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Confira os cuidados que você deve ter com os freios do seu carro

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Já se imaginou em uma situação em que precisa usar o freio do carro e ele falha? Certamente ninguém deseja passar por isso! Portanto, é preciso tomar alguns cuidados para preservar este item tão importante em seu veículo.

Ruídos ao frear são sintomas de desgaste das pastilhas e dos discos (Foto: Divulgação)

Ruídos ao frear são sintomas de desgaste das pastilhas e dos discos (Foto: Divulgação)

O sistema de frenagem é dividido entre dianteiro e traseiro - ambos são acionados através de pressão de óleo. Alguns modelos possuem sistema antitravamento chamado de ABS, enquanto outros possuem controle equalizado de pressão. Basicamente, a função do freio tem por objetivo executar uma frenagem segura parando o veiculo no espaço mais curto possível. Os dianteiros são compostos por um disco e duas pastilhas em cada roda. O disco gira junto com a roda, enquanto as pastilhas ficam fixas no sistema. Ao pisar no pedal para parar, as pastilhas ?mordem? os discos impedindo que eles girem e, consequentemente, impedindo que as rodas girem também.

Confira aqui alguns cuidados que você deve ter com os freios de seu carro:

- Ruídos ao frear são sintomas de desgaste das pastilhas e dos discos. Se ouvir este tipo de barulho, leve o carro ao seu mecânico para verificar o nível de desgaste.

- Outro sinal de que existe algo errado é quando, ao pressionar o pedal de freio, você sente ele trepidar na sola de seu sapato. Este é um sintoma de que seus discos possam estar empenados.

- Quando a luz do freio ascender no painel, não vá ao posto de combustíveis completar o óleo de freio! Nível baixo pode ter dois significados: ou o sistema está com algum vazamento ou está na hora de substituir as pastilhas. Se você fizer isso, o óleo de irá mascarar o problema.

- Quando for descer a serra procure ir com o carro engrenado. Desta maneia você irá aliviar o sistema de frenagem. Geralmente os empenamentos dos discos ocorrem quando o motorista usa o freio em excesso, o que causa um superaquecimento dos discos. Qualquer fio de água que encontre na estrada nesta situação pode causar um choque térmico, ocasionado o empenamento.

- Substitua o óleo de freio a cada 20 mil quilômetros. Este procedimento prolongará a vida útil do sistema.

- Você deve revisar o sistema a cada 10 mil km. Não economize nem protele a manutenção do sistema de freios. Seus amigos e familiares agradecem!

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Falta de equipamentos obrigatórios do carro gera multa

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A manutenção de pequenos itens do veículo nos quais quase ninguém presta atenção sai bem mais em conta que arcar com os custos das penalidades. Entre as principais infrações constatadas pelos agentes de trânsito consultados, a mais notável é a falta de cuidados com os equipamentos obrigatórios.

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De acordo com o tenente Sérgio Marques, da Divisão de Fiscalização do Detran de São Paulo, não basta apenas possuir o equipamento, é preciso que ele esteja em boas condições de uso. “O extintor, por exemplo, além de dentro do prazo de validade, deve sempre ficar na parte dianteira do veículo.”

Extintor colocado de forma incorreta pode dar multa (Foto: Divulgação)

Extintor colocado de forma incorreta pode dar multa (Foto: Divulgação)

Segundo Marques, não possuir algum desses itens, mantê-los mal conservados ou em desacordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é considerado infração grave.

O gerente de compras da Arbopec Auto Peças, Gledson Cortez, diz que trocar o extintor custa de R$ 15 a R$ 100. “É preciso tirar o plástico que envolve o produto antes de instalá-lo, pois isso também é considerado infração.”

Má conservação dos pneus também é considerada infração grave e falhas na iluminação, média. “Essa falta de cuidado, por sua vez, em ambos os casos, gera recolha do documento e liberação somente após pagamento dos débitos e realização de nova vistoria”, conta o tenente.

“A substituição da lâmpada, dependendo do carro, sai praticamente de graça: entre R$ 1 e R$ 25. Varia de acordo com a marca do veículo e da peça”, afirma Cortez.

