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Avaliação: Volkswagen Amarok tem tamanho de picape e desempenho de sedã

Categorias: TESTES E AVALIAÇÕES, TODAS AS NOTÍCIAS, Volkswagen

Apesar de parecer óbvio que a Volkswagen Amarok é uma picape, ao dirigi-la é normal ter dúvida se você está em um sedã. O comportamento do modelo, que mede 5,25 metros de comprimento, 1,95 m de largura, 1,83 m de altura e 3,09 m de entre-eixos, gera “incertezas” sobre a categoria a qual pertence. A começar pelos seus diferenciais: a suspensão e o conjunto mecânico.

Arrumar um espaço para estacionar não é fácil; sensor de estacionamento traseiro e direção hidráulica facilitam (Fotos: Divulgação)

Arrumar um espaço para estacionar não é fácil; sensor de estacionamento traseiro e direção hidráulica facilitam (Fotos: Divulgação)

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O sistema de molas, amortecedores e barra estabilizadora vai muito além do esperado. Neste ponto, as concorrentes Chevrolet S10 e Nissan Frontier, por exemplo, são retardatárias. Os ocupantes não são chacoalhados de um lado para o outro de forma intensa quando o carro enfrenta problemas no asfalto. A sacudida é bem parecida com a de um sedã, de suspensão molenga. A suspensão é nota 10, precisa ser tida como um exemplo a ser seguido.

Espaçosa e com boa ergonomia, a Amarok oferece conforto para os ocupantes

Espaçosa e com boa ergonomia, a Amarok oferece conforto para os ocupantes. De maio de 2010 (quando a foi lançada) até o mês passado, a picape soma 26.818 unidades vendidas

O motor 2.0 biturbo diesel, com transmissão automática de 8 velocidades, enfrenta qualquer parada. Na versão topo de linha (cabine dupla 4×4 Highline), avaliada por ZAP Carros, o propulsor gera muita força, de forma rápida. São 42,8 kgfm de torque a apenas 1.750 rpm. O que faz com que o modelo acelere e faça retomadas de forma ágil. Os 180 cv aparecem aos 4.000 rpm e contribuem para o robusto desempenho da picape de mais de duas toneladas.

A caçamba tem capacidade para carregar até 1.017 kg

A caçamba tem capacidade para carregar até 1.017 kg. Capota marítima é um item útil, mas não vem de série R$ 868,93

As trocas de marcha acontecem em baixas rotações e são equilibradas para que as 8 velocidades possam apoiar o trabalho do trem de força, que tem muito para mostrar. As respostas são imediatas, ignoram o peso da picape. A Amarok também pode ser colocada em qualquer tipo de terreno, seja na cidade ou nas trilhas off road. Com a ajuda da tração integral 4×4, o “marmanjo” aceita qualquer desafio. O motorista não precisa nem se preocupar em acionar botão para adaptar o carro ao tipo de asfalto, outra comodidade. Porém, se quiser conduzir com câmbio manual, há essa opção na própria alavanca.

Os pneus 255/60 R 18 são de uso misto e o rodar áspero não é sentido com facilidade. Os ruídos não invadem

Os pneus 255/60 R 18 são de uso misto e o rodar áspero não é sentido com facilidade. Os ruídos não invadem

Apesar de ser movida a diesel, na cabine os ocupantes não encontram as más lembranças deste combustível, como o barulho semelhante ao de caminhões, obra do bom isolamento acústico. O câmbio e o volante também não trepidam quando o trem de força está em funcionamento. A boa posição de dirigir é fácil de ser encontrada, há ajuste de altura e profundidade do volante (comum em automóveis) - detalhes que não lembram uma picape.

Esta configuração parte de R$ 130.550 e carrega ar-condicionado digital de duas zonas, air bag duplo, controle eletrônico de frenagem, bloqueio eletrônico de diferencial, computador de bordo, banco com revestimento em couro, faróis de neblina, sensor de estacionamento traseiro e controle de tração. No entanto, falta “recheio” nesta versão mais cara, como o acendimento automático dos faróis, o ajuste elétrico do banco do motorista e o terceiro encosto de cabeça da fileira de trás. Além do rádio (com Bluetooth, entrada para CD-Player e GPS) integrado a tela sensível ao toque e controle de estabilidade (ESP), que também ficam de fora da lista de itens de série (pagos a parte, custam ao todo. A montadora deveria também oferecer uma configuração flex da picape e câmbio automático em outras versões para não ficar atrás das rivais.

