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Kia Soul vence Ford EcoSport

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Na linha 2011, que começa a chegar às revendas Ford, o EcoSport traz poucas mudanças visuais. Outras, mais profundas e importantes, são na tabela de preços - com reduções para todas as versões - e no prazo de garantia, agora de três anos (antes era de um). Utilitário-esportivo mais vendido do País, com quase 44 mil unidades emplacadas no ano passado, o modelo tem como um dos segredos agradar públicos diversificados, de jovens a famílias. Por isso, aqui ele enfrenta outro veículo concebido a partir dessa receita generalista, o Kia Soul 1.6.

Kia Soul x Ford Ecosport (Fotos: André Lessa/AE)

Kia Soul x Ford EcoSport (Fotos: André Lessa/AE)

O modelo sul-coreano, que ainda é recente no País - chegou às lojas em julho -, parte de R$ 53.600 e vence o EcoSport escolhido para o comparativo, da versão Freestyle. Uma das mais vendidas do Ford, com motor 1.6 ela parte de R$ 57.190.

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O Soul tem lista de equipamentos de série maior que a do Ford. Além de ser mais recheado, ele trata melhor os passageiros, tem acabamento mais refinado e é mais agradável de dirigir. Assim, conquistou a vitória com tranquilidade.

Cabine EcoSport

Cabine EcoSport

Cabine Soul

Cabine Soul

Apesar das melhorias pelas quais passou no acabamento, o Ford não é páreo para o Kia nesse quesito. O Soul não só utiliza materiais de qualidade superior, como também isola melhor os ruídos.

EcoSport

EcoSport

Kia Soul

Kia Soul

O sul-coreano se sobressai na posição de guiar e sua direção, com assistência elétrica (hidráulica no Ford), é mais leve para manobrar, ficando firme em velocidade alta.

Porta-mala EcoSport

Porta-mala EcoSport

Porta-mala Soul

Porta-mala Soul

Suas suspensões sofrem mais com as irregularidades do piso - nisso o EcoSport é melhor. Já o motor 1.6 de 16 válvulas e 124 cv fala mais alto que o Ford 1.6 8V, de até 107 cv. O problema é que o Soul roda só com gasolina, enquanto o EcoSport é flexível. A Kia promete lançar o modelo capaz de rodar também com álcool ainda neste semestre.

PRÓS E CONTRAS
Kia Soul 1.6

 Acabamento - Bem cuidado e com atenção aos detalhes, é um dos destaques. Hatch vem bem equipado de série

Manutenção - Peças ainda são caras. Por ser novo no mercado, aceitação entre os usados é uma incógnita

PRÓS E CONTRAS
Ford EcoSport 1.6

Mercado - Líder do segmento, vai bem entre os de segunda mão. Mexida na tabela o deixou mais em conta

Interior - Apesar das melhorias na linha 2011, peca pela qualidade dos materiais e pelo ruído a bordo

KIA TRAZ MAIS DE SÉRIE. FORD VAI MELHOR ENTRE OS USADOS  - Entre as mudanças por que passou para a linha 2011 - que incluem grade e capô -, o EcoSport ganhou quadro de instrumentos renovado, agora com iluminação branca, e computador de bordo. A versão Freestyle 1.6 traz de série ar-condicionado, direção hidráulica, conjunto elétrico e toca-CDs e MP3 com entradas auxiliares.

O Soul é mais equipado e oferece esses itens mais air bag duplo e toca-CDs com leitor de MP3 e entrada USB de série. Por R$ 57.700 pode-se levar o catálogo com sistema de freios ABS e farol de neblina, entre outros.

Um destaque do EcoSport é que o modelo baiano vai bem no mercado de usados. A diferença de preço entre as versões 2008 e 2009 é de apenas R$ 2.831, de acordo com a média apurada pelo InformEstado.

