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Por R$ 52.777, Lifan X60 quer brigar com Chery Tiggo

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Lifan X60 é o primeiro SUV global da marca. No Brasil, modelo custa R$ 52.77 (Fotos: Divulgação)

Lifan X60 é o primeiro SUV global da marca. No Brasil, modelo custa R$ 52.77 (Fotos: Divulgação)

Uma briga entre chineses. O utilitário esportivo Chery Tiggo, que deverá chegar ao Brasil reestilizado ainda este ano, acaba de ganhar um concorrente. O Lifan X60, montado no Uruguai pela marca chinesa, começa a ser vendido no Brasil na próxima semana, por R$ 52.777.

SUV chinês é equipado com itens de série como bancos de couro, sistema GPS, sensor de estacionamento e câmera de ré (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

SUV chinês é equipado com itens de série como bancos de couro, sistema GPS, sensor de estacionamento e câmera de ré (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

“O modelo é feito noUruguai com peças regionais como rodas, pneus, escapamento e bateria. A carroceria, no entanto, já chega montada, soldada e pintada da China”, afirma o engenheiro de produto da Lifan Jean Paul Ricard.

O SUV da Lifan foi lançado na Europa e Ásia no começo do ano passado. O modelo, que é o primeiro utilitário esportivo global da marca chinesa, tem motor 1.8 16V de 128 cv, a gasolina, com torque de 16,8 kgfm a 4.200 rpm.

X60 tem 4,32 metros de comprimento, 1,69 m de altura, 1,79 m de largura, 2,60 m de distância entre-eixos e pesa 1.330 kg (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

X60 tem 4,32 metros de comprimento, 1,69 m de altura, 1,79 m de largura, 2,60 m de distância entre-eixos e pesa 1.330 kg (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

O propulsor do X60 é menor do que o do concorrente Tiggo. O SUV da Chery é equipado com trem de força 2.0, de 135 cv e desenvolve força de 18,2 kgfm entre 4.300 e 4.500 giros.

Para enfrentar o utilitário rival que tem motor mais potente e é mais barato (o Tiggo custa R$ 47.990), o X60 investiu em equipamentos. Além dos 5 anos de garantia, o modelo da Lifan oferece itens de série como bancos de couro, sistema GPS, sensor de estacionamento e câmera de ré. O concorrente sai de fábrica sem tais benefícios.

Traseira

SUV chinês tem luz de neblina e desembaçador elétrico do vidro traseiro (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

Além dos itens que o diferenciam do rival, o X60 é equipado com sistema de freios ABS e EBD (Distribuição Eletrônica de Frenagem), air bags, ar-condicionado, conjunto elétrico de vidros, travas e retrovisores, sistema multimídia com tela de 7 polegadas, DVD, entrada USB, Bluetooth, direção hidráulica e chave tipo canivete.

Por enquanto, o X60 é vendido em versão única, sem opcionais e somente com câmbio manual de cinco marchas. A fabricante promete incrementar a linha do SUV com transmissão automática até o final do ano.

A Lifan planeja vender 400 unidades do X60 por mês no País. A marca confirma que não vai mais importar os modelos 320 e 620 para o Brasil.

Modelo está disponível em cinco cores: preta, prata, vermelha, branca e verde

Modelo está disponível em cinco cores: preta, prata, vermelha, branca e verde

NA PISTA - A Lifan propôs test-drive com o X60 em um trecho pouco ousado de cerca de 30 km, o qual, na maior parte do trajeto, não apresenta irregularidades no solo. O percurso também não tem muitas curvas, por exemplo, para que a rolagem da carroceria pudesse ser avaliada.

Em trechos curtos de pequenos desníveis do piso, foi possível observar que a suspensão poderia ser mais bem ajustada, pois os passageiros e motorista sentem o impacto do solo. O carro chacoalha muito e o motorista não sente tanta segurança para pisar no acelerador acima dos 80 km/h. A impressão que se tem é que o veículo fica um pouco “solto” na pista. O SUV se mostra levemente instável mesmo no asfalto em boas condições.

