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Vai viajar para um país vizinho? Vá de carro!

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Se você adora dirigir e quer viajar para a Argentina, Paraguai ou Uruguai (países que fazem parte do Mercosul) e Chile, fazer o caminho de carro pode lhe proporcionar grandes emoções. Ir por conta própria faz com que você tenha acesso a visuais que o avião não oferece, além de proporcionar uma experiência rica em aventura. Mas é preciso ficar atento, há alguns cuidados que você deve tomar antes de colocar o pé na estrada.

Não esqueça de checar os documentos antes de pegar estrada (Fotos: Divulgação)

Não esqueça de checar os documentos antes de pegar estrada (Fotos: Divulgação)

Itens que não podem faltar na sua mala são: Carteira Nacional de habilitação (CNH), RG ou passaporte original, Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) do veículo no nome do condutor e Seguro Carta Verde, mas vamos por partes. A CNH brasileira é válida no Mercosul e Chile, desde que esteja dentro do prazo de validade. Portanto não há obrigatoriedade em adquirir uma carteira de motorista internacional, que traz a tradução do seu documento em oito idiomas.

O Seguro Carta Verde é obrigatório para transitar nos países que fazem parte do Mercosul. Ele cobre acidentes com terceiros, ou seja, caso você bata o carro, o seguro vai indenizar apenas o condutor do outro veículo. De acordo com a empresa HDI Seguros, a indenização mínima estabelecida por danos pessoais a terceiros é de US$ 40 mil por pessoa, até o limite de US$ 200 mil. Já a que diz respeito a danos materiais é de US$ 20 mil, até o limite de US$ 40 mil. O seguro cobre também o pagamento de honorários de advogados de defesa do segurado e custas judiciais até o limite de 50% da indenização paga. O preço de tabela da seguradora varia entre U$ 20,34 (período de três dias) e U$ 93,21 (para 30 dias).

Se o carro for emprestado, você irá precisar levar uma autorização por escrito emitida pelo Ministério das Relações Exteriores

Se o carro for emprestado, você irá precisar levar uma autorização por escrito emitida pelo Ministério das Relações Exteriores

É importante lembrar que, se estiver dirigindo um carro que não é seu, é necessário levar uma autorização por escrito. É preciso constar dados completos do proprietário do carro e condutor, além de todas as informações relativas ao carro, como o modelo, fabricante, ano, motorização, número de chassi, Renavam, placa, entre outros. O documento tem que ser assinado pelo dono do automóvel e ter firma reconhecida. A legalização é emitida através do Ministério das Relações exteriores, que fica em Brasília. Se quiser fazer os trâmites pelo correio, o processo demora 20 dias. Se tiver pressa e disponibilidade para ir até lá, a legalização fica pronta em dois dias.

Na hora de abastecer - Se seu carro for a álcool, nem adianta a viagem, pois você corre sério risco de ficar sem combustível. Nos outros países do Mercosul os veículos não são abastecidos com etanol, portanto você pode ficar mesmo na mão. Se seu carro for movido a gás, fique atento: será preciso trocar a válvula do bico injetor. Neste caso, seria preciso ter um adesivo para comprovar que seu kit de gás está em boas condições, mas o certificado do Inmetro é válido nos países vizinhos, portanto faça valer seus direitos.

Cuidados na pista - É fundamental manter um kit de primeiros socorros e dois triângulos no carro - um para colocar na frente e outro atrás do veículo. Antes de viajar, verifique se o estepe está em boas condições e o extintor de incêndio está dentro do prazo de validade. Fique atento e deixe tudo muito bem preparado: bateria, nível de óleo, radiador, faróis e lanternas reguladas. No Uruguai, todo veículo deve manter ligado o farol baixo permanentemente.

Se estiver nevando em seu destino, o cuidado deve ser redobrado. Nunca deixe seu carro coberto de neve

Se estiver nevando em seu destino, o cuidado deve ser redobrado. Nunca deixe seu carro coberto de neve

Os pneus devem receber uma atenção especial; mantenha-os sempre calibrados. Se você está indo para um lugar que costuma nevar, esteja prevenido, pois a condução fica mais escorregadia. Uma boa ideia é trocar os quatro pneus pelos modelos especiais para rodar na neve. Em casos extremos, você pode recorrer para protege-los com correntes, para oferecer mais aderência ao chão.

