Se o Citroën DS3 fosse um brinquedo, ele seria o Ken, o namorado da Barbie. Um boneco com um guarda-roupa quase infinito, de bem com a vida e amigo de todos. Mas o menor veículo da linha DS está longe de ser um brinquedo de menina. Com motor 1.6 turbo de 165 cv fabricado pela BMW em parceria com o grupo PSA, transmissão manual de seis marchas e suspensão firme, o modelo pode ser divertido (e masculino) o suficiente para agradar os motoristas que se vestem de forma mais conservadora.
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Modelo chama atenção pelas ruas por conta de seu visual futurista (Fotos: Divulgação)
Mas que fique claro: o DS3 chama muito a atenção nas ruas. E a Citroën sabe disso. Não é à toa que a marca coloca à disposição sete opções de personalização do teto, quatro cores de máscaras para o acabamento do painel e duas tonalidades (branca ou preta) para as rodas de liga-leve de 17″ diamantadas na tentativa de minimizar ou potencializar o olhar alheio. Mas não tem jeito.

Rodas diamantadas de 17 polegadas e as ponteiras duplas cromadas de escape denunciam a vocação esportiva deste hatch
Tabelado a partir de R$ 79.990, o DS3 oferece tudo o que se espera de um carro de imagem - como os marqueteiros costumam nomear os veículos dessa categoria, como Audi A1 (que parte de R$ 99.900) e Mini Cooper (que começa em R$ 69.950 - versão One). Ele é ágil, belo, compacto e tem ótima dirigibilidade.

Apesar da excelente posição de dirigir, achar alguns comandos pela cabine requer tempo: os de aquecimento dos bancos, por exemplo, ficam na base dos assentos
Sua ampla lista de série traz ar-condicionado digital, perfumador de painel, iluminação interna dianteira para os pés e no console, seis air bags (frontais, tórax e de cortina), sensores crepuscular e de aproximação de obstáculos traseiros, LEDs para iluminação diurna, freios ABS com EBD (distribuição eletrônica de frenagem) e AFU (auxílio à frenagem de urgência), além de programas eletrônicos de estabilidade (ESP) e antipatinagem (ASR).
Os bancos de couro fazem falta, é verdade. Além das cores metálicas, é opcional no modelo: por R$ 2.900 o DS3 recebe o revestimento dos assentos de couro “Claudia” perfurado com sistema de aquecimento - “Claudia?!”. Coisas do mundo da moda…

Porta-malas tem 280 l. Há três cores sólidas sem custo: branca, vermelha e amarela. As outras cinco tonalidades metálicas acrescentem R$ 1.190 ao preço do carro
Por falar nisso, lembra-se do guarda-roupas do Ken? Pois então, o DS3 oferece quatro opções de cor (vermelha, amarela, branca e preta) para o pomo da alavanca de câmbio e para as calotinhas centrais das rodas de liga-leve, adesivos de capô, teto e porta-malas, acabamento cromado na lanterna cromada e na moldura do vidro traseiro. Todos estes oferecidos como acessórios nas concessionárias.

Painel de instrumentos conta com indicador digital de marcha ideal a ser engatada, "ajudando" o motorista a dirigir de forma eficiente
“BIPOLAR” - Assim como a aparência, que pode ser “normal” ou extravagante, o comportamento do DS3 em movimento também fica a critério do motorista. Se o condutor quiser um carro dócil, silencioso e econômico, basta aliviar o pedal do acelerador que o hatch Citroën se mostrará uma ótima pedida. Claro que o resultado da equação entre as rodas de 17 polegadas com pneus 205/45 com a suspensão firme pode não agradar os passageiros do banco de trás. Mas é justamente essa mistura que deixa claro a outra face do DS3.
Isso porque se basta pisar fundo no pedal da direita que o motor turbo (o mesmo que equipa o Mini Cooper S e os Peugeot 408 e 3008) faz o compacto acelerar como gente grande. Mérito do bom torque de 24,5 kgfm, disponível já as 1400 rpm, que deixa o modelo sempre atento à vontade de velocidade do motorista. Com a direção de respostas rápidas, o parque de diversões fica completo. E a alegria vem em números.
Com apenas 1.165 kg (81 kg a mais do que um Ford Fiesta 1.0), o DS3 acelera de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos - Igualzinho a um VW Jetta Turbo - e alcança a velocidade máxima de 217 km/h, deixando muito carro que se diz ser esportivo para trás.
Com 3,95 m de comprimento (exatamente o tamanho do Audi A1), 2,46 m de entre-eixos, 1,48 m de altura e 1,72 m de largura, o DS3 mostra todas as qualidades da “grife” francesa. Lançado em maio deste ano, ele foi o primeiro modelo da família DS (que homenageia o Citroën de mesmo nome comercializado na Europa entre as décadas de 50 e 70) a chegar ao mercado brasileiro. Montado sobre a mesma matriz da segunda geração do C3, o DS3 é também o menor da turma DS.
Enquanto os “irmãos” maiores DS4 e DS5 não chegam às lojas do Brasil (ambos estavam expostos no Salão do Automóvel de São Paulo), o DS3 segue como único representante da gama DS por aqui. Bom para as condutoras, que podem “emperequetar” visualmente o modelo Citroën do jeito que bem entenderem, melhor ainda para os homens, que podem ter um carro capaz de impressionar dinamicamente qualquer Barbie.
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