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Comparativo: Range Rover Evoque impressiona pelo luxo, mas Volvo XC60 oferece melhor custo-benefício

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Range Rover Evoque enfrenta Volvo XC60 e se garante com sua lista de equipamentos (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

XC60 tem motor 3.0 de 304 cv, enquanto o do Evoque é 2.0 de 240 cv. Ambos são turbo e a gasolina (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

Pode soar injusto comparar dois modelos de motorizações diferentes. Ao saber que um tem propulsor 2.0 16V, 4 cilindros, com potência de 240 cv, e o outro é 3.0 24V, de 304 cv e seis cilindros, qual você imagina que ganharia a briga? No duelo entre a versão mais luxuosa do Range Rover Evoque, a Prestige Tech Pack, e o Volvo XC60 na configuração topo de linha, a T6 R-Design, a vitória depende de qual é a prioridade que o leitor tem: conforto ou desempenho do motor.

Ao contrário do rival, XC60 não oferece acendimento automático de faróis

Ao contrário do rival, XC60 não oferece acendimento automático de faróis

É claro que a disputa é difícil, já que o XC60 tem motor de seis cilindros e é capaz de produzir torque de 44,9 kgfm, entre 2.100 e 4.200 rpm, enquanto o propulsor rival da Range Rover, de quatro cilindros, gera força de “apenas” 24,47 kgfm aos 5.500 rpm. Em relação ao preço, o modelo da Volvo também ganha, pois custa R$ 234.900, ou seja, cerca de R$ 10 mil a menos do que o Evoque, que nesta configuração sai por R$ 245 mil. Mas é em acabamento e equipamento que o SUV britânico se garante, além do fato de seu trem de força estar bem longe de decepcionar.

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Volvo acelera de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos; modelo da Range Rover atinge esta velocidade em 7,6 s

Tanto um quanto o outro oferece muitos mimos ao proprietário. Quem está disposto a pagar essa faixa de valor por um carro, quer ser mesmo paparicado - e nisso o SUV da Range Rover dá um baile. Um de seus equipamentos que mais impressiona é a tela de LCD, de 8 polegadas, que tem a tecnologia Dual View, na qual o passageiro pode assistir um filme no mesmo painel em que o motorista visualiza o GPS, simultaneamente. O XC60 também tem tela, mas é menor (5″), não é touchscreen e tampouco oferece o sistema Dual View.

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Com Controle de descida em declive, Assistente de partida em ladeira e Park Assist, Evoque mostra que é superior em itens de série, embora seja equipado com motor menos potente que o rival

No Evoque, os passageiros que sentam nos assentos traseiros também são bajulados com entretenimento, por meio de duas telas de LCD, cada uma instalada atrás do encosto de cabeça do banco da frente, com fones sem fio. O XC60 oferece o sistema como acessório a ser instalado pela concessionária, por R$ 7.299, sem interferência na garantia, assim como a câmera dianteira de estacionamento, que adiciona ao preço do SUV R$ 2.599. Somando esses valores, o utilitário esportivo da Volvo custa praticamente o mesmo preço do rival, mas oferece a vantagem de ter um motor mais potente.

Ambos têm teto panorâmico e, embora o equipamento do XC60 tenha a possibilidade de abrir, o do Evoque é maior, beneficiando também a vista de quem usa os assentos traseiros.

Evoque tem sistema de entretenimento para quem senta atrás. Quem quiser o mesmo benefício no XC60 terá de pagar R$ xxxx a mais do valor do carro

Evoque tem sistema de entretenimento para quem senta atrás. Quem quiser o mesmo benefício no XC60 terá de pagar R$ 7.299 a mais no valor do carro

Os dois candidatos enfrentam bem trechos off-road, já que têm tração integral. Para ganhar do modelo da Volvo nesta briga, o Range Rover se mune com armas que agradam muito o motorista, como o Terrain Response, que é um sistema que adapta os ajustes do motor, tração e câmbio, de acordo com as condições de aderência do piso escolhido, podendo ser ele areia, água ou pedras, por exemplo.

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Teto solar do XC60 tem opção de abertura

Em termos de tecnologia, o Evoque supera o inimigo. Controle de descida em declive (HDC), assistente de partida em ladeira (HSA) e Park Assist são outros itens que fazem com que o Evoque leve vantagem sobre o concorrente. O XC60, no entanto, reage e mostra que ele também tem o seu valor. Este modelo tem nos retrovisores o sistema BLIS, que detecta se há carros e motos nos pontos cegos. Tal item é bastante útil para evitar acidentes e faz falta no carro da Range Rover, que tem a visibilidade afetada pelo pequeno vidro traseiro.

