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Antecipar prestações do carro nem sempre é a melhor opção

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Depois da recente explosão do crédito no Brasil e dos subsídios do governo a indústria automobilística, as taxas de juros do empréstimo para a compra do carro estabilizaram- se entre 1,5% e 2,2% ao mês. “Tudo depende do que foi negociado com o banco. É preciso analisar as situações isoladamente”, diz José Carlos Polidoro, professor de finanças pessoais da Universidade Anhembi Morumbi.

Antecipar o pagamento das prestações do financiamento do carro com taxa menor de 2% ao mês não é tão vantajoso quanto parece (André Lessa/ AE)

Antecipar o pagamento das prestações do financiamento do carro com taxa menor de 2% ao mês não é tão vantajoso quanto parece (André Lessa/ AE)

O porcentual do juro mensal do empréstimo, no entanto, não é equivalente ao desconto oferecido pelos bancos na hora da antecipação, uma vez que há uma série de outros impostos incluídos no crédito que não podem ser descontados (como o Imposto sobre Operações Financeiras ?IOF).

Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper, indica, para não haver confusão, que o cliente entre em contato com o banco e peça que seja feito o cálculo do desconto. “Se eu quitar antecipado, quanto vou pagar? Essa é a questão que deve ser feita ao banco.”

Teoricamente, o porcentual oferecido de desconto pode ser obtido em investimentos como ações e algumas modalidades de renda fixa, como o Tesouro Direto. O que transforma o investimento em algo mais vantajoso do que a quitação do empréstimo. ” O alívio psicológico de antecipar a quitação é tremendo. Mas essa é uma questão matemática”, diz André Massaro, especialista em finanças pessoais.

IMPOSTOS -  Também é de extrema relevância descontar os impostos e taxas cobradas no investimento para conseguir o valor líquido. “Em um fundo de renda fixa, por exemplo, há imposto de renda e a taxa de administração”, diz Polidoro.

No Tesouro Direito, lembra Rocha, do Insper, o imposto de renda é regressivo e há uma pequena taxa de custódia. Nas ações, há a taxa de corretagem e também a de custódia. A caderneta é a que tem menor incidência de imposto.

O mineiro Fernando Marchezini, analista de sistemas de 33 anos, antes de tomar uma decisão sobre seus investimentos e sobre o financiamento do carro, colocou os números na ponta do lápis para descobrir o que era mais vantajoso. ” Todo mundo sempre fala que é melhor quitar as prestações o mais rápido possível. Em vez de escutar os outros, decidi fazer as contas?, conta Marchezini, que relata sua rotina financeira em um blog chamado “Investidor Defensivo”.

O jovem comprou um Peugeot modelo 206 em 36 vezes. O valor equivalente as 18 parcelas restantes está disponível em seus investimentos. “Mantenho 50% dos meus recursos em renda fixa, como Tesouro Direto e um plano de previdência. Os outros 50% eu deixo em ações. Gosto de ETFs porque diversificam a carteira sem muito trabalho”, comenta.

Colocando “na ponta do lápis”, como ele mesmo insiste, a conclusão de Marchezini foi manter os investimentos e pagar as prestações com o salário do mês. “Como tenho feito desde sempre.” Na situação dele, a remuneração do investimento é maior que o porcentual do desconto. “E creio que consigo manter e ate aumentara remuneração obtida nos últimos anos”

Rocha, do Insper, lembra que obter mais de 1% de remuneração em um investimento necessariamente envolve operações de risco. “Como ações”, explica. “No Tesouro Direto, dependendo do título, é possível obter até 0,8% ao mês de remuneração”, completa.

Está mais fácil comprar o carro 0 km

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Taxas para compra de carros novos estão em baixa

Taxas para compra de carros novos estão em baixa (Foto: Divulgação)

Pagar 23,4% de juros anuais no financiamento de um automóvel não é exatamente uma pechincha. Mas trata-se da menor taxa cobrada por bancos e financeiras nos últimos 12 meses, informa o relatório do Banco Central (BC).

Na ponta do lápis, isso significa que, agora, o consumidor que fizer um financiamento de R$ 20 mil vai gastar em média R$ 4.680 ao ano só com os juros. O cenário já foi pior. Em agosto do ano passado, o custo do crédito para um empréstimo do mesmo valor era de R$ 5.240 - ou R$ 560 a mais.

Além dos juros mais baixos, o consumidor encontra no mercado uma outra facilidade na hora de comprar o carro: os prazos longos. De acordo com o BC, o tempo médio de financiamento registrado nos contratos do mês de agosto foi o maior dos últimos doze meses. Chegou a 550 dias.

Para completar, os preços dos automóveis também estão bastante convidativos. Hoje são ofertados vários modelos 2011 de carros zero-quilômetro com preços iguais ou até 5% menores que os praticados no mesmo período do ano passado, quando vigorava o corte parcial do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

As barganhas, bancadas pelos descontos dados por montadoras, servem para desovar o estoque das fabricantes - que estão produzindo a plena carga.