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Comparativo de picapes: VW Amarok x Toyota Hilux x Chevrolet S10 x Nissan Frontier x Mitsubishi L 200 (Fotos:

Comparativo de picapes: VW Amarok x Toyota Hilux x Chevrolet S10 x Nissan Frontier x Mitsubishi L 200 (Fotos: Márcio Fernandes/ AE)

Poucos segmentos receberam tantas novidades no País quanto o de picapes médias. As mais “frescas” são a S10 e a Ranger, que foram totalmente reformuladas, viraram projetos globais e em nada - exceto o nome - remetem às antecessoras. A Chevrolet já está à venda e a Ford começa a chegar neste mês.

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Para avaliar o desempenho da estreante em relação às rivais e traçar um panorama do segmento, cujas vendas continuam aquecidas, reunimos neste comparativo os seis principais modelos do mercado. Todas nas versões de topo, com cabine dupla e câmbio automático. Ao contrário do que ocorre em geral com automóveis, das picapes são as opções mais sofisticadas e caras as de maiores vendas entre os consumidores “comuns”. Ficaram de fora a chinesa Effa Plutus e a indiana Mahindra Pik-Up.

A vencedora foi a Amarok, tabelada a R$ 130.550 na configuração Highline. O utilitário, que, assim como a Ranger e a Toyota Hilux, é feito na Argentina, representa um passo adiante entre as picapes. Dos seis modelos avaliados, o Volkswagen é o único que oferece dirigibilidade similar a de automóveis. Suas respostas lembram as de sedãs médios.

A estreante Ranger, que parte de R$ 130.900 na opção Limited, garantiu o segundo lugar e provou que a má fase passou. O argumento usado pela área de marketing da Ford, que informa que “da antiga picape não ficaram nem os parafusos” resume bem a diferença entre as gerações.

A Chevrolet S10, com tabela de R$ 130.840 na versão LTZ, completa o pódio. O modelo feito em São José dos Campos, no interior de São Paulo, havia perdido outro comparativo para a Amarok. E aqui levou a pior também em relação à novata.

As três primeiras também mostram que há um “abismo” entre elas e as outras três, digamos, “antigas”.

Embora todas tenham recebido algum tido de renovação recentemente, Nissan Frontier (a R$ 123.890 na versão LE Attack), Mitsubishi L200 Triton (tabelada a R$ 122.900 na opção HPE) e a Hilux (R$ 139.210 na configuração SRV Top) ficaram bem para trás do trio da ponta.

Elas foram ultrapassadas em aspectos como o sistema de acionamento do 4×4, feito por alavanca na Hilux e na Triton, oferta de itens de série e desempenho, para o qual conta o acerto das suspensões. Isso sem falar no conforto aos ocupantes.

Nas demais o acionamento da tração integral é elétrico. Das versões avaliadas, S10, Amarok e Ranger trazem controles de tração e estabilidade. A Ford vem ainda com seis air bags. No pacote com quatro peças de reposição, a diferença entre o maior e o menor preço passou de 110%. Não há cotação de seguro porque a Ranger ainda não consta na lista das seguradoras.

Volkswagen Amarok tem mesma dirigibilidade que um sedã

Volkswagen Amarok tem mesma dirigibilidade que um sedã

AMAROK: É PICAPE, MAS PARECE SEDÃ - Dizer que a Amarok tem dirigibilidade de carro de passeio não é figura de linguagem. Sua direção tem mesmo relação de automóvel, é rápida e precisa. Por R$ 130.550, ela é a única das seis com essa virtude. Também só a Volkswagen traz câmbio automático de oito marchas com opção de trocas sequenciais manuais e tração 4×4 permanente.