O Soul é novo no mercado - está há sete meses no País - e ainda não apresenta histórico entre os carros de segunda mão. Dos zero-km, segundo a Fenabrave, o Kia teve pouco mais de 2 mil unidades vendidas no ano passado. O número ficou abaixo do estimado no lançamento do carro (3 mil vendas), mas ainda assim é expressivo para um veículo sul-coreano, com desenho tão diferente e que roda só a gasolina.

Nas cotações de peças de reposição e seguro, em que há vantagem para o Ford, a base utilizada foi o EcoSport 2010. Os valores servem como referência para a linha 2011, que ainda não está à venda, mas não recebeu alterações mecânicas.

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Nissan Sentra supera Chevrolet Vectra

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Vectra x Sentra (Fotos: André Lessa/AE)

Vectra x Sentra (Fotos: André Lessa/AE)

Embora distante da briga pela liderança entre os sedãs médios, o Nissan Sentra oferece um bom conjunto e ganhou dois atrativos na linha 2010: leve reestilização e preços reduzidos. A opção do modelo mexicano com câmbio CVT, de relações continuamente variáveis, parte agora de R$ 63.990.

Por esse valor ele briga diretamente com o Chevrolet Vectra, que também mudou de visual ano passado e tem público semelhante. Na versão de entrada, Expression, equipada com caixa automática o modelo feito em São Caetano do Sul é mais em conta e tem tabela a partir de R$ 61.594. O menor preço, no entanto, não foi suficiente para garantir ao Chevrolet a vitória neste comparativo.

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O sedã Nissan justifica o preço mais salgado ao trazer, por exemplo, freios ABS de série. Ele também tem acabamento superior ao do rival - há menos rebarbas em suas peças, que são feitas de plástico de melhor qualidade. No Vectra as imperfeições são mais evidentes. O Sentra oferece mais conforto a bordo e é mais silencioso, isolando com maior eficiência os ruídos externos. E seus bancos recebem com mais agrado os ocupantes.

Na hora de acelerar há novamente vantagem para o mexicano, que conta com 3 cv a mais e tem maior torque que o Chevrolet. Apesar da força vir em rotação elevada (4.800 rpm ante 2.600 giros do rival), o sistema de variação de válvulas do Nissan ajuda seu motor em baixos regimes.

Sentra

Sentra

O câmbio CVT colabora para o melhor desempenho do Sentra. É mais fácil ganhar velocidade com ele e ter agilidade no trânsito. A caixa do Vectra tem quatro marchas e em alguns momentos fica perdida nas mudanças.

Vectra

Vectra

Com assistência elétrica, a direção do Sentra é boa em manobras e mais leve no trânsito. Mas isso significa ser menos comunicativa com o motorista. Embora mais pesada, a do Vectra, que é hidráulica, o deixa mais à mão.

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As suspensões dos dois são bem acertadas. A do Chevrolet é um pouco mais firme e impede com mais eficiência a inclinação da carroceria em curvas. Essa tendência é maior no Sentra, mas nada que chegue a incomodar.

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O Sentra das fotos deste comparativo é da versão SL, topo de linha.

PRÓS E CONTRA
Nissan Sentra S CVT

Custo-benefício - Sedã tem boa lista de itens de série e agrada ao volante. Caixa de câmbio CVT merece destaque

Manutenção - Componentes de reposição são mais caros. Entre os usados, depreciação também é alta

PRÓS E CONTRA
Chevrolet Vectra Expressions

Peças - Baixo custo de manutenção é um dos pontos altos do modelo. E sua desvalorização é menor

Acabamento - Mais ruidoso ao rodar e com rebarbas aparentes, interior não oferece mesmo conforto do rival

BOA RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO - Tanto o Nissan Sentra quanto o Chevrolet Vectra oferecem boa relação custo-benefício. Ambos têm itens como ar-condicionado, direção assistida (elétrica no Nissan, hidráulica no Vectra), conjunto elétrico e air bags dianteiros. Mas só o Sentra vem com ABS, além de toca-CDs com leitor de MP3 e computador de bordo.

