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Recheado de itens de série, Chery Celer parte de R$ 35.990

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Chery Celer está disponível na versão hatch (R$ 35.990) e sedã (R$ 36.990) (Fotos: Divulgação)

Chery Celer está disponível na versão hatch (R$ 35.990) e sedã (R$ 36.990) (Fotos: Divulgação)

O mercado de hatches e sedãs se tornou mais competitivo nos últimos meses com a chegada do Chevrolet Onix, Prisma, Hyundai HB20 e HB20S. Agora é a vez do Chery Celer entrar na briga.

Ao contrário das montadoras rivais, a marca chinesa apresenta de uma vez o modelo com os dois tipos de carroceria, sendo que o hatch custa R$ 35.990 e o sedã R$ 36.990. As duas opções são equipadas com o motor 1.5 16V flex, de 108 cv. De acordo com a fabricante, o propulsor é capaz de desenvolver torque de 14 kgfm aos 3.000 rpm e alcançar velocidade máxima de 160 km/h.

Tanto o Celer hatch quando o sedã tem pneu 185/60 em rodas de liga leve aro 15"

Tanto o Celer hatch quando o sedã têm pneus 185/60 em rodas de liga leve aro 15"

Para tentar encarar a disputa com dignidade, além de oferecer cinco anos de garantia sem limite de quilometragem, a chinesa investe em um atrativo especial: a vasta lista de equipamentos de série. A Chery usa como seu grande trunfo o fato do carro não vir “pelado”. Para ganhar o gosto do consumidor, ele é recheado de itens como air bags, ar-condicionado, alarme, freios ABS com EBD, sistema de som com entrada USB, chave tipo canivete, desembaçador traseiro, direção hidráulica, farol de neblina e conjunto de vidros, trava e retrovisores elétricos, entre outros. O Celer é equipado somente com transmissão manual de cinco velocidades, não oferecendo opção de câmbio automático.

Celer vem com  maçanetas e retrovisores externos na mesma cor da carroceria

Celer vem com maçanetas e retrovisores externos na mesma cor da carroceria

Por enquanto, o modelo ainda é importado da China, porém, a partir do ano que vem sua produção deve começar a ser feita na fábrica da Chery que está sendo construída em Jacareí (SP). O Celer é comercializado em 14 países e foi adequado para atender o gosto do brasileiro e de suas ruas. Assim como o acabamento interno, o motor, o sistema de som e a transmissão sofreram uma “tropicalização”, ou seja, uma adaptação para servir este mercado.

Após apresentar o carro no Salão do Automóvel de São Paulo de 2012, a marca havia programado a chegada do Celer para dezembro do ano passado, mas encontrou dificuldades para importar o modelo. A expectativa da Chery é de vender em torno de 7 mil unidades do modelo no Brasil em 2013, sendo 75% deste total destinado à opção hatch e os outros 25% para o sedã.

Porta-malas do sedã tem capacidade para 450 litros; hatch tem bagageiro de 380 l

Porta-malas do sedã tem capacidade para 450 litros; hatch tem bagageiro de 380 l

IMPRESSÕES AO VOLANTE- A reportagem do ZAP Carros teve a oportunidade de avaliar a versão hatch em um trecho de cerca de 80 km. O percurso proposto pela Chery foi em rodovia e evitou trechos com muitos obstáculos. Nos poucos buracos encontrados pela via, o Celer mostrou que a suspensão poderia ter sido ainda mais adaptada às ruas brasileiras; ela ainda é um tanto “molenga” para as nossas estradas. De dentro do carro, tanto o motorista quanto os passageiros podem sentir o impacto de pisos irregulares, ao serem chacoalhados.

Banco do motorista tem ajuste em 6 posições; coluna de direção tem regulagem de altura, mas não de profundidade

Banco do motorista tem ajuste em 6 posições; coluna de direção tem regulagem de altura, mas não de profundidade

Em algumas situações na estrada, a resposta à frenagem demorou um pouco para acontecer. Ao pisar fundo no acelerador, o hatch também não respondeu prontamente, embora tenha mostrado um bom desempenho assim que ganhou força. O motor ganha potencial e começa a mostrar trabalho de forma lenta. A partir dos 100 km/h, o motorista sente insegurança em correr mais, pois o acerto da direção hidráulica é muito leve. É necessário segurar o volante com mais firmeza do que o comum para não perder o controle facilmente.