Os 180 cv e 42,8 kgfm gerados pelo motor quatro-cilindros 2.0 biturbo são distribuídos entre os eixos na proporção de 60% atrás e 40% na frente. Dependendo do piso, o traseiro pode receber até 80%. E o dianteiro, 60%.

A posição de dirigir também é semelhante à de carros pequenos. Do sexteto, a Amarok é a única com ajustes de altura e distância para o volante. Seu acerto de suspensão é impecável. É pouco incomodada pelas irregularidades do piso, com a vantagem de manter a carroceria firme em curvas.

De série há ar-condicionado digital de duas zonas, como na Ranger, bancos de couro e sensor de estacionamento atrás. O som é bom, mas para ter navegador GPS e tela sensível ao toque é preciso pagar mais R$ 2.500.

Também é opcional o controle de estabilidade (R$ 1.500), que inclui assistente para partida em rampa e controle de descida. Só o controle de tração é de série. A Amarok é um sedã que tomou fermento e leva até 1 tonelada na caçamba. Mas não vende muito: de janeiro a julho, foram 8.935 unidades, segundo a Fenabrave, que reúne as associações de concessionárias.

Ford Ranger

Ford Ranger é a mais potente

RANGER: A MAIS POTENTE - Nesta nova geração, a Ranger estreia o motor cinco-cilindros 3.2 que esbanja força: são 200 cv, a maior potência da categoria. Os 47,9 kgfm de torque máximo são bem trabalhados pela caixa automática de seis marchas, outra novidade na linha.

A tração 4×4 conta com sistema que opera o diferencial traseiro em “níveis”: do deslizamento limitado ao bloqueio, na reduzida, quando a picape “vira onça”. Tudo é operado por botões no painel. A suspensão melhorou muito em relação à geração anterior e colabora para a boa dirigibilidade. O sistema não se iguala ao da Amarok, mas é melhor que o da S10. Principalmente por evitar que a carroceria incline demais em curvas. A direção é precisa.

A posição de dirigir não é tão boa quanto a da Volkswagen por causa do apoio para o pé esquerdo, que é ruim. Também faz falta o ajuste de distância para o volante, que tem a vantagem de ser pequeno, e da regulagem por alavanca dos bancos dianteiros.

Entre os itens de série há navegador GPS e sistema multimídia, que é complicado de mexer. Entre as exclusividades estão os seis air bags, enquanto as rivais oferecem, no máximo, dois.

A Ranger traz o luxo de lâmpadas nos retrovisores, apontando para baixo, de forma a iluminar o chão. Elas se acendem quando as portas são destravadas. A novidade da Ford tem os preços mais altos no pacote de peças de manutenção. Juntos, os quatro itens custam mais que o dobro dos da Frontier, a opção mais em conta nesse quesito.

Chevrolet S10

Chevrolet S10 é líder de vendas no mercado

S10: CARA NOVA, MESMA LIDERANÇA - A S10 passou 17 anos mostrando a mesma cara, com alguns poucos retoques, mas, mesmo assim, manteve a liderança de vendas entre as picapes médias. Veio a reforma total neste ano e? a Chevrolet permaneceu líder. São 22.544 unidades emplacadas de janeiro a julho.

Tabelada a R$ 130.840 na versão de topo LTZ, tem motor quatro-cilindros 2.8 de 180 cv e bons 47,9 kgfm. Seu câmbio de seis marchas oferece opções de trocas manuais sequenciais. De série, assim como Amarok e Ranger, estão os controles de tração e estabilidade. Há também freios ABS e dois air bags.

Os bancos têm revestimento de couro e o do motorista conta com ajustes elétricos. O espaço para passageiros no banco traseiro é bom, o maior entre essas seis picapes. O ocupante da frente também é bem tratado. No habitáculo da Chevrolet a vibração do motor se faz presente. O isolamento acústico também poderia ser melhor.

A S10 não é moderna nos sistemas de entretenimento eletrônicos. Apesar do preço e do posicionamento, ela não oferece GPS nem tela sensível ao toque. Há apenas entradas auxiliares no toca-CDs e leitor de MP3.

