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Defeitos que não existem mais no carros

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A indústria automobilística se desenvolveu muito nos últimos 20 anos. Depois da famosa abertura do mercado pelo ex- presidente Fernando Collor de Melo, a indústria nacional teve que se atualizar, melhorou a qualidade, importou tecnologia e se atualizou. Na época não havia muita escolha, ou se atualizava ou desapareceria.

Na década de 70, 80 e início dos anos 90, os veículos saíam de fábrica com muitos problemas crônicos, talvez você não saiba, mas os motores do Opala da GM, por exemplo, vazavam óleo de motor, as latarias da Brasília da Volkswagen enferrujavam e os motores  do Corcel da Ford superaqueciam. Era um verdadeiro festival de carros retornando às concessionárias depois de alguns dias de uso.

Toda segunda-feira  formavam-se filas de carros na porta das oficinas das concessionárias, em busca de atendimento em garantia. Além dos defeitos que mencionei , tínhamos portas desreguladas, entradas de água pelo para-brisa, guarnições deformadas, carburadores com boia defeituosa, acredite se quiser, mas alguns carros saíam de fábrica com falta de tinta.

Nesta época as concessionárias mais bem cotadas eram as que tinham as melhores equipes nos respectivos departamentos de serviço e isso alavancava as vendas de carro zero. As montadoras, por sua vez, eram mais maleáveis no trato com seus clientes, os atendimentos se estendiam mesmo depois dos prazos de garantia, havia uma tolerância maior de ambos os lados. Não foram poucas às vezes que presenciei a troca de carro em garantia, consequência de uma produção equivocada e sem controle de qualidade, veículos que jamais deveriam ter saído da fabrica.

Geralmente os defeitos crônicos e repetitivos eram descobertos primeiro pelas concessionárias, pois a fábrica não fazia testes de longa duração. Quando uma montadora lançava um novo modelo, todos queriam adquiri-lo, pois as mudanças mais significativas levavam anos para serem implementadas, mesmo assim muitos compravam o lançamento para ser um dos primeiros a ter a novidade. Infelizmente,  os ?apressadinhos? pagavam por incansáveis retornos em garantia até que seu carro estivesse em boas condições de uso. Até hoje quando se fala em comprar um Monza ou Opala, os mais bem cotados, são aqueles produzidos nos dois últimos anos de fabricação.

Portanto se seu carro zero tem algum problema, não fique tão irritado, pois seu avô e seu pai já se aborreceram muito mais do que você.

*É engenheiro mecânico e colunista do ZAP Carros

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Verificar defeitos do sistema de alarme parte de R$ 20

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Disparos de alarme sem motivo aparente e dificuldade ao acionar e desligar o sistema podem ser consequência de má instalação ou da necessidade ajustes. Em oficinas da capital, diagnosticar a causa do defeito parte de R$ 20. “Quando devidamente instalados, sensores monitoram o som proveniente de movimentos no veículo. Se houver algo errado, o alarme dispara e impede o funcionamento do motor”, explica Felício Félix, analista do Centro de Experimentação Viária (Cesvi).

O instalador Danilo Deronci, da DiverSom (2076-0755), na zona leste, cobra R$ 20 para checar o sistema. “Quando tudo está correto, o alarme dispara apenas se houver movimentos significativos no veículo.”

Excesso ou ausência de disparo podem indicar que há problemas nos sensores. Na DikaSom (3858-4808), na zona norte, o conserto parte de R$ 80.

Mas há casos em que as panes decorrentes de instalação malfeita só são resolvidas substituindo todo o sistema. “É difícil descobrir onde está a falha e, para evitar problemas elétricos, o ideal é retirar o alarme”, explica Fábio d’Elia, proprietário da Krocokar (3073-0001), na zona sul.

Lá, a instalação do equipamento parte de R$ 280. Para integrá-lo aos vidros e travas elétricos, pagam-se mais R$ 120.

Segundo Fábio Favari, gerente de Projetos da Pósitron, fabricante de alarmes, entre os problemas é preciso cuidado na hora de instalar o equipamento. “Se o circuito (elétrico) não estiver bem projetado, a tensão da bateria diminui muito, pois o alarme vai consumir mais.”

Nesses casos, d’Elia explica que essa redução também pode disparar o dispositivo de segurança. “Se o carro ficar muitos dias parado, por exemplo, há risco de o alarme entrar em pane.”

Félix lembra que não se deve perfurar a carroceria para instalar equipamentos. “É preciso encontrar um ponto de assentamento, para não provocar infiltração ou corrosão.”

BOM FUNCIONAMENTO - Caso ocorra uma pane e não dê para desligar o sistema no controle remoto, Félix orienta a desligar a bateria. “Deve-se desconectar o polo negativo e esperar uns dez minutos. Depois, procurar uma oficina de confiança.”

O GPS também pode ter o funcionamento afetado por causa da instalação. “O mais indicado é fixá-lo próximo ao para-brisa, alinhado às saídas de ar centrais. A coluna do carro pode bloquear o sinal”, orienta Félix.

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