O espaço interno é bom e acomoda de modo confortável dois passageiros adultos no banco de trás. Assim como a versão sedã, o hatch oferece 2,52 metros de entre-eixo, 1,68 m de largura e 1,49 m de altura. O comprimento do três volumes é, obviamente, maior que o hatchback, tendo 4,26 m enquanto o irmão menor mede 4,13 m. O motorista encontra boa ergonomia e também ótima visibilidade.

Forro do porta-luvas fica solto e prejudica aparência do interior do veículo (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

Forro do porta-luvas da unidade testada fica solto e prejudica aparência do interior do veículo (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

A concorrência no quesito acabamento com o Onix e HB20 parece até injusta, já que o chinês está longe de apresentar o mesmo capricho que os rivais oferecem. O hatch é equipado com um painel bonito e o material utilizado é suave ao toque. No entanto, a unidade avaliada apresentou muitas peças com rebarbas e mal-encaixadas, como o porta-luvas, por exemplo. Debaixo deste compartimento é possível ver o forro pendurado, o que demonstra pouca preocupação com a aparência. A alavanca de ajuste do banco do motorista é outro ponto que  também poderia receber mais atenção, pois a barra de ferro que faz a regulagem não acompanha uma capa protetora.

Ar condicionado é eficiente, mas "transpira". Ao ficar ligado debaixo do sol, equipamento criou algumas gotas de água ao redor (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

Ar-condicionado é eficiente, mas "transpira". Ao ficar ligado debaixo do sol, equipamento criou algumas gotas de água ao seu redor (Foto: Olivia Caires/ZAP Carros)

A observação que se faz é de que não adianta se gabar por ser um carro completo, quando ele peca em acabamento e não transmite tanta segurança ao motorista. O tamanho do porta-malas, sim, merece elogios, principalmente a opção hatch. Esta opção tem capacidade para 380 litros, enquanto o HB20 comporta 300l e o Onix 280 l. A versão sedã do Celer tem bagageiro de 450 l, ou seja, o mesmo tamanho que o três-volumes da Hyundai.

* Viagem feita a convite da Chery

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Veja a avaliação do Chery S-18, primeiro chinês de motor flex

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Logo ao sentar no banco do motorista e girar a chave no contato, fica fácil perceber porque a Chery escolheu o S-18 para ser seu primeiro flexível. Em termos de qualidade de construção e dirigibilidade, o compacto tabelado a R$ 31.990 é o melhor produto da marca no País.

Chery S18 (Fotos: Jornal do Carro)

Chery S18, o primeiro modelo da marca a ter motor flex (Fotos: Jornal do Carro)

Com motor 1.3 Acteco Flex, que gera até 91 cv de potência e 13 kgfm de torque (com etanol), ele também é o flexível pioneiro produzido na China. Como é comum nos carros chineses, o S-18 vem completinho. De série há ar-condicionado, direção hidráulica, espelhos, vidros e travas elétricos, ABS, air bags frontais, toca-CDs e MP3 com entrada USB, regulagem de altura de volante e faróis, além de rodas de liga leve de 14 polegadas. Não há opcionais.

Embora mostre evolução a cada lançamento, a Chery continua a cometer erros de principiante. Com apenas 165 km rodados, a unidade testada do S-18 estava com a direção desalinhada para a direita. Bastou pegar uma rua esburacada para surgirem ruídos na tampa do porta-luvas e “grilos” no painel. A manopla do câmbio gira com o uso contínuo e o acionamento do alarme falhou várias vezes durante a avaliação.

Hatch

Hatch vem recheado de itens de série

O painel causou estranheza. É esquisito guiar e não ter os mostradores acima do volante. Isso não é um defeito, mas uma questão de hábito - essa solução também está no Xsara Picasso, por exemplo. E por falar em Citroën e painel, ele é digital, de fácil leitura, e traz um conta-giros igualzinho ao do hatch C3.

Fora isso, o acabamento é honesto. Não há tantas rebarbas como em outros chineses, inclusive da própria Chery, e as saídas de ar em forma de turbina dão charme à cabine do S-18. Um dos pontos negativos são os comandos do ar-condicionado, que aparentam fragilidade.