X60 tem direção hidráulica e controles de som no volante

Bancos são revestidos em couro ecológico na cor bege

Sua direção hidráulica ajuda muito na hora de fazer manobras e o câmbio manual é bom, mas nada excepcional - o engate poderia ser mais macio. Em ultrapassagens, o modelo seria melhor se apresentasse resposta um pouco mais rapidamente.

A estratégia da Lifan para conquistar os consumidores com o X60 foi caprichar em equipamentos e no acabamento. A chinesa investiu em revestimento de boa qualidade, com toque agradável e sem rebarbas. O visual do interior é harmonioso e as funções são intuitivas. Há compartimentos úteis, tal como os porta-copos perto do câmbio e também no descansa-braço traseiro.

O espaço interno também é um fator que agrada. Os passageiros ficam com as pernas confortáveis e o motorista encontra facilmente uma posição para dirigir. A capacidade do porta-malas, no entanto, é de 405 litros - menor do que o compartimento do Tiggo, que  tem 520 l.

Bancos são revestidos em couro ecológico na cor bege

X60 tem direção hidráulica e controles de som no volante

Todos os equipamentos estão à mão e o controle de sistema de som no volante auxilia o condutor a não desviar a atenção do trânsito. A coluna de direção oferece ajuste de altura, mas não de profundidade.

Ponto alto para a visibilidade, que é favorecida pelo grande retrovisor elétrico externo. A câmera de ré e sensor de estacionamento também viram amigos do motorista na hora de movimentar o carro. O isolamento acústico, no entanto, deixa a desejar. É possível ouvir ruídos dos pneus e motores de dentro do veículo.

* Viagem feita a convite da Lifan

Avaliação: Gol 1.0 duas portas oferece sistema que ajuda na economia de combustível

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Gol duas portas parte de R$ R$ 27.790 (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

Gol duas portas parte de R$ R$ 27.790 (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

O Volkswagen Gol se mantém firme e forte na primeira posição da lista de carros mais vendidos no ranking divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). De acordo com a montadora, mais de 7 milhões de unidades do modelo já foram produzidas no País desde o seu lançamento, em 1980.Embora ele tenha ganhado concorrentes de peso no final do ano passado, como o Chevrolet Onix (R$ 30.790) e Hyundai HB20 (R$ 33.295), nenhum dos rivais oferece uma versão duas portas como o queridinho das ruas brasileiras.

Hatch oferece ECO Comfort, que dá dicas ao motorista para reduzir o consumo de combustível e emissão de CO2

Hatch oferece ECO Comfort, que dá dicas ao motorista para reduzir o consumo de combustível e emissão de CO2

Dirigimos a versão de duas portas do Gol 1.0, que custa a partir de R$ 27.790. O motor de 76 cv (quando abastecido com etanol) não decepciona e fica somente um pouco atrás de seu rival da GM, que tem 4 cv a mais. A potência máxima está disponível aos 5.250 rpm, um pouco mais cedo do que seus concorrentes, que conhecem toda a “cavalaria” aos 6.200 giros.

Modelo é equipado com motor flex de 76 cv, quando abastecido com álcool

Modelo é equipado com motor flex de 76 cv, quando abastecido com álcool

O propulsor do Volkswagen desenvolve torque de 10,6 kgfm a 3.850 rpm (utilizando álcool). O hatch demora um pouco para acordar, mas, assim que seu motor 1.0  ganha fôlego, o carro consegue fazer ultrapassagens satisfatórias para seu porte. O veículo fica um pouco tímido no começo da aceleração, é verdade, mas logo perde a vergonha e responde ao pé no pedal. De acordo com a fabricante, o modelo faz de 0 a 100 km/h em 12,9 segundos, se for abastecido com etanol.

