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Esportivo e confortável, Kia Optima parte de R$ 96.900

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Kia Optima chega com transmissão automática de seis velocidades (Fotos: Divulgação)

Kia Optima chega com transmissão automática de seis velocidades (Fotos: Divulgação)

Com novo conceito de design e conjunto mecânico, a Kia Motors apresenta a terceira geração do sedã Magentis, que passa a se chamar Optima. A montadora resolveu padronizar o nome do carro com os produzidos em outros países, porém não é só a denominação que muda. A marca sul-coreana trouxe o veículo de 16 válvulas renovado, com novo motor 2.4 DOHC e lista de equipamentos bastante atrativa.

Grade entre os faróis trazem a marca de DNA da Kia

Grade entre os faróis trazem a marca de DNA da Kia

Segundo José Luiz Gandini, presidente da Kia no Brasil, o veículo já estava pronto para venda no País desde o ano passado. “Nós estávamos esperando para sentir o mercado depois do aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), diz. Além da alteração no nome, a marca trouxe também mais potência para a nova geração. De 164 cv a 6.200 rpm do Magentis, o sedã evoluiu para 180 cv a 6.000 rpm. O torque também aumentou e o motor do Optima é agora capaz de desenvolver 23,6 kgfm a 4.000 rpm.

Sedã tem spoiler na tampa traseira de todas as versões

Sedã tem spoiler na tampa traseira de todas as versões

O público-alvo do Optima, de acordo com Ary Jorge Ribeiro, diretor de vendas da fabricante, é composto por executivos, empresários e profissionais liberais, por volta de 40 anos de idade e casados, com filhos. “Além disso, este sedã é direcionado para quem gosta de sentir o carro, devido a sua direção esportiva, afirma Ribeiro. Como principais concorrentes, a Kia tem a ousadia de listar a Mercedes-Benz C 180, Volkswagen Passat, Bmw 320i, Ford Fusion e Hyundai Sonata, porém este último é o que traz realidade mais próxima à novidade da montadora sul-coreana.

Porta-malas oferece capacidade de 437 litros e tanque de combustível tem volume de 70 l

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O Optima e o Sonata são equipados com o mesmo tipo de motor, que oferece números de potência e torque bastante aproximados. Embora tenham exatamente a mesma distância entre-eixos (2,79 metros), o sedã da Kia é maior e mais baixo do que o carro da Hyundai, com 4,84 m de comprimento e 1,47 m de altura. A diferença entre essas medidas é, no entanto, de apenas dois centímetros.

Apesar da veia esportiva, Optima traz sistema Econ como alternativa para o motorista que desejar economizar combustível

Apesar da veia esportiva, Optima traz sistema Econ como alternativa para o motorista que desejar economizar combustível

As rodas de liga leve aro 18 e o escapamento com duas saídas dão toque esportivo ao veículo. As linhas da cintura são mais altas do que o habitual e fazem parte de um design muito atraente. Há somente duas versões para este modelo: a de entrada, que parte de R$ 96.900, e a configuração mais completa, por R$ 105.900, que traz teto solar duplo panôramico, acionamento do motor atráves de botão Start/Stop e faróis de xenon.

Optima é vendido nas cores prata brilhante, branco neve e preto ébano

Optima é vendido nas cores prata brilhante, branco neve e preto ébano

A lista de série das duas versões é bem equipada, com revestimentos em couro, ar-condicionado digital dual zone, air bags, controles eletrônicos de tração (TCS) e estabilidade (ESP), freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD (distribuição de força de frenagem), computador de bordo, câmera de ré com visor LCD no retrovisor interno, além de muitos outros itens interessantes. A fabricante promete a chegada de GPS para os próximos meses.

Computador de bordo, piloto automático e sistema de som podem ser controlados no volante

Computador de bordo, piloto automático e sistema de som podem ser controlados no volante

Durante o lançamento do sedã, o ZAP Carros avaliou o Optima em percurso de aproximadamente 200 km, como motorista e passageiro. O interior do veículo é muito confortável, com bastante espaço para esticar as pernas, tanto para quem senta no banco da frente quanto no detrás. O acabamento é caprichado e não apresenta rebarbas. O painel é elegante  e seu material é agradável ao toque. O porta-luvas é espaçoso e útil para quem passa horas no trânsito e quer se refrescar com uma bebida, já que o equipamento é refrigerado.

Proprietário pode optar entre dois tons de bege e preto monocromático para as cores internas do sedã

Proprietário pode optar entre dois tons de bege e preto monocromático para as cores internas do sedã

Embora a Kia afirme ter tomado medidas para minimizar o nível de barulho, o isolamento acústico não é tão silencioso assim. Quando o sedã está em alta velocidade, é possível ouvir a rolagem dos pneus quando se está dentro do carro, além de outros ruídos externos. O carro, no entanto, não sacode mesmo quando o velocímetro atinge os 120 km/h e oferece ótimas arrancadas e retomadas. O câmbio automático de seis velocidades é suave e preciso, não fazendo com que o veículo sofra trancos. A suspensão é bem ajustada e não permite que haja rolamento da carroceria em curvas. A montadora não divulgou dados oficiais a respeito do consumo médio do carro, porém a reportagem verificou que o automóvel fez cerca de 10 quilômetros por litro na estrada, no trecho avaliado.