Somente o XC60 traz o sistema BLIS, que, através do retrovisor, indica ao motorista se há algum carro ou moto no ponto cego

Somente o XC60 traz o sistema BLIS, que, através do retrovisor, indica ao motorista se há algum carro ou moto no ponto cego

Como já era de se esperar, em relação à motorização o XC60 vence o rival. Ambos são turbos e de injeção direta de gasolina, mas o Volvo consegue desenvolver um torque maior - o sueco oferece quase o dobro de força em menor rotação. Além disso, ao escolher o modo convencional de condução, a direção do Evoque se mostra um pouco mais “presa” do que a do concorrente. O britânico sai da imobilidade e chega aos 100 km/h em 7,6 segundos, contra a marca de 7,3 s que o sueco faz, de acordo com dados das respectivas montadoras.

A suspensão do XC60 aguenta bem na estrada, de maneira firme, mas na cidade ela se mostra um pouco mole - o que é comum encontrar em modelos desse porte, já que eles carregam muito peso. Já o Evoque consegue acertar mais e se adapta bem nos dois tipos de via, com uma direção mais firme e suspensão mais equilibrada. Os dois desafiantes respondem prontamente e é possível sentir a força do turbo a cada ultrapassagem e retomada.

Evoque mostra que tem habilidade para andar em qualquer tipo de pista, com o Terrain Response. O XC60 não oferece o sistema

Evoque mostra que tem habilidade para andar em qualquer tipo de pista com o Terrain Response. O XC60 não oferece o sistema

Os dois são equipados com câmbio automático de seis velocidades (há rumores de que o Range Rover ganhe transmissão automática de nove marchas em breve). Ambos oferecem trocas de marchas suaves e praticamente imperceptíveis, sem trancos. O Evoque sai em vantagem, porém, por trazer borboletas atrás do volante (paddle shift), que possibilitam as trocas manuais na própria coluna de direção. Este item confere mais esportividade ao SUV, que já traz um desenho mais ousado na carroceria.

Tela LCD do XC60 poderia ser touch, como o de seu concorrente

Tela LCD do XC60 poderia ser touch, como a de seu concorrente

O proprietário que gosta de espaço pode ficar balançado pelo XC60, já que ele traz um porta malas-maior, de 495 litros ante os 420 l que o Evoque comporta. O sueco também é maior em comprimento (4,62 metros, contra 4,36 m do SUV da Range Rover), em altura (1,71 m x 1,63 m) e entre-eixos (2,77 m x 2,66 m). Ele é mais pesado também, tendo 1.823 kg enquanto o concorrente tem 1.640 kg. A única medida que o Evoque ganha é em largura. Ele tem 1,96 m e o inimigo tem 1,89 m.

O sistema de som do Evoque é superior, com 17 auto-falantes - o XC60 tem apenas 8. O acabamento dos dois são luxuosos, com revestimentos em couro, principalmente o britânico, que preza pela elegância e capricha mais no material escolhido. O visual interno do Volvo é bonito, isso não há como negar, mas, quando comparado ao Evoque, fica um pouco ultrapassado. Já o Range Rover se mostra atento a cada detalhe, até na opção de mudar a tonalidade das luzes internas.

XC60 ganha no tamanho do porta-malas. O SUV tem capacidade para 495 litros, enquanto o Evoque oferece espaço para 420 l

XC60 ganha no tamanho do porta-malas. O SUV tem capacidade para 495 litros, enquanto o Evoque oferece espaço para 420 l

O consumidor que prioriza desempenho, espaço e preço, certamente vai mirar no modelo sueco. Porém, se a busca for por um modelo mais esportivo, moderno e recheado de tecnologia, o comprador irá preferir sair da loja com o Evoque. Como custo-benefício é um fator importante na decisão da compra de um automóvel, é o XC60 quem leva o troféu, embora seu rival tente usar todo o charme e habilidade para vencer a batalha.O SUV dos sonhos mesmo seria um utilitário equipado com o motor do XC60 e que ofereça, no mesmo carro, todo o luxo, graça e equipamentos de série presentes no Range Rover.

