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Dodge Durango chega ao Brasil e Jeep Grand Cherokee ganha novo motor

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Ao mesmo tempo em que a quarta geração do Jeep Grand Cherokee apresenta sua nova opção de motor turbodiesel, o Dodge Durango chega ao País. Produzido em Detroit, nos Estados Unidos, o Durango é um utilitário esportivo para quem tem família grande; ele tem espaço para levar sete pessoas.

Dodge Durango tem 5,07 metros de comprimento, 1,92 m de largura, 1,80 m de altura e 3,04 m de distância entre-eixos (Fotos: Divulgação)

Dodge Durango tem 5,07 metros de comprimento, 1,92 m de largura, 1,80 m de altura e 3,04 m de distância entre-eixos (Fotos: Divulgação)

O Durango veio para concorrer com o Mitsubishi Pajero Full HPE e está disponível em duas versões, a Crew (R$ 179.900) e Citadel (R$ 199.900), ambas com tração integral permanente. O utilitário compartilha a mesma plataforma do Grand Cherokee. Ele é equipado com motor Pentastar V6 3.6, de 24 válvulas, a gasolina e entrega potência de 286 cv. O propulsor é capaz de desenvolver torque de 35,4 kgfm aos 4.300 giros.

Um dos pontos altos que a montadora destaca a seu respeito é o consumo. Com autonomia para dirigir cerca de 882 km sem precisar abastecer, segundo a Dodge, o Durango chega a fazer 6,8 km/l  na cidade e 9,8 km/l na estrada. O tanque do veículo tem capacidade para 93,1 l de combustível.

Porta-malas do Durango tem capacidade de 490 litros, quando os bancos traseiros não estão reclinados. A abertura do compartimento é elétrica

Porta-malas do Durango tem capacidade para 490 litros, quando os bancos traseiros não estão reclinados. A abertura do compartimento é elétrica

O SUV tem suspensão independente nas quatro rodas, além de direção assistida e controle eletrônico de estabilidade (ESC). Para aumentar a segurança dentro da cabine, o SUV conta com seis airbags, freios ABS, assistente de partida em subida e limitador eletrônico de rolagem da carroceria, que, de acordo com a marca, aciona os freios em situações extremas.

A versão de entrada é recheada de itens de série. O Durango já sai da fábrica equipado com câmbio automático de cinco marchas, ar-condicionado de três zonas, bancos de couro (os dianteiros têm ajuste elétrico), câmera de estacionamento traseiro,  coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, conjunto de vidro, trava e retrovisor elétrico, volante com comandos de áudio, telefone, computador de bordo e controle de velocidade, rodas de alumínio de 18″, sistema multimídia com tela LCD de 6,5″, leitor de DVD e HD interno com capacidade de 30 GB.

A expectativa da montadora é vender 700 unidades do Durango este ano, sendo 40% da versão Crew e 60% da Citadel

A expectativa da montadora é vender 700 unidades do Durango este ano, sendo 40% da versão Crew e 60% da Citadel

A configuração mais cara, a Citadel, acrescenta alguns detalhes cromados e equipamentos como faróis de xenônio com nivelamento automático, rodas de alumínio de 20″, teto solar elétrico e tela traseira de DVD de 10″ com controle e dois fones de ouvido sem fio.

Jeep Grand Cherokee - O modelo 2013 do SUV, que está em sua 4ª geração, traz nova opção de motor turbodiesel por R$ 219.900. O propulsor 3.0 V6 que equipa o Grand Cherokee tem potência de 241 cv e é capaz de gerar torque de 56 kgfm entre 1.800 a 2.800 rpm.

Jeep Grand Cherokee ganha motor turbodiesel 3.0 V6, de 241 cv

Jeep Grand Cherokee ganha motor turbodiesel 3.0 V6, de 241 cv

O novo motor está disponível apenas na versão Limited, que é a mais completa da linha. Esta configuração oferece câmbio automático de cinco marchas, controle de tração, controle eletrônico de estabilidade, air bags, teto solar elétrico, tração 4×4 permanente, entre outros atrativos.

O modelo é considerado o mais luxuoso da família Jeep e a marca espera vender mil unidades do Grand Cherokee com motor diesel este ano.

IMPRESSÕES - O ZAP Carros avaliou a versão topo de linha do Durango, a Citadel. Apesar de todo o seu peso (2.312 kg) e comprimento (5,07 m), o motor 3.6 V6 consegue impulsionar o veículo sem grandes dificuldades. O câmbio trabalha bem e as trocas de marchas são quase imperceptíveis. O controle eletrônico de estabilidade, em harmonia com a direção assistida e tração nas quatro rodas, deixa o veículo bastante estável na estrada.

