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Grand Vitara V6 é jipe dos bons

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À venda por R$ 114.900, o Grand Vitara V6 é o mais refinado dos produtos oferecidos pela Suzuki no País. Além deste seis-cilindros, a marca importa do Japão a versão 2.0 16V do jipão, tabelada em R$ 83.090, e o pequeno Jimny 1.3 (R$ 57.490).

(Fotos: André Lessa/ AE)

(Fotos: André Lessa/ AE)

Em sua terceira geração, o utilitário-esportivo tem motor de 3,2 litros a gasolina, com duplo comando de válvulas variável. Com isso, gera 232 cv, ante os 261 cv do 3.6 que equipa o mexicano Chevrolet Captiva (R$ 105.758), por exemplo.

Mas, comparado ao Chevrolet, o Suzuki é mais apto ao fora de estrada - sem perder eficiência no asfalto. Sua tração é integral permanente, com opção de travamento em 50% para cada eixo e até reduzida. O Captiva não oferece esses recursos.

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A lista de equipamentos é recheada. De série há seis air bags, freios ABS, bancos de couro, teto solar e até faróis de xenônio. Na transmissão automática, de cinco velocidades, uma tecla permite tornar as trocas de marcha mais esportivas.

A suspensão, independente nas quatro rodas (McPherson na dianteira e multibraço atrás), praticamente neutraliza o reflexo das imperfeições do solo. O jipe também se destaca pelo bom espaço interno. O banco traseiro, que pode ser dividido em 1/3 e 2/3, é rebatível e reclinável.

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NA LAMA - Com bons ângulos de entrada e saída, o Suzuki supera pequenos obstáculos com facilidade. Entretanto, por causa do reduzido vão livre em relação ao solo, o assoalho raspa com frequência ao passar por pisos acidentados. O controle eletrônico de estabilidade, que detecta e corrige riscos de perda de aderência, e o controle de velocidade em descidas agradaram muito.

Nesse último, com velocidade inferior a 25 km/h, basta apertar uma tecla no painel para que o Vitara reduza a velocidade e a mantenha estável. Se o botão da tração estiver no 4×4 bloqueado o jipe não passará dos 15 km/h. Isso somado à reduzida faz com que a máxima não passe de 5 km/h.

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Outro recurso que pode ajudar os trilheiros é o controle de parada em montanha. O sistema mantém o carro imóvel em subidas íngremes por cerca de três segundos, sem acelerar, antes de escorregar para trás. Mas alguém colocaria o Grand Vitara V6 numa trilha de verdade?

PRÓS:

-Mais espaço interno (Além do habitáculo amplo, banco traseiro tem opção 1/3
e 2/3, é rebatível e reclinável)

CONTRAS:

- Vão livre do solo (Por ter altura limitada, seus componentes mais baixos acabam raspando no piso)

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Grand Vitara marca a volta da Suzuki

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Terceira geração do Vitara desembarca no país e vai disputar mercado com o até então irmão Chevrolet Tracker, a segunda geração do jipe

Ele está de volta. E segundo a Suzuki veio para ficar. Após cinco anos, a marca japonesa retorna ao Brasil com a terceira geração do Grand Vitara. O jipe chega na segunda semana de outubro por R$ 89.700 com câmbio manual e por R$ 94.700 na versão automática.

Importado do Japão, é a aposta da Suzuki para reconquistar espaço no mercado brasileiro. O ZAP andou na versão manual com tração integral e motor 2.0 16V.

Conhecido por sua habilidade fora-de-estrada, o Grand Vitara mantém seu DNA aventureiro e chega com mais mordomias no interior para agradar também o motorista urbano. Com sistema de tração integral que conta com reduzida e diferencial central blocante, o mini 4X4 tem ótimo desempenho na terra. A suspensão traseira é bem trabalhada e permite maior contato com o solo e alto nível absorção de trepidação. O carro está sempre à mão e passa bastante segurança para a prática do off-road.

Linhas mais arredondadas, rodas de 17 polegadas e estepe exposto na traseira tornaram o visual do jipinho ainda mais carismático

Mas falta fôlego ao lameiro. O motor 2.0 16V a gasolina gera 140 cavalos e torque de 18,6 kgfm. Mesmo trabalhando em baixas rotações e com todas as peças do propulsor de alumínio - o que permite uma melhor distribuição do peso e performance do carro ? o Vitara deixa a desejar na estrada e em subidas íngremes, tanto no asfalto, como na terra.

Por dentro está mais moderno, mas é simples. O acabamento é muito bom, com forrações espumadas, o que torna as superfícies mais agradáveis ao toque. O interior traz também traços sofisticados, como o quadro de instrumentos que lembra o do Honda Fit, além de ar-condicionado automático no painel central.

Interior é simples, mas traz alguns traços de sofisticação como forrações espumadas, ar-condicionado automático e novo quadro de instrumentos

A visibilidade é boa para todos à bordo. Os assentos traseiros são elevados e há um bom espaço para as pernas aumentando, na medida do possível, o conforto de quem vai de ?carona?, principalmente em aventuras por trilhas. O porta-malas tem capacidade anunciada de 700 litros. Com os bancos rebatidos, sobe para 2000 l.

Outro ponto alto do Vitara é a ergonomia, com botões de fácil acionamento, inclusive com comando de áudio no volante. Completam o pacote de itens de série vidros elétricos, direção hidráulica, dois air bags dianteiros, freios ABS com EBD, faróis de neblina e rádio MP3 para seis discos. Como opcional, por enquanto, apenas revestimento dos assentos em couro que tem preço sugerido de R$ 1.800. No exterior, linhas mais arredondadas, rodas de 17 polegadas e estepe exposto na traseira tornaram o jipinho, disponível nas cores preto, prata e cinza, ainda mais carismático.

Botões são de fácil acionamento, inclusive o comando de áudio no volante

O Vitara antigo continuará no mercado sob outra bandeira. É o Chevrolet Tracker, que, na verdade, trata-se da segunda geração do Suzuki Grand Vitara. A marca japonesa, que não pertence mais a GM, volta cheia de planos. ?No Salão do Automóvel de São Paulo vamos apresentar o jipe compacto Jimny com motor 1.3, a evolução do Samurai, que deve chegar por R$ 60 mil no Brasil?, afirma Alexandre Câmara, diretor-presidente da Suzuki Brasil. ?Daqui há dois anos estamos planejando abrir nossa fábrica no país, mais especificamente em Goiás, onde já contamos com um centro de distribuição de peças.? Os órfãos da marca no Brasil também podem comemorar. ?Vamos dar suporte para os antigos proprietários de veículos Suzuki com oferta de peças e serviços de manutenção?, diz Câmara.

Para dar início das vendas do Grand Vitara no mês que vem a marca inaugura dez concessionárias nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia.  Até agosto de 2009, a Suzuki pretende abrir mais vinte unidades para marcar presença em todas as capitais brasileiras. A projeção de vendas ainda é tímida, com apenas 20 unidades por mês, mas com o aumento da rede de lojas esperam para o segundo semestre do ano que vem uma média de vendas mensal de 600 carros.

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