Crianças com menos de dez anos de idade também têm regulamentada a forma correta de serem transportadas: no banco traseiro. A lei também obriga o uso de dispositivo de retenção (cadeirinha) para as de até 7 anos. Se for flagrado transportando crianças fora do dispositivo, o motorista comete infração gravíssima.

O transporte de bicicletas realizado de forma irregular é outro motivo de multa. “A bicicleta não pode impedir a visão do condutor bem como a visualização da placa traseira e das lanternas, nem exceder a largura do veículo”, alerta Marques. “Esse descuido pode gerar uma multa de R$ 191,54 por estar com a placa sem condição de visibilidade e uma de R$ 127,69 por exceder a largura do veículo.”

Segundo Marques, os problemas ligados às placas dos veículos são os maiores responsáveis pelas apreensões. “Também fiscalizamos a legibilidade dos dígitos e a autenticidade do lacre. Todos esses problemas geram a apreensão do carro”, explica o especialista.

ITENS OBRIGATÓRIOS:

- Cinto de segurança, para motorista e passageiros;
- Encosto de cabeça, para motorista e passageiros;
- Para-choques dianteiro e traseiro;
- Espelhos retrovisores, interno e externos (direito e esquerdo);
- Limpadores de para-brisa;
- Quebra-sol para o condutor;
- Faróis com lâmpadas brancas ou amarelas;
- Lanternas com lâmpadas vermelhas;
- Buzina;
- Triângulo
- Extintor de incêndio;
- Freios de estacionamento;
- Luz para sinalizar parada;
- Iluminação da placa traseira;
- Indicadores luminosos de mudança de direção;
- Pneus com sulcos de, no mínimo, 1,6 mm de profundidade;
- Estepe;
- Macaco e chave de roda.

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Manias aparentemente inofensivas como dirigir com o pé apoiado no pedal de embreagem ou na “banguela” podem trazer sérias consequências não só ao carro, mas também ao motorista. “A pressão do pé que se apoia na embreagem aciona o sistema quando ele não é necessário”, diz o professor de engenharia mecânica da FEI Edson Esteves. Com isso, há desgaste prematuro dos componentes. Na Chevy (3875-7099), oficina na zona oeste, trocar o kit de platô, disco e rolamento parte de R$ 500.

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Dirigir com uma das mãos na alavanca de transmissão é errado e prejudica o veículo (Fotos: Jornal do Carro)

Dirigir com uma das mãos na alavanca de transmissão é errado e pode prejudicar o veículo (Fotos: Jornal do Carro)

“A ‘banguela’ (colocar a alavanca de câmbio em Neutro em descidas) além de não economizar combustível coloca a segurança dos ocupantes do veículo em risco”, diz Esteves. Essa prática compromete o poder de frenagem do carro.
Outra prática condenável é guiar com a mão apoiada na alavanca de câmbio. “Além de forçar a transmissão, o motorista não dirige da maneira correta, que é com as duas mãos no volante”, diz o técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) André Horta.

Não se deve deixar o pé apoiado no pedal da embreagem

Não se deve deixar o pé apoiado no pedal da embreagem

Diretor técnico do Sindirepa-SP, sindicato que reúne as reparadoras do Estado de São Paulo, César Samos lembra que outro vício comum é levar “pesos mortos” no porta-malas. Como exemplo ele cita caixas de ferramentas. “Algumas pessoas deixam no carro o que não conseguem guardar em casa. O peso extra exige mais de pneus e freios, além de aumentar o consumo de combustível.”

‘Bíblia’ - Segundo os especialistas, o primeiro passo para eliminar essas manias é ler o manual do proprietário. “No livreto constam dicas que permitem ampliar a durabilidade dos componentes”, diz o diretor da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) Marcus Vinícius Aguiar.

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Não esqueça de trocar o filtro de óleo do seu carro

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Fundamental para garantir a lubrificação do motor do veículo, o filtro de óleo muitas vezes é relegado a segundo plano. Deixar de fazer a troca do item no período recomendado pela montadora pode trazer uma longa (e cara) dor de cabeça.

