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Avaliação: Esportividade do Renault Sandero GT Line está apenas no visual

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Novo motor garantiu ao Sandero um aumento na velocidade máxima. Com etanol, o modelo alcança os 174 km/h (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

Novo motor garantiu ao Sandero um aumento na velocidade máxima. Com etanol, o modelo alcança os 174 km/h (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

A linha do Renault Sandero ganhou um presente este ano. A versão GT Line deixou de ser uma série limitada para fazer parte da gama do hatch. O carro traz sob o capô o mesmo motor 1.6 8V Hi-Power que as configurações Expression, Privilége e Stepway ganharam na gama 2013, mas o que realmente difere ele dos demais são suas características mais esportivas de acabamento.

Novo motor garantiu ao Sandero um aumento na velocidade máxima. Com etanol, o modelo alcança os 174 km/h Sandero GT Line tem aceleração de 0 a 100km/h de 11,2 segundos, quando abastecido com álcool, enquanto o antigo motor Hi-torque levava 5 s a mais

Novo motor garantiu ao Sandero um aumento na velocidade máxima. Com etanol, o modelo alcança os 174 km/h. Sandero GT Line tem aceleração de 0 a 100km/h de 11,2 segundos, quando abastecido com álcool, enquanto o antigo motor Hi-torque levava 0,5 s a mais

Com adesivos nas portas dianteiras, aerofólio e detalhes em vermelho no interior do carro, como nas costuras dos bancos, cinto de segurança e volante, alavanca de câmbio e acabamento da saída de ar, o Sandero GT Line custa R$ 38.470. De série, ele vem com ar condicionado, direção hidráulica, vidros e travas (dianteiros) elétricos, e computador de bordo, assim como a versão Expression, que custa R$ 2.540 a menos. No entanto, a versão esportiva já é equipada de fábrica com rádio, freios ABS , air bags e rodas de liga leve, enquanto estes itens são opcionais na versão mais barata.

Porta-malas do hatch tem capacidade de 320 litros

Porta-malas do hatch tem capacidade de 320 litros, ou seja, maior do que seu concorrente Fiat Palio Sporting, que tem 280 l

A família Sandero, assim como o Logan, ganhou o novo motor Hi Power com oito válvulas, que entrou no lugar do Hi Torque. Com esse propulsor, o GT Line entrega potência de 106 cv e é capaz de desenvolver torque de 15,5 kgfm, quando abastecido com álcool.

O novo motor recebeu novos pistões, que, de acordo com a marca, são mais leves, eficientes e adequados para o aumento da taxa de compressão que o propulsor também adquiriu na mudança. A montadora afirma que 85% do torque já está disponível em 1.500 rotações, o que ajudaria na redução do consumo de combustível. O desempenho, porém, deixa a desejar. Durante avaliação do ZAP Carros em trecho misto, a configuração mais esportiva fez 7,2 km/l (abastecido com etanol), número muito alto para um carro desta categoria.

Tanque de combustível do Sandero GT Line comporta 50 litros

Tanque de combustível do Sandero GT Line comporta 50 litros

Nesta configuração, não há opção de transmissão automática e o câmbio manual de cinco velocidades aparece como melhor pedida para a versão, que tem apelo esportivo. O engate das marchas entra suavemente, sem sufoco e sem sofrer “engasgos”. A suspensão é ótima na estrada e em trecho urbano também.

Farol de neblina é oferecido como item de série do modelo

Faróis com máscara negra é oferecido como item de série no modelo

O isolamento acústico, no entanto, não agradou no GT Line. É possível ouvir ruídos externos quando o carro está aos 120 km/h, o que pode incomodar. O acabamento não apresenta rebarbas ou peças soltas e mal encaixadas.  A divisória do teto com o vidro, no entanto, deixa a desejar. É possível colocar os dedos no vão e sentir o material áspero do acabamento.

Versão GT Line tem adesivos esportivos nas portas dianteiras

Versão GT Line tem adesivos esportivos nas portas dianteiras

Tanto o painel quanto o tecido do banco são feitos de material agradável ao toque. No quesito conforto, o Sandero continua com o direito de comemorar. Seus 4 metros de comprimento e 2,59 m de entre-eixos deixam o motorista e passageiros em posição confortável. De largura, o hatch tem 1,74 m e 1,52 m de altura. O modelo perdeu alguns quilos e agora pesa 1.055 kg.