O problema para a S10 é que Amarok e Ranger são bem melhores de guiar. A Chevrolet fica devendo em precisão de direção e na suspensão, muito mole. Ela até absorve bem as imperfeições do piso, aspecto digno de louvor. Mas em curvas, sua carroceria inclina além do que seria razoável para um veículo desse tamanho.

Nissan Frontier

Nissan Frontier é a mais bruta de todas

FRONTIER: CUSTO DE PEÇAS SURPREENDE - A Nissan Frontier foi a quarta mais vendida de janeiro a julho, com 9.454 unidades, conforme a Fenabrave. Na versão LE Attack, tabelada a R$ 123.890, é a segunda mais em conta das seis.

Seu sobrenome e o visual imponente fazem jus às características do modelo feito no Paraná. Ela é a mais “bruta” dessas seis picapes. Seu motor é o destaque. Seu quatro-cilindros de 2,5 litros produz 190 cv e 45,8 kgfm. A picape ficaria melhor com uma caixa de câmbio de seis marchas, mas a de cinco utilizada pela Nissan até que dá conta do recado. A tração 4×4 é acionada por botão no painel.

Sua suspensão não foge à regra. A Frontier saltita à vontade quando passa por buracos, o que não ajuda na dirigibilidade. Pior é a direção, de respostas lentas. Com diâmetro de giro de 13,2 metros, requer muita paciência na hora de manobrar.

A vida a bordo beneficia apenas o motorista, que conta com boa posição de guiar. A ergonomia é correta e o sistema de som agrada, sem empolgar. Os passageiros, por outro lado, são prejudicados por aspectos como o espaço restrito para quem viaja na frente, afetado pelo túnel central. A tampa do porta-luvas, quando aberta, bate nas pernas do ocupante e o banco tem assento baixo.

Para os que vão atrás, o banco tem o encosto muito vertical, o que compromete o conforto. O que surpreendeu positivamente foi o custo de manutenção. No total, seu pacote de peças tem preço semelhante ao de hatches nacionais de entrada.

Mitsubishi L 200

Mitsubishi L 200

PREÇO É O TRUNFO DA L200 - Lançada aqui em 2007, mesmo ano de estreia da Nissan Frontier, a Mitsubishi L200 Triton HPE é a que tem o preço mais em conta entre os modelos deste comparativo: R$ 122.990.

Terceira mais emplacada no País, com 11.617 unidades, de janeiro a julho, a picape fabricada em Catalão (GO) acaba de receber atualizações.

Além do motor quatro-cilindros 3.2, que foi adequado às novas normas de emissões e agora tem 170 cv, houve mudança na suspensão, que traz novos amortecedores e molas. Isso melhorou as respostas ao passar por buracos. Existe um “retardo” no movimento vertical das rodas, o que altera menos a trajetória da picape e a faz pular menos.

Seu diâmetro de giro, de apenas 11,8 metros, é o menor entre as seis picapes. Isso ajuda muito na hora de manobrar, pois trata-se de veículos com mais de 5 metros de comprimento. Mas sua direção tem respostas lentas.

O torque de 35 kgfm é o mais baixo das seis e seu câmbio tem apenas quatro marchas. O resultado são acelerações menos vigorosas que as das rivais.

Por dentro a Triton não mudou. Está lá, como na Hilux, a alavanca no assoalho para acionar o 4×4. Nas demais há seletores giratórios. Mas esse é o menor dos problemas. A qualidade dos materiais nas portas e painel é o que mais desagrada. Os plásticos aparentam baixa qualidade.

A lista de recursos eletrônicos da L200 é minguada, mas inclui navegador GPS com tela de 7?. O sistema também reproduz CD e DVD e tem entradas auxiliares.

Toyota Hilux

Toyota Hilux, a mais antiga

HILUX FICOU NA LANTERNA - Mais antiga das seis - a atual geração é de 2005 - , a Hilux é também a mais cara. São R$ 139.210 na versão de topo, ou R$ 8,5 mil acima de Amarok, Ranger e S10, que oferecem mesmo nível de equipamentos (ou mais) e são bem mais modernas.