Painel de instrumentos é localizado no centro do carro

Painel de instrumentos é localizado no centro do carro

O motor é esperto e gera força suficiente para levar o carro com desenvoltura em retas e subidas leves. Já em aclives acentuados o torque máximo entra tarde, às 4.600 rpm. É preciso “descer” as marchas e ter paciência. O 1.3 é áspero acima das 3 mil rpm, mas o isolamento acústico é bom. O mesmo não se pode dizer do ruído de rodagem - como os vidros são finos, o barulho reverbera sem cerimônia.

Os pedais são muito finos, os bancos não têm abas - o corpo escorrega - , e a carroceria rola muito nas curvas. Em contrapartida, a estabilidade agradou.

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Por R$ 22.990, Chery QQ é o mais barato do Brasil

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Chery Face QQ chega às lojas (Fotos: Divulgação)

Chery QQ é "inspirado" no coreano Daewoo Matiz (Fotos: Divulgação)

A Chery apresenta seu modelo mais “fofo” (significado do nome QQ em português), dotado de motor 1.1 16V, a gasolina, capaz de gerar 68 cavalos. Seu destaque mais óbvio é o preço, seguido de uma recheada lista de itens de série - suas principais armas contra seus rivais. Com design que lembra os desenhos animados asiáticos, tem dianteira sorridente, efeito conseguido com a junção das linhas que separam o capô do para-choque frontal.

É um dos poucos casos em que o clone é mais belo que o original. Há uma clara inspiração nas linhas do Daewoo Matiz, marca pertencente à General Motors. De qualquer forma, as formas bem-sucedidas não se espalham para o restante do carro.

Apenas quatro pessoas vão com conforto. Há pouco espaço para as pernas.

Apenas quatro pessoas vão com conforto. Há pouco espaço para as pernas.

O supercompacto (3,50 metros de comprimento, 1,49 m de largura, 1,48 m de altura e 2,34 m de entreeixos) é a opção mais barata e com mais equipamentos de fábrica no mercado. Seu concorrente, o Effa M100, por exemplo, custa R$ 25.980; Volkswagen Gol (R$ 27.530) e Fiat Mille Economy (R$ 23.220) também disputam espaço com o recém lançado. O Chery QQ é o único que vem de série com freios ABS, ar-condicionado, direção hidráulica, air bags duplos, faróis de neblina, toca-discos com MP3 e entrada USB, vidros, travas e retrovisores elétricos.

Design da traseira não tem sintonia com a frente

Design da traseira não tem sintonia com a frente

Visto de lado, as caixas de roda parecem ser altas demais para os pneus 155/65 de 13 polegadas, o que logo chama a atenção em um primeiro contato.

No teste de rodagem, o motor 1.1 parece sofrer para carregar tantos acessórios, sobretudo quando há mais de uma pessoa a bordo. A suspensão e o conjunto mecânico ainda precisam de acertos para dar mais confiança nas curvas, já que a carroceria rola excessivamente. O câmbio de 5 marchas de engates imprecisos é incômodo, bem como o pedal de freio.

Acabamento em plástico (em excesso); painel se destaca

Plástico está por todo o lado no interior do QQ. Painel de instrumentos se destaca

Em um breve test drive, pudemos conhecer um pouco do “Quê Quê” (pronúncia do modelo QQ), que tem grandes expectativas de vendas. A Chery espera comercializar 12 mil unidades do carrinho até o final do ano. Espaço interno é coisa rara. No entanto, por ser um supercompacto, não é possível esperar milagres. O porta-malas tem capacidade para 190 litros (o Gol, como comparação, tem volume para 285 l).

Na parte interna o acabamento é todo de plástico e o tecido dos bancos é bem inferior aos modelos de sua categoria. O painel de instrumentos mostra-se mais completo que os rivais, dispondo de indicador de consumo e computador de bordo.

AGENDA - Ele estreia no País em versão única e já no ano que vem chega com opção de motor bicombustível, que está em desenvolvimento pela Magneti Marelli. A fábrica é outra novidade da marca e começa a ser construída em julho na cidade de Jacareí (SP). Com a agenda cheia, a Chery anunciou os próximos carros que desembarcarão por aqui, as versões automáticas do Cielo e Tiggo, que chegam em agosto e julho, respectivamente. E o Fulwin 2 - hatch e sedã - (que aqui terá outro nome), programado para chegar em outubro com motor 1.5 flex. A última novidade é a adoção do sistema flex no Face.