Nissan Sentra

Nissan Sentra

O acabamento dos dois é bom. Há mais cuidado no Sentra, que mesmo assim tem falhas. A alavanca para ajuste do volante é difícil de lidar - exige força e é necessário cuidado para não se machucar. No Vectra isso não ocorre. A do Chevrolet permite regulagem de altura e distância, que falta no rival. O Sentra passa a contar com retrovisores externos dobráveis - antes eles eram fixos.

O espaço no banco traseiro é bom nos dois sedãs. O Vectra oferece maior porta-malas - é útil o sistema de divisão do compartimento de bagagem do Sentra, para não deixar pequenos objetos soltos.

Chevrolet Vectra

Chevrolet Vectra

Entre os usados, a maior desvalorização é do Sentra. Na média, a versão S ano 2008 vale R$ 10 mil a menos que a 2009. No caso do Vectra Expression, a diferença não chega a R$ 4 mil. Com valores bem mais em conta, nas peças de reposição e cotações de seguro o Chevrolet dá um baile no Nissan.

 

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Em briga entre automatizados mais acessíveis, VW Gol I-Motion supera Fiat Dualogic

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Fiat Palio Dualogic x VW Gol I-Motion (Fotos: André Lessa/ AE)

Fiat Palio Dualogic x VW Gol I-Motion (Fotos: André Lessa/ AE)

A comodidade de guiar sem precisar pisar no pedal de embreagem está ficando mais acessível. Por R$ 34.980, o VW Gol 1.6 já oferece câmbio automatizado e é carro mais barato no mercado a dispensar o motorista da tarefa de trocar as marchas. Mas ele não está sozinho. Sua versão I-Motion o coloca em posição de igualdade com o principal rival, o Fiat Palio, que  tem a opção 1.8 ELX Dualogic, a partir de R$ 38.030, também com a caixa manual robotizada. A diferença no preço se explica pela lista de itens de série mais recheada no Fiat.

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Confrontadas as opções, o que se vê é uma briga acirrada, disputada ponto a ponto, que acabou sendo definida por itens como a vida a bordo, estilo e suspensão. Por ser melhor nessas características, o Volkswagen Gol foi o vitorioso.

O hatch feito em São Bernardo do Campo (SP) é mais gostoso de dirigir e tem certa aspiração à esportividade. Sua suspensão traz ajuste mais firme, o que por um lado é bom: nunca se conseguirá fazer uma curva com o Palio na mesma velocidade em que se faz com o rival.

O Fiat é mais molenga, uma vantagem para quem quer rodar com conforto. Há bom isolamento da carroceria, mas em curvas ele inclina mais e fica devendo em estabilidade.

Cabine Palio

Cabine Palio

O Palio tem motor de maior cilindrada (1,8 litro, ante 1,6 l do bloco que equipa o Gol) e potência (114 cv contra 104 cv). Mas como pesa 70 kg a mais que o VW, na prática os 10 cv extras acabam não sendo uma vantagem. As acelerações ficam pareadas.

Fiat Palio

Fiat Palio

Quanto ao câmbio, ambos estão no mesmo nível de qualidade. O programa de computador que controla as trocas automáticas está em estágio avançado nos dois carros e as mudanças ocorrem, se não na hora certa, no mais próximo disso.

O desagradável “vai e vem” típico dos carros automatizados está bem reduzido em ambos. O Palio leva uma pequena vantagem: no modo manual, na alavanca de câmbio, responde melhor do que o Gol, que às vezes hesita ao mudar de marcha.

Porta-mala Palio

Porta-mala Palio

O espaço para passageiros é limitado em ambos, mas no banco de trás, duas pessoas vão com razoável conforto. E sem raspar a cabeça no teto, mesmo os com mais de 1,70 metro. A diferença é o nível de ruído, pouco mais elevado no Gol - tanto acelerando quanto em velocidade constante.

