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Os usados bons de revenda

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Claudio Teixeira/AEO Fiesta Trail é menos procurado do que o restante da linha, ao contrário do CrossFox

SÃO PAULO - Sucesso no mercado de zero-km, os veículos com apelo aventureiro apenas no visual (veja mais detalhes na página 4) dividem opiniões quando o assunto é seminovo. Nem sempre acessórios como quebra-mato (ou imitações), soleiras e recursos como suspensão mais alta do que o das versões convencionais atraem quem procura um carro de segunda mão. Conforme lojistas da Capital, tudo depende do modelo.

A Fiat Palio Adventure é um dos que têm boa procura. ””Há mais interesse por essa versão do que pela convencional””, diz Luiz Gustavo Manton, gerente da Alfredus Veículos (3722-3022), no Butantã, Zona Oeste. A loja oferece uma unidade da perua, ano/modelo 01/01, com motor 1.6 a gasolina, por R$ 24.990 (na pesquisa publicada no JC da quarta-feira o modelo estava cotado a R$ 25.750). ””Carros nessa faixa de preço têm baixa desvalorização””, afirma o lojista.

Renato Horácio, vendedor da Fama Multimarcas (6910-2873), na Vila Prudente (Zona Leste), vai além. De acordo com ele, toda a linha Adventure (Idea, Doblò, Weekend e Strada) tem bom giro de estoque. ””Eles são mais caros, mas também têm mais equipamentos, que os valorizam diante do consumidor””, diz Horácio, que há cerca de três semanas oferece uma Palio Adventure modelo 2001 por R$ 25.500.

Outro que não demora muito para sair do estoque é o Volkswagen CrossFox. Segundo Ney da Silva Brandão, gerente da Gihad Veículos (6916-7000), no Parque São Lucas (Zona Leste), a desvalorização dessa versão é menor que a do Fox 1.6 Plus, por exemplo.

A loja oferece um CrossFox 2005 por R$ 42.990 (R$ 39.917 na pesquisa do jornal). ””Os clientes são diversificados, mas a maioria é de homens””, diz Brandão.

Menos aceitos
No caso do Ford Fiesta Trail, a procura é bem menor, dizem os lojistas. A Auto Félix Multimarcas (2909-2525), na Vila Guilherme (Zona Norte), tenta vender por R$ 42 mil uma unidade com motor 1.6 feita em 2008. ””O cliente geralmente opta por um Fiesta mais barato””, diz Odair Spina, vendedor da loja.

Dário Limo, da Tcheles Motors (6909-5236), também na Vila Guilherme, conta que a situação é a mesma com a versão 1.0. ””A gama tem uma procura boa, mas o Trail é voltado para um público mais específico””, afirma o vendedor, que tem à venda uma unidade1.0, 06/07 por R$ 28.499.

””O Citroen C3 1.6 XTR também não é muito fácil de vender””, diz Paulo Cezarino, gerente da One Car Veículos (5572-3776), na Vila Mariana, Zona Sul. Ele oferece uma unidade 2007 por R$ 46.900 (R$ 44.950 na pesquisa do JC). Para o lojista, a proximidade do preço com a opção GLX nova (parte de R$ 46.530) dificulta a venda.

Até carro de R$ 600 mil tem fila de espera

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André Lessa/AE Velocidade ? Visconde estima vendas de mais de 500 carros Porsche no Brasil este ano, a preços que podem ultrapassar os R$600 mil

Com aumento nas vendas de 41,7% no primeiro trimestre em comparação a 2007, marcas de carros superluxuosos decidiram aumentar a variedade de produtos no Brasil e estão trazendo modelos mais sofisticados. Três lançamentos previstos para os próximos meses, com preços na casa dos R$ 600 mil, têm filas de espera de dezenas de interessados.

A Audi tem 30 encomendas do superesportivo R8, que será vendido a partir de junho por cerca de R$ 600 mil. A empresa adianta que só poderá atender a 20 pedidos este ano.

O Maserati GranTurismo, com preço a partir de R$ 650 mil e vendas a partir de abril, tem mais de uma dezena de consumidores que manifestaram interesse, segundo o importador Francisco Longo. A marca italiana, que hoje oferece carros por R$ 590 mil a R$ 720 mil, vendeu só uma unidade no primeiro bimestre, mas prevê vendas de 24 GranTurismo no ano.