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AVALIAÇÃO: Renault Sandero Privilège traz câmbio automático de 4 marchas, mas merece uma a mais

Categorias: Renault, TESTES E AVALIAÇÕES
Na versão automática, Renault Sandero Privilège parte de R$ 41.750 (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

Na versão automática, Renault Sandero Privilège parte de R$ 41.750 (Fotos: Olivia Caires/ZAP Carros)

Renault Sandero está caindo no gosto dos brasileiros. O hatch flex fechou 2011 ocupando a 10ª posição no ranking de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de veículos Automotores (Fenabrave), mas, até agosto deste ano já subiu para o 8º lugar. Os números de vendas comprovam e a montadora investe inclusive em uma versão automática (testada pelo ZAP Carros), sinal de competência no mercado. A configuração avaliada é a Privilège 1.6 16V, que é o modelo com câmbio automático mais barato da gama (R$ 41.750).

Versão Privilège traz molduras cromadas no pára-choque dianteiro

Versão Privilège traz molduras cromadas no pára-choque dianteiro

O motor 1.6 16V flex do hacth tem potência de 112 cv a 5.250 rpm (quando abastecido com etanol), e é capaz de gerar torque de 15,5 kgfm a 3.750 rpm. No entanto, o seu câmbio automático tem somente quatro velocidades, o que o deixa em desvantagem em relação à versão manual, que vem com cinco. O Sandero quer melhorar o seu desempenho, mas o câmbio não deixa. Na primeira marcha, já começa a ?soluçar?, ele engasga e dá um leve tranco quando arranca. Quando chega na última troca, o carro reclama, por meio de um ruído, para lembrar que precisa de uma marcha extra para poder respirar mais aliviado.

Sandero Privilège traz retrovisores e maçanetas na cor da carroceria, itens que não estão disponíveis na versão de entrada

Sandero Privilège traz retrovisores e maçanetas na cor da carroceria, itens que não estão disponíveis na versão de entrada

A suspensão, no entanto, é bem ajustada. O veículo permanece bastante estável e a carroceria não rola em curvas. O que incomoda é o fato de ele ser um “beberrão”. Na estrada, em um trecho de aproximadamente 300 km, o ponteiro da unidade testada (abastecida a gasolina) marcou 6 km/litro, o que é muito pouco para um carro “popular”.

Câmbio automático do Sandero tem quatro marchas, enquanto a transmissão automatizada do concorrente Palio Essence Dualogic (R$ 38.940) é de cinco velocidades

Câmbio automático do Sandero tem quatro marchas, enquanto a transmissão automatizada do concorrente Palio Essence Dualogic (R$ 38.940) é de cinco velocidades

O espaço para os passageiros é ótimo para um carro desta categoria. A distância entre os eixos é de 2,59 metros, sendo maior que a do Palio (2,42 m) e oferecendo mais conforto aos passageiros. O motorista encontra facilmente uma boa posição para dirigir e o hatch oferece ótima visibilidade. Seus 4 m de comprimento são bem distribuídos em harmonia com os 1,74 m de largura e 1,52 m de altura.

Como itens opcionais, Sandero Privilège traz air bags para o motorista e passageiro, volante em couro, apoios traseiros de cabeça e freios ABS, por R$ 2.300 adicionais

Como itens opcionais, Sandero Privilège traz air bags para o motorista e passageiro, volante em couro, apoios traseiros de cabeça e freios ABS, por R$ 2.300 adicionais

O acabamento interno, de maneira geral, é bom. O material utilizado no painel não traz rebarbas e é agradável ao toque, porém, na unidade testada, o apoio de braço na porta do motorista não estava muito bem encaixado, o que visualmente não é interessante. Claro que estamos falando de um dos carros de entrada da Renault, mas ele poderia receber um capricho a mais.

Apoio de braço da porta do motorista não estava bem encaixado na unidade avaliada

Apoio de braço da porta do motorista não estava bem encaixado na unidade avaliada

Além do motor, o Sandero Privilège apresenta muitas vantagens em relação à versão Authentique 1.0, que é a configuração de entrada do modelo (R$ 27.030). Rodas de liga leve 15″, retrovisores externos elétricos, trava e vidros elétricos, volante e banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, ar condicionado, direção hidráulica e rádio fazem parte da lista de equipamentos de série da versão avaliada.