Em resumo: os especialistas afirmam que o momento é muito bom para comprar um carro. E muita gente já percebeu isso. Agosto foi o segundo melhor mês da história da indústria automobilística brasileira, com vendas de 312,8 mil veículos novos, incluindo caminhões e ônibus.

Só ficou atrás de março, último mês de redução do IPI, com 353,7 mil unidades. No ano, o saldo também é recorde, com 2,194 milhões de veículos vendidos, alta de 10% ante igual período de 2009. A expectativa é que as vendas continuem em alta, já que o cenário deve se manter favorável aos compradores.

“O aumento do emprego formal, as perspectivas de que a economia deve continuar crescendo nos próximos anos, a redução da inadimplência e a normalização do cenário externo são alguns dos fatores que explicam a queda dos juros e o alongamento dos prazos”, analisa Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e coordenador de uma pesquisa sobre juros. “Por isso, ainda que a taxa básica de juros (Selic) tenha subido, o crédito ao consumidor final não ficou mais caro”, diz Oliveira.

O aumento da concorrência entre bancos e financeiras é outra justificativa para as boas condições de crédito vigentes. “Há uma disputa brutal pelo cliente que quer financiar um automóvel, pois trata-se de um crédito sem risco, já que a garantia é o próprio veículo”, afirma Ayrton Fontes, economista da agência de varejo automotivo MSantos. “Como os valores dos automóveis estão próximos ao preço de custo, o lucro das empresas vêm, em grande parte, do próprio crédito. Por isso elas têm cada vez mais interesse em emprestar o dinheiro.”

Os especialistas afirmam que os juros podem até cair um pouco mais. A redução, porém, não deve ser tão significativa. “O movimento de baixa dos juros já está perto de se esgotar”, avalia Luiz Rabi, gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian. “Mas as taxas também não devem subir.”

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Peugeot faz feirão neste fim de semana

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(Foto: André Lessa/AE)

(Foto: André Lessa/AE)

A Peugeot do Brasil realiza neste fim de semana (24 e 25), das 9 às 20 horas, o seu segundo Feirão de Fábrica no ano. Um dos chamarizes é 207 Passion 1.4 (foto), de até 82 cv, a R$ 36.900: abatimento de R$ 2.700 ante o preço sugerido pela montadora. Além dos valores promocionais, haverá condições especiais para compra, com planos de financiamento em até 60 vezes sem entrada para toda a gama de veículos.

Para a linha 307 (Hatch e Sedan), o destaque fica por conta da versão Presence 1.6 (113 cv), a partir de R$ 49.900 (a tabela é R$ 52.800). O Feirão de Fábrica Peugeot será realizado no estacionamento do Shopping Center Norte, em Santana, zona norte da capital. Serão cerca de 1 mil veículos disponíveis para venda durante o feirão. Haverá, ainda, 12 veículos das linhas 207 e 307 para test-drive.

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Mais de 530 mil consumidores que financiaram veículos por meio de leasing, crédito direto ao consumidor (CDC) e consórcio estão com as parcelas atrasadas. Os dados foram levantados pelo consultor de mercado Ayrton Fontes e representam 5,6% de um total de 9,5 milhões de negociações a prazo. ?A tendência é de aumento de retomada e leilão de veículos, o que pode restringir o crédito se passar de 7%?, afirma Fontes.

Para Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), o resultado é efeito da crise econômica. ?Hoje, as taxas de juros estão em queda e, com IPI reduzido, o cenário é positivo para quem vai comprar.?

No entanto, deixar de fazer as contas antes de fechar negócio continua um dos principais motivos da inadimplência. ?Seduzidos por feirões e pelas condições oferecidas pelos bancos das fabricantes, há quem pense poder pagar R$ 500 mensais sem dificuldade e não hesita em, por mais R$ 200, ter opcionais no carro?, diz José Tuba, proprietário da Tuba Veículos (3673-9234), na Lapa (zona oeste).

Só na primeira quinzena deste mês, Tuba comprou cinco veículos de proprietários que não conseguiriam arcar com o restante do financiamento.?Aceito o carro depois de calcular o valor pelo qual venderia e o que faltava para quitar, além da comissão.?

Para Fontes, quem procura lojistas como Tuba faz boa opção. ?No caso de um Celta 2008, por exemplo, financiado em 60 parcelas de R$ 600, ele será vendido por R$ 17 mil. Se o consumidor pagou 20, restam ainda R$ 24 mil para quitar a dívida, fora os custos desse processo. Já se transferir, pode conseguir valor maior.?

MAIS ALTERNATIVAS - Segundo Marcos Crivellaro, professor Ph.D. consultor em finanças, apertar o orçamento doméstico é o primeiro passo para escapar da inadimplência. ?Só é justificável atrasar parcelas se houver diminuição de renda.?