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Range Rover Vogue, o SUV “cinco estrelas” parte de R$ 551.800

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O SUV mais luxuoso produzido na história da Land Rover fez contato com a imprensa brasileira esta semana. O Range Rover Vogue, que está na quarta geração, é comercializado no mercado brasileiro. Ele está ainda mais imponente e recheado de tecnologia. Com tanto benefício, seu preço também é alto e, por isso, lidera o ranking de utilitários mais caros do mundo. O valor começa em R$ 551.800, na configuração SDV8, e chega a R$ 604.800, na versão Autobiography.

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Range Rover Vogue está na quarta geração e parte de R$ 551.800

Range Rover Vogue está na quarta geração e parte de R$ 551.800 (Fotos: Divulgação)

São duas opções de motorização: 4.4 V8  turbodiesel de 339 cv, a partir de 6 mil rpm (26 cavalos a mais do que seu antecessor) e a 5.0 V8 a gasolina de 510 cv, disponíveis em 3.500 rpm. Ambas equipadas com câmbio automático de 8 velocidades. Além disso, a montadora inglesa oferece três versões de acabamento: Vogue, Vogue SE e Vogue Autobiography.

Por mais de meio milhão de reais, a novidade só falta falar. É tanta tecnologia a bordo que precisa de muito tempo para conhecê-la. Tem Park Assist (sistema que estaciona o carro sozinho), ACC (assistente de controle de distância), monitor de ponto cego, piloto automático e Terrain Response 2ª geração (muda o modo de condução para se adequar ao terreno. O novo item do sistema é a opção automática, que se adequa ao solo de acordo com a condução do motorista). Para agradar ainda mais tem massagem nos bancos da frente, climatização dos assentos, ajustes elétricos dos bancos (encosto de cabeça e laterais do assento também mudam de posição, de acordo com o gosto do freguês).

O modelo é capaz de acionar, por exemplo, o farol alto sozinho e, quando vier outro veículo em sua direção, ele diminui a intensidade da luz. Há GPS, rádio, Bluetooth, ar-condicionado de duas zonas, câmeras 360º, comandos no volante e hastes para trocas de marchas atrás do volante. O sistema Dual View da tela de LCD (que funciona com toque sensível) é outro destaque desta extensa lista. Com foco na segurança e para evitar a distração do condutor, o motorista só enxerga as informações sem movimento. Porém, o passageiro ao lado, de forma simultânea e na mesma tela, consegue assistir um filme, por exemplo. Tudo é bem intuitivo e não há tantos botões. De acordo com a montadora, agora são 50% menos comandos, quando comparado ao modelo anterior.

O acabamento é impecável. Todos os bancos e detalhes do painel em couro. Há também plástico (de ótima qualidade) imitando madeira. Passageiros têm a bordo mini geladeira, localizada no console central

O acabamento é impecável. Todos os bancos e detalhes do painel em couro. Há também plástico (de ótima qualidade) imitando madeira. Passageiros têm a bordo mini geladeira, localizada no console central

Segundo o diretor de Marketing e Produto da marca, Adriano Resende, a expectativa é vender 200 unidades este ano. Em 2011, a Land Rover vendeu 121 Vogue, contra 64 no ano passado. “Muitos clientes resolveram não comprar no ano passado, pois já sabiam que a quarta geração chegaria este ano”, explica.

Colocado lado a lado com seus antecessores, o novo Vogue mudou muito, mas, ao mesmo tempo, não perdeu as características das gerações anteriores. No entanto, ele cresceu 2,7 centímetros no comprimento, ganhou 4,2 cm de entre-eixos e tem opção de três níveis de suspensão (em terreno off-road fica até 12 mm mais alta). Para fazer a carroceria, a Land Rover usou tecnologia aeronáutica. De acordo com o responsável de vendas personalizadas, Tiago Kfouri, o Vogue agora usa toda a carroceria em alumínio, o que reduziu seu peso em 420 kg.

Modelo aumentou a capacidade para passar por trechos alagados. De 700 mm para 900 mm

Modelo aumentou a capacidade para passar por trechos alagados. De 700 mm para 900 mm

O conforto e requinte não se limitam apenas aos bancos da frente. Os passageiros da fileira traseira (podem ir três com espaço, sem briga) também têm entretenimento com as telas de LCD (fixas nos encostos de cabeça dos bancos da frente). Se não quiserem incomodar, podem usar fones de ouvidos (que fazem parte dos itens de série). O isolamento acústico não permite que qualquer ruído perturbe os viajantes.

