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Com poucas novidades, Salão de Paris reflete crise europeia

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Morno. Assim pode ser definida a edição 2012 do Salão de Paris, principal evento da indústria automobilística no ano. Com a Europa atravessando nova crise econômica e os países emergentes, especialmente os do Bric - formado por Brasil, Rússia, Índia e China -, mostrando que vão escapar deste momento turbulento com poucos arranhões, poucos lançamentos de impacto marcaram presença e houve pouco avanço em termo de sustentabilidade por parte das marcas.

Este ano, o evento não trouxe tantas novidades (Foto: Joaquim Rocha/ ZAP Carros)

Este ano, o evento não trouxe tantas novidades (Foto: Joaquim Rocha/ ZAP Carros)

Sinal da falta de fôlego das montadoras na “Cidade Luz” foram os estandes. Na Volkswagen, por exemplo, todos os carros expostos eram variações da recém-lançada sétima geração do Golf. Modelo será produzido na Alemanha, muito provavelmente na China e no México. Apesar de não cravarem uma data, executivos da fabricante confirmam que o modelo virá para o Brasil, substituindo a mais que ultrapassada geração 4,5 que roda por aqui.

O espaço destinado à Renault, uma das anfitriãs da festa, foi invadido pela nova geração do Clio. O modelo, que ficou extremamente bonito, moderno e mais jovial, não virá, infelizmente, para o Brasil. Quem for ao Salão do Automóvel de São Paulo, a partir do dia 24 de outubro, encontrará uma evolução - se é que podemos chamar este tapa no visual de evolução - do atual e defasado Clio brasileiro, feito na Argentina.

O Grupo PSA mostrou força. A Peugeot, por exemplo, apresentou o novo 208 e o conceito 2008 - ambos serão fabricados e comercializados no Brasil -, além do sedã 301, que virá para o mercado latino-americano, mas, a princípio, apenas para Argentina e Chile. No entanto, há quem diga que ele chegará ao Brasil em breve. A Citroën, por sua vez, revelou o DS3 Cabrio (que não será vendido por aqui), mas confirmou que DS4 e DS5 serão vendidos no País até o primeiro trimestre de 2013.

A Dacia, subsidiária da Renault no leste europeu, ganhou interessante importância para os brasileiros ao apresentar os novos Logan e Sandero. Apesar de a Renault do Brasil negar que os veículos virão para o Brasil, Carlos Tavares, presidente da Dacia, confirmou a jornalistas brasileiros que os dois modelos serão feitos em São José dos Pinhas (PR), onde a montadora francesa tem fábrica. Não soube, porém, cravar quando. As apostas giram em torno do final de 2013, início de 2014.

Entre as alemãs, poucas, mas interessantes novidades. Na Mercedes-Benz, destaque para o SLS AMG Coupé Electric Drive, superesportivo de 750 cv 100% elétrico, para a CLS Shootin Brake e para o conceito CLA, o sedã do Classe A, que deve ser comercializado no Brasil a partir de 2014 e, caso a montadora confirme fábrica no País, pode ser um dos modelos a ser feito em solo tupiniquim. A Audi revelou o novo Audi A3 Sportback, o repaginado superesportivo R8 (nada demais) e o conceito Crosslane Coupé Concept. Na BMW, o Concept Active Tourer chamou atenção pelo belo design - tem tudo para ser o concorrente do Mercedes-Benz Classe B - e por ser um veículo desenvolvido para ter tração dianteira (BMW é famosa pelos veículos de tração traseira).

Diante de um salão sem grandes superesportivos, sem lançamentos de impacto e com inovações tecnológicas estagnadas pela crise europeia, basta aos brasileiros torcerem para que o Salão de São Paulo, normalmente insosso pela falta de novidades, ganhe peso e importância, já que todas as marcas enxergam no País uma forma de sobreviver a mais este momento complicado. Vamos aguardar.

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Operação de veículos comerciais da Volks ainda não se recuperou

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Frankfurt - A divisão de veículos comerciais da Vokswagen alertou nesta segunda-feira que a indústria ainda não escapou da violenta crise global sofrida em 2009.

“Sabemos que 2010 será outro ano desafiador. O fundo do poço foi atingido, mas ainda não foi superado”, disse o presidente-exeucutivo da divisão, Stephan Schaller.

Ele acrescentou que uma remodelação ampla do furgão T5 vai ajudar nas vendas deste ano, assim como o lançamento da primeira picape da marca, a Amarok (clique aqui e leia mais sobre esse lançamento), que vai tentar conquistar compradores de veículos como Navara, da Nissan, e Hilux, da Toyota.