Segunda mais vendida do País, com 17.817 unidades até julho, a picape da Toyota ficou para trás em relação às três novidades na dirigibilidade. Sua suspensão é firme demais e ela salta com vontade ao passar sobre imperfeições.

Os passageiros do banco de trás têm espaço razoável, com o banco de assento muito baixo, tal qual na L200 e na Frontier.

Assim como as rivais, a Hilux recebeu alterações no motor, que ficou mais “limpo” e potente. Foram 8 cv de aumento, para gerar agora 171 cv. A picape ficou pouco mais “viva” ao acelerar, principalmente porque também mudou o câmbio automático. Foi-se embora a caixa de quatro marchas e veio a de cinco.

A relação a mais fez bem à Toyota, permitindo à caixa distribuir melhor a força do motor, que é uma das menores. Com 36,7 kgfm, fica à frente apenas da disponível na L200.

O modelo feito na Argentina ganhou novos sistema multimídia, com tela de 6″ sensível ao toque, e navegador GPS. Nova também é a câmera de ré, uma enorme ajuda nas cidades.

Por dentro, o nível de acabamento é bom. Os materiais utilizados transmitem sensação de boa qualidade.  Só não é fácil encontrar a posição ideal de dirigir. Isso apesar de o volante ter ajuste de altura.

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Ford Ranger será apresentada no fim do mês (Fotos: Thalita Real/ ZAP Carros)

Ford Ranger será apresentada no fim do mês (Fotos: Thalita Real/ ZAP Carros)

A nova Ford Ranger será lançada oficialmente no fim do mês, mas já roda sem disfarces pelas ruas de São Paulo. Concorrente da Volkswagen Amarok, Chevrolet S10 e Nissan Frontier, a picape passou por uma mudança radical e deve ser oferecida em três opções de motor, três de acabamento e configurações de cabine dupla e simples. Entre as versões de propulsor, a topo de linha deve vir com 3.2 turbodiesel de 200 cv, tornando-se a picape mais potente do País. As demais devem trazer o motor 2.5 flex de 170 cv e 2.5 turbodiesel de 150 cv.

Picape ganhou visual totalmente novo

Picape ganhou visual totalmente novo

A montadora vai relevar todas as informações, como medidas, desempenho e preço durante o evento, que ocorre de 29 de junho a 2 de julho. Fique de olho e confira aqui a avaliação da Nova Ford Ranger.

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  Modelo ficou 18 cv mais potente e, de acordo com a marca, 26% menos poluente, em comparação à linha anterior (Fotos: Thalita Real/ ZAP Carros)

Modelo ficou 18 cv mais potente e, de acordo com a marca, 26% menos poluente, em comparação à linha anterior (Fotos: Thalita Real/ ZAP Carros)

Picape para macho, mas para macho mesmo é a Nissan Frontier. Produzido em São José dos Pinhais (PR), o modelo tem seu lado machista assumido e faz questão de deixar isso bem claro pela vestimenta simples e pelo andar nada delicado. Apesar da versão Attack SE 4×4, testada pelo ZAP Carros, desconhecer requinte e fugir das aulas de etiqueta (assim acontece nas outras seis configurações), a sua proposta é clara e cumprida, sem qualquer enganação. Ou seja, está aí com seu motor robusto de 2.5 l turbo, de 190 cv a 3.600 rpm (o mais potente, atualmente) para enfrentar qualquer parada, sem frescura.

Acabamento é simples, mas não deixa a desejar. A preocupação do modelo é com desempenho, acabamento refinado não é coisa de ?macho?

Acabamento é simples, mas não deixa a desejar. A preocupação do modelo é com desempenho, refinamento não é coisa de "macho"

Sua força (45,8 kgfm) está disponível em baixa rotação, logo aos 2 mil giros. É só apertar um pouco mais o pedal da direita para a picape de descendência japonesa urrar (movida a diesel, o barulho incomoda, pois o isolamento não é eficaz) e mostrar que gosta de trabalho pesado. Quanto mais serviço, melhor. No entanto, sua transmissão de seis marchas treina a paciência do motorista quando a intenção é engatar a marcha ré, pois o encaixe não é preciso. Na maioria das vezes, são várias as tentativas até o comando estar no local exato. As demais relações não criam intrigas com o propulsor.

