer a troca do equipamento com defeito. Ou seja, mesmo que algumas empresas publiquem em seus anúncios de recall uma data limite para o procedimento, ele pode ser feito a qualquer momento.

6 - No caso de dano moral ou material por causa do item com defeito, há um prazo de cinco anos, a partir da data do incidente, para pedir reparação. Após esse período, o direito de reparação prescreve.

7 - O não comparecimento do proprietário do veículo a um recall não exime a responsabilidade da montadora no caso de danos ou acidentes comprovadamente provocados pelo defeito que motivou o chamamento.

8 - A troca do componente com defeito deve ser feita de graça para o proprietário do veículo.

9 - Caso o consumidor seja obrigado a ter qualquer custo para atender ao recall - como no caso de perder mais de um dia de trabalho ou ter que se dirigir a outra cidade -, pode pedir o ressarcimento desses custos. Para isso, deve pedir à concessionária o reembolso do valor gasto. Se não tiver sucesso, deve procurar os órgãos de defesa do consumidor locais de sua cidade ou o Juizado Especial Cível (conhecido como de pequenas causas, para ações no valor até 40 salários mínimos). Para ações no valor de até 20 salários mínimos, não é preciso um advogado.

10 - Se houver qualquer problema na peça que foi trocada no recall, o consumidor tem direito de retornar à concessionária e solicitar uma nova troca do componente, sem qualquer custo adicional.

11 - Na hora de comprar um carro usado, verifique no site do Ministério da Justiça se o veículo foi incluído em algum recall. O banco de dados, no entanto, inclui apenas convocações a partir de 2000. Para anúncios mais antigos, é preciso procurar diretamente a montadora.

12 - Caso o modelo faça parte de um recall, procure a montadora com o número do chassi para verificar se aquele veículo já passou efetivamente pela troca do componente com defeito.

13 - Os consumidores também podem procurar as montadoras para saber sobre os recalls de seus veículos. Confira abaixo os contatos das principais montadoras brasileiras:

Citroën:
Telefone: 0800 011 8088

Fiat:  
Telefone: 0800 70 71000

Ford :
Telefone: 0800 703 3673

General Motors (da marca Chevrolet):
Telefone: 0800 702 4200

Peugeot:
Telefone: 0800 703 2424

Renault :
Telefone: 0800 055 56 15

Toyota:
Telefone: 0800 703 02 06

Volkswagen:
Telefone: 0800 019 5775




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