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Vistoria de hodômetro evita adulteração

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Para coibir possíveis adulterações no hodômetro, que marca a quilometragem do veículo, as vistorias feitas pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) incluem desde janeiro a anotação dessa informação. No formulário utilizado para fiscalização são registrados também os números do motor e chassis, entre outros. Uma cópia é entregue ao dono do carro e a outra fica nos arquivos do órgão de trânsito. O objetivo é criar um histórico do veículo e inibir fraudes.

Vistoria de hodômetro ajuda a combater fraudes

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Como a vistoria não é obrigatória para transferência de propriedade num mesmo município, a anotação do hodômetro fica restrita a casos de mudança de cidade. Ela também é necessária quando há alteração de características como cor da carroceria, troca de motor, furto de placas, segunda via dos documentos, remarcação de chassi, ou por solicitação do interessado, que não paga pelo serviço.

Segundo o diretor da Checkauto, empresa que comercializa históricos de veículos, Mário Cássio Maurício, 15% dos carros verificados apresentam alterações no hodômetro. “O banco de dados é formado por empresas de serviços automotivos em geral. Aparecem casos de carros que trocaram o óleo com quilometragem alta e estão à venda com muito menos.” Para o consultor de mercado Paulo Garbossa, a medida é um primeiro passo. Mas a procedência do veículo tem de ser considerada. “O consumidor deve preferir carros que tenham o manual do proprietário.”

Oficinas tiram ruídos de acabamento a partir de R$ 60

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Às vezes o carro está com a mecânica e a carroceria em dia, mas aqueles barulhinhos internos tiram o prazer de dirigir. Para acabar com os “clancs”, “plocs” e outros sons indesejados, é possível recorrer a empresas especializadas. Nas oficinas consultadas, os preços dos reparos partem de R$ 60 e podem chegar a R$ 1.800.

“Fazemos uma inspeção geral no veículo para identificar de onde vem o ruído”, diz um dos donos da Papa Grillos (3865-8144), oficina na Lapa, zona oeste, Evilácio Almeida Souza Filho. Ele afirma que os atritos mais comuns nas peças de acabamento são de plástico com lataria e fiações.

“Como muitas vezes você tira um barulho e outro, que estava ‘escondido’, aparece, a maioria dos clientes opta pelo serviço completo.”

Souza se refere à desmontagem de todas as forrações e revestimentos da cabine, que recebem espumas e silicone, entre outros cuidados. Típicas fontes de ruídos, as fiações também passam pelo “tratamento”. O trabalho, que leva de dois a três dias, custa de R$ 600 (hatch pequeno) a R$ 1.800 (utilitário esportivo grande).

Os valores são parecidos com os cobrados na Ruído Zero (2965-1101), na Mooca, zona leste. “O painel é a parte que costuma dar mais trabalho”, diz o gerente da empresa, Márcio Silva.

Entretanto, é possível gastar menos para eliminar barulhos mais pontuais. Para mexer numa porta, o preço pode variar de R$ 60 a R$ 100, em ambas as oficinas. O serviço leva entre uma e três horas para ser feito.

De acordo com Souza, os donos de hatches e utilitários esportivos normalmente reclamam mais de ruídos estranhos no porta-malas, que fica dentro da cabine. “Nos sedãs, os incômodos costumam vir das portas e do painel”, comenta.

Nem carros novos estão livres. “Uma vez mexemos num (Chevrolet) Captiva praticamente zero-km, que fazia barulho na traseira e a concessionária não resolveu”, lembra Silva.

 

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Prazo para isenção da inspeção veicular acaba hoje

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O prazo para solicitação da isenção da inspeção veicular ambiental termina hoje. Pode solicitar a isenção o dono que tenha o veículo licenciado em São Paulo, mas que o utilize exclusivamente em outra cidade, fora da região metropolitana. Para isso, o interessado pode ingressar com requerimento junto à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

O pedido deve ser protocolado pessoalmente na Secretaria (Rua do Paraíso, 387, Paraíso), das 8h às 17h. Os seguintes documentos (cópias) devem ser anexados: RG, CPF e comprovante de residência no município onde circula o veículo em nome do proprietário.

Segundo o Código Brasileiro de Trânsito, o veículo deve ser licenciado no domicílio de seu proprietário. Os carros licenciados na capital, mas utilizados na região metropolitana, continuam sujeitos à inspeção (tarifa de R$ 56,44).

Não devem participar do programa os veículos que estejam em processo de transferência de município.

 

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Veja quanto sai para reparar danos causados pela chuva de granizo

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Não bastasse a preocupação com os alagamentos, os motoristas também devem ficar em alerta com a possibilidade de precipitações sólidas, como também é chamado o temido granizo.