Porta-malas tem capacidade de 320 litros. Detalhes como o acabamento do tapete poderiam ser melhorados

Porta-malas tem capacidade de 320 litros. Detalhes como o acabamento do tapete poderiam ser melhorados

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Novo motor do Renault Sandero e Logan oferece mais potência e economia de combustível

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Linha 2013 do Renault Sandero e Logan ganha novo motor 1.6 8V Hi Power (Fotos: Divulgação)

Linha 2013 do Renault Sandero e Logan ganha novo motor 1.6 8V Hi Power (Fotos: Divulgação)

Quem vê cara não vê coração, é o que acontece com quem se depara com o novo Renault Sandero e Logan. Ambos estreiam a linha 2013 com a mesma roupa - a não ser pela volta da versão GT Line (R$ 38.470), que apela para um acabamento com mais esportividade e, segundo a montadora, veio para ficar. O rostinho dos modelos é basicamente o mesmo, mas a marca francesa investiu no trem de força e agora passa a oferecer também motorização Hi-Power 1.6 8V para os carros de câmbio manual, além do 1.0 16V e 1.6 16V (este último apenas disponível na versão automática).

GT Line volta a fazer parte das versões de acabamento do Sandero

GT Line volta a fazer parte das versões de acabamento do Sandero

O novo motor flex 1.6 8V promete mais desempenho e economia de combustível, o que de fato agrada o perfil de quem compra os dois modelos. Segundo a Renault, tanto o Sandero quanto o Logan equipados com esta motorização são 10% mais econômicos no ciclo urbano quando comparados ao propulsor antecessor, o Hi-Torque. Já na estrada, a marca afirma que os modelos gastam 5% menos.

Com novo motor, consumo do Logan e do Sandero é de

Com novo motor, consumo do Logan e do Sandero é 10% menor em trecho urbano, quando comparado a motorização anterior

Além da melhoria no consumo, o novo motor também garantiu um aumento de até 10% na potência dos modelos, quando abastecido com álcool. Com este tipo de combustível, ambos têm 106 cv, que geram um torque 7% mais forte, ou seja, 15,5 kgfm.

A melhora no desempenho pode ser comprovada com o aumento da velocidade máxima do Sandero e do Logan, que passou a ser 174 km/h (com etanol). A aceleração também progrediu, permitindo que o carro faça de 0 a 100km/h em 11,2 segundos, enquanto o Hi-torque levava 5,s a mais.

Renault Logan não sofreu alterações nas medidas e continua com 4,28 metros de comprimento, 1,53 m de altura, 1,74 m de largura e 2,63 m de entre-eixos

Renault Logan não sofreu alterações nas medidas e continua com 4,28 metros de comprimento, 1,53 m de altura, 1,74 m de largura e 2,63 m de entre-eixos

Preços - Ao todo são nove versões de acabamento. A configuração Authentique 1.0 16V Hi-Flex é a de entrada para o Sandeiro (R$ 27.030) e para o Logan (R$ 26.450). Ela traz ar quente e desembaçador de vidro traseiro de série. Para acrescentar o pacote com ar condicionado, direção hidráulica e volante com regulagem de altura é preciso desembolsar mais R$ 3.700.

Renault Sandero também não teve suas medidas alteradas. São 4,02 m de comprimento, 1,52 m de altura, 1,74m de largura e 2,59 m de entre-eixos

Renault Sandero também não teve suas medidas alteradas. São 4,02 m de comprimento, 1,52 m de altura, 1,74m de largura e 2,59 m de entre-eixos

A versão Privilége, que é topo de linha entre as versões convencionais do Sandero, traz os mesmos equipamentos que a configuração mais barata e os opcionais descritos acima, além de vidros, travas e retrovisores elétricos, farol de neblina, computador de bordo, rádio e rodas de liga leve. Por tudo isso, o consumidor paga R$ 38.470 (câmbio manual) e R$ 41.750 (automático).