Grand Cherokee mede 4,82 m de comprimento, 1,76 de altura, 1,94 m de largura e 2,91 de entre-eixos

Grand Cherokee mede 4,82 m de comprimento, 1,76 de altura, 1,94 m de largura e 2,91 de entre-eixos

Por esse valor, o painel do veículo de sete lugares poderia ter recebido mais capricho. A impressão que se tem é que o motor potente conquistou toda a atenção da marca e o design interior ficou carente. O material utilizado para revestir o painel é simples, sem muita graça.

Para um carro que custa R$, visual do painel poderia ter recebido mais capricho

Como é um carro que parte de R$ 179.900, visual do painel do Durango poderia ser mais sofisticado

Enquanto isso, o Jeep Grand Cherokee esbanja luxo, mas, particularmente, exagera ao misturar material que imita madeira com detalhes cromados. O acabamento do modelo falha em algumas peças mal encaixadas, como o plástico que reveste internamente a coluna A. A unidade avaliada apresentou rebarbas nesta área.

Interior do Cherokee mistura imitação de madeira e cromados

Interior do Cherokee mistura imitação de madeira e detalhes cromados

O novo motor diesel do Grand Cherokee, no entanto, ganha toda a atenção do motorista. O propulsor não faz aquele típico barulho que fazem os trens de força que são movidos a este tipo de combustível. Ele responde bem a cada acelerada e faz ultrapassagens com louvor. Sua suspensão também se mostrou bem acertada, mesmo em trechos mais difíceis do percurso off-road no qual o carro foi submetido.  O ângulo de saída (26°) e o de entrada (26,3°) favorecem muito as subidas e descidas, fazendo com que o SUV não encostasse o parachoque no chão em nenhum momento, mesmo nos percursos mais íngremes.

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Dodge Journey SE comporta cinco passageiros (Fotos: Ulisses Cavalcante)

Dodge Journey SE comporta cinco passageiros (Fotos: Ulisses Cavalcante)

O Dodge Journey SE é a nova versão do crossover familiar que a montadora americana passa a oferecer no Brasil, juntando-se às configurações SXT e R/T. Para ficar mais em conta, o modelo perdeu os assentos rebatíveis no porta-malas e as rodas de liga leve. No entanto, continua a oferecer um bom pacote de equipamentos por R$ 85.900.

O motor é o mesmo 2.7 V6 que equipa outros modelos da empresa. Desenvolve 185 cavalos e torque de 25,5 kgfm. Apesar dos bons números, o destaque é a transmissão de seis velocidades, que traz agilidade ao Journey, além de oferecer engates suaves e explorar o motor mantendo a rotação baixa. Isso favorece a maciez de rodagem e o silêncio no interior.

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Típico americano, o Journey tem suspensão macia e pedal de freio “borrachudo”, ou seja, com curso longo e pouco direto. No começo incomoda quem gosta de precisão, mas seus passageiros não levaram sustos com frenagens bruscas. Isso não significa que não seja eficiente. Há discos nas quatro rodas, com ABS, assistente de frenagem de emergência e controle de estabilidade.

A carroceria crossover mescla características de minivan com as de um utilitário esportivo e posição de dirigir próxima a de um carro de passeio. Na minha opinião, é mais agradável que os SUVs tradicionais na mesma faixa de preço, mas seus 4,888 m de comprimento e 1,878 m de largura exigem vagas grandes e alguma destreza nas manobras. Mas a visibilidade está adequada ao formato do carro.

Interior é simples, mas agrada pelo ótimo acabamento e posicionamento dos comandos

Interior é simples, mas agrada pelo ótimo acabamento e posicionamento dos comandos

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Ainda sobre a dirigibilidade, vale destacar a segurança extra garantida pelos controles de estabilidade e tração, algo que o Kia Sorento e Hyundai ix35 não têm nas versões com preço semelhante. Considerando que estes modelos são pesados e meio desajeitados, tais itens são essenciais.

Como o ponto forte do carro é trazer comodidade para famílias, há porta-objetos escondidos até no assoalho e compartimentos escondidos no porta-malas. O porta-luvas tem um espaço refrigerado capaz de manter frescas até duas latas de 350 ml. Há tomadas de 12 volts na frente, uma no assento traseiro e outra no bagageiro.

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Os assentos de trás podem ser totalmente rebatidos, bem como o do passageiro da frente, formando uma área plana suficiente para abrigar até mesmo pranchas de surfe ou quatro bicicletas, por exemplo. Se você precisa carregar mais dois passageiros, pode migrar para as versões SXT ou RT, cuja configuração 5 + 2 permite que se leve até sete pessoas. O Journey SXT tem preço sugerido de R$ 99.900 e o RT, R$ 107.900.

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