A unidade deve formar um importante pilar de uma aliança em veículos comerciais, que unirá a sueca Scania e a MAN, na qual a Volks tem 30%. A Volkswagen também controla a Scania.

“Esperamos uma recuperação em 2010 graças à melhora na atividade industrial e na confiança de pequenas empresas, além de potenciais programas de renovação de frotas de veículos comerciais leves”, afirmou o analista Max Warburton, da Bernstein.

As vendas de comerciais leves da Volkswagen recuaram 20,7 % em 2009, para 354.770 unidades, arrastadas pelo colapso na demanda pela linha de vãs T5 e pelo modelo maior Craft.

GM investirá R$ 2 bilhões no Brasil em novos carros

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Brasília - Confiante na recuperação da economia brasileira, a General Motors (GM) do Brasil confirmou nesta quarta-feira o investimento de R$ 2 bilhões na ampliação da fábrica da companhia em Gravataí (RS) para a produção de uma nova família de veículos. Em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila, apresentou o projeto Onix, que prevê a geração de cerca de mil empregos diretos e 7 mil indiretos.

“O aumento daquele parque já estava previsto há meses. O presidente ficou feliz, porque os investimentos são uma forma de reconhecer o trabalho que o governo tem feito nos últimos anos para fortalecer a indústria automobilística”, disse Ardila, após a reunião.

Durante a cerimônia de anúncio oficial às autoridades, fechada à imprensa, Lula revelou ter conversado com os presidentes de Itália, Alemanha, França e Estados Unidos - durante a última reunião do G-8 - sobre os bons resultados das empresas no Brasil, quando comparadas às matrizes nos países desenvolvidos.

“Eu estive com o Berlusconi (Silvio Berlusconi, da Itália), eu estive com a Angela Merkel (da Alemanha), estive com o Sarkozy (Nicolas Sarkozy, da França), estive com o Obama (Barack Obama, dos EUA), todos eles boquiabertos com o resultado da indústria automobilística brasileira”,  comentou Lula .

Mesmo assim, o presidente alfinetou os fabricantes de automóveis ao mencionar as demissões ocorridas no auge da crise: ”Eu dizia para o Ardila que a gente poderia estar melhor se não fosse a precipitação do setor no fim do ano, possivelmente levada pelo pânico que foi criado durante os meses de outubro e novembro.”

Os novos investimentos da GM preveem a produção de dois novos veículos Chevrolet de porte médio em Gravataí, com design e engenharia inteiramente concebidos nos centros tecnológicos da companhia em São Caetano do Sul e Indaiatuba (SP). Com isso, a capacidade de produção da unidade gaúcha chegará a 380 mil veículos por ano em 2012, tornando-a a maior fábrica do grupo no Mercosul.

Apesar das dificuldades da matriz americana - que saiu da concordata na semana passada nos EUA e cuja reestruturação demandou ajuda do governo daquele país, que se tornou o maior acionista da empresa - metade do valor a ser investido virá do próprio caixa da subsidiária brasileira. O restante virá de financiamentos de bancos públicos. A companhia está negociando com o Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE, dos estados da Região Sul) e com o BNDES linhas de crédito para tocar o projeto. 

Ainda na cerimônia, Lula também elogiou a atuação dos bancos públicos, que seguraram o crédito para consumo durante a fase mais aguda da turbulência, quando as instituições privadas praticamente deixaram de emprestar.

Para ele, o retorno do volume de crédito disponível no mercado e as desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) têm sido fundamentais para cadeia da indústria automobilística, que representa 24% da produção industrial brasileira. 

” O carro continua sendo, depois da mulher ou depois do homem, a paixão do ser humano. Às vezes o cidadão pensa em ter o primeiro carro antes de ter a primeira mulher, porque ele começa a querer ter carro com 14 anos, 15 anos de idade”, completou.

Renault quer carro mais brasileiro para dobrar fatia no país

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Rio de Janeiro - O presidente mundial da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, afirmou nesta quarta-feira que a montadora pretende dobrar para 10 por cento a participação que possui no mercado brasileiro, com o desenvolvimento de veículos mais adaptados ao perfil do consumidor nacional.

Atualmente, o grupo tem cerca de cinco por cento de participação de mercado no país.

Para Carlos Ghosn, a montadora precisa ter no país mais modelos bicombustíveis, "populares, pequenos e baratos. Mas também 4x4 e sedã". (Foto: Divulgação)

Para Carlos Ghosn, a montadora precisa ter no país mais modelos bicombustíveis, "populares, pequenos e baratos. Mas também 4x4 e sedã". (Foto: Divulgação)

“O próximo passo é chegar a 10 por cento, para sermos visíveis e competitivos”, disse Ghosn, sem comentar prazos. “A Renault-Nissan é a primeira no México, com fatia de 20 por cento, e tem cinco por cento no Brasil. Não tem razão fundamental para isso”, afirmou o executivo a jornalistas após participar de evento na Câmara de Comércio Brasil-França.