Quem compra um carro 1.0 está preocupado com economia. Um item que é bastante útil no Gol duas portas é o ECO Comfort, que dá dicas ao motorista de como poupar no consumo de combustível. Por meios de mensagens no painel, o sistema avisa se a janela está aberta ao mesmo tempo em que o ar-condicionado está acionado, por exemplo.

Gol tem transmissão manual de cinco marchas

Gol tem transmissão manual de cinco marchas

Sua suspensão é equilibrada, ou seja, nem muito molenga e também não firme demais. Ela é boa aluna e se comporta bem tanto na cidade quanto na estrada, enfrentando ruas esburacadas sem causar muito impacto aos passageiros. Nas curvas o Gol também não assusta e não apresenta rolagem na carroceria. O câmbio manual de cinco marchas tem engates precisos e oferece sintonia com o conjunto mecânico, permitindo que as trocas sejam suaves.

O modelo avaliado oferece pacote de opcionais i-Trend, o que garante ao hatch direção hidráulica, item que já acompanha os concorrentes da GM e Hyundai sem precisar pagar a mais por isso (o valor dos rivais é mais caro, portanto já incluem o benefício no pacote). Com este atrativo, as manobras são fáceis e o motorista encontra prazer ao conduzir.

Sistema ECO Comfort no painel auxilia motorista a conduzir de maneira econômica

Pacote i-Trend equipa o Gol com volante com controle de funções

O Gol é equipado com travas e vidros (dianteiros) elétricos, freios ABS, limpador, lavador e desembaçador traseiro e conta-giros. Para adquirir o pacote i-Trend, o consumidor adiciona ao preço do carro R$ 2.788, o que resulta em um hatch com aerofólio traseiro, faróis duplos com máscara negra, CD-player com entrada USB, MP3 e Bluetooth, chave canivete, iluminação do porta-malas, retrovisores na cor do veículo e volante de direção multifunção.  Se o comprador quiser acrescentar ar-condicionado, o hatch custará ainda R$ 2.455 a mais.

Passageiros que sentam atrás não encontram dificuldades ao entrar pela porta da frente

Passageiros que sentam atrás não encontram dificuldades ao entrar pela porta da frente

Suas medidas não diferem da versão quatro portas. O modelo avaliado tem 3,89 metros de comprimento, 2,46 m de distância entre eixos, 1,89 m de largura e 1,46 m de altura. Seu peso, no entanto, é mais leve: ele tem 919 kgs em ordem de marcha, enquanto o modelo com portas a mais pesa 1.006 kg.

O acabamento agrada, pois o hatch utiliza materiais de toque agradável e sem rebarbas. Nada muito sofisticado, mas não tem problema, pois o Gol não tem mesmo esta pretensão. A alavanca que ajuda o motorista a ficar em uma posição mais elevada poderia ser mais prática de ser manuseada. Não é tão fácil assim encontrar a posição ideal para dirigir, mas o condutor pega o jeito em alguns dias com o carro.

Porta-malas tem capacidade de 285 litros

Porta-malas tem capacidade de 285 litros

Em relação ao espaço interno, ele atende bem a proposta de um modelo deste segmento. Os passageiros que se acomodam no banco de trás não ficam apertados e a entrada deles não é complicada, mesmo se tratando de um modelo de duas portas. A alavanca que puxa o assento para frente é de fácil manipulação.

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Com novas opções de motores, Toyota RAV4 parte de R$ 96.900

Categorias: LANÇAMENTOS, TODAS AS NOTÍCIAS, Toyota
Rav4 é oferecido com tração 4x2 e 4x4. Os modelos com tração nas quatro rodas podem ser identificados pelo friso cromado na grade dianteira (Fotos: Divulgação)

Rav4 é oferecido nas opções 4x2 e 4x4. Os modelos com tração nas quatro rodas podem ser identificados pelo friso cromado na grade dianteira (Fotos: Divulgação)

A retirada do estepe da tampa do porta-malas não foi a única mudança que a quarta geração do Toyota RAV4 recebeu. O utilitário esportivo que estreou no Brasil em 1999 chegará às lojas em junho deixando o motor 2.4 para trás. O modelo passa a oferecer duas novas opções de propulsores: 2.0 e 2.5.

