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Juros menores garantem venda de veículos novos financiados

Categorias: ANTES DE COMPRAR, ANTES DE VENDER, FINANCIAMENTO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

 São Paulo - Quem ainda pretende aproveitar a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para comprar um carro novo, poderá encontrar juros mais baixos nos financiamentos oferecidos pelos bancos. A taxa média adotada no mercado já é a menor em 17 meses, de acordo com levantamento da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). Em maio, esse percentual chegou a 1,5% ao mês.

 
A taxa atingiu patamares semelhantes aos registrados antes da crise econômica, num período em que a indústria automotiva acumulava recordes de venda. Em dezembro de 2007, as instituições cobravam, em média, 1,49% nas linhas de crédito. Em meio a essa boa notícia, os bancos já financiam o carro zero-quilômetro a partir de 1,2% mensais.

 
O estudo leva em consideração as operações na modalidade Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e leasing. Agora, a parcela em 40 vezes de um Celta quatro portas de R$ 23.500 sai por R$ 785,54. Em dezembro do ano passado - quando a taxa atingiu o índice mais alto durante a crise, de 1,8% -, a mesma parcela era de R$ 829,22, economia de R$ 43,68 ao mês.

 Elaborada pela Ordem dos Economistas do Brasil, essa projeção foi feita com base no número médio de parcelas apontado pela Anef.  “A queda aconteceu devido à redução das taxas de longo prazo, calculadas de acordo com uma perspectiva melhor da nossa economia”,  destacou Luiz Montenegro, presidente da Anef. Ele completou ainda que a tendência é de que os juros caiam ainda mais.

O gerente de Vendas da Granleste Chevrolet, Edmundo Picollo, afirmou que os bancos chegam a liberar financiamentos com taxas de 1,47% a 1,49%. “Já vi algumas promoções que chegaram a (taxa de) 0,99% para pagamento em 12 meses.”

O vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, José Vieira Dutra Sobrinho, orienta os consumidores a optar pelo leasing na hora de comprar o carro. Ele explica que a operação é isenta de IOF. ”A comprador vai economizar um bom dinheiro no preço final do veículo”, completou.

Leasing, consórcio e CDC: riscos e vantagens

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Vilas Boas antecipou as parcelas do leasing do antigo carro, quitou a casa e agora pretende comprar um Corsa (Foto: André Lessa/ AE)

A ampliação dos prazos de pagamento, a queda nas taxas de juros e a proximidade do fim da redução do IPI para novos (o benefício deve terminar no próximo dia 30), tornam o momento bom para quem quer comprar. Mas é preciso pesquisar muito e comparar as características das opções de parcelamento (confira ao lado) antes de fechar negócio.

A dica é trabalhar sempre com taxas anuais e fugir do cheque especial?, ensina o chefe do departamento de Finanças da ESPM, Andreas Ricardo Belch. Como referência, nesta modalidade os juros mensais são de cerca de 8%. Ao longo de um ano a dívida terá 151,8% de juros, ou seja, uma vez e meia o capital emprestado, diz o especialista.

Entre as principais mudanças nas regras de parcelamento está o fim da cobrança de multa ao antecipar o pagamento das parcelas do leasing. Juntamente com o CDC, o arrendamento mercantil é uma das opções de parcelamento mais utilizadas.

A mudança facilitou a vida de quem precisa refinanciar a dívida ou se livrar dela. É o caso do representante comercial Edvaldo Fabiano Vilas Boas.

Com a venda de seu Fiat Palio 1.0 ano 2008, ele pagou as prestações do leasing e antecipou a quitação da casa própria.

“Não paguei multa para quitar a dívida, mas agora só faço CDC, pois o leasing é muito burocrático”, diz Vilas Boas, que pretende comprar um Chevrolet Corsa.

Ele lembra que no leasing o veículo fica em nome do banco e, por isso, é mais fácil de a instituição financeira retomar o bem nos casos de inadimplência. No CDC o bem fica registrado no nome do comprador.

 AS VÁRIAS OPÇÕES DE PARCELAMENTO  - Além do CDC e do leasing, outra opção para adquirir um veículo é o consórcio. Como as taxas administrativas são bem inferiores aos juros cobrados nas demais modalidades e não há análise de crédito para entrar num grupo, como ocorre nos demais, essa forma de parcelamento continua atraente.

Segundo especialistas, o consórcio é apontado como a operação mais em conta, quando comparada ao CDC ou leasing. Mas essa opção não é indicada para quem tem pressa. Se não for planejada, a retirada do bem pode demorar.