BEM ACOMPANHADO - O motorista não se cansa ao dirigir o robusto SUV, mesmo que por longas distâncias. O ZAP Carros conduziu o veículo por trecho urbano e off-road, em um percurso de mais de 400 km. As duas versões de trem de força foram avaliadas (5.5 e 4.4). Não há como distinguir o comportamento dos dois, pois a opção a diesel não traz nenhuma má lembrança do ruído do motor ou da trepidação na carroceria, que modelos com o mesmo combustível apresentam.

A suspensão, aliada à tração 4×4, está pronta para qualquer situação. Mesmo bem vestido, o SUV não tem frescura de enfrentar trilhas, terrenos forrados por pedras e lama, barreiras e trechos alagados. Se os passageiros fecharem os olhos e não puderem enxergar os obstáculos, apenas com o chacoalhar, não dá para dizer que estão em meio a uma trilha. O conjunto é equilibrado e alivia os impactos aos ocupantes que saem ilesos e sem solicitar medicamento para enjoo. Ele sabe enfrentar aventura, com firmeza e muito conforto. A sensação é  de estar bem acompanhado em qualquer situação.

Vogue tem teto solar panorâmico

Vogue tem teto solar panorâmico

No asfalto, onde podemos ganhar mais velocidade, ele é arisco com seu poderoso V8, porém é obediente quando ordenado. Ao pisar no pedal da direita ele perde toda a sobriedade e mostra seu lado divertido. Ganha velocidade rápido. De acordo com a marca, o Vogue 4.4 é capaz de fazer de 0 a 100 km/h em ótimos 6,9 segundos; o 5.5 é mais veloz ainda, marca 5,4 segundos.

As trocas de marcha não são sentidas, de maneira suave uma substitui a outra e não atrapalha o desempenho do SUV. Pelo contrário, o modelo distribui a força (63,7 kgfm no motor a gasolina e 71,3 kgfm na versão a diesel) entre as oito velocidades, o que garante tranquilidade no desempenho. O propulsor não sofre quando exigido. Com 120 km/h, o marcador de rpm registrou 2 mil rotações.

Ao todo são cinco opções de configuração

Ao todo são cinco opções de configuração

O jipe de luxo também ganhou nova caixa de direção, que ficou muito leve. Particularmente, passou da conta, poderia ficar mais firme, pelo menos quando acionado o modo Sport da transmissão. Em alguns momentos, acima dos 100 km/h não transmitia tanta segurança. Era preciso reduzir a velocidade.

* Viagem a convite da marca

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Land Rover Discovery 4 e Range Rover Sport ganham câmbio de oito marchas

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Range Rover Sport e Land Rover Discovery 4 têm tração 4x4 permanente (Fotos: Divulgação)

Range Rover Sport e Land Rover Discovery 4 têm tração 4x4 permanente (Fotos: Divulgação)

Câmbio automático de oito marchas é o novo preto, é o que indica alguns lançamentos do setor automobilístico do último ano para cá, como os Volkswagen Touareg e Amarok - que trazem este tipo de transmissão - e agora o Land Rover Discovery 4 e Range Rover Sport, que a partir da semana que vem (21/05) entram no mercado brasileiro com esta tendência.

Discovery 4 tem ângulo de ataque de 36°

Discovery 4 tem ângulo de ataque de 36°

O novo câmbio ZF 8HP70 oferece aos dois carros uma relação de marcha que, segundo a fabricante, alia eficiência no consumo de combustível, menores índices de emissões de CO2 e condução mais confortável.

Range Rover Sport tem ângulo de entrada de 35°

Range Rover Sport tem ângulo de entrada de 35°

De fato dirigir esses dois carros da Land Rover é uma experiência prazerosa, como a reportagem do ZAP Carros pôde comprovar ao testar a configuração HSE, que é a topo de linha do Discovery 4 e Sport, durante o lançamento. A nova transmissão permite que o motor proporcione ao motorista o melhor de si, sempre trabalhando na rotação mais eficiente para o seu desempenho. Em pista plana, a sétima e oitava marcha são alongadas e o giro permanece abaixo de 2.000 rpm mesmo quando o carro chega aos 120 km/h. As trocas são muito suaves e podem ser feitas pelas borboletas no volante (paddle shift), o que confere um toque mais esportivo aos dois.

