
(Fotos: André Lessa/ AE)
Reparar a pintura danificada por riscos e pequenas batidas, que não saem apenas com polimento, parte de R$ 150 nas oficinas da capital, segundo apurou a reportagem. Porém, no caso de portas e porta-malas, por exemplo, é preciso recuperar a peça inteira.
?O serviço de repintura apenas de uma área é indicado para riscos de no máximo 20 cm?, explica Eduardo Fernandes, chefe de oficina do Centro de Experimentação Viária (Cesvi).
Mesmo para esses pequenos consertos, é preciso aplicar uma camada de primer, produto que corrige imperfeições na chapa e dá aderência para a próxima camada de tinta.

?Depois de pintar, deve-se lixar a peça inteira e aplicar uma demão de verniz. Isso garante o acerto de cor?, afirma Fernandes.
Já teto, capô, portas, porta-malas e para-choques precisam ser desmontados e toda a peça receber tinta. ?Eles sofrem com a ação do sol e algumas recebem diretamente o calor do motor. Por isso, em três meses aparece mancha no local reparado se o serviço não for bem feito?, diz Fernandes.
Ondulações e lascas na superfície são outras consequências de serviço malfeito ou de produto sem qualidade. ?Um verniz ruim pode fazer com que a superfície se descasque?, diz Roliem Barrios, proprietário da New Force Car (2294-6384), na zona leste
Para conseguir a cor exata da pintura original, oficinas trabalham com máquinas que misturam tons de tinta. ?Os carros trazem, em etiquetas fixadas na lataria, o código da tinta?, diz Sérgio Moreira, da Performance Martelinho de Ouro (2238-6638), na zona norte. ?Mas nem sempre elas batem. Por isso, a tonalidade é testada em chapas de metal.?

PREÇOS - Na Performance Martelinho de Ouro, repintar porta, para-choque ou porta-malas tem preço a partir de R$ 300. O serviço no capô custa R$ 400 e R$ 600 no teto. Retoques saem por R$ 150.
Na New Force Car, a pintura de cada peça parte de R$ 250. As portas têm acréscimo de R$ 90 e a funilaria, de R$ 150.
Na Alvarenga Lavagem e Pintura (3813-8016), na zona oeste, a pintura de um capô custa R$ 350 e a de um para-lama, R$ 150.
DICAS:
Encerar carro a cada 15 dias: Cera, em spray ou pastosa, protege pintura de fuligem e piche
Polir veículo comprado usado: Depois disso, deve-se encerar o modelo periodicamente
Não passar querosene: Produto ataca borrachas e maçanetas de plástico
Evitar lavagem com cera: A que costuma ser usada em lava-rápido não protege pintura
LEIA MAIS:
Pinturas especiais transformam carangas
Carroceria conservada