ENTENDA AS DIFERENÇAS

Leasing
Taxas

Apesar de em geral oferecer prazos semelhantes, os juros mensais são inferiores aos do CDC

Mais fácil de retomar
O bem fica registrado em nome da instituição financeira até a quitação total do plano

Crédito Direto ao Consumidor
Segurança
Ao contrário do leasing, o bem fica no nome do comprador desde a primeira prestação

Taxas
É a que tem os maiores juros e, consequentemente, as parcelas também são mais altas

Consórcio
Facilidade e custo
Além de não exigir análise de crédito do comprador, tem como única taxa a de administração

Engessamento
Para retirar o bem é preciso dar um lance ou torcer para ser sorteado, o que pode demorar

Crédito para comprar carro fica mais longo

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 O Banco do Brasil também anunciou ontem mudança no crédito para financiamento de veículos. O prazo subiu de 60 meses para 72 meses.

Para Marcos Crivelaro, professor de Finanças Pessoais da Faculdade de Administração Paulista (Fiap), o ideal é que os consumidores procurem financiar suas compras no menor tempo possível. Na avaliação dele o melhor é aproveitar o momento de quedas de taxas de juros em diversas modalidades de crédito sem se deixar seduzir pelo aumento de prazos.

Segundo Crivelaro, financiar um veículo em 72 meses é um problema, porque o ritmo de depreciação do bem é acelerado. “Quando a pessoa terminar de pagar, o automóvel terá perdido grande parte de seu valor”, afirma.

Agência Estado

Na opinião de Marcos Crivelaro, o financiamento de um automóvel deve ser feito em 18 meses. Como alternativa ele sugere 36 meses, mas nunca um período maior. Ele acrescenta que o comprometimento da renda com prestação de financiamento de veículos não deve ultrapassar 20%.

De acordo com o apurado pela reportagem do JT, um veículo de R$ 25 mil financiado em 60 meses a uma taxa de 2,5% ao mês custará R$ 48,5 mil ao final do prazo, quase o dobro do valor inicial.

Em relação aos financiamentos imobiliários, Crivelaro sugere que o prazo de financiamento também seja o menor possível. “Compre algo mais barato, quite e depois utilize o imóvel na compra de outro melhor”, aconselha o professor.

Crédito mais fácil: aumenta oferta de financiamento

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A maior oferta de crédito, a juros mais baixos e prazos mais longos, fez os empréstimos pessoais (que incluem o crédito consignado e o crédito direto ao consumidor - CDC) atingirem a marca de R$ 12,445 bilhões em abril - uma alta de 10,9% em relação a março, informa o Banco Central.

Os bancos têm facilitado a tomada de empréstimo em várias modalidades de crédito - em especial, naquelas em que é oferecido algum tipo de garantia em caso de inadimplência. No consignado, por exemplo, Santander e Real anunciaram ontem a ampliação do prazo de financiamento de 60 para 72 meses, a juros de 1,5% ao mês. Neste tipo de empréstimo, o risco de calote é mínimo, pois as parcelas são descontadas diretamente do salário do trabalhador ou do benefício dos aposentados .

Para o financiamento de veículos, o consumidor também ganhou mais tempo para pagar. O Bradesco ampliou de 60 para 80 meses o prazo máximo de parcelamento de carros zero quilômetro. A alteração segue movimento já registrado em outras instituições financeiras de grande porte. Nas duas últimas semanas, Grupo Santander e Itaú Unibanco anunciaram que o número máximo de prestações mensais para veículos passou de 60 para 72.

O Bradesco pede uma entrada mínima de 20% e cobra uma taxa mínima de 1,20% ao mês para os correntistas - antes, os juros eram de 1,52%. ?As novas condições farão com que a prestação fique até 18% mais barata, o que possibilitará que mais pessoas acessem esse crédito?, diz Ademir Cossiello, diretor executivo do Bradesco.

Segundo o executivo, a ampliação dos prazos foi possível porque há indicações de que a taxa de desemprego deixará de crescer e, com isso, a inadimplência tende a ser mais controlável.

O financiamento da casa própria também já está mais barato. Como mostrou o JT, Banco do Brasil, Bradesco, Nossa Caixa e HSBC baixaram os juros desta modalidade de crédito nesta semana.