Sport pode ultrapassar trecho de água de até 70 cm de profundidade

Sport pode ultrapassar trecho de água de até 70 cm de profundidade

Não foi só o novo câmbio que os dois carros ganharam; o trem de força também está diferente. A montadora inglesa equipou ambos com motor bi-turbo diesel 3.0 SDV6 e aumentou sua potência de 245 para 256 cavalos, gerando 61,18 kgfm a 2.000 rpm. Apesar deste tipo de combustível, o Sport e o Discovery são extremamente silenciosos, não se houve o barulho do motor. A isolação acústica da cabine também foi idealizada com primor, o motorista e passageiros não são incomodados por ruídos externos.

Discovery 4 enfrenta obstáculos sem que os passageiros fiquem desconfortáveis dentro do veículo (Foto: Olivia Caires)

Discovery 4 enfrenta obstáculos sem que os passageiros fiquem desconfortáveis dentro do veículo (Foto: Olivia Caires)

Lembra daqueles desenhos em que os carros do futuro podiam elevar a cabine e manter as rodas no chão para ultrapassar os outros automóveis? O Discovery 4 e Sport têm o poder de distanciar a roda da carroceria com a sua suspensão pneumática. Com ela é possível ajustar três níveis diferentes e modificar o grau de entrada, de rampa e saída. Esta artimanha facilita o acesso em trechos off road ou em uma garagem mais baixa, por exemplo.

Como no Range Rover Evoque e Vogue, além de toda linha Jaguar, o câmbio do Sport e Discovery 4 é um botão giratório seletor de marchas

Como no Range Rover Evoque e Vogue, além de toda linha Jaguar, o câmbio do Sport e Discovery 4 é um botão giratório seletor de marchas

O acabamento de ambos é de altíssima qualidade: sem rebarbas e todo revestido em couro. A tecnologia está presente em todos os aspectos na versão HSE dos dois modelos. Os vidros, travas, retrovisores, ajuste de volante e banco são todos elétricos de série, além de trazer sensor de estacionamento traseiro e dianteiro, piloto automático, geladeira no console central, ar-condicionado dual zone e acionamento do motor através do botão start-stop, com chave presencial, de fábrica. Controles de estabilidade e tração, ABS e distribuição eletrônica de força de frenagem também fazem parte do pacote padrão.

Enquanto o porta-malas do Sport tem capacidade de 775 litros, o Discovery 4 comporta 1.260 l

Enquanto o porta-malas do Sport tem capacidade de 775 litros, o Discovery 4 comporta 1.260 l

O sistema de mídia também é louvável. Touch screen, a tela LCD traz tecnologia fácil de mexer, já que é muito intuitiva. Com GPS e capacidade de HD interno para 10 Cds, o visor indica o controle de suspensão e como a roda está virada, o que auxilia muito em trechos com muitos obstáculos. Os passageiros do banco de trás tem acesso ao sistema de entretenimento traseiro que oferece fones de ouvido sem fio.

É possível visualizar a posição dos pneus através da tela LCD

É possível visualizar a posição dos pneus através da tela LCD

O Discovery 4 tem capacidade de comportar até sete lugares, sendo que os assentos do fundo do carro não são só para contar vantagem. Eles realmente abrigam dois passageiros, com cinto de três pontos, saída de ar-condicionado e porta-copos. Os bancos são rebatíveis e o porta-malas tem capacidade de carga de 1.260 litros atrás da fileira dois. Sua distância entre-eixos é de 2,88 m, enquanto o primo Range Rover Sport tem 2,66 m. Em termos de comprimento, o primeiro tem 4,83 m e o segundo 4,78 m.

Ambos trazem freio eletrônico para descida, que identifica quando o carro está indo para frente ou para trás em uma rampa e freia automaticamente

Ambos trazem freio eletrônico para descida, que identifica quando o carro está indo para frente ou para trás em uma rampa e freia automaticamente

Durante o evento a marca não divulgou os preços. A tabela de valores foi revelada nesta segunda-feira (21):

- Discovery 4 S 3.0 SDV6 Diesel 8 marchas 2012 R$ 241.000

- Discovery 4 SE 3.0 SDV6 Diesel 8 marchas 2012 R$ 264.000

- Discovery 4 HSE 3.0 SDV6 Diesel 8 marchas 2012 R$ 315.000

- Range Rover Sport SE 3.0 SDV6 Diesel 8 marchas 2012 R$ 324.500

- Range Rover Sport HSE 3.0 SDV6 Diesel 8 marchas 2012 R$ 368.000

* Viagem feita a convite da marca

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Range Rover Evoque: Este é para casar