São três versões disponíveis que o novo RAV4 oferece. Tanto a opção de entrada (R$ 96.900) quanto a intermediária (R$ 109.900) são equipadas com motor 2.0 Dual VVTi (Comando variável na admissão e no escape), mas o primeiro tem tração 4×2, enquanto o segundo é 4×4. A configuração mais cara (R$ 119.900) traz sob o capô um trem de força 2.5 DVTi e também tem tração nas quatros rodas.

SUV passa a oferecer opções de motores 2.0 e 2.5. O modelo anterior era equipado com propulsor 2.4

SUV passa a oferecer opções de motores 2.0 e 2.5. O modelo anterior era equipado com propulsor 2.4

O motor 2.0 que equipa as versões iniciais do RAV4 tem potência de 145 cv, enquanto o propulsor 2.5 tem 179 cv. O primeiro desenvolve torque de 19,1 kgfm a 3.600 rpm, já o segundo pode gerar força de até 23,8 kgfm aos 4.100 giros.

Para brigar com os concorrentes Honda CR-VHyundai ix35Mitsubishi ASX, a Toyota tem a intenção de tornar as vendas mais agressivas. A meta da marca é de dobrar o volume mensal vendido em 2012 e comercializar 800 unidades do RAV4 por mês.

Novo RAV4 não tem mais o estepe na tampa do porta-malas

Novo RAV4 não tem mais o estepe na tampa do porta-malas

As versões equipadas com motor 2.0 têm câmbio CVT com modo sequencial de sete marchas. Já a transmissão da configuração mais cara é automática com modo sequencial de seis marchas com inteligência artificial.

As medidas do RAV4 diminuíram, embora a distância entre os eixos tenha permanecido a mesma (2,66 metros). O SUV tem 4,62 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,72 m de altura.

Todas as configurações são equipadas com ar-condicionado, banco do motorista com ajuste de altura, volante com regulagem de altura e profundidade, computador de bordo, desembaçador do vidro traseiro, conjunto elétrico de travas, vidros e retrovisores, rodas de liga leve, air bags, faróis de neblina e freios ABS nas quatro rodas. Os que apreciam teto solar, poderão adquirir o equipamento somente na versão com motor 2.5.

Rádio e painel de instrumentos da versão de entrada poderiam ter visual mais moderno

Rádio e painel de instrumentos da versão de entrada poderiam ter visual mais moderno

IMPRESSÕES AO DIRIGIR - Em um trecho de cerca de 100 km, o ZAP Carros rodou com a versão de entrada (2.0, com tração 4×2), a qual a marca espera que seja responsável por cerca de 60% das vendas do modelo (a expectativa é de que a opção intermediária represente 30% e a topo de linha 10% do mix).

Embora o percurso não tenha apresentado muitos trechos irregulares, nos poucos desníveis do solo a suspensão pareceu bem ajustada. O SUV enfrenta curvas sem apresentar rolagem na carroceria.

O motor 2.0 é esperto e obedece bem o motorista em aceleradas e retomadas. O propulsor desenvolve bem sem precisar usar uma rotação muito alta. Aos 120 km/h, o conta giros marcou 3.000 rpm. O câmbio CVT colabora com o conjunto mecânico e oferece trocas macias e sem trancos. A direção é eletroassistida progressiva, o que facilita muito as manobras.

Passageiros encontram excelente espaço para as pernas. Revestimento do banco em couro, só para as versões mais caras

Passageiros encontram excelente espaço para as pernas. Revestimento do banco em couro, só para as versões mais caras

O acabamento é bem trabalhado. No painel de instrumentos falta um atrativo, no entanto. Ele é um pouco sem graça, o que não combina com um carro tão interessante quanto o RAV4. Ele merecia mais. Por fora ele é tão imponente… algumas linhas internas mais ousadas só teriam à acrescentar.

