Um carro que faz massagem enquanto você está no trânsito, já imaginou? Recém-chegado no Brasil e nas lojas a partir desta semana, o Citroën DS5 gosta de luxo. Compartimento com teto panorâmico, banco do motorista com função de massagem, assentos e volante de couro, entre outros equipamentos glamourosos, este francês é um carro para quem quer se exibir. Por R$ 124.900 (ele custa R$ 45 mil a mais do que o hatch DS3, lançado em maio deste ano), o modelo não foi feito para ser o primeiro carro da família, mas sim o automóvel para o proprietário passear e mostrar que aprecia o que é fora do comum.

Citroën DS3 é chega ao Brasil como modelo premium da marca francesa (Fotos: Divulgação)
Linhas marcantes e design que combina elegância e esportividade compõem o visual do segundo modelo da linha DS no Brasil. Com versão única de acabamento, o modelo premium é chamado pela Citroën como crossover, já que é difícil definir se ele é um cupê, um hatch ou sport wagon.

Crossover está disponível com quatro opção de cores para a carroceria e duas para acabamento
Com banco de couro massageador para o motorista, GPS, tela colorida, câmera de ré, head-up display, faróis bi-xênon direcionais, sistema keyless (o motor é acionado sem precisar colocar a chave no contato, através do botão Start/Stop), o estiloso francês lembra uma aeronave. Ao sentar nas poltronas, mesmo nas traseiras, a sensação é a mesma que estar dentro de uma cabine de avião. O console central divide a parte dianteira com diversos botões que controlam equipamentos como ar condicionado, sistema de navegação, vidros, travas, entre outros. São três tetos panorâmicos no DS5: um para o motorista, outro para quem senta na frente e um terceiro para os que se acomodam no banco traseiro.

DS5 é equipado com luzes diurnas de LED
Produzido em parceria com a BMW, o motor à gasolina que equipa o DS5 é o mesmo turbo 1.6 que o DS3 traz sob o capô. Com potência de 165 cavalos a 6.000 rpm, o trem de força é capaz de gerar torque de 24,5 kgfm, que fica disponível a baixas rotações de 1.400 rpm e permanece até 4.000 rpm.
O câmbio automático de seis velocidades oferece modo esportivo, mas, apesar disso, não é equipado com borboletas atrás do volante (paddle shifts). Suas marchas alongadas aproveitam o que o trem de força oferece.

Modelo tem direção com assistência eletro-hidráulica
O crossover tem freio de estacionamento elétrico, que é ativado automaticamente quando o motorista desliga o carro. Além desta tecnologia, o seu sistema de segurança oferece freios ABS com ajuda à frenagem de emergência, ESP com controle dinâmico de estabilidade e antipatinagem, controle de tração e velocidade e assistente de subida. Ao todo, são seis air bags para proteger o motorista e passageiros.
O acelerador responde bem aos comandos do motorista, mas é possível notar a força que ele faz para atender a ordem. Isso porque o crossover pesa quase duas toneladas. No geral, a suspensão é bem ajustada. Em pequenos trechos dos 210 km de teste drive em que o DS5 foi submetido, ele chacoalhou muito pouco.

Controle dinâmico de estabilidade (ESP), freios ABS, sistema antipatinagem e seis air bags fazem parte do pacote de segurança do DS5
O espaço interno é excelente para cinco ocupantes e todos se acomodam facilmente dentro do modelo que tem 2,72 metros de entre-eixos, 4,53 m de comprimento, 1,58 m de largura e 1,51 m de altura. Para quem senta no meio do banco traseiro, há uma desvantagem. Os botões que acionam a abertura dos vidros de trás ficam perto da saída de ar, bem na frente das pernas do passageiro que sentar na posição central. Portanto ele pode se sentir incomodado se as pessoas ao lado desejarem abrir ou fechar a janela.
A tampa do porta-luvas tem um design bem marcado, mas seu espaço interno poderia ser maior; nele não cabe o manual de instruções do veículo quando está dentro de sua capinha de couro. O porta-malas, no entanto, é grande e tem capacidade de comportar 468 litros.

Além de massagem, banco do motorista oferece memorização de posição
O modelo dispõe de regulador de altura manual de direção e elétrica para o banco do motorista e passageiro. Tal equipamento é ótimo para que o condutor encontre uma boa posição para dirigir e tenha todos os botões que precisar com acesso fácil. No entanto, como as linhas de cintura são altas e o teto baixo, o motorista pode experimentar uma sensação de claustrofobia. O vidro traseiro, por ser curto, dificulta um pouco a visibilidade do motorista, que é salvo pela câmera de ré, quando precisa trazer o carro para trás.

Head up permite que o motorista tenha acesso a informações como a velocidade em que está dirigindo sem tirar o olho da pista
O acabamento é impecável. Couro de ótima qualidade, bem costurado, reveste todos os bancos. A Citroën pensou em todos os detalhes, desde o estiloso relógio analógico no painel até o descanso de braço bem desenhado. Neste quesito, o modelo da marca francesa é realmente páreo para concorrer com carros como o Volvo S60 (R$ 111.900) e BMW X1 (R$ 128.197, a versão equivalente), seus principais rivais.
O DS4, que já foi apresentado no Salão do Automóvel deste ano, chega no Brasil logo após o Carnaval de 2013.
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