Configuração SE Attack tem rodas de liga leve de 16"

Configuração SE Attack tem rodas de liga leve de 16"

Avaliada em R$102.690 (com IPI reduzido), a concorrente da Volkswagen Amarok e Chevrolet S10 é a única do segmento que não traz “fru-fru” e quer agradar pelo que realmente é, sem qualquer preocupação com traquejo social. A versão testada de cor verde é como o Shrek, personagem de desenho infantil, que consegue conquistar a princesa Fiona e todo o reino com seu jeitão ogro, mesmo tendo como rival o príncipe, um candidato cheio de requinte.

Capota marítima é item útil, mas não vem de série

Capota marítima é item útil, mas não vem de série

Por fora, os traços continuam a transmitir força - no quesito design nada mudou, desde a última novidade da linha apresentada em fevereiro. Por dentro, a configuração de cabine dupla oferece ótimo espaço para os ocupantes, definido pelos 5,23 metros de comprimento, 1,78 m de altura, 1,85 m de largura e 3,2 m de entreeixos. A caçamba, que suporta até 1.030 kg, acomoda bem as bagagens, mas para evitar qualquer problema, caso chova, o motorista precisa desembolsar mais R$ 735,25 (sem instalação e frete) pela capota marítima, item opcional.

O banco traseiro é levemente mais alto que os da frente. A sensação é de estar em uma arquibancada

O banco traseiro é levemente mais alto que os da frente. A sensação é de estar em uma arquibancada

A suspensão é rígida, como nas rivais, para poder suportar o peso da carga. Em locais esburacados, os ocupantes sentem certo desconforto. Pelo seu “pequeno” tamanho dá para imaginar como é “fácil” estacionar ou até mesmo manobrar. Para ajudar nessa tarefa, há o sensor de estacionamento traseiro, que acrescenta R$ 999,90 na conta final, pois não vem de fábrica. De série, a configuração SE Attack 4×4 traz: vidros e travas elétricos, abertura interna do tanque de combustível, ar-condicionado, faróis de neblina, alarme, air bag duplo, freios ABS com Distribuição eletrônica de Frenagem (EBD) e rádio com MP3.

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Nova Chevrolet S10 passou por mudança radical (Fotos: Thalita Real/ ZAP Carros)

Ao todo são 12 configurações, entre cabine simples, estendida e dupla. Há também dois motores (2.4 Flex e 2.8 turbodiesel) e transmissão manual e automática

(Fotos: Thalita Real/ ZAP Carros)

A nova Chevrolet S10 mal saiu do forno, mas já demonstra que a receita deve fazer sucesso entre os consumidores de picapes. Lançada em fevereiro, ela vendeu em março cerca de mil unidades a mais do que no mês anterior, quando comercializava seu modelo que durou 16 anos com o mesmo visual. De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o modelo da GM - que não herda nada da geração anterior - emplacou 2.735 veículos, contra 1.576 da Toyota Hilux (modificada no semestre passado, com a novidade do motor flex para a linha). No entanto, esse número está bem longe do que espera a montadora americana, pois ela quer fechar cada mês com cerca de 4 mil unidades vendidas.

Além da cabine dupla, a marca também oferece cabine simples para a S10

A nova S10 turbodiesel, em qualquer configuração, pode rebocar até 3.500 kg

A linha da nova S10 conta com cabines simples, estendida e dupla, e três versões de acabamento: a LS (parte de R$ 58.868), a LT (R$ 61.890) e a LTZ (R$ 117.400). Esta, que segundo a marca deve representar 60% das vendas, foi a escolhida para contarmos seus prós e contras. Testamos a configuração topo de linha, com motor 2.8 turbodiesel 4×2 (cabine dupla). O visual está totalmente renovado, aposentou o desenho cansado e apostou em uma linha mais robusta e moderna. Inclusive, quando vista de lado se assemelha muito ao do modelo da Toyota. A criação agrada e tem harmonia, a frente com grades e faróis vistosos (assinatura da marca) combinam de forma proporcional ao restante da carroceria.