PALIO COMPENSA PREÇO MAIOR AO VIR COM MAIS ITENS - O Palio é mais caro, mas sai de fábrica mais equipado que o Gol. Enquanto o Volkswagen conta apenas com itens como ajuste de altura para o banco do motorista, relógio digital e comando interno dos retrovisores, o Fiat oferece direção hidráulica, computador de bordo, desembaçador do vidro traseiro e rodas de 15″.

Cabine Gol

Cabine Gol

Para equipar o Gol com os itens mais importantes disponíveis de série no Fiat, ele fica mais caro: R$ 39.982. Sua vantagem é ter regulagem de altura e distância para o volante (no Fiat, há só para altura), que opcionalmente pode vir com desenho igual ao do Passat CC. Nesse caso, traz aletas para trocas de marcha e botões de controle do som. O opcional custa R$ 1.990 num pacote com toca-CDs.

O revestimento de veludo (opcional, a R$ 816) deixa o interior o Palio mais quente e incomoda em dias de temperatura elevada. O ar-condicionado se faz necessário. Aí deve-se somar R$ 3.870 pelo kit que traz o item. No Gol, o pacote com ar e direção hidráulica sai por R$ 5.400.

VW Gol

VW Gol

O Volks avaliado tinha problema nas borrachas de vedação das portas do motorista e na traseira direita, por onde entrava água. E sua embreagem começou a patinar durante a avaliação - nas trocas de marcha, era como se houvesse demora em tirar o pé do pedal. As cotações de peças para manutenção mostram equivalência de valores. Já o seguro do Palio é mais caro.

Porta-mala Gol

Porta-mala Gol

 

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Kia Cerato dá um banho no Fiat Linea

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Cerato x Linea (Fotos: André Lessa/ AE)

Cerato x Linea (Fotos: André Lessa/ AE)

Sedãs de dimensões e preços semelhantes, o renovado Cerato e o Linea têm o objetivo de romper paradigmas de suas marcas no mercado. O brasileiro veio para tentar ser o primeiro três-volumes médio de sucesso da Fiat em muitos anos, missão que ainda não cumpriu com a eficiência esperada pela fabricante. Já o sul-coreano Cerato manteve só o nome do carro antigo. Com ele, a Kia quer agregar sofisticação à sua imagem.

Cerato

Cerato

Se depender do confronto direto entre eles, a Kia tem mais chance de se dar bem. O Cerato deu um banho no Linea neste comparativo.

O Fiat parte de R$ 56.800 na versão LX Dualogic, mas a escolhida para o duelo foi a HLX, cujo nível de equipamento é mais compatível com o do Cerato. Nessa configuração, a tabela inicial do sedã Fiat é de R$ 59.350, mais que os R$ 57.900 do sul-coreano.

Linea

Linea

E para encontrar todos os itens do Cerato no Linea HLX, o consumidor terá de adquirir alguns opcionais, que elevarão a tabela do Fiat para R$ 62.686. Mas não é só nos equipamentos que o sul-coreano se sobressai. Apesar do motor 1.6, de 126 cv, ser só a gasolina - o do Fiat é 1.9 flexível, de até 127 cv -, o câmbio é automático de quatro marchas, mais eficiente que o automatizado de cinco velocidades do sedã brasileiro.

O Cerato também é superior em acabamento, acerto mecânico e espaço. A verdade é que o Kia é um médio de verdade, enquanto o Linea deriva do compacto Punto, mas traz entre-eixos esticado. Além disso, rodando ele vai tão bem quanto o Linea, embora o desempenho de ambos não empolgue.

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MAIS POR MENOS - O câmbio automático do Cerato trabalha de forma mais suave que o do Linea e não há ?buracos? entre as trocas. Mas uma quinta marcha cairia bem ao Kia, que deixa a desejar em trechos de subida, por exemplo. Além disso, às vezes a caixa fica meio ?boba?, sem saber que marcha usar. A função sequencial, que permite mudanças manuais, resolve o problema.

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Esse recurso também funciona com o Linea. Porém, prepare-se para os irritantes avisos sonoros emitidos toda vez que se tenta trocar alguma marcha em faixa de rotação não recomendada pelo sistema.

O comando variável de válvulas do motor do Kia resolve o problema de falta de ímpeto típico nos 1.6 em rotações baixas. Assim, ele deixa o Cerato embalar mais rápido que o Fiat.

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KIA TRAZ MAIS DE SÉRIE. FIAT SE SOBRESSAI NOS OPCIONAIS - O ponto negativo do Cerato é a ausência de motor flexível, que a Kia promete oferecer para o modelo a partir deste ano. O sedã sul-coreano também não tem itens como como sensores de estacionamento e de chuva, volante regulável em profundidade e controlador de velocidade de cruzeiro. Todos estão disponíveis, mesmo que como opcionais, para o três-volumes da Fiat.

Ainda assim, o pacote do Cerato é muito bom. A versão automática, topo de linha, traz ar-condicionado digital, rodas de liga leve de 16?, freios ABS, air bag duplo, tocador de CDs com leitor para MP3 e entradas auxiliares, entre outros.

Kia Cerato

Kia Cerato

O Fiat tem mais opcionais e, para se equiparar ao Cerato, tem de receber o kit Essence e o sistema Blue&Me, composto por rádio com Bluetooth e entradas auxiliares. Nesse caso, ele fica com sensor de estacionamento traseiro a mais que o rival. Mas mesmo assim, os padrões de acabamento e de construção do Kia estão num patamar superior.

Fiat Linea

Fiat Linea

NO BOLSO - Os seguros dos dois sedãs não são dos mais animadores. Cotação feita por corretora em três empresas apontou médio de R$ 3.495 para o Cerato, pouco superior à do Linea, de R$ 3.333.

A vantagem do Fiat é maior nas franquias. Na média, acionar o seguro do Linea custa R$ 2.373 e o do Cerato, R$ 3.328. Um das seguradoras chegou a pedir R$ 4.546 de franquia para o modelo da Kia.

Mas o que mais pesa contra o Cerato são suas peças. Na soma dos componentes da pesquisa do InformEstado, o dono de um Kia gastaria 150% a mais que o de um Linea.

 

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Nissan Livina derrota Kia Soul e Honda Fit

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Soul x Livina x Fit (Fotos: André Lessa/ AE)

Soul x Livina x Fit (Fotos: André Lessa/ AE)

O recém-lançado Kia Soul mira modelos de diferentes categorias. É que, embora seja um hatch, o sul-coreano mistura elementos de outros segmentos, como furgovans e até utilitários-esportivos. Sua briga maior, no entanto, é com os monovolumes Nissan Livina e Honda Fit.

Neste comparativo confrontamos o Soul topo de linha (com tabela de R$ 64.900 e motor 1.6 de 124 cv a gasolina) com as opções mais refinadas de Livina (a partir de R$ 57.840, traz o 1.8 bicombustível de até 126 cv) e Fit (EXL, com o 1.5 16V flexível de até 116 cv, por R$ 67.725), todos com câmbio automático. Em disputa apertada, foi o Nissan quem levou a melhor. Na briga pelo segundo lugar, o Kia venceu o Fit por por pouco.

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O Livina ganhou a briga baseado nas características que já o haviam feito superar o Fit em comparativo das versões de entrada. Feito em São José dos Pinhais, no Paraná, ele tem preço atraente (R$ 6.900 mais barato que o Soul e quase R$ 10 mil que o Fit), entrega desempenho agradável e oferece bom espaço a bordo.

O Kia até tem tabela competitiva pelo que oferece: inova em alguns itens de série. É o único, por exemplo, a trazer câmera na traseira para auxílio a estacionamento. A imagem é projetada no retrovisor interno, que é eletrocrômico, ou seja escurece automaticamente.

Honda Fit

Honda Fit

Contra o Soul estão o fato de ter o menor porta-malas e de ser o único do trio cujo motor só roda com gasolina (ganhará tecnologia flexível este ano).

