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Pilotas de testes, sem preconceito

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Quando se pensa em uma fábrica de veículos, logo se imagina um lugar com engenheiros, peças, graxa, aparatos tecnológicos… Enfim, tudo ligado ao mundo masculino. Mas, foi no Campo de Provas da Ford, em Tatuí (SP), que encontramos uma história bem interessante que diverge dessa realidade das montadoras. Lá trabalham duas mulheres, mas não em serviços como copa ou limpeza, como muitos devem (precipitadamente) pensar. Elas têm uma profissão inusitada: são pilotas de testes. Sim, avaliam carros e até caminhões (estes, inclusive, são os que mais lhes agradam) para levantarem eventuais problemas antes de serem lançados no mercado.

O mais curioso é que as duas não só trabalham juntas, como também são mãe e filha. Ângela Cristina Cândido da Silva, 42 anos, aprendeu a dirigir aos 15 anos. “Minha mãe morreu muito cedo. Meu pai foi quem me criou e me ensinou a dirigir. Ele era caminhoneiro e o interesse por carros começou desde então”, afirma.

Mãe e filha sentem orgulho da profissão (Foto: divulgação)

Mãe e filha sentem orgulho da profissão (Foto: divulgação)

E foi ela que também contribuiu na escolha da carreira da filha, Bruna Cristina da Silva, de 23 anos. A jovem dirigiu pela primeira vez aos 12 anos, estimulada por Ângela. “Além do meu avô, meu pai também é caminhoneiro. Todos me apoiaram quando resolvi seguir os passos da minha mãe”.

Hoje, as duas dividem a casa e o ambiente de trabalho, além dos problemas, que também são compartilhados como em qualquer família. O preconceito já não é algo que as incomode tanto. “No começo era mais difícil. Hoje os colegas de trabalho aceitam melhor a presença feminina numa pista de testes”, desabafa Ângela.

Ângela prefere testar os caminhões

Ângela prefere testar os caminhões

Orgulhosas da profissão, elas dizem que recebem elogios dos chefes, por serem mais detalhistas. “Ao testar os veículos muitas vezes percebemos mais ruídos do que os demais pilotos. Por isso, quando há problema desse tipo para identificar nas pistas, somos chamadas para que não passe nada”, revela Bruna.

Área do Campo de Provas tem 4,66 milhões de m²

Área do Campo de Provas tem 4,66 milhões de m²

CAMPO DE PROVAS - Com uma área total de 4,66 milhões de m² e com 850 funcionários, o Campo de Provas da Ford tem 50 km de pistas de diferentes tipos de piso, onde são feitos os testes de desenvolvimento e durabilidade de toda a linha da marca (em seis meses de teste, a equipe simula a vida de 10 anos de um carro). O local também possui laboratórios, como o de emissões e o de ruídos. De acordo com a fabricante, este é o único campo de provas para caminhão no País.

A Ford investiu 4 milhões de dólares no laboratório de emissões

A Ford investiu 4 milhões de dólares no laboratório de emissões

Engenheiro de Produto da Ferrari fala sobre a 458 Italia e os próximos passos da marca

Categorias: ENTREVISTAS, ESPECIAIS, Salão de Frankfurt 2009

Frankfurt, Alemanha - Nos dias de prévia do Salão de Frankfurt, antes da abertura ao público, em 17 de setembro, Salvatore Ancoretti não saía de perto de sua ?cria?, a Ferrari 458 Italia. Há cerca de um ano na fabricante italiana, o engenheiro não escondia a ansiedade de mostrar o resultado de seu trabalho - ele participou do desenvolvimento da sucessora da F-430. Até abordou jornalistas para saber a impressão deles sobre o carro.

Ferrari 458 Italia (Foto: Divulgação)

Ferrari 458 Italia (Foto: Divulgação)

Um dos alvos dessa abordagem foi nossa reportagem, que conversou exclusivamente com Ancoretti. No bate-papo, ele falou sobre a 458 Italia e as outras supermáquinas da marca.

Qual a proposta da 458 Italia?

Trata-se de um modelo com motor V8 central traseiro. Um esportivo, uma legítima Ferrari para complementar a linha oito-cilindros. De alto desempenho, prioriza a emoção de dirigir. Carros assim sempre têm espaço.

Entre os V8, qual você prefere: California ou Italia?

Elas são V8, mas têm propostas e público-alvo diferentes. A California é mais confortável, para a família, de uso cotidiano. A Italia é arisca, tem uma ?pegada? mais forte. Prefiro carros assim.

Quando a 458 Italia chegará ao mercado brasileiro?

As vendas na Europa começam em janeiro e acredito que o modelo desembarcará no Brasil seis ou sete meses depois, ou seja, no segundo semestre de 2010.

Recentemente, houve rumores a respeito de um utilitário Ferrari, nos moldes do Porsche Cayenne. A fabricante trabalha mesmo nesse veículo?

Não. A Ferrari nasceu para fazer somente carros esportivos.

Mas um utilitário também pode ser um esportivo…

Concordo, mas não na Ferrari.

E quanto aos compactos: a Ferrari estuda lançar algo assim?

Não temos nada em mente. Nossa linha está completo agora.

Então vocês não vão ter nada em 2010, 2011…

Também não é assim. Nos próximos cinco anos vamos tornar nossos motores mais limpos. O objetivo é reduzir as emissões e aumentar a potência. A Italia polui 50% menos do que a F-430 e é 80 cv mais potente.

Para Citroën, atualmente o Brasil é um dos mercados mais sólidos

Categorias: ENTREVISTAS

O clima de festa que domina o palco armado para o Salão de Paris, que vai até domingo, dia 19, não traduz a apreensão dos bastidores. Entre as expositoras, a Citroën não atua nos EUA, mas seu principal mercado, o europeu, é o que mais vem sentindo os efeitos da crise financeira desencadeada pela América. Além disso, países em que a companhia investe pesado, como Rússia e China, já dão sinais de ?alerta vermelho?. Diretor de Operações Internacionais da empresa, Jean-Louis Chamla diz, em entrevista ao JC, que o Brasil é um dos países em que mais se pode apostar.

DivulgaçãoJean-LouisChamla

Qual é o mercado mais problemático para a Citroën?
O espanhol, onde está ocorrendo uma crise imobiliária. O italiano também está problemático, com cerca de 10% de queda nas vendas. Já Alemanha e França estão bem.

E os países que formam o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)?
A China, onde investimos muito, está apresenta grande aceleração do crescimento, mas registrou queda em agosto. O mercado russo também vem caindo. A Argentina, que considero parte desse grupo, registra crescimento e se mantém. E o Brasil vai muito bem.

Qual é o mais sólido dos Bric?
É difícil prever o que vai ocorrer nos próximos meses. Atualmente o Brasil é, sem dúvida, o mais sólido. Mas acreditamos que todos continuarão crescendo no longo prazo.

Quanto o Brasil representa hoje nas vendas globais da Citroën?
Cerca de 5%. Devemos vender 75 mil unidades no País neste ano.

Essa participação vai crescer?
No ano que vem, pretendemos chegar a 100 mil carros no Brasil e 30 mil na Argentina.

Quais são os próximos modelos programados para o Mercosul?
O principal é o C3 Picasso. Será feito no Brasil em um ano e meio.

Qual é o total de modelos Citroën feitos fora da Europa?
Apenas 25%. Mas vamos aumentar esse número, é a tendência. Atualmente temos fábricas em construção na Rússia e China. A idéia é que cada região produza seus próprios veículos. A Rússia para a Europa, Brasil e Argentina para o Mercosul e a China para si mesma.

Viagem feita a convite da Anfavea




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