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Chery Face tem custo-benefício atraente, mas deixa a desejar

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Chery Face tem custo-benefício atraente, mas deixa a desejar

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“O brasileiro é o consumidor mais exigente do mundo”, disse Luis Curi, CEO da Chery no Brasil, durante a apresentação do novo compacto da marca chinesa em Itu, São Paulo.  No entanto, o Chery Face ainda peca no acabamento e no desempenho.  O preço (R$ 31.900) é um dos poucos pontos fortes da grande aposta da marca no País, já que os líderes em vendas na categoria - Volkswagen Fox, seguido por Ford Fiesta, Chevrolet Agile e Renault Sandero - incluindo os itens oferecidos pela Chery, podem custar aproximadamente R$ 45 mil.

(Foto: Divulgação)

Chery Face não esconde o DNA de carro chinês (Fotos: Divulgação)

Apesar de desenvolvido pelo renomado estúdio italiano Bertoni, o Chery Face não escondeu seu DNA de carro chinês. Considerado hatch compacto, ele poderia muito bem ser chamado de mini monovolume, devido à mistura de visual minivan e dimensões acanhadas.
 
Os faróis dianteiros são grandes e o capô não apresenta vincos marcantes. A lateral também é lisa, com apenas um friso inferior digno de menção. A traseira, também sem traços marcantes, destaca-se pelas lanternas avantajadas. No teto, para dar impressão de porte superior, barras longitudinais.

Acabamento deixa a desejar (Foto: Verônica Lima)

Acabamento sem capricho (Foto: Verônica Lima)

Internamente, o acabamento do terceiro lançamento da marca chinesa no Brasil ainda deixa a desejar em alguns pontos. O tecido que reveste o painel das portas e parte dos bancos sugere qualidade inferior. Algumas peças plásticas apresentam encaixes desajustados. Falta o capricho encontrado nos veículos de marcas tradicionais como Ford, GM e Volks.

A posição de dirigir é elevada. Seria agradável se não fosse o banco do motorista estreito e apertado. Atrás, o Face leva apenas dois passageiros. Três seria um exagero devido a largura acanhada. As pernas, por sua vez, viajam numa boa. Ponto para o chinês!

Foto

Posição de dirigir é elevada

Rodando, o Chery Face deixa a desejar. O motor 1.3 16V é fraco nas arrancadas e retomadas. O torque de 11,4 mkgf entre 3.500 rpm a 4.500 rpm parece pouco para os 1.415 quilos. E os 84 cv são insuficientes para garantir bom desempenho. Com dificuldades atingimos os 80 km/h - destaque negativo para barulho elevado dentro da cabine.
 
O câmbio de cinco velocidades tem bons engates, apesar de duros. Os freios merecem atenção especial. O pedal é fundo e desconfortável. Já a suspensão é dura e pouco confortável.

Foto

Traseira não apresenta traços marcantes

O Face tem excelente custo-benefício. Pode - e deve - conquistar compradores por isso. Mas como automóvel, ainda falta melhorar muito em muitas coisas. Conjunto mecânico principalmente.

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Versões hatch e sedã do Chery Cielo chegam pelo mesmo preço

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De acordo com a fabricante, o Cielo vem para brigar no segmento de carros médios, na faixa do R$ 50 mil, e seus principais concorrentes serão  Ford Focus e Hyundai i30 (Fotos: Divulgação)

De acordo com a fabricante, o Cielo vem para brigar no segmento de carros médios, na faixa dos R$ 50 mil, e seus principais concorrentes serão Ford Focus e Hyundai i30 (Fotos: Divulgação)

O utilitário esportivo Chery Tiggo (leia avaliação) marcou a estreia da montadora chinesa no Brasil, mirando no Ford EcoSport. Agora, o alvo dos chineses é o concorrido mercado de hatches e sedãs médios. O Cielo já está à venda nas duas configurações, ambas com preço sugerido de R$ 41.900. O lançamento foi realizado com atraso, segundo a fabricante, pois esperavam apresentar o carro com motor flex, mas a tecnologia bicombustível não ficou pronta em tempo hábil.

