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Saiba quais são os carros usados mais procurados no ZAP

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O ranking abaixo lista os cinco modelos mais procurados nos classificados do ZAP. Fizemos uma breve retrospectiva dos fatos mais importantes na trajetória de cada carro para ajudá-lo a escolher o seu. Confira quais foram os melhores momentos na “vida” de cada um.

1º lugar - VOLKSWAGEN GOL

Lançado em 1984, o Gol é fabricado no Brasil e comercializado em vários países sob diversas designações. Em 2001, o carro de entrada da VW tornou-se o primeiro e único modelo a superar o Fusca em vendas e a ultrapassar a marca de 5 milhões de unidades produzidas. Líder absoluto por 22 anos consecutivos, o Gol é o veículo mais exportado da história do Brasil, com 735 mil unidades embarcadas para mais de 50 países.

Melhores momentos:
1982 - Surge a série especial chamada Gol Copa que seria relançada em 1994, 2002 e 2006.

1994 - Gol chega a segunda geração, com carroceria totalmente nova e linhas mais arredondadas que renderam ao modelo o apelido de “Gol Bola”.

1999 - Modelo passa por significativas mudanças estéticas e recebe o nome comercial de Geração III.

2003 - É lançado o Gol Power 1.6 Total Flex, primeiro veículo bicombustível do Brasil.

2008 - O hatch da Volks chega à quinta geração e pelas mudanças externas e internas, é chamado de Novo Gol.

2º lugar - FIAT PALIO

O Palio, lançado em 1996, foi a resposta da Fiat à chegada do Chevrolet Corsa e da segunda geração do VW Gol. Ao contrário do primo Uno, o hatch contava com linhas mais arredondadas e  trazia acabamento superior. Desde a primeira geração trazia ar-condicionado e foi o primeiro da categoria a ter air bags frontais como opcional e a sair de fábrica adaptado para portadores de necessidades especiais. Atualmente o modelo é o segundo mais vendido no mercado nacional.

Melhores momentos:
1999 - São lançadas as versões à álcool do Palio que então era equipado com os motores 1.0 e 1.5 litros.

2000 - É lançado o primeiro motor 1.0 Fire que empresta o nome à nova versão do modelo.

2001 - Surge a segunda geração do Palio com desenho feito pelo designer italiano Giorgetto Giugiaro. A versão de entrada passa a se chamar Young.

2006 - O Palio elétrico é criado pela Fiat à pedido da hidrelétrica Itaipu Binacional.

2009 - Chega o modelo 2010 com a mesma frente do Siena, Weekend e Strada.

3º lugar - CHEVROLET CORSA



O Chevrolet Corsa chegou ao Brasil em 1994, com as mesmas formas da segunda geração do Opel Corsa (produzido na Europa), e com a missão de substituir o Chevrolet Chevette. O modelo foi o primeiro carro popular com injeção eletrônica de combustível. Hoje, a geração anterior do hatch é conhecida como Classic e continua sendo produzida apenas na versão sedã e com motorização 1.0. Neste ano, a linha Corsa será substituída por uma nova família de veículos da GM do Brasil, batizada de Viva, que está prevista para o segundo semestre.

Melhores momentos:
1994 - Modelo começa a ser vendido no país nas versões Wind 1.0, Wind Super 1.0, GL 1.4 e Corsa GSi 1.6.

1995 - O sucesso do modelo leva a GM à promover a Copa Corsa que um ano depois deixa de existir.

1996 - Surge a versão sedã do Corsa.

2002 - Modelo recebe sua primeira grande reestilização. Geração anterior ganha o nome de Chevrolet Classic.

2009- Sai de linha a versão 1.0 do Corsa, que passa a ser vendido apenas com motorização 1.4, para evitar concorrência com a linha de compactos do projeto Viva.

4ª lugar - HONDA CIVIC

Lançado em 1992 no Brasil, o Honda Civic foi importado do Japão até 1997, quando passou a ser fabricado no país, na fábrica de Sumaré (SP). Líder do segmento, o sedã médio também é produzido em quase oitenta países e está em sua oitava geração. A última família do carro, conhecida como New Civic, possui três versões: EXS, LXS e LX (exclusiva para portadores de necessidades especiais).

Melhores momentos:
1997 - Tem início a produção nacional e todas as versões passam a contar com air bags duplos e motor 1.6-16v de 106 cv.

2000 - Segunda geração do sedã da Honda é apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo.

2003 - Sedã recebe pequenos retoques, incluindo novas lanternas traseiras.

2009 - Modelo, que passa a se chamar New Civic, ganha novo visual e piloto automático em todas as versões.

5ª lugar - CHEVROLET CELTA

O Chevrolet Celta chegou em 2000 com a proposta de ser o carro mais barato do mercado. Mesmo sem alcançar a meta inicial, o modelo é um dos mais vendidos em seu segmento desde o lançamento.

Melhores momentos:
2002 - A GM altera a motorização da versão 1.0 de 60 cv para a 1.0 VHC (Very High Compression), de 70 cv.

2003 - É lançada a versão 1.4 com kits opcionais off-road.

2005 - Motor 1.0 passa a ser bicombustível.

2006 - Modelo é reestilizado e ganha nova frente, traseira e interior.

2009 - Celta fica mais potente e passa a gerar 77 cv quando abastecido com gasolina e 78 cv com álcool.

Usados recuperam força

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Maior oferta pelo Celta 06/07 ficou estável em relação ao mês passado, mas está mais barato trocá-lo por um novo

Dois meses depois de o governo reduzir o IPI para novos, os preços dos usados começam a dar sinais de estabilização. Outras novidades: há casos em que a diferença entre o valor do seminovo e do zero-km diminui e algumas autorizadas voltaram a comprar (sem troca) carros de segunda mão, embora paguem até 40% abaixo das cotações publicadas às quartas-feiras no JC.

As constatações são resultado de um levantamento que o JC vem fazendo desde que a redução do imposto entrou em vigor. Em meados de dezembro, levamos dois usados (um Chevrolet Celta 2007 e um Ford Ka 2003) a autorizadas da cidade para saber quanto pagariam por eles na troca por modelos novos. Repetimos a dose no início de janeiro e, novamente, nesta semana.

Como as cotações dos usados estão estáveis (confira abaixo) e os descontos para os novos aumentaram, quem pretende trocar de carro tem mais chances de pagar menos pelo novo do que há dois meses.

“Ainda é cedo para dizer que a tormenta passou. Mas já estamos próximos disso, pois a situação deve se definir no curto prazo”, afirma o consultor de mercado Luc de Ferran.

Sem dizer que se tratava de uma reportagem, levamos os dois seminovos a nove concessionárias de várias marcas. Nosso Celta 1.0 Life é ano/modelo 06/07, tem duas portas e 22 mil km. Já o Ka é GL 1.0, ano/modelo 02/03 e rodou 67 mil km.

Ka 02/02 foi aceito por todas as autorizadas

A diferença entre o Celta usado e o novo diminuiu de dois meses para cá. No primeiro levantamento, em dezembro, a melhor oferta foi obtida numa revenda VW, onde para trocá-lo por um Gol novo seria preciso desembolsar R$ 10 mil. Na segunda consulta, em janeiro, a proposta mais camarada foi em uma autorizada Chevrolet: a diferença para um Celta zero era de R$ 6.700.

Com os R$ 16.500 oferecidos esta semana pela mesma concessionária GM, para sair de carro novo bastam R$ 6 mil. Isso porque o Celta zero-km pode ser adquirido por R$ 22.500 à vista.

O avaliador de uma revenda Fiat resistiu em aceitar o Celta até na base da troca. “Os estoques estão cheios. Pagamos 40% abaixo da tabela (do JC). Nas trocas, abatemos 35%”, disse.