Versão GT Line traz faróis com máscara negra, adesivos nas portas dianteiras e na traseira, aerofólio e freios ABS

Versão GT Line traz faróis com máscara negra, adesivos nas portas dianteiras e na traseira, aerofólio e freios ABS

Impressões ao dirigir - O ZAP Carros testou a versão Expression do Logan e o Sandero GT Line, ambos com a nova motorização. A transmissão manual continua com cinco velocidades, mas a relação de marchas foi modificada e permite que a dirigibilidade fique mais agradável e macia. O percurso do test drive envolveu um trecho urbano e outro de rodovia, o que mostrou que os dois carros se comportaram de maneira positiva. A suspensão está bem ajustada e eles permaneceram estáveis no trajeto.

Porta-malas do Logan continuam com 510 litros e o do Sandero com 320 l

Porta-malas do Logan continuam com 510 litros e o do Sandero com 320 l

Segundo a Renault, cerca de 85% do torque já está disponível em 1.500 rpm e o carro realmente mostra sua força quando aceleramos, deixando o motorista bastante satisfeito em ultrapassagens.

O isolamento acústico é bom e a ergonomia é melhor ainda. Os modelos testados oferecem regulagem de altura do banco do motorista e permite que o condutor encontre uma posição agradável para dirigir.

Painel do Sandero GT Line traz detalhes em vermelho

Painel do Sandero GT Line traz detalhes em vermelho

O acabamento poderia ter sido melhorado nesta nova linha, mas continua frágil em alguns pontos como a divisória entre o teto e o para-brisa, por exemplo. O tecido utilizado nos bancos, porém, é de toque agradável, assim como o material que envolve o painel. O Sandero GT Line traz algumas finalizações em vermelho, como o cinto de segurança, que deixa o carro mais descontraído.

Costuras do banco e detalhes no painel ganham destaques em vermelho

Costuras do banco e detalhes no painel também ganham destaques em vermelho

O comentário dos bastidores do setor automotivo é de que o facelift apresentado nesta sexta-feira (24), em Curitiba (PR), não irá permanecer muito tempo como novidade, já que a segunda geração deve chegar ao País no segundo semestre de 2013.

* Viagem a convite da marca

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Modelos elétricos: Renault Fluence Z.E e Twizy querem vir para o Brasil

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A Renault quer tornar realidade no Brasil a venda de carros elétricos da marca. “Até 2016, 1,5 milhão desses veículos serão vendidos pela Renault, pelo mundo”, afirma o diretor de Comunicação da fabricante, Carlos Henrique Ferreira. Já comercializados no exterior, o Renault Fluence Z.E e o Twizy, ambos 100% elétricos, visitaram nosso País nos últimos dias e esbanjaram charme e despertaram curiosidade também.

Modelos 100% elétricos da Renault, o Fluence e  o Twizy, querem vir para o mercado brasileiro (Fotos: Divulgação)

Modelos 100% elétricos da Renault, o Fluence e o Twizy, querem vir para o mercado brasileiro (Fotos: Divulgação)

Os dois são movidos por meio de bateria de íon de lítio, que gera cerca de 95 cv (e 23 kgfm de torque) no sedã e 17 cv (e 5,81 kgfm) no Twizy. O modelo maior é capaz de rodar até 160 km e o menor cerca de 120 km. Para recarregar a energia, basta ligá-los na tomada (110V ou 220V) por 8 horas e 3 horas, respectivamente.

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Porta-malas do sedã é maior no comprimento para carregar a bateria. Sobram 317 litros para a bagagem

De acordo com a fabricante, a bateria do sedã pesa 280 kg. Para não prejudicar o desempenho, a suspensão foi recalibrada

Eles gostaram do clima tropical e têm planos de ficar, mas, de acordo com a fabricante francesa, para que eles sejam vendidos por aqui, o Governo precisa oferecer incentivos para tornar o preço viável ao mercado. Na Europa, por exemplo, o Fluence parte de 23 mil euros e o Twizy de 7 mil euros.

FLUENCE Z.E-  Ao ligar o sedã não é possível identificar pelo barulho se ele está ligado, pois não há ruído algum. Apenas pelo quadro de instrumentos, pela palavra “GO” (que fica acesa na cor verde) o motorista sabe que o veículo está em funcionamento. O silêncio na cabine é notado na hora, e este é seu principal destaque.

Andamos em um curto trecho, onde as boas condições do asfalto, não permitiram avaliar a suspensão recalibrada. No geral, a primeira impressão, é agradável. O modelo convencional que já desempenha bem seu papel, agora, com uma versão mais consciente com o meio ambiente, ficou ainda melhor.