Motor é Theta II de 2.4 litros DOHC, a gasolina, 4 cilindros em linha, 16 V, com duplo comando de válvulas variável

Motor é Theta II de 2.4 litros DOHC, a gasolina, 4 cilindros em linha, 16 V, com duplo comando de válvulas variável

A Kia planeja ocupar 10% do mercado de sedãs em 2012, com expectativa de venda de 3.200 unidades do Optima para este ano. A estimativa é de que 60% da frota comercializada seja da versão mais em conta, já que não traz teto solar. “Acreditamos que muitos proprietários irão querer blindar o automóvel e este equipamento presente na versão mais cara dificulta a blindagem”, explica Gandini.

* Viagem feita a convite da marca

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Governo conversará com montadoras chinesas e coreanas para que mantenham plano de fábrica no Brasil

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O governo vai conversar com as montadoras coreanas e chinesas para garantir que elas mantenham seus planos de investimento no Brasil, disse ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. “A JAC não vai sair. Vamos conversar com todos eles.” Na sua avaliação, a elevação de 30 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos veículos com baixo índice de componentes nacionais não afastará investimentos.

Montadora chinesa (Chery) já anunciou fábrica no interior de SP (Foto: Divulgação)

Montadora chinesa (Chery) já anunciou fábrica no interior de SP (Foto: Divulgação)

“Ao contrário, acho que vamos incentivar que as empresas venham investir no País e, mais do que isso, aquelas que já tinham decidido investir venham mais rapidamente.” Ele acrescentou que basta a essas montadoras produzir no Brasil para escapar do aumento do IPI.

Em Pequim, Wang Zhile, diretor do centro de pesquisas para corporações transnacionais, ligado ao Ministério do Comércio da China, endossa a opinião do ministro. Ele acredita que a elevação do IPI para veículos importados deverá estimular os investimentos de montadoras chinesas no Brasil. “O potencial de mercado e o sucesso das exportações chinesas ao Brasil criaram uma oportunidade madura para os atores domésticos produzirem carros lá”, disse Wang ao jornal oficial China Daily.

A declaração de Wang contrasta com as críticas de representantes da indústria, para os quais a elevação do IPI tornará inviáveis os planos das montadoras. O vice- secretário geral da Associação de Carros de Passageiros da China, Cui Dongshu, criticou o índice de nacionalização de 65% e disse que o porcentual de conteúdo local deveria ser elevado de maneira gradativa. “Eles não deveriam adotar uma medida tão radical. Isso é um problema sério, e os fabricantes chineses vão pensar antes de dar o próximo passo”, disse Cui ao Estado.

Apesar da insatisfação com a medida, o representante dos fabricantes não acredita que seus associados vão questionar a elevação do IPI. “Nós chineses não gostamos de briga nesse tipo de questão. Nós queremos resolver os problemas na prática.” Na avaliação de Cui, a rapidez com que a decisão foi adotada coloca em xeque a credibilidade do governo brasileiro. “Se eles decidirem aumentar o porcentual para 80%, o que nós vamos fazer?”

Cui também criticou o momento em que a medida foi imposta, em meio à retração dos mercados desenvolvidos por causa da crise na Europa e Estados Unidos. “Qualquer medida protecionista não afeta só o país envolvido, mas todo o mundo.”

De Nova York, o ministro Fernando Pimentel nega que a medida tenha caráter protecionista, já que as importações não foram proibidas. Segundo o ministro, a medida não contraria regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), embora países que se sentirem lesados possam recorrer ao tribunal internacional. “Eu acho que não vai haver isso, acho que estamos indo bem.”

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Marcas como Kia e Hyundai ganham espaço e ampliam atuação no País

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Os hatches Hyundai i30, que acaba de chegar por R$ 58 mil, e Kia Soul (estreia no mês que vem por cerca de R$ 52 mil), além da versão 2.0 turbodiesel do pouco conhecido SsangYong Kyron (R$ 95 mil), têm a missão de manter o crescimento das marcas sul-coreanas no Brasil. Desde 2007, as três têm, no mínimo, dobrado as vendas anualmente por aqui.

Vistas com desconfiança até o início da década, as sul-coreanas tornaram-se referência em segmentos como os de utilitários-esportivos  e sedãs. Agora, vão entrar no concorrido setor de sedãs.

Kia Soul estreia em julho. O modelo custará aproximadamente R$ 52 mil

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Além dos bons preços, Hyundai e Kia oferecem garantia total de cinco anos (a contrapartida é fazer todas as revisões em autorizadas, o que custa caro) e investem pesado em propaganda.