No Brasil o nome do modelo é Cielo e foi escolhido por meio de um concurso; na China ele foi batizado de A3

O nome Cielo foi escolhido por meio de um concurso. Na China é batizado de A3

Porta-malas do sedã tem capacidade para 395 litros

Porta-malas do sedã tem capacidade para 395 litros

As duas opções também trazem sob o capô a mesma motorização, a 1.6 16V, a gasolina, de 119 cv. Por ora, só há transmissão mecânica (de cinco marchas). Em relação aos itens de série, o modelo chega com air bag duplo, ABS com EBD (Distribuição Eletrônica de Frenagem), sensor de ré e ar-condicionado. Há também ajuste de altura do volante, vidros, travas e espelhos retrovisores com acionamento elétrico e rodas de liga leve de 16 polegadas.
Cielo hatch deve corresponder por 70% das vendas do modelo, de acordo com a Chery

Cielo hatch deve corresponder por 70% das vendas do modelo, de acordo com a Chery

As medidas  do hatch e do sedã são essas: comprimento - 4.280 mm (hatch); 4.352 mm (sedã), largura - 1.792 mm (hatch); 1.794 mm (sedã) e altura - 1.467 mm (hatch); 1.464 mm (sedã). Pelo mesmo preço e mesmos equipamentos, decidir por qual versão levar  é realmente uma questão de gosto. Porém, de acordo com a fabricante, o hatch deve corresponder por 70% das vendas. A previsão é de comercializar 2.000 unidades do modelo.

O design é um ponto a favor do lançamento chinês

O design é um ponto a favor do lançamento chinês

Test drive - O ZAP Carros teve a oportunidade de avaliar o Cielo sedã num percurso de 15 km, em Indaiatuba (SP). A versão três-volumes do chinês não impressiona no rodar. Falta fôlego ao propulsor. O motor só começa a trabalhar bem acima dos 3 mil giros. Fraco, o veículo precisa que o motorista reduza a marcha muitas vezes até pegar ritmo.

Os engates da transmissão agradam, mas o condutor chega a estranhar o desenho quadrado da alavanca sempre que se faz necessário a mudança de marcha. A localização do freio de mão também não é algo comum, já que, apesar de estar entre os bancos da frente, fica muito mais próximo do passageiro. No início é estranho; com o tempo o motorista deve se acostumar.

Há alguns porta-objetos para oferecer conforto aos ocupantes

Há alguns porta-objetos para oferecer conforto aos ocupantes

Aproveitando o tema design interno, este não é um dos pontos altos do carro. Nota-se plástico (com rebarbas) em quase todas as áreas. O problema não se torna só visual, pois as peças frágeis e mal encaixadas chegam a causar ruído enquanto o modelo está em movimento. O isolamento acústico cumpre seu papel, no entanto,  ainda pode ser melhorado.

O espaço interno é bom para quatro pessoas andarem com conforto

O espaço interno é bom para quatro pessoas andarem com conforto

A posição de dirigir também não é das melhores, isso se justifica pela falta de ajuste de altura do banco do motorista, ausência da regulagem de profundidade do volante e pelo formato do encosto do assento, que não ”recebe” de forma agradável o corpo do condutor.

EXTERIOR - As lanternas traseiras do hatch são um charme à parte e dão um toque bem moderno ao veículo. As do sedã já seguem uma linha um pouco mais conservadora, mas também têm harmonia com o restante do estilo. A frente é igual em ambas as versões, “bem resolvida”.

A carroceria tem um belo desenho que chama atenção. Porém, o produto não segue a mesma qualidade da embalagem. Por fora, pensando apenas no visual, dá para arriscar que o modelo fará sucesso em vendas. Por dentro, na hora de rodar, o consumidor pode se decepcionar. O fato é que a marca ainda está engatinhando por aqui e tem muito a melhorar para disputar de igual para igual com seus concorrentes.

SALÃO DO AUTOMÓVEL - Para o evento deste ano, a Chery pretende trazer cerca de cinco modelos - G6, B11, H13, S18 e QQ - além do elétrico EV1. Até  fim de dezembro, a expectativa é vender 10 mil carros (sendo 2.000 Cielo, 3.000 Tiggo e 5.000 Face).  Os três já estão à venda nas concessionárias. O lançamento oficial do Face - que disputará mercado com o VW Fox - será no próximo mês.

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