Em relação ao modelo convencional, o sedã “verde” traz no painel o medidor de consumo instantâneo (para ajudar o motorista a controlar o consumo de bateria), lanternas escurecidas e um comprimento maior (13 cm a mais  na parte do porta-malas) para acomodar a bateria e oferecer ainda 317 litros para a bagagem. O restante continua exatamente igual.

TWIZY - Esse carismático modelinho conquista olhares por onde passa. Ele é uma “mistura” de moto com carro. Tem quatro rodas, leva duas pessoas, não tem porta (só como item opcional) e é fechado no teto. Por dentro oferece alguns espaços, espécie de porta-luvas, para guardar pequenas coisas. No encosto do banco traseiro, há também outra área para carregar uma pequena bagagem, como um notebook.

Carrinho leva duas pessoas

Carrinho leva duas pessoas (uma atrás da outra). As rodas são de 13 polegadas

O acabamento é todo feito em plástico rígido, parece até brinquedo. O assento do motorista tem ajuste para frente e para trás, não há regulagem de altura e nenhum ajuste para o volante. Para ligar o carro basta acionar um botão e acelerar. Não há câmbio. Para dar ré, é só apertar o “R” - comando que fica também em um botão.

As portas são itens opcionais

As portas são itens opcionais

Os vícios de dirigir um carro convencional causam estranheza no modelo, que não tem alguns itens comuns. Dar ré e não ter um retrovisor no para-brisa, por exemplo, faz falta; como sua parte traseira é fechada, este equipamento não seria útil mesmo neste modelo. A ausência de quebra-sol também incomoda.

Há dois porta-luvas no painel. O acabamento é de plástico rígido

Há dois porta-luvas no painel. O acabamento é de plástico rígido. No teto há duas caixas de som, a fabricante diz que é possível instalar o sistema, caso o motorista queira

Em relação ao desempenho, nota-se que ele é contido na velocidade (não foi feito para correr; sua velocidade máxima chega a 80 km/h). O Twizy é carro para curtas distâncias, pois não traz tanto conforto. Seria ideal para trabalhar, é prático para estacionar e econômico. Dá até para dar carona (só para uma pessoa, mas dá).

Ele é prático para estacionar. Ideal para andar nas grandes cidades

Ele é prático para estacionar. Ideal para andar nas grandes cidades. As iniciais "Z.E." vêm do inglês "zero emition". De acordo com a Renault, é possível personalizar o modelo

O pedal do freio é rígido e o motorista leva tempo para se acostumar, pois é preciso pisar com força para que o carrinho consiga frear totalmente. O pequenino mede 2,33 metros de comprimento, 1,22 m de largura, 1,45 m de altura, 1,06 m de entre-eixos e pesa 467 Kg.

* Viagem feita a convite da marca

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Renault Duster 2.0 4×4 é forte concorrente para os rivais

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Imponente, o Renault Duster veio para o mercado com o principal objetivo de superar o Ford EcoSport, e durante alguns meses conseguiu. A marca dobrou suas vendas em novembro de 2011 em relação ao mês anterior, passando de 1.734 emplacamentos a 3.875, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). No entanto, a montadora americana já voltou a se reestabelecer ao reduzir os preços estrategicamente, à espera oficial do lançamento do novo modelo no País, que promete fazer barulho (clique e leia mais sobre o novo modelo). Em fevereiro, a Ford vendeu 2.101 unidades EcoSport, ou seja, 250 a mais do que as de Duster vendidas no mesmo período.

Renault Duster 4x4 tem bom desempenho (Fotos: divulgação)

Renault Duster 4x4 tem bom desempenho (Fotos: divulgação)

A Renault oferece dois tipos de motores para o Duster: o 1.6 (nas versões Expression e Dynamique) e o 2.0 (somente na Dynamique). O mais em conta sai por  R$ 51.800 contra R$ 48.490 do EcoSport 1.6 (também na versão mais simples). Apesar dos R$ 3 mil de diferença, ambos são bastante similares em equipamentos. A configuração de entrada do Duster é superior à do rival e os itens de série compensam a diferença, como alarme, travas automáticas, vidros dianteiros elétricos e volante com regulagem de altura.