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De acordo com a marca, o Evoque faz 11,22 km/l de consumo misto (cidade/estrada)(Fotos: Thalita Real/ ZAP Carros)

Robusto, ele não nega desafios. De acordo com a marca, o Evoque faz 11,22 km/l de consumo misto (cidade/estrada)(Fotos: Thalita Real/ ZAP Carros)

O mais recente membro da família Land Rover tem tantas qualidades de um bom moço que não seria difícil escutar por aí: “Esse, sim, é para casar”. Ele é daquele tipo que encanta, surpreende, tem charme e elegância, passa segurança e confiança onde quer que esteja. Parece até personagem de história que começa com “era uma vez…”

Calma, isso não é bajulação, não. Quem tem a oportunidade de conhecê-lo de pertinho sabe realmente sobre o que estamos falando. Sim, ele tem defeitos e vamos apontá-los aqui também.

Versão de entrada parte de R$ 178 mil

Versão de entrada parte de R$ 178 mil

Andamos na versão de entrada, batizada de Pure (R$ 178 mil), mas que só se diferencia das outras sete opções pelo acabamento e itens de série, pois a motorização é a mesma para toda a gama. Com um robusto trem de força de 2.0 litros, a gasolina, de 240 cv de potência, ele encara qualquer situação. Seu torque de 34,6 kgfm é exibido logo aos 1.750 rpm e deixa claro que quanto mais difícil o desafio melhor. A transmissão automática de seis velocidades é dócil e atribui virtudes ao resto do conjunto mecânico ao se apresentar prontamente em cada troca de marcha. É possível realizar as mudanças também por meio de hastes atrás do volante - uma maneira de aproveitar ainda mais seu jeitão esportivo.

A alavanca do câmbio é um botão que o motorista seleciona a opção que deseja girando de um lado para o outro. Este formato, herdado dos modelos Jaguar, ajuda a economizar espaço a bordo

A alavanca do câmbio é um botão que o motorista seleciona a opção que deseja girando de um lado para o outro. Este formato, herdado dos modelos Jaguar, ajuda a economizar espaço a bordo

Na estrada é ágil e tem rodar suave, a sensação é de que o crossover da marca inglesa desliza de tão leve que fica ao ganhar velocidade. De acordo com a Land Rover, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos. Nem parece que pesa 1.640 kg.

Ergonomia leva nota dez. Além de todos os controles serem fáceis de serem manuseados, o assento é aconchegante e parece "abraçar" o motorista

Ergonomia leva nota dez. Além de todos os controles serem fáceis de serem manuseados, o assento é aconchegante e parece "abraçar" o motorista

Em trechos off-road é ainda melhor, ao revelar que passa por obstáculos mais complicados, sem perder o charme e a elegância. De maneira confortável, o motorista aciona por meio de um botão no console central, o sistema “Terrain Response”, que adapta as configurações de tração, motor, suspensão e torque de acordo com cada trecho. A suspensão não faz corpo mole e é egoísta, pois não sabe repartir com os ocupantes os impactos do terreno.  Neste caso, uma qualidade.

A visibilidade traseira é prejudicada pelo design da tampa do bagageiro, que tem vigia pequeno

A visibilidade traseira é prejudicada pelo design da tampa do bagageiro, que tem vigia pequeno

Sedutor, o Evoque segue um design semelhante ao do atraente conceito LRX, no qual foi inspirado. A linha de cintura mais alta garante um ar de privacidade aos passageiros, o interior é repleto de sofisticação (nota-se pelo primor do acabamento em cada detalhe, a começar pelo painel em couro) e o conforto a bordo (no quesito espaço e na tecnologia) são pontos que merecem ser ressaltados.

Todos viajam com muito conforto

Todos viajam com muito conforto

A área interna não é nada modesta e é garantida pelos 2,66 metros de distância entreeixos, 1,96 m de largura, 1,63 m de altura e 4,36 m de comprimento. O bagageiro, apesar de não chamar tanta atenção pelos 420 litros de capacidades, cumpre bem a finalidade.