O espaço para os passageiros, sim, merece elogios. Mesmo com os assentos dianteiros posicionados na última posição para trás, quem senta no banco traseiro não passa aperto. Os que se acomodam na frente também não, pois há espaço de sobra para que o motorista e a pessoa que senta ao seu lado ficarem com as pernas confortáveis.

O motorista encontra boa posição ao dirigir, mas, quando o condutor coloca o banco mais para cima, a regulagem da coluna de direção não segue proporcionalmente. Ela sobe, mas não o suficiente para quem gosta de dirigir “nas alturas”.

Porta-malas é menor do que o do CR-V, com espaço de 476 litros

Porta-malas é espaçoso, mas é menor do que o do CR-V. O compartimento tem espaço de 476 litros

O espaço do porta-malas, de 476 litros, é muito bom, mas está longe de comportar tanto quanto o rival CR-V, que tem volume de 589 l.

A tampa do porta-malas melhorou muito sem o estepe preso a ela. Agora o compartimento tem abertura vertical; a geração passada ainda abria para o lado, o que dificultava a ação em estacionamentos de vagas pequenas. Além da visibilidade ter aumentado e diminuir o risco de roubo do equipamento, o proprietário vai encontrar muito mais praticidade ao abri-la.

Mesmo que a versão testada seja a mais barata da gama, ainda assim estamos falando de um carro que custa quase R$ 100 mil. Portanto, sente-se a ausência de itens como câmera de ré, assento do motorista com aquecimento e ajuste elétrico, bancos de couro e controle de velocidade de cruzeiro. Tais equipamentos estão presentes somente na opção intermediária e topo de linha.

* Viagem feita a convite da Toyota

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COMPARATIVO: Honda CR-V “atropela” Toyota RAV4

Comparativo: Range Rover Evoque impressiona pelo luxo, mas Volvo XC60 oferece melhor custo-benefício

Categorias: COMPARATIVOS, Land Rover, TESTES E AVALIAÇÕES, TODAS AS NOTÍCIAS, Volvo
Range Rover Evoque enfrenta Volvo XC60 e se garante com sua lista de equipamentos (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

XC60 tem motor 3.0 de 304 cv, enquanto o do Evoque é 2.0 de 240 cv. Ambos são turbo e a gasolina (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

Pode soar injusto comparar dois modelos de motorizações diferentes. Ao saber que um tem propulsor 2.0 16V, 4 cilindros, com potência de 240 cv, e o outro é 3.0 24V, de 304 cv e seis cilindros, qual você imagina que ganharia a briga? No duelo entre a versão mais luxuosa do Range Rover Evoque, a Prestige Tech Pack, e o Volvo XC60 na configuração topo de linha, a T6 R-Design, a vitória depende de qual é a prioridade que o leitor tem: conforto ou desempenho do motor.

Ao contrário do rival, XC60 não oferece acendimento automático de faróis

Ao contrário do rival, XC60 não oferece acendimento automático de faróis

É claro que a disputa é difícil, já que o XC60 tem motor de seis cilindros e é capaz de produzir torque de 44,9 kgfm, entre 2.100 e 4.200 rpm, enquanto o propulsor rival da Range Rover, de quatro cilindros, gera força de “apenas” 24,47 kgfm aos 5.500 rpm. Em relação ao preço, o modelo da Volvo também ganha, pois custa R$ 234.900, ou seja, cerca de R$ 10 mil a menos do que o Evoque, que nesta configuração sai por R$ 245 mil. Mas é em acabamento e equipamento que o SUV britânico se garante, além do fato de seu trem de força estar bem longe de decepcionar.