“A oferta (atual dos produtos da Renault-Nissan) é incompatível com uma participação de 10 a 20 por cento. Temos que modificar a nossa oferta com carros de diferentes tipos, para diferentes consumidores”, acrescentou.

A companhia encerrou junho na sexta posição em vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil, com vendas de 12.972 unidades, crescimento de 18,6 por cento sobre junho de 2008. A rival francesa Peugeot-Citroen ocupou a quinta posição, com vendas de 15.325 unidades.

Ghosn afirmou que os investimentos de médio prazo para o Brasil estão em fase de reavaliação e afirmou que o país terá um papel crescente no grupo, sendo uma âncora da montadora na América do Sul.

“Não tem que se preocupar com os investimentos no Brasil, porque a indústria automotiva foi por dois anos próspera aqui e tem potencial de crescimento”, disse Ghosn. “O mercado vai bem, o governo tomou boas decisões, não tem jeito do Brasil não crescer.”

Segundo ele, o setor automotivo do Brasil tem um potencial grande de crescimento porque a média de veículos por grupo de 1.000 habitantes do país é de 170, enquanto nos Estados Unidos é 800 e na Europa em torno de 600.

O executivo prevê que o mundo só conseguirá superar a crise em 2011 ou 2012. “Nos Estados Unidos, é claro, vai haver algum desenvolvimento em 2010. No Japão, a crise vai durar mais um pouco”, disse Ghosn, citando problemas no sistema financeiro global, retomada das linhas de crédito e falência de alguns fornecedores de autopeças.

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Nova GM é lançada e Tesouro dos EUA fica com 60,8%

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Detroit - O presidente-executivo da General Motors Fritz Henderson anunciou nesta sexta-feira, 10, que a companhia está saindo da concordata, em um processo muito mais rápido do que se podia imaginar. Segundo ele, a nova GM será muito mais rápida e mais responsiva aos consumidores que a antiga empresa. 

Henderson afirmou que a companhia vai se concentrar agora mais nos clientes, o que inclui uma parceria com o site eBay para que as pessoas comprem veículos pela internet. Ainda de acordo com ele, a montadora vai construir mais carros e caminhões que os consumidores querem e lançá-los mais rápido que antigamente.

A montadora norte-americana anunciou em comunicado o lançamento de uma nova GM, criada a partir de seus “ativos mais sólidos” e com uma nova estrutura corporativa. “A nova General Motors começa suas operações ….com o renovado compromisso de fazer dos clientes o centro de qualquer coisa que a nova GM faça”, diz a empresa em nota assinada por Henderson.

De acordo com a nota, o Departamento do Tesouro dos EUA ficará com 60,8% da nova companhia, o agente fiduciário dos benefícios médicos dos aposentados do sindicato United Auto Workers (UAW) com 17,5% e os governos do Canadá e Ontário, com 11,7%. A velha GM ficará com 10% da nova GM. Henderson prevê que a nova companhia “se torne pública no ano que vem” e que “pague os empréstimos tomados do governo o mais rápido possível”. “Temos até 2015 para pagar os empréstimos, mas nosso objetivo é pagá-los muito antes”, disse na nota.

A nova GM é lançada com um balanço mais forte, disse Henderson, incluindo a dívida ao governo dos EUA de aproximadamente US$ 11 bilhões, que exclui US$ 9 bilhões em ações preferenciais. “No total, as obrigações foram reduzidas em mais de US$ 40 bilhões, composta na maioria por dívida sem garantia e pelo fundo fiduciário VEBA, que concede benefícios médicos a aposentados do UAW. As subsidiárias da GM fora dos Estados Unidos foram adquiridas pela nova companhia e devem continuar operando normalmente, diz a nota.

Edward E. Whitacre, Jr., que acompanhou a criação da nova AT&T, será o chairman do conselho da GM, com novos diretores. Henderson permanecerá como presidente e diretor-executivo. Ele também será responsável pelas operações da GM na América do Norte, eliminando o presidente da GM América do Norte da posição.

“Criada a partir das operações mais sólidas da velha GM“, a estrutura da nova empresa será constituída por quatro principais marcas nos Estados Unidos e “a maior e mais sólida rede de revenda do país”. A nova GM trará uma nova linha de automóveis Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC, caminhões atendendo padrões de design e tecnologia que atendam aos consumidores e ao meio ambiente.

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