?Os coreanos apostaram em modelos com bons diferenciais sem cobrar a mais por isso?, diz o consultor e ex-presidente da GM do Brasil, André Beer.

A Hyundai planeja trazer o i30cw para o Brasil até o fim do ano

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Luiz Carlos Mello, que já presidiu a Ford aqui e é diretor do Centro de Estudos Automotivos da FEI, diz que há outras razões para o crescimento dessas marcas. ?Elas somam fatores como qualidade e altos investimentos em imagem e na rede de concessionárias. O preço agressivo veio depois.?

A Kia é a mais antiga. Vende seus carros no País há 16 anos. O presidente local da marca, José Luiz Gandini, conta que, após a (van) Besta sair de linha, em 2005, uma reestruturação distanciou a empresa de sua irmã Hyundai. ?No exterior somos parceiros e aqui, concorrentes.?

A SsangYong é a caçula. Segundo o importador, como seus modelos não tiveram redução do IPI, foram vendidas cerca de 600 unidades no acumulado de janeiro a maio. ?Nossa expectativa era passar de 800. Agora projetamos fechar o ano com no máximo 1.600 vendas?, diz Mohshin Ibraimo, diretor-geral da Districar, que representa a marca.

Hyundai i30 faz sua estreia no Brasil

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Hyundai i30. Este é o mais novo jogador da marca sul coreana que entra em campo para disputar o mercado de hatches médios no Brasil. O modelo, com motor 2.0 16V, a gasolina, de 145 cv a 6.000 rpm, terá cinco versões e seus preços sugeridos partem de R$ 54 mil (na mais simples, com câmbio manual de cinco marchas) e chegam a R$ 72 mil (na topo de linha, com transmissão automática de quatro velocidades). No entanto, a marca informa que a única configuração nas vitrines é a GLS com câmbio automático, tabelada em R$ 69.900. As demais devem chegar aqui até o fim do ano.

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Bem equipado, o carro quer driblar seus adversários e partir para o ataque com estimativa de venda de 2 mil unidades por mês. Seus principais concorrentes são: Chevrolet Vectra GT, Citroën C4, Peugeot 307, Ford Focus, Fiat Stilo e Nissan Tiida. Sendo assim, o jogo será duro, já que a novidade não é bicombustível e todos os rivais serão ainda este ano - o Ford está prestes a ganhar o propulsor 2.0 flexível do EcoSport.

Com design alemão e fabricação coreana, o hatch tem visual esportivo, mas o desempenho nem tanto. Quem ainda não andou no modelo, mas já conhece o Tucson, pode ter uma noção do que a novidade proporciona. Apesar do i30 trazer 2 cv a mais, ambos têm o mesmo propulsor. O torque no hatch é de 19,4 mkgf a 4.500 rpm, segundo a Hyundai.

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MATA-MATA - São 4,23 metros de comprimento (5 cm a menos que o Vectra GT), 1,77 m de largura (1 cm a mais que o C4), 1,48 de altura (1 cm mais baixo que o Focus) e entreeixos de 2,65 m (5 cm a mais que o Stilo). O bagageiro leva 360 litros (60 litros a menos que o 307). Medidas que garantem conforto suficiente para cinco pessoas.

A versão que já está nas lojas traz de série  itens como duplo airbag, ar-condicionado digital, direção elétrica, rodas de 17?, controle eletrônico de estabilidade (ESP), freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e teto solar, além da garantia de cinco anos. Com os mesmos equipamentos, o i30 manual sai por R$ 63 mil.

A configuração top, que será importada somente com câmbio automático, acrescenta bancos de couro e outros quatro airbags. Já a básica automática custará R$ 58 mil.

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VOLTINHA - Durante um test-drive mais do que rápido na pista de teste da Pirelli, em Sumaré (SP), no modelo que está à venda, foi possível notar que, apesar de o desempenho não ser ruim, as respostas do acelerador são lentas. Isso acontece porque o câmbio automático tem apenas quatro marchas de relações longas.

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O consumidor que gosta de organização e optar pelo hatch encontrará vários porta-objetos e os passageiros do banco de trás contam com três apoios de cabeça. O veículo também oferece ampla visibilidade ao motorista. A posição de dirigir é confortável graças aos ajustes (manuais) nos bancos e na direção. O acabamento é bom, não apresenta rebarbas, e a iluminação do painel e do console é em azul, semelhante a dos modelos Volkswagen. Num cardápio variado de cores, todas as versões só oferecem as tonalidades preta e prata.

Vale lembrar que o i30 deixará de ser filho único até o fim do ano. Vem aí a perua i30 CW (Cross-Wagon) que promete conciliar a mecânica do hatch médio com espaço extra no porta-malas.

(Reportagem: Thalita Real)




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