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Volvo acelera de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos; modelo da Range Rover atinge esta velocidade em 7,6 s

Tanto um quanto o outro oferece muitos mimos ao proprietário. Quem está disposto a pagar essa faixa de valor por um carro, quer ser mesmo paparicado - e nisso o SUV da Range Rover dá um baile. Um de seus equipamentos que mais impressiona é a tela de LCD, de 8 polegadas, que tem a tecnologia Dual View, na qual o passageiro pode assistir um filme no mesmo painel em que o motorista visualiza o GPS, simultaneamente. O XC60 também tem tela, mas é menor (5″), não é touchscreen e tampouco oferece o sistema Dual View.

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Com Controle de descida em declive, Assistente de partida em ladeira e Park Assist, Evoque mostra que é superior em itens de série, embora seja equipado com motor menos potente que o rival

No Evoque, os passageiros que sentam nos assentos traseiros também são bajulados com entretenimento, por meio de duas telas de LCD, cada uma instalada atrás do encosto de cabeça do banco da frente, com fones sem fio. O XC60 oferece o sistema como acessório a ser instalado pela concessionária, por R$ 7.299, sem interferência na garantia, assim como a câmera dianteira de estacionamento, que adiciona ao preço do SUV R$ 2.599. Somando esses valores, o utilitário esportivo da Volvo custa praticamente o mesmo preço do rival, mas oferece a vantagem de ter um motor mais potente.

Ambos têm teto panorâmico e, embora o equipamento do XC60 tenha a possibilidade de abrir, o do Evoque é maior, beneficiando também a vista de quem usa os assentos traseiros.

Evoque tem sistema de entretenimento para quem senta atrás. Quem quiser o mesmo benefício no XC60 terá de pagar R$ xxxx a mais do valor do carro

Evoque tem sistema de entretenimento para quem senta atrás. Quem quiser o mesmo benefício no XC60 terá de pagar R$ 7.299 a mais no valor do carro

Os dois candidatos enfrentam bem trechos off-road, já que têm tração integral. Para ganhar do modelo da Volvo nesta briga, o Range Rover se mune com armas que agradam muito o motorista, como o Terrain Response, que é um sistema que adapta os ajustes do motor, tração e câmbio, de acordo com as condições de aderência do piso escolhido, podendo ser ele areia, água ou pedras, por exemplo.

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Teto solar do XC60 tem opção de abertura

Em termos de tecnologia, o Evoque supera o inimigo. Controle de descida em declive (HDC), assistente de partida em ladeira (HSA) e Park Assist são outros itens que fazem com que o Evoque leve vantagem sobre o concorrente. O XC60, no entanto, reage e mostra que ele também tem o seu valor. Este modelo tem nos retrovisores o sistema BLIS, que detecta se há carros e motos nos pontos cegos. Tal item é bastante útil para evitar acidentes e faz falta no carro da Range Rover, que tem a visibilidade afetada pelo pequeno vidro traseiro.

Somente o XC60 traz o sistema BLIS, que, através do retrovisor, indica ao motorista se há algum carro ou moto no ponto cego

Somente o XC60 traz o sistema BLIS, que, através do retrovisor, indica ao motorista se há algum carro ou moto no ponto cego

Como já era de se esperar, em relação à motorização o XC60 vence o rival. Ambos são turbos e de injeção direta de gasolina, mas o Volvo consegue desenvolver um torque maior - o sueco oferece quase o dobro de força em menor rotação. Além disso, ao escolher o modo convencional de condução, a direção do Evoque se mostra um pouco mais “presa” do que a do concorrente. O britânico sai da imobilidade e chega aos 100 km/h em 7,6 segundos, contra a marca de 7,3 s que o sueco faz, de acordo com dados das respectivas montadoras.

A suspensão do XC60 aguenta bem na estrada, de maneira firme, mas na cidade ela se mostra um pouco mole - o que é comum encontrar em modelos desse porte, já que eles carregam muito peso. Já o Evoque consegue acertar mais e se adapta bem nos dois tipos de via, com uma direção mais firme e suspensão mais equilibrada. Os dois desafiantes respondem prontamente e é possível sentir a força do turbo a cada ultrapassagem e retomada.