“A peça deve ser substituída a cada troca de óleo, geralmente a cada 10 mil quilômetros, pois se tiver a eficácia comprometida, pode causar vazamentos e até fazer o motor fundir”, explica o supervisor de serviços da Wix, fabricante de autopeças, Jair Silva.

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Especialistas recomendam trocar o filtro de óleo a cada troca (Foto: Jornal do Carro)

Especialistas recomendam trocar a peça a cada troca de óleo (Foto: Jornal do Carro)

Outra recomendação é realizar o serviço apenas em concessionárias da marca do veículo ou em oficinas de confiança. “No dia seguinte à instalação, verifique se há vestígios de lubrificante no chão. Se houver, é porque a instalação foi malfeita ou o produto não é de boa qualidade”, afirma o conselheiro da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE), Francisco Satkunas.

Misturar óleos de tipos diferentes pode diminuir a durabilidade do filtro e formar borras, segundo Silva. “Se o carro estiver com óleo mineral, não complete o nível com um sintético. Essa mistura pode corroer a peça.”

PREÇOS - Os preços médios do filtro de óleo na capital vão de R$ 10,87 a R$ 40. Na Chevy Auto Center, oficina na zona oeste, trocar óleo e filtro parte de R$ 52. O serviço leva cerca de 15 minutos para ser concluído.

Na Vigorito (2723-2100), autorizada Chevrolet na zona leste, a troca desses itens para um Celta custa R$ 134 e leva 40 minutos. Na Fiat Amazonas (2888-3000), na zona sul, o mesmo serviço para um Uno parte de R$ 175.

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Veja quando as palhetas do para-brisa devem ser trocadas

Veja quando as palhetas do para-brisa devem ser trocadas

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Seja em época de chuva ou de tempo seco, o para-brisa é um item que requer atenção especial. Afinal, se não tiver visão perfeita do que acontece à sua volta, o motorista fica sujeito a cometer infrações e até causar acidentes. Segundo especialistas, os sinais de que algo não está bem podem ser vistos e ouvidos.

Palhetas devem ser trocadas uma vez por ano, no mínimo, de acordo com especialistas (Foto: Divulgação)

Palhetas devem ser trocadas uma vez por ano, no mínimo, de acordo com especialistas (Foto: Jornal do Carro)

As palhetas têm de ser trocadas uma vez por ano. “Quando a borracha não desliza direito, deixa filetes d?água ou faz barulho, é sinal de que chegou a hora de substituí-la”, diz o diretor do Sindirepa, o sindicato das reparadoras, Silvio Rivarolla.

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Se esses problemas continuarem após a troca, a origem pode estar no acúmulo de poluição. Chuva ácida e uso de aditivos na lavagem do carro e água do reservatório contaminada são as causas mais comuns. “Pode se formar uma espécie de crosta invisível no vidro.” Rivarolla condena as palhetas de silicone. “Só se devem instalar peças recomendadas pela fabricante do veículo.”

Também não se deve colocar detergente comum no tanquinho do sistema. Há produtos específicos para essa finalidade. Uma alternativa para aumentar a durabilidade das peças é o chamado cristalizador de para-brisas. Trata-se de um tipo de repelente de água que, durante garoa e chuviscos, pode até dispensar o uso do limpador.

“No período chuvoso, deve-se aplicá-lo a cada duas semanas”, diz o técnico de desenvolvimento de produtos da Wurth, Luiz Fernando de Laurentis. Ele afirma que no período mais seco, a aplicação pode ser feita a cada três meses. “A eficácia do produto depende da intensidade da chuva. Se for um daqueles temporais de verão, não deixe o limpador desligado”, conta.

PREÇOS - Os preços médios das palhetas (par dianteiro) na capital vão de R$ 18,93 a R$ 176. Os cristalizadores custam entre R$ 8 e R$ 30.

Na Auto Mecânica Scopino (3955-2086), na zona norte, é possível alinhar a haste da palheta, para eliminar as vibrações. O serviço, feito em cerca de cinco minutos, é grátis. Na concessionária Volkswagen Amazon (3019-4000), na zona leste, o kit de palhetas dianteiras para um Gol G5 sai por R$ 68. Já a unidade para o vidro traseiro custa R$ 24.

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