Fenômeno associado às tempestades de vento, a chuva de granizo pode provocar estragos significativos na lataria do veículo, tornando inevitável uma “visita” ao martelinho de ouro (oficina que desamassa a carroceria sem repintá-la). “Se não houver trinca na pintura, a técnica que utiliza o martelinho de aço inoxidável para desamassar o carro recupera as avarias”, afirma o proprietário da SP Center Car (3392-1215), na zona oeste, Wilson Roberto Zimmermann.

A oficina tem 20 granizeiros, como são conhecidos os profissionais especializados em reparar danos causados por granizo. “É um trabalho artesanal, que exige paciência”, destaca Alexandre Tucci, um dos especialistas nesta arte.

Segundo ele, poucas partes do veículo são desmontadas durante o processo. “Apenas a forração do teto e das portas, mas é preciso ter cuidado para não estragar as presilhas de encaixe dessas peças.”

Em média, são necessários três dias para recuperar um carro atingido por granizo. Na SP Center Car, o custo varia de R$ 1 mil a R$ 3 mil, dependendo da quantidade de amassados.

Na zona sul, a oficina Original (5072-9614) também faz o serviço. Os preços vão de R$ 800 a R$ 1.200. Outra especializada nesse tipo de reparo é a Performance Martelinho (2238-6638), na zona oeste, que cobra de R$ 700 a R$ 2 mil. “Os valores podem ser maiores se for preciso fazer funilaria. Só o conserto do teto, nesse caso, parte de R$ 1 mil?, diz o dono da empresa, Sérgio Marcio Moreira.

CUIDADOS - Para evitar estragos, o motorista que for pego de surpresa pela chuva de granizo deve procurar um abrigo coberto, desde que não seja embaixo de árvores, onde há chance de queda de galhos. “Se isso não for possível, opte por parar o carro no acostamento, pois o impacto das pedras se torna maior com o veículo em movimento”, explica Tucci.

 

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Além das enchentes, as chuvas fortes trazem outra ameaça aos veículos: a infiltração de água. Ela pode começar discretamente, com um fiozinho correndo pelos vidros em direção à guarnição das portas, ou com a formação de pequenas poças perto dos bancos ou no porta-malas. “A água que entra na carroceria vai se acumulando sob o tapete até formar uma poça”, explica o chefe de oficina do Centro de Experimentação Viária (Cesvi), Eduardo Fernandes. “Por isso, o sinal mais evidente de que há algo errado é o odor desagradável”.

(Fotos: André Lessa/ AE)

(Fotos: André Lessa/ AE)

Proprietário da Auto Vidros VR (3831-7942), na Vila Leopoldina (zona oeste), José Valderedo alerta: “Quanto mais o proprietário demorar para descobrir a infiltração, maiores serão os danos ao veículo. Com o tempo podem surgir pontos de bolor que obrigarão a troca do revestimento.”

Quando a água entra pelo para-brisa, a causa mais comum é uso de cola de má qualidade ao trocar o vidro, segundo Valderedo.

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De acordo com especialistas, o processo de identificação do lugar por onde a água está entrando pode ser complicado e demorado. “Às vezes é preciso retirar todo o estofamento e, enquanto um reparador joga água na parte de fora do carro, o outro fica com uma lanterna dentro do veículo procurando sinais”, explica Fernandes.

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Segundo o técnico do Cesvi, os pontos de infiltração mais comuns são as guarnições de vidros e portas, áreas entre motor e painel (que devem ser vedadas com borrachas circulares, conhecidas como “passa-muros”), e protetores de lanternas.

As principais causas de infiltração são a instalação malfeita de sistemas de som e vidros elétricos que comprometam a vedação da carroceria. “Ao cortar a folha plástica entre a forração e a chapa, o carro fica sujeito a infiltração. Se isso ocorrer é preciso desmontar a porta, secar e retirar os possíveis pontos de mofo”, diz Massahiro Fujiwara, dono da Garassu Vidros Automotivos (3813-2506), em Pinheiros, zona oeste.

“As borrachas de vedação muitas vezes são retiradas para permitir a passagem de mais fios e deixam a área sujeita a entrada de água”, explica Bruno Chiarella, gerente da área técnica da Peugeot.

PREÇOS - Sérgio Moreira, da Performance Martelinho de Ouro (2238-6638), na Casa Verde, (zona norte), diz que a falta de solda entre as partes e serviços de funilaria malfeitos também podem deixar pequenas aberturas para entrada de água. “Para descobrir e calafetar, o preço varia de R$ 50 a R$ 300.”

Na Auto Vidros VR, vedar a entrada de água perto dos pedais parte de R$ 30. Retirar e recolocar o para-brisa sai a R$ 130. “Com a remoção do estofamento o preço pode chegar a 400″, diz Valderedo. Trocar o farol de um Chevrolet Corsa na Carglass (2076-5050) do Tatuapé (zona leste) custa R$ 170.

 

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