Evoque mostra que tem habilidade para andar em qualquer tipo de pista, com o Terrain Response. O XC60 não oferece o sistema

Evoque mostra que tem habilidade para andar em qualquer tipo de pista com o Terrain Response. O XC60 não oferece o sistema

Os dois são equipados com câmbio automático de seis velocidades (há rumores de que o Range Rover ganhe transmissão automática de nove marchas em breve). Ambos oferecem trocas de marchas suaves e praticamente imperceptíveis, sem trancos. O Evoque sai em vantagem, porém, por trazer borboletas atrás do volante (paddle shift), que possibilitam as trocas manuais na própria coluna de direção. Este item confere mais esportividade ao SUV, que já traz um desenho mais ousado na carroceria.

Tela LCD do XC60 poderia ser touch, como o de seu concorrente

Tela LCD do XC60 poderia ser touch, como a de seu concorrente

O proprietário que gosta de espaço pode ficar balançado pelo XC60, já que ele traz um porta malas-maior, de 495 litros ante os 420 l que o Evoque comporta. O sueco também é maior em comprimento (4,62 metros, contra 4,36 m do SUV da Range Rover), em altura (1,71 m x 1,63 m) e entre-eixos (2,77 m x 2,66 m). Ele é mais pesado também, tendo 1.823 kg enquanto o concorrente tem 1.640 kg. A única medida que o Evoque ganha é em largura. Ele tem 1,96 m e o inimigo tem 1,89 m.

O sistema de som do Evoque é superior, com 17 auto-falantes - o XC60 tem apenas 8. O acabamento dos dois são luxuosos, com revestimentos em couro, principalmente o britânico, que preza pela elegância e capricha mais no material escolhido. O visual interno do Volvo é bonito, isso não há como negar, mas, quando comparado ao Evoque, fica um pouco ultrapassado. Já o Range Rover se mostra atento a cada detalhe, até na opção de mudar a tonalidade das luzes internas.

XC60 ganha no tamanho do porta-malas. O SUV tem capacidade para 495 litros, enquanto o Evoque oferece espaço para 420 l

XC60 ganha no tamanho do porta-malas. O SUV tem capacidade para 495 litros, enquanto o Evoque oferece espaço para 420 l

O consumidor que prioriza desempenho, espaço e preço, certamente vai mirar no modelo sueco. Porém, se a busca for por um modelo mais esportivo, moderno e recheado de tecnologia, o comprador irá preferir sair da loja com o Evoque. Como custo-benefício é um fator importante na decisão da compra de um automóvel, é o XC60 quem leva o troféu, embora seu rival tente usar todo o charme e habilidade para vencer a batalha.O SUV dos sonhos mesmo seria um utilitário equipado com o motor do XC60 e que ofereça, no mesmo carro, todo o luxo, graça e equipamentos de série presentes no Range Rover.

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Avaliação: Chevrolet Trailblazer 3.6 V6 cobra alto pelo conforto e bom desempenho

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Com a expectativa (otimista) de vender 350 unidades por mês da Trailblazer, a Chevrolet precisa se apressar, para triplicar e assim atingir o número que deseja até o fim do ano, pois no fechamento do mês de março, a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) registrou 196 unidades comercializadas do modelo, (em fevereiro o número era de 168 carros), o que dá a 22ª posição para o grandalhão entre os SUVs vendidos no País.

Trailblazer tem tração 4x4 (Fotos: Divulgação)

Seu melhor habitat é na estrada. A unidade testada marcou 10 km/l, em trechos rodoviário, com motor V6

A segunda geração da Blazer pode correr atrás de uma melhor colocação no ranking, pois, apesar do preço salgado (parte de R$ 145.450), ela tem predicados. São duas opções de trem de força: o robusto  3.6 V6, a gasolina, de 239 cv - avaliado por ZAP Carros, e  2.8 turbo diesel de 180 cv. Potência não falta, mas o peso do modelo (mais de duas toneladas - 2.087 kg para ser mais preciso) deixa a relação (levemente) conturbada nos arranques.  O seis cilindros reserva torque de 33,5 kgfm, disponíveis aos 3.500 giros, no entanto, mesmo com o câmbio automático de seis velocidades (de marchas longas para aproveitar melhor cada troca), ele não esconde o peso, e se torna vagaroso até embalar a velocidade.

SUV

Trailblazer é veículo nacional mais caro do País

Os quilinhos a mais são lembrados nas ultrapassagens, quando o motorista espera mais desempenho e velocidade, a Trailblazer não entrega o esperado. Não te deixa na mão, mas é um pouco lenta por ter um motor seis cilindros. Por outro lado, todo esse tamanho (4,87 metros de comprimento, 1,84 m de altura, 1,90 m de largura e 2,84 m de entre-eixos) tem seus méritos. O conforto a bordo e o espaço interno são pontos fortes. O modelo, que só está disponível na versão LTZ - topo de linha, leva até sete passageiros que não precisam se preocupar em disputar área. Mesmo na última fileira, rebaixada facilmente quando necessário, o conforto é bem aceitável para a situação (adultos cabem ali, mas crianças ou pessoas de menor estatura se acomodam melhor).

Porta

Com todos os assentos em uso, sobra para o porta-malas um espaço de 235 litros

As saídas de ar para cada uma das três fileiras são “abençoadas”, pois nos dias de muito calor e com o carro cheio de gente, elas fazem a diferença. A tecnologia investida no SUV contribui muito no trânsito, como o GPS, disponível na tela multimídia de LCD (sensível ao toque) e sensor de estacionamento com câmera de ré. O acabamento agrada sem pontos de rebarba, no plástico de boa qualidade, usado na cabine. O material é agradável ao toque, no entanto poderia  mais detalhes requintados.

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O acabamento é semelhante ao da picape S10. A tração 4×4 também faz parte do SUV

A ergonomia de forma geral é atraente com seus comandos intuitivos e próximos das mãos, assim como a posição alta para dirigir, ajustado por botões elétricos. Falta, porém, uma regulagem de profundidade do volante. Um pênalti em um modelo que parte de R$ 145.450. Na opção com trem de força a diesel, de mesmo acabamento, a situação se agrava, pois não traz o item e custa R$ 175.450.

GM está carente de uma versão mais barata do modelo

GM está carente de uma versão mais barata do modelo

A visibilidade é excelente e a familiaridade com a picape S10 (a versão mais cara parte de R$ 132.310) está logo quando se acomoda atrás do volante. Se o motorista prestar atenção e não olhar, por um instante, o retrovisor central, pode desconfiar que aquele modelo é a picape da marca. A suspensão é semelhante à do modelo de caçamba, que apesar de ser calibrada para carregar peso, deixa que a carroceria role com facilidade; nada que chegue a comprometer a segurança. As pancadas do asfalto são amortecidas de maneira mais “molenga” e, dependendo do buraco no chão, o SUV chacoalha seus passageiros.

Acabamento não apresenta falhas. Cabine oferece conforto e tecnologia

Acabamento não apresenta falhas. Cabine oferece conforto e tecnologia

Seu habitat é na estrada, onde desempenha melhor e consome menos. Nas grandes cidades, reféns de trânsito, o grandalhão gasta tanto, que em um piscar de olhos o seu marcador de combustível muda de lado e te obriga a parar no posto. Apesar da montadora não revelar o consumo, a unidade testada fez 10 km/l na estrada - sua melhor marca.

Há rumores de que uma versão mais barata da Trailblazer seja vendida no mercado nacional. Não há nada confirmado, mas essa “jogada” pode ajudar a marca a aumentar a posição no ranking, que hoje não tem tanto destaque, principalmente, pelo seu alto preço. Um motor flex e uma opção de apenas cinco lugares, por exemplo, pode fazer a diferença. O rival da Mitsubishi, a Pajero Dakar, já é oferecido com propulsor flex e sete lugares, por R$ 137.990.

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