No caso do Ka, todas as concessionárias visitadas o aceitam na troca. Duas delas, Ford e Chevrolet, até ficam com o carro sem que o cliente leve outro. Mas pagam menos do que a média de R$ 10.400 apurada pelo jornal.

Uma revenda VW só compra (sem troca) modelos 1.0 feitos em 2006 ou 2007. Essa loja foi a que ofereceu menos pelo Ford: R$ 9.500. A mais generosa (R$ 12 mil) foi uma autorizada da Fiat.

Usado com cheiro de novo

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André Lessa/AEO que você prefere: um Golf 1.6 Sportline 07/08, com teto solar, rodas de liga leve e bancos de couro ou um novo Gol 1.6 zero-km completo?

O que é melhor, um carro novo básico ou um seminovo equipado? Com a queda nos preços de ambos, quem não faz questão do zero-km e tem mais de R$ 20 mil na mão encontra ótimas opções seminovas nas lojas. Muitas ainda têm cheirinho de novo, menos de 10 mil km rodados e até garantia de fábrica.

“Pode ser um ótimo negócio, pois o veículo já sofreu a depreciação mais forte, que pode chegar a 20%. Mas o cliente deve estar a atento à forma de pagamento. O valor final do financiamento do usado pode ficar mais caro do que o novo por causa dos juros maiores”, diz o consultor da CSM World Wide, Paulo Cardamone. Portanto, fará melhor negócio quem comprar à vista ou der uma boa entrada.

Até o fechamento desta edição, a autorizada Volkswagen Santa Luiza (5078-1055) oferecia um Golf Sportline 1.6 ano 2008 com 2.350 km a R$ 49 mil. Esse valor é menor que a tabela de um Gol 1.6 novo completo.

Na mesma concessionária havia um Fox 2009 1.0 quatro-portas, com 5 mil km, por R$ 27.900, o mesmo valor de um Gol zero-km básico, e um Jetta 2008, com 7.300 km rodados, equipado com rodas de liga leve, teto solar e bancos de couro, por R$ 79 mil. “Um modelo semelhante novo custa R$ 101 mil”, afirma o gerente de Vendas da autorizada, Mário Lopes.

A Ventuno (2900-3000), revenda Renault, oferecia uma perua Mégane Grand Tour 2.0 automática, ano 2008, com 4 mil km rodados, por R$ 57.900. Com este valor é possível comprar um sedã Mégane zero-km 1.6 manual.

Já na Fiat Itavema (3618-2000) havia um Mille Fire 2006 quatro-portas, com ar-condicionado, vidros e travas elétricos, com 9 mil km , por R$ 20.290. Um exemplar novo do hatch, na configuração básica, parte de R$ 21.754.

A Peugeot Super France (2903-3000) tinha no estoque de usados um Chevrolet Corsa Joy 1.0 ano 2008, com 5 mil km, por R$ 27 mil. “Entre os modelos zero-km dá para comprar um Peugeot 206 Sensation”, afirma o vendedor Roberto Lucato.

Usados não mostram recuperação

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André Lessa/AE

Se a hora é boa para comprar novos, com os consumidores respondendo bem e voltando às autorizadas, o mesmo não pode ser dito em relação aos usados. Há boas ofertas, mas o movimento está fraco, segundo a maior parte dos lojistas independentes ouvidos pelo JC.

Nem as reduções dos preços, causadas principalmente pela crise do final do ano passado e as mudanças do IPI para novos, animaram o consumidor. “As pessoas até estão procurando um pouco mais pelos carros, mas a maioria só olha, pergunta, faz pesquisa e não fecha negócio”, comenta Thiago Felipe, vendedor da Auto Flosi, loja multimarcas no Imirim, zona norte.

Um dos motivos para isso é que a troca de um usado por outro está mais difícil. Isso porque as baixas avaliações feitas pelas lojas acabam por desanimar o consumidor que quer dar um carro como parte do pagamento. Esse é o tipo de negócio mais procurado.