Espaço não é tão grande; cumpre a finalidade

Espaço não é tão grande; cumpre a finalidade

Na versão de entrada, o crossover, que mira BMW X1, Audi Q3 e Mercedes-Benz GLK, sai de fábrica com rodas de liga leve de aro 18, ar-condicionado digital, direção elétrica, sensor de chuva, faróis de neblina, bancos com revestimento em couro e ajuste elétrico com memória, bluetooth, tela de LCD e retrovisores com aquecimento.

Por outro lado, o novato, que já vendeu 411 unidades em janeiro, segundo a Fenabrave (federação que reúne as associações de concessionária), chega sem alguns mimos na configuração mais básica, que desagradam pelo valor investido. Na opção Pure não há GPS, câmera de ré e saída de ar para a fileira de trás. A configuração mais completa (Dynamic Tech Pack) com outros itens, como sistema de câmera 360º, TV analógica e digital, tem preço sugerido de R$ 258 mil.


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ZAP Carros testou: Land Rover Freelander 2 Diesel

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Land Rover Freelander 2 Diesel

Land Rover Freelander 2 Diesel

A Land Rover mudou a dieta de seu caçulinha e agora o Freelander 2 pode rodar com diesel.  A mudança de combustível foi feita com a adoção de um motor 2.2 16V turbo, capaz de gerar 190 cavalos e torque de 42,82 kgfm a meros 1.750 rpm. Se você acha que carros diesel são lentos, pesados e ruidosos, livre-se desta ideia. Por conta da transmissão de seis marchas, controle eletrônico de tração e da turbina de abertura variável, o desempenho é semelhante ao de um carro a gasolina. Ruídos e vibrações também são discretos.

A bordo do Freelander diesel, a 120 km/h, a rotação do motor é mantida a cerca de 1.600 rpm, por isso o barulho dentro da cabine é mínimo. O esmero no isolamento acústico completa a tarefa de preservar o silêncio interno.

Motor 2.2 16V desenvolve 190 cavalos

Motor 2.2 16V desenvolve 190 cavalos

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O ZAP Carros avaliou a novidade em um percurso de quase 400 quilômetros, rodando por asfalto bom, asfalto ruim, areia, lama e terra batida. Até as dunas do Rio Grande do Norte puderam ser enfrentadas, cenário normalmente tomado por buggies com motor a ar.

Acho pouco provável que o dono de um Freelander submeta seu luxuoso utilitário a caminhos tão severos quanto aos do test drive promovido pela Land Rover. A marca quer provar que o carro encara desafios difíceis, ainda que seus clientes não enfrentem atoleiros diariamente. Mas, de fato, o Freelander anda com tranquilidade por terrenos que maltratam vários supostos aventureiros off-road.

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Com a chegada do Freelander diesel, a gama passa a ser a mais completa da linha, que conta, inclusive, com o primeiro 4×2 da Land Rover. O propulsor 3.2 a gasolina gera 233 cavalos e o 2.2 diesel, 190 cv.

Um dos méritos do Freelander é não exigir que o motorista seja um ás no volante para enfrentar terrenos acidentados. O recurso Terrain Response, acionado por meio de um botão no console, modifica o comportamento do carro de acordo com o piso.

Interior é luxuoso. Acabamento tem o mesmo esmero dos modelos mais caros

Interior é luxuoso. Acabamento tem o mesmo esmero dos modelos mais caros

Para rodar em areia, basta selecionar este tipo de terreno e o gerenciamento eletrônico do motor atrasa as trocas de marcha, mantendo o giro do motor sempre elevado. O acelerador responde mais rápido aos comandos e o pedal de freio endurece, evitando frenagens bruscas.

Na terra batida, ocorre o contrário. A eletrônica monitora a tração para evitar que as rodas patinem e o condutor perca o controle do carro.

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As seis marchas da transmissão têm dupla função. Em alta velocidade, permitem que o propulsor seja mantido em baixas rotações, aumentando o conforto. Para enfrentar areia fofa, subidas íngremes e terrenos difíceis, a primeira marcha faz as vezes de reduzida - recurso que o utilitário não tem.

A segunda geração do Freelander chegou ao mercado em 2006. Como tradicionalmente ocorre nos veículos da Land Rover, o visual mudou pouco de lá para cá. É um dos modelos mais vendidos da marca, respondendo por cerca de 30% das vendas mundiais da empresa. No Brasil, disputa o título de mais vendido com o Discovery 4.

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Preços e versões do Freelander SD4 (Diesel)
S -   R$ 129.900
SE -  R$ 147.900
HSE - R$ 172.900

* viagem a convite da Land Rover




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