O Porsche Panamera só chegará no segundo semestre de 2009, simultaneamente ao lançamento na Alemanha, onde será produzido. A Stuttgart Sportcar, representante da Porsche no Brasil, já tem 20 interessados no modelo, que custará entre R$ 450 mil e R$ 600 mil. ”Serão produzidas 30 mil unidades por ano para o mundo todo, por isso o grande interesse na reserva”, diz Marcel Visconde, diretor-presidente da empresa.

O segmento de carros de alto luxo vendeu 2.064 unidades no primeiro trimestre, em comparação a 1.457 em igual período de 2007. Em geral, o mercado de automóveis e comerciais leves cresceu 31,7%, com 618,1 mil unidades.

Embora o número de unidades vendidas seja relativamente pequeno, os modelos superluxuosos custam entre R$ 100 mil e R$ 1,6 milhão. Estão na lista Audi, BMW, Ferrari, Jaguar, Maserati, Mercedes-Benz, Porsche e Volvo.

”A desvalorização cambial ajudou o mercado a crescer, assim como a estabilidade econômica e até mesmo a possibilidade de financiamento”, informa Visconde, que projeta para este ano vendas de mais de 500 Porsche. ”Nosso preço é o de tabela, não tem bônus”, avisa.

As vendas da Porsche saltaram de 76 veículos em 2003 para 459 em 2007. No primeiro trimestre deste ano, foram vendidos 186 carros, 148% a mais que em 2007. Para adquirir um modelo hoje, é preciso esperar em média quatro meses. Antes, era a metade desse prazo.

O Panamera será o primeiro sedã esportivo da marca com capacidade para quatro passageiros adultos. A empresa ainda não tem fotos do modelo. A Porsche é famosa pelos esportivos de dois lugares, embora suas vendas tenham disparado após o lançamento do utilitário-esportivo Cayenne.

Os modelos da marca custam entre US$ 142 mil (R$ 248 mil) e US$ 358 mil (R$ 626 mil). Na América Latina, o Brasil é o segundo maior cliente da Porsche, atrás do México.

Para o presidente da Audi do Brasil, Andreas Deges, o bom momento do mercado de luxo é resultado de um círculo virtuoso: estabilidade econômica e incremento dos financiamentos, combinados com maior oferta de produtos e investimento das marcas em marketing. As vendas de importados da Audi cresceram 10% este ano, para 359 unidades.

O R8 será exposto no navio Pink Fleet, do empresário Eike Batista, em festas que a Audi realizará hoje e amanhã para convidados vip. O modelo com carroceria de alumínio custará cerca de R$ 600 mil.

O GranTurismo segue o estilo de carro de corrida característico da Maserati. Foi lançado na Europa há um ano e deveria chegar ao Brasil em setembro, mas a demanda lá fora atrasou o cronograma. A Mercedes vendeu 596 modelos no primeiro trimestre, 27,6% a mais que em 2007. Na Volvo, as vendas passaram de 109 unidades para 266 este ano.

Erro impede donos de revender Peugeot 206

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DivulgaçãoLaudo de Margarete: código do motor difere do impresso no documento

Proprietários de carros Peugeot 206 estão enfrentando problemas na hora de vender ou oferecer como moeda de troca seu veículo em concessionárias por causa de irregularidades na documentação, cujos números não conferem com os gravados no motor.

Isso aconteceu com a jornalista Margarete Novato Storto. Ao tentar negociar o seu Peugeot 206, ano 2001, como parte do pagamento de um outro veículo, soube, na vistoria, que o código impresso no motor não conferia com o que estava no documento do carro. A letra ?Q? foi identificada como zero. ?Comprei o veículo zero-quilômetro e na concessionária?, indigna-se. ?O atendente da loja na qual estava negociando
o carro me confidenciou que isso tem ocorrido com freqüência com carros da Peugeot.?

Ela contatouo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da montadora, para onde enviou por e-mail uma foto do número impresso no motor e outros dados do veículo. ?Prometeram uma resposta em 48 horas, mas se passou uma semana e não me disseram nada. Corro o risco de perder a oportunidade de fechar o negócio por um erro grotesco da montadora. E o pior é que o dono de um Peugeot só fica sabendo disso quando vai
vender o carro?, argumenta.

Problema semelhante está passando o engenheiro Werner Dieter Klauser com o seu Peugeot 206, ano 2004, cujo documento falta um zero. Após muitas reclamações, ele
conseguiu uma resposta da montadora, porém, diz, insatisfatória. ?Entregaram a documentação no Detran para a regularização, só que eu é tenho de acompanhá-la. Lavaram
as mãos como Pilatos ao dizerem que não tinham nada mais o
que fazer. Eunãoestoupedindofavornenhum?, reclama.

O Peugeot 206, ano 2004, de Andrea Fantin da Silva, também falta um dígito zero do número do motor no documento. Ela pediu providências para a montadora, que chegou a passar um número de protocolo da solicitação da mudança do documento no Detran, mas o órgão disse que o número não existe. O problema se arrasta desde setembro.

A Peugeot do Brasil informa que foram tomadas as primeiras medidas para a regularização desses casos excepcionais e acompanhará o andamento dos processos nos órgãos
competentes para que sejam resolvidos o mais breve possível.

A Peugeot também se coloca inteiramente à disposição dos clientes por meio da Central de Atendimento Especializado
Peugeot (telefone 0800-703-2424).

Direito a indenização

Na opinião de Josué Rios, advogado especialista em defesa do consumidor, essas pessoas têm direito a indenização em razão de perda econômica. ?Se os carros fossem novos, teriam o direito de desistir da compra. Mas, como já faz tempo que foram comprados, seus proprietários devem ser indenizados
pela perda que vão sofrer em razão da desvalorização dos veículos, isto é, como não poderão vendê-los imediatamente, o preço provavelmente será menor quando a documentação estiver regularizada.?

O advogado aconselha os consumidores que enfrentam a mesma situação a se juntar em um grupo e solicitar uma audiência com o Ministério Público do Consumidor e coma Fundação Procon. ?Este assunto é de interesse da coletividade
e, assim, eles terão mais força?, finaliza.

Cuidados na compra de veículo

- Ao comprar um veículo, seja zero ou não, confira se todos os
códigos ? placa, chassi e cadastro de identificação do motor ?
da documentação conferem com os impressos no veículo. Atente senão está faltando nenhum dígito ou caractere.

- Ao constatar que o código do motor de veículo, seja ele zero ou não, é diferente do que consta na documentação, procure o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da montadora.

- É aconselhável ainda procurar o Departamento de Trânsito
(Detran) da sua cidade para saber como proceder com a
montadora e acompanhar se ela realmente deu entrada no
pedido de regularização da documentação.

- Segundo o Detran, como quem faz o registro do motor na
Base Nacional do Denatran é a montadora, ela deve solicitar a
regularização, mas o processo é demorado.

Venda de carros usados em SP sobe 51,8% em 2007

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As vendas de veículos usados cresceram 51,8% em 2007, na comparação com 2006, totalizando 1,606 milhão de unidades segundo dados divulgados pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp) e Sindicato de Comércio Varejista de Veículos Usados do Estado de São Paulo (Sindiauto).

As vendas de carros ?populares? subiram acima da média de outros veículos. Foram negociados 1,136 milhão de carros com motor 1.0, contra um total de 745 mil negócios com esse tipo de veículo em 2006, um aumento de 52,5%.

Em relação a financiamentos, 2007 apresentou um aumento discreto em relação a 2006. A média anual de negócios financiados em 2007 foi de 72%. Em 2006, a média anual foi de 71%.

Em relação aos prazos para pagamento do financiamento, em 2007, o prazo médio foi de 43 meses contra um prazo médio igual a 37 em 2006. Uma diferença de seis meses. ?Os compradores de veículos conseguiram, em média, um semestre a mais para saldar sua dívida?, diz a Assovesp.

Em 2007, os veículos apresentaram uma desvalorização média de 3,02%. Em 2006, foi de 1,01%. Considerando a inflação, houve uma desvalorização real de 10%.