Acabamento interno não tem linhas tão criativas como as da carroceria

Acabamento interno não tem linhas tão criativas como as da carroceria

O ZAP Carros avaliou a versão 2.0 16 V flex com tração 4×4, opção topo de linha por R$ 65.800, e observou o bom desempenho do utilitário-esportivo. A potência chega a 142 cv a 6.000 rpm (quando abastecido com álcool), ou seja, 3 cv a menos do que o Ford EcoSport 2.0, seu principal concorrente, que tem a versão equivalente a partir de R$ 61.530. O SUV da Renault, no entanto, ganha no torque. Ele desenvolve até 20,9 kgfm a 3.750 rpm, enquanto o modelo da montadora americana gera 19,4 kgfm a 6.000 rpm. Isso significa que o modelo da Renault oferece mais força em menor rotação que o EcoSport, ou seja, acelera e faz retomadas mais rápidas que o rival.

Opção 4x4 é a topo de linha e custa R$ 65.800

Opção 4x4 é a topo de linha e custa R$ 65.800

Falando em concorrência, a marca francesa também ganha em tamanho. Com 4,31 metros de comprimento, enquanto o rival mede 4,24 m, o Duster é 9 centímetros mais alto do que o EcoSport, de 1,69 m de altura. A distância entre-eixos também é maior no Renault: 2,67 m contra 2,49 m. Porém, a Ford prepara um contra ataque com o lançamento do novo EcoSport. Apesar de o modelo ter sido apresentado apenas como conceito na primeira semana de janeiro, a novidade deve estrear oficialmente neste semestre.

Passageiros viajam com conforto no banco traseiro (Foto: Olívia Caires/ ZAP Carros)

Passageiros viajam com conforto no banco traseiro (Foto: Olívia Caires/ ZAP Carros)

O utilitário-esportivo avaliado se saiu muito bem, com destaque para o câmbio manual de seis velocidades que tem engates suaves e precisos. O acabamento interior não surpreende tanto quanto o visual da carroceria, que é inovador e atraente. Por ser um carro com design bem trabalhado por fora, é difícil manter as expectativas ao entrar nele, já que a simplicidade das linhas impera no interior do modelo. Falta um certo tempero e criatividade para casar com a ousadia dos traços externos.

Itens de série como direção hidráulica, ar-condicionado, banco do motorista e volante com regulagem de altura, air bags duplos, faróis de neblina, freios ABS, sistema de rádio com bluetooth e computador de bordo estão presentes em toda a linha Dynamique. Com R$ 1.600 a mais, o proprietário pode adquirir bancos de couro.

O jipinho da Renault apresenta boa ergonomia, que pode ser observada pelos comandos e pela boa posição de dirigir, que é facilmente encontrada. Apesar disso, o modelo peca por trazer o botão de ajuste do retrovisor abaixo do freio de mão, o que dificulta o acesso. Não podemos deixar de citar a boa visibilidade que o utilitário-esportivo apresenta ao motorista.

Ajuste do retrovisor não está bem localizado. Fica abaixo do freio de mão (Foto: Olívia Caires/ ZAP Carros)

Ajuste do retrovisor não está bem localizado. Fica abaixo do freio de mão (Foto: Olívia Caires/ ZAP Carros)

O Duster é bastante confortável tanto para quem dirige quanto para os passageiros, que ficam com bom espaço para as pernas no banco de trás. A tampa do porta-malas abre para cima, diferentemente do EcoSport, que tem abertura para o lado. Desta maneira, a situação do concorrente pode incomodar em vagas mais apertadas, onde o motorista tem que manobrar o veículo para ter acesso ao bagageiro.

Porta-mala na versão 4x4 tem menos espaço do que o 4x2 por conta do sistema de tração

Porta-mala na versão 4x4 tem menos espaço do que o 4x2 por conta do sistema de tração (Foto: Olívia Caires/ ZAP Carros)

O tamanho do porta-malas é superior ao do rival. A versão testada tem capacidade de 400 litros, enquanto a do EcoSport possui 320 l. A configuração 4×2 traz este compartimento ainda maior: 475 l, pois não precisa ceder tanto espaço ao sistema de tração. A suspensão do SUV é estável, a carroceria não rola quando o carro faz curvas. A versão avaliada apresentou bom isolamento acústico e não oferece ruídos externos na cabine.

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