Já o Honda Fit, feito em Sumaré (SP), é bem equipado e tem câmbio de cinco marchas (os dos outros têm quatro), com a exclusividade da opção de trocas sequenciais por aletas no volante, além dos bancos de couro. Mas é caro pelo que oferece.

Kia Soul

Kia Soul

E sua suspensão, embora tenha melhorado em relação à da geração anterior, é dura e transmite ao interior boa parte das irregularidades do piso. Fica devendo ao Livina, o mais bem acertado dos três. O Soul avaliado, com enormes pneus 225/45 em rodas de 18?, também vibra, mas em menor intensidade.

Nissan Livina

Nissan Livina

VIRTUDES DO LIVINA COMPENSAM DEFEITOS - Carro equilibrado, o Livina pode não ter o desenho mais bonito dos três, mas gera menos controvérsia que o do Soul. O acerto de suspensão do Nissan atende quem quer rodar confortavelmente, sem sentir as irregularidades do piso, e não desaponta os que buscam firmeza em curvas. Gostoso de guiar, ele conta com boa resposta de direção e motor potente.

A lista de itens de série não é tão recheada, mas traz o que se espera de um veículo desse segmento. O espaço se destaca, com o maior porta-malas deste trio e conforto para três pessoas no banco traseiro, o mais macio.

Interior do Livina

Interior do Livina

Há pontos negativos: falta de espaço para os pés de quem viaja atrás, por causa da estrutura dos bancos dianteiros, e o isolamento acústico é pouco eficiente. O ruído do motor invade a cabine, algo mais discreto no Fit e que não ocorre no Soul. O Livina também tem, na média, o seguro mais em conta.

BONITO POR DENTRO, CONTROVERSO POR FORA - A boa qualidade do acabamento do Soul fica mais evidente quando se entra nele logo após sair do Livina (que é o pior dos três nesse aspecto). O sul-coreano está no mesmo patamar do Fit. Não há rebarbas, os plásticos são de boa qualidade e o carro é silencioso, com o melhor isolamento acústico. Pouco se ouve do motor.

Cabine do Honda Fit

Cabine do Kia Soul

Mas seus pneus, cujo perfil baixo dão a ele rodar áspero, são um problema. Ao menos a estabilidade em curvas pode dar inveja a alguns modelos esportivos. A direção, macia demais, poderia ser mais “comunicativa”. Em velocidade, no entanto, mantém-se bem firme.

O motor do Soul é bom e lhe dá respostas rápidas - embora sem a vivacidade do Livina, por causa do torque menor e do peso do carro, mais elevado. O fato de ser só a gasolina rouba pontos.

A garantia de cinco anos é um atrativo (Nissan e Honda oferecem três). Mas a manutenção pesa. Um farol, por exemplo, custa R$ 1,2 mil, três vezes mais que o preço do mesmo item dos rivais.

EXCLUSIVIDADE NÃO JUSTIFICA O PREÇO - Se o Kia Soul é único a oferecer câmera para ajudar em manobras à ré, retrovisor eletrocrômico e outros apetrechos, o Fit também tem suas exclusividades. Só ele conta com bancos de couro, aletas no volante para troca de marchas, ar-condicionado digital e freio a disco nas quatro rodas.

Cabine do Honda Fit

Cabine do Honda Fit

Também é o único a dispor de encostos reclináveis no banco traseiro e cinto de segurança de três pontos para o passageiro do meio - nos rivais o cinto é subabdominal. E no Livina nem há apoio de cabeça nessa posição.

Mas isso não justifica seu preço R$ 10 mil superior ao do Nissan. Até o Soul, que vem da Coreia do Sul e paga imposto de importação (35%) é mais barato.

Além disso, o Fit tem rodar duro, o que compromete o conforto, e menos espaço a bordo. Seu motor também fica devendo em agilidade. Mas o maior pecado é a visibilidade, comprometida pela coluna dianteira, muito larga. Com 42 litros, seu tanque de combustível é o menor dos três.




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