?Esses números mostram que o mercado começou a olhar veículos como apenas um bem, que está sujeito ao processo de desvalorização natural. Ou seja, deixou de ser investimento, como era no passado?, diz a associação.

Dezembro

Em dezembro de 2007, as vendas de carros usados avançaram 1,26% na comparação com novembro do mesmo ano, totalizando 161.061 unidades. Em relação a dezembro de 2006, quando foram realizados 102.484 negócios, o setor apresentou alta de 57,16%.

Dos negócios realizados em dezembro de 2007, 69,6% (112.123) foram com veículos de motor 1.0, equivalente a uma queda de 2,40% em relação ao registrado no mês anterior (114.883 negócios). Segundo a entidade, apenas 59% dos negócios fechados em dezembro tiveram algum tipo de financiamento, contra 79% observados em novembro de 2007.

O prazo para pagamento dos empréstimos, por sua vez, aumentou. Foram concedidos, em média, 48 meses para pagamento, contra os 47 acertados, em média, em novembro.

As vendas de motocicletas em dezembro de 2007 evoluíram 8,89% em relação a novembro, totalizando 9.567 unidades. Dos negócios fechados com motos, em média, 73% foram financiados. Isso representa uma queda de quatro pontos porcentuais em relação ao mês de novembro. O prazo médio dos empréstimos foi de 37 meses, 1 mês a mais do concedido em novembro.

As vendas de caminhões, por sua vez, caíram 0,13% em dezembro do ano passado, na comparação com novembro do mesmo ano, totalizando 5.483 unidades. Em relação a dezembro de 2006, houve uma expansão de 20,72%. No último mês do ano passado, 62% dos negócios neste nicho foram financiados.

Segundo a Assovesp, 71% dos negócios contaram com financiamento em novembro. O prazo de pagamento subiu dos 43 meses, de novembro, para 44 em dezembro. O saldo médio financiado foi de 70% em dezembro, contra 69% acertados no mês anterior.

Antes de investir em um usado de luxo, veja se há peças disponíveis

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Gustavo StephanLuciano e seu Accord EX, uma apaixonada relação de dois anos que está prestes a chegar ao fim

O preço alto do alternador empurrou Luciano para o mercado paralelo. A solução encontrada foi comprar uma peça recondicionada, à base de troca. Custou cerca de R$ 700, sem contar os gastos da mão-de-obra. Depois disso, os problemas pararam de aparecer, mas o encanto começou a se desfazer.

? Ainda gosto muito do carro, mas o investimento para tê-lo é alto. O viço se desfaz rapidamente ? diz Luciano, que calcula ter gasto entre R$ 8 mil e R$ 10 mil com manutenção e melhorias em dois anos e cinco meses com o Accord.

Agora, o professor quer trocar seu carro por um zero-quilômetro. O desafio é encontrar uma boa avaliação. A beleza do sedã Honda não impressiona os comerciantes ? que se referem aos importados de luxo usados como ?sapatos?, jargão para modelos de revenda difícil.

Acompanhamos uma tentativa de negociação. Luciano foi a uma concessionária Ford, interessado em uma das últimas unidades do Ka 1.6 XR. O avaliador olhou o Accord atentamente, fez menção ao ótimo estado do Honda, e começou a ligar para lojas que poderiam comprá-lo ? a Ford não ficaria com o carro. As propostas foram escassas, muito abaixo do que o professor esperava.

? Chegaram a me oferecer R$ 10 mil, metade do preço de tabela do carro ? diz Luciano, que continua tentando vender seu Accord 1997.

E, cedo ou tarde, ele vai conseguir. Há um mercado de compradores que preferem o conforto de importados luxuosos à segurança de um modelo novo mais simples.

É uma compra delicada, que envolve mais do que valores de mercado. Para não cair em armadilha, vale consultar mecânicos especializados na marca escolhida (há muitas oficinas independentes), checar previamente o preço (e a oferta) de peças nas concessionárias e também no mercado paralelo. Pode-se fazer um bom levantamento de valores pela internet. E não esqueça de cotar o seguro, que pode ser alto. Se tudo conspirar a favor, que o relacionamento seja eterno, enquanto dure.




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