
JAC J2 passa a ser o modelo de entrada da marca por R$ 30.990 (Fotos: Divulgação)
Depois de desfilar pelas ruas sem disfarces e aparecer oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo, o modelo de entrada da JAC Motors chega às lojas no início de dezembro. O nome dele é J2 e parte de R$ 30.990. A montadora chinesa (conhecida por investir em veículos recheados de equipamentos, seis anos de garantia e preço abaixo dos concorrentes) aposta também em outro chamariz para esta novidade, a motorização.
Apesar de não ser segredo, pois o compacto usará os mesmos câmbio manual de cinco velocidades e trem de força do J3 (o 1.4 16V de 108 cv), ele ficou muito mais ágil e esperto do que o irmão mais velho. Seu tamanho e peso (915 kg) colaboram para o bom desempenho, que é capaz de fazer de 0 a 100 km/h em 9,8 segundos, conforme divulga a montadora.

Vendido na China com motor 1.0, por aqui ele recebeu bloco 1.4 e novo visual
O J2, oferecido em apenas uma versão, é um “urbaninho” focado para quem não precisa de espaço. Com 3,53 metros de comprimento, ele é menor do que um Ford Ka, que mede 3,83 m. De altura ele traz 1,48 m de altura e 1,64 m de largura. O porta-malas não cabe quase nada, são apenas 100 litros de capacidade (120 l a menos do que o smart fortwo).

Desenho da lanterna ocupa grande área da traseira. Para alguns, o design ficou desproporcional, mas isso é questão de gosto
Vidros, travas e retrovisores elétricos, faróis de neblina, air bag duplo, freios ABS com EBD, sensor de estacionamento traseiro, volante com regulagem de altura, ar-condicionado, rádio e CD player, com leitor de MP3 fazem parte do modelinho.

Ainda há peças frágeis utilizadas no acabamento. O ajuste de altura do volante é limitado
Internamente, o pequeno chinês falha por não oferecer alguns itens, como porta-luvas (há um espaço, mas sem tampa) e ajustes de altura do banco do motorista e de profundidade do volante. O espaço interno não aperta os ocupantes, mas a ergonomia é um ponto que pode ser melhorado. Além da ausência das regulagens citadas, o acionamento dos vidros fica no console central, o que não facilita a vida do motorista e é um pouco confuso por não identificar a qual porta corresponde. O item ficaria melhor nas portas, posição tradicional.

Porta-malas é bem pequeno, tem apenas 100 litros
O volante, por exemplo, até tem ajuste de altura, mas é limitado. Mexe muito pouco e leva o painel o junto a cada tentativa. (Se você abaixa o volante, o painel de instrumentos acompanha a posição). O pedal do acelerador é bem leve e curto. É preciso dosar o pé para domar o caçula, que ainda traz em alguns pontos peças frágeis, como a alavanca interna para a abertura das portas.
Legenda: O porta-malas poderia ter na própria tampa um botão para abertura. O acesso é feito com a chave, o que não facilita
O que mais agrada no J2 é sua agilidade. Resultado do motor 1.4 de 108 cv, disponíveis aos 6 mil rpm, aliado ao seu leve peso. O torque de 14 kgfm aparece aos 4.500 giros, nada mal para o novato. As relações de marchas são longas para poder dar ainda mais gás ao pequenino. O isolamento acústico é bom, mesmo depois dos 120 km/h o ruído do motor não tortura os ocupantes. A suspensão não apresentou desequilíbrio, durante o test drive passou sem problemas pelos trechos propostos (a maior parte rodovia).
A JAC espera vender 8 mil unidades do J2 no ano que vem. Para 2013, a montadora também prepara o lançamento do J3 com motor flex, será o mesmo 1.5 utilizado no J5, mas bicombustível. A estreia está marcada para janeiro.
FÁBRICA - Durante o evento de lançamento do J2, a JAC Motors apresentou em Camaçari (BA) o local onde será a fábrica da marca e, com a presença de diversas autoridades, mostrou a pedra fundamental das futuras instalações. Além disso, como parte das comemorações, a montadora também enterrou um J3 no terreno, com bilhetes e objetos, para ser usado como cápsula do tempo. A ideia é desenterrar o veículo daqui 20 anos e descobrir as modificações que ocorrem no Brasil e no mundo durante este tempo.
Prevista para começar a produção em 2014, a montadora pretende fabricar a nova geração da família J3, que terá um hatch, um sedã e um modelo aventureiro. Foram investidos 600 milhões de dólares, o que deve gerar 3,5 mil empregos diretos. A capacidade de fabricação é de 100 mil carros por ano.
* viagem feita a convite da JAC
LEIA MAIS: