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Por R$ 22.990, Chery QQ é o mais barato do Brasil

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Chery Face QQ chega às lojas (Fotos: Divulgação)

Chery QQ é "inspirado" no coreano Daewoo Matiz (Fotos: Divulgação)

A Chery apresenta seu modelo mais “fofo” (significado do nome QQ em português), dotado de motor 1.1 16V, a gasolina, capaz de gerar 68 cavalos. Seu destaque mais óbvio é o preço, seguido de uma recheada lista de itens de série - suas principais armas contra seus rivais. Com design que lembra os desenhos animados asiáticos, tem dianteira sorridente, efeito conseguido com a junção das linhas que separam o capô do para-choque frontal.

É um dos poucos casos em que o clone é mais belo que o original. Há uma clara inspiração nas linhas do Daewoo Matiz, marca pertencente à General Motors. De qualquer forma, as formas bem-sucedidas não se espalham para o restante do carro.

Apenas quatro pessoas vão com conforto. Há pouco espaço para as pernas.

Apenas quatro pessoas vão com conforto. Há pouco espaço para as pernas.

O supercompacto (3,50 metros de comprimento, 1,49 m de largura, 1,48 m de altura e 2,34 m de entreeixos) é a opção mais barata e com mais equipamentos de fábrica no mercado. Seu concorrente, o Effa M100, por exemplo, custa R$ 25.980; Volkswagen Gol (R$ 27.530) e Fiat Mille Economy (R$ 23.220) também disputam espaço com o recém lançado. O Chery QQ é o único que vem de série com freios ABS, ar-condicionado, direção hidráulica, air bags duplos, faróis de neblina, toca-discos com MP3 e entrada USB, vidros, travas e retrovisores elétricos.

Design da traseira não tem sintonia com a frente

Design da traseira não tem sintonia com a frente

Visto de lado, as caixas de roda parecem ser altas demais para os pneus 155/65 de 13 polegadas, o que logo chama a atenção em um primeiro contato.

No teste de rodagem, o motor 1.1 parece sofrer para carregar tantos acessórios, sobretudo quando há mais de uma pessoa a bordo. A suspensão e o conjunto mecânico ainda precisam de acertos para dar mais confiança nas curvas, já que a carroceria rola excessivamente. O câmbio de 5 marchas de engates imprecisos é incômodo, bem como o pedal de freio.

Acabamento em plástico (em excesso); painel se destaca

Plástico está por todo o lado no interior do QQ. Painel de instrumentos se destaca

Em um breve test drive, pudemos conhecer um pouco do “Quê Quê” (pronúncia do modelo QQ), que tem grandes expectativas de vendas. A Chery espera comercializar 12 mil unidades do carrinho até o final do ano. Espaço interno é coisa rara. No entanto, por ser um supercompacto, não é possível esperar milagres. O porta-malas tem capacidade para 190 litros (o Gol, como comparação, tem volume para 285 l).

Na parte interna o acabamento é todo de plástico e o tecido dos bancos é bem inferior aos modelos de sua categoria. O painel de instrumentos mostra-se mais completo que os rivais, dispondo de indicador de consumo e computador de bordo.

AGENDA - Ele estreia no País em versão única e já no ano que vem chega com opção de motor bicombustível, que está em desenvolvimento pela Magneti Marelli. A fábrica é outra novidade da marca e começa a ser construída em julho na cidade de Jacareí (SP). Com a agenda cheia, a Chery anunciou os próximos carros que desembarcarão por aqui, as versões automáticas do Cielo e Tiggo, que chegam em agosto e julho, respectivamente. E o Fulwin 2 - hatch e sedã - (que aqui terá outro nome), programado para chegar em outubro com motor 1.5 flex. A última novidade é a adoção do sistema flex no Face.

* viagem feita a convite da montadora

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(Foto: Divulgação)

Novo compacto é a grande aposta da Chery no Brasil (Foto: Divulgação)

A Chery apresentou nesta sexta-feira (6), em Itu (SP),  o terceiro carro da marca no Brasil, o compacto  Face. A grande aposta da marca chinesa, que vem para brigar com o Renault Sandero e o Volkswagen Fox, oferece entre seus itens de série, direção hidráulica, ar-condicionado, air bag duplo e sensor de ré pelo valor de R$ 31.900.

O motor 1.3 16V gasolina entrega até 84 cv de pontência e 122 Nm de torque. A transmissão é manual de cinco velocidades. Todo o projeto de desenvolvimento do hatch compacto custou US$ 150 milhões. O design foi desenvolvido pela equipe italiana  Bertone, enquanto o painel de instrumentos, considerado pela fabricantes um dos pontos altos do carro, foi criado por profissionais britânicos.

Para conquistar ainda mais o consumidor pelo bolso, a Chery oferece revisões com preços fixos e atraentes. A primeira, realizada aos 2,5 mil km, é gratuita. Com 10 mil km, o preço é R$ 149; com 20 mil km, R$ 249; e 30 mil km, R$ 149. Além disso, a montadora oferece três anos de garantia.

No primeiro semestre deste ano, empresa comercializou 2,8 mil unidades no País, entre os modelos Tiggo e Cielo. A expectativa é fechar 2010 com 10 mil veículos emplacados, 60% do Face. Para o ano seguinte, a projeção é comercializar 40% do total de automóveis do modelo Face, já que QQ - veículo de entrada que estreiará no País ainda no primeiro semestre de 2011 - será o responsável pelo maior número de vendas.

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A Chery escolheu Jacareí, a 82 km de São Paulo, para instalar sua fábrica no País, um investimento de US$ 700 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão). Será a primeira empresa chinesa a produzir carros em território nacional. No fim do mês, executivos da matriz da companhia virão ao Brasil para assinar o protocolo de entendimento com a prefeitura da cidade.

A fábrica será instalada na Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, segundo fontes do mercado. O início das operações está previsto para 2013. A capacidade inicial será de 150 mil a 170 mil unidades por ano.

O investimento será bancado pela própria matriz chinesa, que vai abandonar a parceria com o grupo brasileiro JLJ, de Salto (SP), atual importador dos modelos Chery.

O primeiro produto será um carro pequeno, identificado como projeto S18, na faixa de Gol e Palio, que está sendo desenvolvido na China. A operação começará com a importação de kits (CKDs), que serão montados localmente. A nacionalização de peças ocorrerá de forma gradual.

Um grupo de fornecedores de componentes da China também negocia a entrada no Brasil não só para abastecer a Chery, mas também outras montadoras.

Atualmente, a Chery vende no mercado brasileiro o Face, que tem versões hatch e sedã, e o utilitário-esportivo Tiggo.

CURRÍCULOS PARA A CHERY - Se você tem interesse em trabalhar na empresa, pode enviar seu currículo diretamente para eles por meio dos contatos disponibilizados no site da Chery Brasil (www.cherybrasil.com.br).

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Wuhu (China) - A chinesa Chery quer vender 25 mil veículos no País em 2011 - mais do que foi registrado no ano passado pela Nissan (que tem fábrica no Brasil), segundo dados da Fenabrave, federação que reúne associações de concessionárias. Para isso, a marca, que já tem o utilitário-esportivo Tiggo, inicia a comercialização este mês do hatch Cielo. Até setembro virão os compactos Face e QQ.

Aqui no País o modelo A3 da Chery se chamará Cielo (Foto: Divulgação)

Aqui no País o modelo A3 da Chery se chamará Cielo (Foto: Divulgação)

Também estão em processo de homologação as linhas A13, com versões hatch e sedã, e S18, este com versão monovolume de cara aventureira chamada S18D que a fábrica define como “mini-utilitário-esportivo”.

Avaliamos, na China, em um breve percurso, os modelos A13 sedã e S18D. O primeiro, lá chamado de Fullwin, terá tabela em torno de R$ 35 mil. O aventureiro, que no país de origem tem o nome de X1, ficará na casa dos R$ 40 mil. Todos trarão de série air bag duplo, sistema de freios ABS, ar-condicionado, direção assistida e conjunto elétrico, além de toca-CDs com leitor de MP3.

X1

X1 (Fotos: Luis Felipe Figueiredo)

X1

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O A13 equivale, em porte, ao Fiat Siena. Seu acabamento utiliza bastante plástico e o revestimento de bancos e portas é em cor clara. O painel tem dois visores em que são exibidas informações do computador de bordo. O motor é de quatro cilindros, 1.5 16V a gasolina e tem 109 cv. Dá conta do recado, com boa disposição em baixos giros. Mas é um tanto ruidoso.

A13

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O S18D, que é pouco menor que o Nissan Livina, tem motor quatro-cilindros de 1,3 litro e 83 cv. Apesar da aparência, sua vocação é urbana. O quadro de instrumentos, que traz iluminação na cor azul, está mal localizado no centro do painel - o volante esconde o conta-giros. O revestimento do interior em preto é mais bonito e há espaço razoável para quatro pessoas a bordo.

*Viagem feita a convite da Chery Brasil

 

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Rio - Se a primeira imagem que vem à sua cabeça quando se fala em São João da Barra é o velho conhaque de alcatrão, fique sabendo que a cidade está se preparando para dar um tempo na bebida e assumir o volante. Um grupo liderado pela prefeita daquele município, Carla Machado; pelo governador Sérgio Cabral; e pelo empresário Eike Batista acaba de retornar do outro lado do mundo.

A “Missão China”, como vem sendo tratada a iniciativa, visitou três fábricas de automóveis que pretendem se instalar no Brasil: Jac, Chery e Byd. As duas primeiras estão em estágio mais avançado nas negociações. Representantes da Jac já estiveram em São Paulo e no Ceará, e se preparam para voltar nas próximas semanas. São João da Barra está na programação, mas não será a única cidade do Rio de Janeiro a ser analisada.
Campo Grande, Itaguaí e Seropédica como alternativas.

Rein, o utilitário esportivo da Jac, tem motor de quatro cilindros e lebra o Hyundai Santa Fé(Foto: Divulgação)

Rein, o utilitário esportivo da Jac, tem motor de quatro cilindros e lebra o Hyundai Santa Fé(Foto: Divulgação)

O Super Porto do Açu, que está sendo construído no Norte Fluminense, pesa a favor do município. Mas o início de operação, previsto para 2012 segundo o grupo EBX, de Eike Batista, pode fazer o Governo do Estado pensar em novas alternativas. “Se os chineses não quiserem esperar, temos outras opções para oferecer, como Campo Grande, Itaguaí e Seropédica”, revela Julio Bueno, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços.

Engenheiro metalúrgico, Bueno fez parte do grupo que foi à China. E gostou do que viu: na Byd, encantou-se com os modelos elétricos; na Jac, ficou impressionado com a capacidade de produção. A marca fabrica 500 mil veículos por mês, entre carros, vans, caminhões e ônibus - para se ter uma ideia, a Fiat faz, no mesmo período, 70 mil automóveis.

A Van Jac Refine é feita sobre a plataforma do Hyundai H100 (Foto: Divulgação)

A Van Jac Refine é feita sobre a plataforma do Hyundai H100 (Foto: Divulgação)

Assim como a Jac, a Chery quer construir uma fábrica no Brasil. O anúncio foi feito em Pequim, durante seminário que contou com a participação do presidente Lula. Segundo a marca, a unidade produzirá 150 mil veículos por ano. São Paulo, Minas Gerais e Ceará dividem com o Rio as atenções da Chery. A inauguração está prevista para 2012.

LANÇAMENTO  - Até lá, porém, os chineses preparam seu cartão de visitas para o mercado nacional. No dia 24, será lançado o primeiro automóvel da Chery no país: trata-se do Tiggo, utilitário montado no Uruguai com peças feitas na China.

Enquanto os carros chineses tentam ganhar as ruas brasileiras, os moradores de São João da Barra engarrafam as salas de aula: a prefeitura abriu inscrições para um curso gratuito de mandarim, com duração de quatro anos. A aula inaugural será já no dia 3 de agosto. Na terra do conhaque do milagre, o santo é chinês.

O Tiggo, primeiro carro da Chery a chegar ao Brasil, faz o estilo Ford EcoSport. Com preço estimado em R$ 49 mil, tem os elementos visuais comuns dos utilitários urbanos: estepe externo, pneus de perfil alto e faróis de neblina. O que mais chama a atenção, porém, são seus itens de série. Estão lá ar-condicionado, freios com ABS e EBD, airbag duplo e regulagem de altura de faróis.

Equipado com motor 2.0 16v, o Tiggo abrirá caminho para os outros modelos da Chery. É o caso dos hatches QQ3 e Face (mistura de Volkswagen Fox com Fiat Idea), além do sedã A3 - que terá o nome mudado no Brasil por causa do Audi. O trio chegará em setembro, com preços básicos que devem ficar entre R$ 24 mil e R$ 45 mil.

IMPORTAÇÃO - Ao todo, a Chery importará cerca de 20 mil unidades no primeiro ano para testar a receptividade do consumidor brasileiro. Uma concessionária será aberta no Rio, mas a data e o local ainda não foram confirmados. É possível que os carros ainda sejam comercializados em lojas de outras marcas, por meio de parcerias.

A estatal Chery - que é a maior das marcas 100% chinesas - calcula que, até o fim de dezembro, venderá 2.500 unidades no Brasil. Para 2010, os planos são ainda mais ambiciosos: 10 mil carros emplacados. Para isso, a fabricante está atenta aos gostos brasileiros, como a predileção por motores bicombustíveis. Os estudos para a adoção da tecnologia flex, no ano que vem, já estariam encaminhados, com fornecedores brasileiros.

Por aqui, a Chery vai operar com o apoio do Grupo JLJ, que atua no ramo de alimentação para escolas.

A Jac, por sua vez, tem dois modelos em condições de brigar por uma fatia do mercado nacional. Um é o A137, hatch que na China tem como rival o Honda Fit. O outro é o A138, sedã que disputa compradores com o Hyundai Accent.

Modelo A0 apresentado pela Jac este ano (Foto: Divulgação)

Modelo A0 apresentado pela Jac este ano (Foto: Divulgação)

Com desenho desenvolvido em parceria com o estúdio Pininfarina, ambos têm airbags e freios com ABS, além de motor 1.5 16v da Mitsubishi.

Fundada em 1999, a Jac fabrica também o utilitário esportivo Rein (que lembra um Hyundai Santa Fé) e o subcompacto A0, além de caminhões, ônibus e vans.

BYD - Você confiaria numa fabricante de automóveis que começou sua história fazendo baterias para… celular? Pois a trajetória da Byd teve início exatamente assim, no fim da década de 90. Em 2003, a empresa obteve o direito de produzir automóveis como o sedã F3 - um clone do Toyota Corolla.

Por ter adquirido conhecimento das baterias de íon-lítio fazendo telefones, a Byd está avançada no desenvolvimento de veículos elétricos - em maio, foi contratada pela Volks para fornecer peças dos futuros modelos híbridos da marca alemã. 

A Byd lançou recentemente o primeiro carro híbrido chinês: o F3 DM. Até 2011, fará seu primeiro veículo totalmente elétrico, o e6. O alvo do hatch já está decidido: o mercado americano. 

O começo da Chery também teve suas peculiaridades. Fundada em 1997 pelo governo de Wuhu para estimular a economia local, a marca não conseguiu autorização para vender seus carros em toda a China. 

Diante das dificuldades financeiras, o próprio dono da Chery (o governo de Wuhu) encomendou uma frota de táxis. Em 2001, a Shanghai Automotive Industry Corporation comprou parte da empresa, o que facilitou a distribuição da sua produção.




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