É o caso de Luciano Miranda, engenheiro de telecomunicações que perdeu o emprego depois de pagar oito das 60 parcelas de seu Fiat Palio 2006. ?Fui forçado a cortar custos e contatei a financeira. Soube que poderia efetuar a quitação antecipada, transferir a dívida para terceiro ou entregar o veículo e pagar o saldo remanescente. Achei as duas últimas opções nada vantajosas.? Miranda preferiu vender seu Toyota Corolla 2008 e quitar o financiamento. Nesse caso, o devedor tem direito à redução proporcional da dívida. ?No caso de refinanciamento, para tentar reduzir o valor das parcelas, deve-se ter cuidado para não assinar contratos com cláusulas abusivas e onerosas?, afirma Anderson Luiz Dianoski, advogado especialista em direito tributário da JLA Advocacia.

Júnior Rogério da Silva, assistente jurídico de bancos, afirma que o melhor é contatar a financeira, como fez Miranda. ?O inviável é ocultar o carro, como fazem alguns devedores, que continuam com a dívida, além de custos judiciais e processuais.?

FIQUE ATENTO

Escolha um modelo que possa ser pago no menor tempo possível, em parcelas de no máximo 10% da renda mensal;

Leia todas as cláusulas do contrato e verifique o Custo Efetivo Total (CET) para saber o real valor da dívida;

Verifique a taxa de juros em mais de uma financeira.

NÃO ESPERE PARA:

Contatar banco a fim de acertar refinanciamento ou quitação total com desconto, devolução amigável ou transferir dívida, antes que entre na esfera judicial;

Consultar se já está inadimplente no www.tj.sp.gov.br

 

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O volume de carros apreendidos por falta de pagamento das prestações do financiamento por prazo superior a 90 dias aumentou 33% entre dezembro e junho. Segundo estimativa do economista Ayrton Fontes, consultor de empresas do varejo automotivo, o número de unidades retomadas pelas instituições financeiras no País subiu de 100 mil em dezembro do ano passado para 133 mil em junho deste ano.

Fontes explica que chegou ao número estimando, para junho, um índice de inadimplência de 5,6% nos financiamentos de automóveis, de um total de 9,5 milhões de contratos ativos ante 9,3 milhões no fim do ano passado. O estudo considera modalidades como leasing, crédito direto ao consumidor (CDC) e consórcio, entre outras.

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Mercado estima que um em cada quatro devedores acaba perdendo o veículo por falta de pagamento(Foto: AE)

Aplicando-se o porcentual sobre o total de contratos, detalha ele, chega-se a 532 mil inadimplentes. De acordo com o autor do estudo, um em cada quatro consumidores com atraso superior a 90 dias nas mensalidades tem o carro retomado, chegando-se, assim, ao volume de 133 mil. Fontes explica que trabalha com volumes estimados porque as instituições financeiras não revelam seus números, por ?estratégia de mercado?.

Na avaliação do economista, os números elevados são consequência das condições oferecidas pelo mercado, que hoje faz financiamentos de até 72 meses. Apesar disso, diz, o aumento não é preocupante por enquanto, mas se o movimento se mantiver, os bancos devem aumentar as restrições para concessão de financiamentos. ?Não deve ser nada para já?, observa.

O aumento verificado no estudo de Fontes tem reflexo entre os leiloeiros de automóveis, uma vez que, retomado, o bem vai a leilão para que a instituição financeira recupere parte de suas perdas.

Eduardo Boyadjian, da Jordão Leilões, diz que há quatro meses, quando passou a realizar este tipo de operação, entravam em seu pátio dois carros apreendidos por dia, em média. Atualmente, são cinco, conta.

Fernando Santoro, da Sodré Santoro Leiloeiros e presidente do Sindicato de Leiloeiros do Estado, reitera o aumento de entrada de carros apreendidos por inadimplência, mas não tem certeza dos números. Ele acredita que a chegada de carros apreendidos tenha aumentado em torno de 15% entre dezembro e junho. ?Leva pelo menos quatro meses até que uma apreensão reflita no volume total?, afirma.

Ronaldo Milan, da empresa Milan Leilões, admite que o estoque de carros está maior que o o registrado no mesmo período do ano passado, mas a elevação é mínima. ?Não acredito num aumento considerável do volume de carros apreendidos?, refuta. Segundo ele, há instituições financeiras que registraram alguns aumentos, mas inferiores aos 33% apurados no estudo de Fontes. ?Não chega a 10%?, observa.

FIQUE ATENTO - Quando perceber que a dívida está entrando no segundo mês de atraso e que não será possível pagar , ao menos naquele momento, procure o banco para negociar

Bancos e financeiras estão dispostos a rever as condições da dívida para receber a maior parte possível.




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