Após o lançamento do Fiat Freemont, que ficou muito parecido com o SUV da Dodge no qual se baseia, a Chrysler - que representa a marca no Brasil - lançou na sexta-feira (25) o modelo 2012. Quem esperava por uma grande modificação no visual, pode não ficar totalmente satisfeito. No entanto, o Journey aposenta seu motor 2.7 l V6 de 185 cv para ganhar um trem de força mais potente, o Pentastar de 3.6 litros V6 de 280 cv, de câmbio automático de seis marchas.

Propulsor é o mesmo que equipa a Grand Cherokee (Fotos: Divulgação)
Lançado no País em 2008, o modelo familiar era oferecido em três versões (SE, SXT e RT); agora a montadora só comercializará duas, a SXT e a RT. As configurações partem de R$ 97.500 e de R$ 107.900, respectivamente, e miram consumidores de outros utilitários, como Chevrolet Captiva e até mesmo o Fiat Freemont - o que pode gerar uma briga em família, apesar da Chrysler e da Fiat afirmarem que não, pois para o grupo quem opta pelo Journey paga mais de R$ 15 mil para ter o prestígio, o status e a tecnologia que a marca americana traz como diferencial. Na hora de assinar o cheque, o consumidor deve colocar essas vantagens no papel e pensar se, para ele, vale ou não fazer negócio.

A suspensão também foi recalibrada e se adaptou bem ao solo brasileiro
O Dodge Journey 2012 passou por reestilização e recebeu novos parachoques; na frente, nota-se a entrada de ar e faróis de neblina , além do logo da fabricante na grade frontal. Já atrás, o duplo escapamento e as lanternas de LED são o diferencial. No interior, algo soa bem familiar, no instante em que se entra, percebe-se que o painel é o mesmo do SUV da Fiat. Espaço interno e conforto continuam a ser oferecidos a bordo, assim como ótima ergonomia e visibilidade.

Ambas as configurações trazem sete assentos
O novo Journey dispensa o uso de chaves, para dar a partida ou desligar o motor o motorista precisa apertar um botão (localizado no painel), o sistema (herdado do Challenger) funciona pela presença da chave, que basta estar por perto. Entre outros aparatos tecnológicos, ele traz um recurso multimídia, que funciona por meio de uma tela touch screen, com Bluetooth e entrada USB. Além disso, os passageiros podem ficar bem tranquilos em relação à segurança. Graças aos diversos equipamentos, como assistente de frenagem, controle de estabilidade, controle de tração, controle anti-rolagem da carroceria, assistente de segurança em subidas e seis air bags.

Botão do volume do rádio não é bem localizado. Fica ao lado do comando do ar-condicionado, longe do restante do sistema de áudio
NA PRÁTICA - O ZAP Carros avaliou a novidade, que sob o capô traz um motor que adora ser provocado. Como todo V6, ele é silencioso e seduz o motorista o tempo todo para pisar no pedal da direita e, dessa maneira, provar do que o 3.6 l de 280 cv é capaz. O crossover, que só pode ser abastecido com gasolina, tem um bom desempenho na estrada, conforme o esperado. São 34,9 Kgfm a 4.350 rpm. Porém, seus 1.981 kg, deixam claro que seu peso incomoda em algumas situações, como a de retomadas. Nada que desanime o condutor, pois este está consciente que o Journey não é um esportivo e, sim, um veículo familiar com um toque de diversão. Em comparação com seu sósia da marca italiana, ele é bem mais rápido - faz de 0 a 100 km/h em 8 segundos contra os 12,9 s do Freemont - tudo justificado pelo seu motor potente.
Com a expectativa de vender 2.500 unidades por ano (a Fiat planeja 1.500 modelos Freemont por mês), a marca se preocupa com alguns itens que fazem falta, mas que por ora não serão oferecidos por problema com os fornecedores de peça. “No fim do projeto era para ter GPS, mas o fornecedor que era do Japão (país prejudicado com catástrofes este ano) não pode mandar. Mais para frente o Journey terá uma tela de 8″ no painel”, afirma Luis Tambor, Diretor de Vendas e Marketing da Chrysler.

Um dos itens de acabamento que diferencia as versões é o teto solar, que vem no modelo topo de linha
Com a promessa desse equipamento, a câmera de ré, o navegador e o sensor de estacionamento devem fazer parte do modelo em 2012. Porém, não foram só esses itens que tiveram a ausência esquecida. Durante o percurso, um freio de mão eletrônico fez falta e, aliás, poderia substituir o “freio de pé” sem dúvida alguma. A sugestão combina com o restante da ideia de oferecer comodidade, por meio de tecnologia.
Faltam também hastes atrás do volante para troca de marcha de modo manual, principalmente com um motor seis cilindros, de pegada mais esportiva. Apesar da transmissão automática oferecer as trocas na própria alavanca, isso não satisfaz o motorista que gosta de algo mais audaz.
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