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Com uma altura de 22,5 cm em relação ao solo, a S10 tem ângulo de ataque 30,7º e o de saída é de 16,1º, tanto na versão de cabine simples quanto na de cabine dupla

Com uma altura de 22,5 cm em relação ao solo, a S10 tem ângulo de ataque 30,7º e o de saída é de 16,1º, tanto na versão de cabine simples quanto na de cabine dupla

Agora são 5,34 metros de comprimento, 3,09 m de distância entre-eixos, 1,88 m de largura e 1,82 m de altura. O modelo anterior trazia, nessa mesma ordem, 5,26 m, 3,12 m, 1,73 m e 1,66 m. Ou seja, esticou um pouco no comprimento e na altura e perdeu alguns centímetros nos outros quesitos.

O grandalhão aposta em uma cabine mais aconchegante e confortável, características que lembram um carro de passeio, como um sedã. O acabamento do interior também tem vigor; não é bruto, demonstra criatividade em alguns pontos, como nas saídas de ar verticais e botão do ar-condicionado bem acentuado. Na configuração avaliada, cinco pessoas viajam com comodidade e aproveitam o espaço para as pernas sem preocupação de aperto. O único incômodo, como em qualquer outra picape, é o “pula-pula” no banco traseiro por conta da suspensão que, obviamente, precisa ser mais rígida para aguentar o peso na caçamba.

Entre itens de série, pelo menos na versão topo, um sensor de estacionamento seria bem-vindo. Equipamento útil para vagas raras das grandes metrópoles, ainda mais sendo uma picape

Nova S10 demorou 16 anos para receber a segunda geração. Demorou, mas valeu a espera (Foto: Divulgação)

Em certos momentos o motorista não se lembra de que está em uma picape, graças à boa dirigibilidade. A ergonomia satisfaz também pelos fáceis comandos e pelo prático ajuste elétrico da posição de dirigir e da regulagem do volante (item só muda em altura, não há opção de alterar a distância longitudinalmente). Tudo fica à mão, muito bem servido. Porém, a certeza de que se está em uma picape a diesel vem à tona quando o barulho do motor invade a cabine e deixa as características do som de veículos movidos com este combustível. Assim como é possível notar a alavanca do câmbio automático trepidar em algumas situações.

O propulsor de 180 cv (disponíveis aos 3.800 rpm) esbanja saúde, visto pelo torque de 47,9 kgfm em baixa rotação - 2 mil giros, que carrega mais de 2 mil toneladas com facilidade. O modelo oferece seis marchas na configuração automática que aproveita as rotações do trem de força de maneira equilibrada, sem “esgoelar” implorando pela próxima marcha.

Por R$ 117.400, a nova S10 na versão topo chega ao consumidor completa, com: alarme, air bag duplo, ar-condicionado digital, direção hidráulica, freios com ABS, computador de bordo, faróis de neblina, desembaçador do vidro traseiro, gancho de reboque dianteiro, controle eletrônico de estabilidade (ESP), controle de tração (TCS), rodas de liga-leve aro 17, pneus 255/65R17, bancos de couro, CD player/MP3 com Bluetooth, entradas USB e auxiliar, piloto automático com controles no volante e vidros elétricos nas quatro portas.

Nova S10 demorou 16 anos para receber a segunda geração. Demorou, mas valeu a espera. O modelo é baseado

Entre itens de série, pelo menos na versão topo,  sensor de estacionamento ou câmera de visão traseira seriam bem-vindos. Equipamentos úteis para vagas raras das grandes metrópoles, ainda mais sendo uma picape

Vale ficar de olho, pois as rivais também têm seus méritos, o que torna a briga ainda mais complicada, como a VW Amarok com novo câmbio automático de 8 marchas, a Nissan Frontier com 190 cv - atualmente, a mais potente de todas, a Toyota Hilux - líder de vendas do segmento com motor diesel - traz desde 2011 motor flex e a Ford Ranger, que será lançada no fim deste semestre.

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