Não esqueça de levar um raspador de gelo para poder limpar o carro, em caso de nevasca. Tire o máximo de neve que conseguir, sem deixar para o dia seguinte. Desta maneira, você evita que ela congele em cima de seu carro. Manter um cobertor ou casaco no carro também é bastante recomendável em caso de algum improviso em uma área extremamente fria.

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Montadoras não conseguem avaliar impacto das restrições à importação de carros

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As montadoras brasileiras ainda não conseguem avaliar o impacto que as medidas de restrição às importações podem causar nos negócios. O comércio com a Argentina certamente será o mais afetado, pois é de lá que chega quase metade das importações de veículos e é para o país vizinho que vai a maior parte dos modelos exportados. Todas as grandes montadoras têm fábricas no Brasil e na Argentina, que complementam as linhas de produtos. A Toyota informou que ontem tinha vários veículos destinados ao mercado brasileiro parados na alfândega, mas não citou números. A empresa traz de sua fábrica argentina a picape Hilux e o utilitário-esportivo SW4.

De janeiro a abril deste ano, o Brasil importou 245.949 veículos, 28,5% mais que em igual período do ano passado. O volume representa 22,1% do total de licenciamentos no período. No ano passado, a participação foi de 18,8% e, em 2005, de somente 5,1%. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou não ter tido acesso, até o início da noite de ontem, ao teor da medida do governo brasileiro, apesar de fontes do governo afirmarem que o presidente da entidade, Cledorvino
Belini, foi informado sobre o assunto.

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos (Abeiva) não quis se pronunciar. Na visão da entidade, o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior deve confirmar as sanções às importações somente para carros montados na Argentina. Com isso, as importações de veículos procedentes de outros países, foco da maior parte dos associados da entidade, não devem ser prejudicadas.

PACIÊNCIA - Um executivo da indústria automobilística disse acreditar que a retaliação tem como foco a Argentina. Em sua opinião, as licenças de importação de outros países serão liberadas com rapidez. “É ruim entrar em conflito, pois temos investimentos nos dois países. Por outro lado, o governo brasileiro não pode ficar silencioso quando outro governo começa a brecar seus produtos”, afirmou.

“Ninguém pode culpar o Brasil de não ter tido paciência”, completou o executivo, ao referir-se às constantes batalhas comerciais travadas entre os dois parceiros do Mercosul. A última delas envolve máquinas agrícolas. Centenas delas estão paradas na fronteira, depois que o governo da Argentina estabeleceu licenças de importação que levam até 60 dias para serem liberadas.

Mesmo com a avaliação de que o alvo principal das medidas é a Argentina, as montadoras, internamente, devem torcer para que as barreiras cheguem também aos veículos da Coreia - segundo na lista de mais importados e alvo de reclamação da Anfavea - e da China, que vem ampliando sua participação nas vendas locais de automóveis nos últimos dois anos.

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Brasil impõe barreira à importação de carros

Citroën começa a produzir o AirCross

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(Fotos: Divulgação)

(Fotos: Divulgação)

A produção do Citroën AirCross em Porto Real (RJ) começou hoje. O modelo chega ao mercado brasileiro em setembro e tem o objetivo de brigar com Ford EcoSport, VW CrossFox, entre outros.

A expectativa da Citroën é vender 2.500 unidades do AirCross por mês no Brasil. Ele também será destinado a outros países, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Costa Rica.

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Baseado no monovolume europeu C3 Picasso, o AirCross recebeu modificações para ficar com apelo visual aventureiro. Entre elas estão o estepe na tampa traseira e um apêndice de alumínio no para-choque da frente.

O projeto que deu origem ao AirCross levou 38 meses para ser concluídos e consumiu 138 milhões de euros em investimentos, incluindo melhorias aplicadas na fábrica fluminense.

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Fiat Linea x Citroën C4 Pallas

Demanda do Brasil estimula indústria de automóveis da Argentina

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Buenos Aires - O Brasil tem estimulado a indústria de automóveis argentina recentemente. A Argentina, terceira maior fabricante de automóveis da América Latina, vê sua produção se recuperar da crise global e está caminhando para a montagem de 500 mil veículos neste ano. Apesar de ser inferior aos 600 mil fabricados em 2008, ainda é um resultado muito melhor que o originalmente previsto.