“E a tendência é que o usado continue a desvalorizar”, prevê o consultor em vendas automotivas André Belchior Torres. “Até meados de 2008, os valores para os seminovos estavam irreais, próximos demais dos preços dos zero-km.” De acordo com ele, agora o mercado está se ajustando e ainda há uma “gordurinha para queimar”.

O operador de rádio Washington Geraldo tenta vender um Renault Clio 1.0 2007 desde dezembro do ano passado. “Estou pesquisando bastante para conseguir o maior valor possível, pois quero trocá-lo por um Honda Fit um pouco mais velho, mas com mais equipamentos”, diz. “Porém, o que estão oferecendo pelo meu carro não é muito.”

Já o comerciário Valmique Correia Soares aproveitou a queda nos preços para comprar mais um carro para a família. “Foi um pouco por impulso. Passei em várias concessionárias e alguns feirões e vi boas ofertas por aí”, afirma. Ele comprou um Ford Fiesta 1.0 ano 2004.

QUEDA DOS NOVOS TUMULTUA PESQUISAS DE PREÇOS

A redução do IPI fez uma verdadeira bagunça com as cotações médias de usados. Como os descontos para veículos novos não se limitaram ao incentivo do governo por causa dos estoques cheios, os preços dos zero-km caíram bastante e o dos “velhinhos”, mais ainda.

Cada lojista utiliza uma técnica para calcular o valor dos seminovos. Enquanto alguns simplesmente tiram de 20% a 30% sobre a média publicada no JC às quartas-feiras, outros lançam mão de fórmulas próprias.

O gerente de usados da Ford Sonnervig, na Barra Funda (zona oeste), Anderson Casanova, conta que costuma consultar outras autorizadas. “Tudo ainda está muito confuso. Mas parece que está se estabilizando.”

Já o gerente da Super France Peugeot, Waldir Oliveira, diz que a cotação varia de acordo com o modelo. No caso dos que têm giro lento de estoque, ele toma como base o preço do zero-km e desconta, em média, 15% por ano de uso. Mas esse cálculo pode variar muito.

“Um exemplo é o 307 Feline 08/09, que vendemos a R$ 63 mil. Se alguém vier com o mesmo modelo 07/08, ou seja, com um ano de uso, pago R$ 40 mil (desconto de 36,5%). E o carro ainda encalha.”

Cláudio Roberto Rosa, vendedor da Ford Highway, no Imirim (zona norte), diz que os modelos com dez anos ou mais tiveram menor desvalorização. “A queda foi de 8%, em média.”

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Paulo Pinto/AE

Com a redução de preço dos carros novos por causa do corte nas alíquotas do IPI, o mercado de usados foi afetado. E se a ideia é só revender, os lojistas independentes afirmam que seminovos e flexíveis são os que obtêm preços mais próximos aos da pesquisa do JC. “Seus custos de manutenção são mais baixos e as condições de financiamentos, melhores. E com o álcool, pode-se economizar”, diz o gerente da Rommer, Agnaldo Britto, ao justificar essa vantagem.

Por um Chevrolet Celta ou um Fiat Palio 2007, a Rommer paga entre R$ 16 e R$ 17 mil. Na pesquisa de usados do JC, eles estão cotados a R$ 19.894 e R$ 20.433, respectivamente.

Álvaro Mari, da Primos´s Car, na zona norte, comemora a retomada das vendas. “Passou do ano 2000, compro tudo. Com a crise, carros de até R$ 15 mil foram os que mais venderam, mas está tudo voltando ao normal.”

Já nas concessionárias os usados continuam sendo rejeitados se a ideia é só vender. “O novo compensa mais para o cliente, então o giro dos usados está menor”, diz Marcelo Frasson, gerente da VW Sabrico.

“Carro usado só se for parte do pagamento de um outro . Com a retomada do movimento, há mais flexibilidade, mas só comprar um seminovo vai ser difícil”, diz Natanael de Oliveira, gerente da Peugeot Aquitaine do Autoshopping Aricanduva.




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