Para Ricardo Torres, professor de finanças da Brazilian Business School (BBS), enquanto o futuro da economia estiver cercado de incertezas, os bancos vão se focar cada vez mais em empréstimos de baixo risco e alta rentabilidade.

?Para as instituições financeiras, neste momento vale a pena facilitar a concessão de crédito em que há algum tipo de garantia, como o consignado, o financiamento imobiliário e de veículos?, justifica. ?Nessas modalidades, podemos esperar que os juros caiam ainda mais nos próximos meses. Por isso, quem puder esperar um pouco mais, deve encontrar condições ainda melhores.?

Ao que parece, a escassez de crédito ficou para trás. O volume total de empréstimos do mês de abril, segundo o BC, chegou a R$1,248 trilhão, um recorde absoluto. Embora a inadimplência ainda esteja 5,2% - o patamar mais alto desde 2000 -, os bancos já enxergam melhoras no cenário econômico e estão menos temerosos na hora de emprestar. ?Por isso, as condições hoje são mais atrativas?, justifica Rafael Paschoarelli, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA).

ANTES DE FECHAR O NEGÓCIO

- O crédito consignado é indicado para quitar dívidas mais caras, como a do cheque especial

- Também é uma boa opção para quem quer financiar um bem, já que os juros são menores que os praticados pelo comércio

- O consumidor só não pode esquecer que o consignado é um comprometimento de renda, já que as parcelas são descontadas diretamente do salário

Vale a pena financiar o carro?

Categorias: FINANCIAMENTO
Foto: Jornal da Tarde

 Financiar um carro zero km é um bom negócio diante da desvalorização que sofrerá ao final do contrato? Essa é a questão que mais preocupa o consumidor na hora da compra. Hoje, um veículo novo perde de 15% a 20% de ser valor logo que sai da loja. ?E ainda vai caindo de preço de 5% a 20% anualmente, dependendo do modelo?, afirma Airton Fontes, economista da consultoria de mercado MSantos.

Outro ponto que Fontes recomenda é que seja avaliado é que um financiamento de 80 meses, por exemplo, fará com que o consumidor pague ao mesmo tempo o veículo que não vale o mesmo de quando teve o contrato de financiamento fechado e a manutenção desse carro, que no fim do contrato terá cerca de 6 anos de uso.

?Na análise pelas taxas, fazer um financiamento acima de 60 meses também não valerá a pena porque as financeiras equalizaram os juros cobrados para modalidade de longo prazo. Para 60, 72 ou 80 vezes, é a mesma taxa?, comenta o economista da MSantos.

No auge dos financiamentos de veículos, o mercado chegou a oferecer no início do ano passado veículos em até 99 meses, mas com a crise, os prazos foram cortados para 32 parcelas mensais no final de 2008. ?Mas de todos esses mais longos, o de 60 vezes foi o que melhor se adaptou ao bolso do brasileiro. O restante não emplacou?, diz Fontes.

Finanças

Para os economistas especializados em finanças, se o consumidor quiser aproveitar o momento atual de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o aconselhável é parcelar apenas 20% do valor do veículo e no prazo máximo de 12 meses. ?Um carro de R$ 25 mil financiado em 60 meses ao juros de 2,5% mensais sairá R$ 48.530 no final, por exemplo?, afirma o professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), José Carlos Luxo.

A recomendação do professor é que o consumidor faça uma poupança para atingir o valor do carro. Se for feita no mesmo período e com a aplicação da mesma parcela de um financiamento, o poupador terá mais que o dobro no final do período estipulado.

O educador financeiro Reinaldo Domingos afirma que outro ponto necessário a ser levado em consideração na troca e financiamento é o custo mensal que esse veículo terá além do preço da parcela. ?Um carro de R$ 20 mil gasta entre R$ 450 e R$ 600 com manutenção, impostos e combustíveis por ano?, comenta.

Mas se o consumidor quer aproveitar o período de impostos em baixa, Fontes afirma que uma boa prática é a pesquisa de preço na hora de adquirir o veículo novo. ?Para quem vai comprar um carro zero, a primeira dica é pesquisar em pelo menos quatro concessionárias. A pessoa vai perder o fim de semana mas isso vai ser um benefício para ela. Essa história de preço tabelado não existe. O preço praticado por cada loja vai depender do estoque da concessionária e da situação financeira do lojista?, comenta o consultor.

?Quem precisa desovar estoque vai praticar um preço mais baixo, e esse desconto que o consumidor tem que encontrar. E é preciso visitar a loja pessoalmente?, afirma o economista.




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