“O mercado brasileiro ajudou muito”, disse o diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz na Argentina, Gustavo Castagnino. “(O Brasil) se tornou o motor da indústria na região, e especialmente na Argentina”.

Incentivos tributários brasileiros, junto com sua recuperação econômica mais rápida em comparação a economias mais desenvolvidas, ajudaram a Argentina a compensar a pouca demanda na Europa.

“O mercado europeu, que foi chave para nós no ano passado, desapareceu completamente. Das 2.500 unidades exportadas para a Espanha no ano passado, fomos para zero este ano. Nós enviamos outras 2 mil para a Rússia em 2008, e nenhuma este ano”, disse Castangnino.

A montadora, controlada pela Daimler AG, produz veículos comerciais na Argentina e, até o ano passado, exportou entre 25 e 30 % de sua produção para o Brasil. Já neste ano, esse número subiu para 50 por cento, disse Castagnino.

A situação reflete a saúde do mercado de automóveis brasileiro, um dos mais fortes do mundo nos últimos meses. O Brasil está entre os seis maiores fabricantes mundiais de automóveis.

O setor automotivo na Argentina representa quase 15 por cento de seu PIB industrial, enquanto as vendas de veículos e peças representam cerca de 9 por cento do total de exportações, segundo dados da consultoria Abeceb.com.

Exportações e demanda local impulsionaram o setor automotivo durante o “boom” econômico de seis anos da Argentina, antes de a economia esfriar e a crise global bater.

Um crescimento na demanda local argentina também tem ajudado a impulsionar uma recuperação.

Argentina restringe autopeças brasileiras

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Em mais uma medida protecionista contra os produtos brasileiros, a Argentina burocratizou a entrada de três tipos de autopeças produzidas no Brasil: baterias, embreagens e freios. Na prática, a exportação desses produtos estão paralisadas.

As novas regras, que entraram em vigor na segunda-feira (14) da semana passada, obrigam as empresas a se registrar junto ao governo argentino e a solicitar licenças de importação. Todo o processo pode demorar, no mínimo, dois meses e meio.

“Com esses prazos, a situação pode se arrastar até dezembro”, diz o negociador-chefe do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Antonio Carlos Meduna.

A ministra da Produção da Argentina, Débora Giogi, garantiu que as montadoras estão excluídas das exigências, que valem para o mercado de reposição. Débora se reuniu ontem, em São Paulo, com o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge.

Conforme o representante do Sindipeças, o fluxo para as montadoras na Argentina está normal, porque as empresas anteciparam embarques, mas “não é possível separar tão claramente” o que vai para a reposição.

“A situação está controlada, mas o problema é a falta de previsibilidade. Esse tipo de medida não combina com a lógica de complementaridade do acordo automotivo entre Brasil e Argentina”, disse o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Sérgio Martins Mello.

Por meio de negociações entre os setores privados, os fabricantes de autopeças instalados no Brasil aceitaram limitar as exportações de baterias, freios e embreagens para a Argentina. Mesmo assim, o país vizinho impôs licenças de importação.

O principal nó está no acordo de baterias. O limite acertado foi de 850 mil unidades. Os brasileiros argumentam que é preciso rever o limite para 1,2 milhão, porque o cálculo foi feito em meio à crise, e agora o mercado reagiu. Os argentinos não concordam.

Apesar da nova medida protecionista, o clima ontem era de conciliação. Os ministros anunciaram que estão buscando empresas argentinas para fornecer equipamentos para o setor de petróleo e gás no Brasil, que deve aumentar as compras por causa do pré-sal.

Débora e Jorge fizeram questão de frisar que a tensão entre Brasil e Argentina - provocada pelo atraso na liberação de licenças de importação - diminuiu. “Houve uma redução grande nas reclamações dos empresários brasileiros, porque a situação econômica melhorou”, disse Jorge. Ele também descartou que as medidas argentinas estejam favorecendo os produtos chineses no mercado argentino e provocando desvio de comércio.

Débora atenuou os problemas enfrentados pelos setores que ainda não conseguiram chegar a um acordo, como têxteis. “Todos os setores vão chegar a um acordo ao seu tempo”, disse. Ela acredita que os acertos setoriais vão levar a uma maior integração produtiva.

Uma fonte presente à reunião fechada entre os ministros disse que a principal divergência permanece, porque “a Argentina acredita em comércio administrado e o Brasil, não”.




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