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IPI de motos importadas sobe a 35%

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O governo elevou a 35% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para motos importadas. O decreto foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU), confirmando a informação divulgada pela da Agência Estado na última sexta-feira. O objetivo da medida é proteger as empresas instaladas na Zona Franca de Manaus da concorrência dos importados.

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O aumento das importações está afetando a concorrência das empresas no Brasil e o governo acredita que a medida é necessária. O governo também está estudando outros setores que poderão ser beneficiados com novas desonerações tributárias. A equipe econômica busca espaço fiscal para as novas medidas.


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O anúncio do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos importados já tem reflexo nos preços dos carros nas concessionárias. Isso porque, tentando se antecipar aos novos valores, houve uma verdadeira corrida do consumidor nos últimos dias às lojas para comprar automóveis, o que fez com que as tabelas de valores fossem reajustadas. Em duas das quatro concessionárias visitadas pela reportagem, os preços estavam mais altos. Uma vendedora da Hyundai da Vila Guilherme, na zona norte da capital, disse que os modelos já haviam tido aumento de R$ 2 mil.

Corrida. Em concessionárias da montadora alemã BMW, não é possível encontrar os modelos X3, esgotados na sexta (Foto: Nilton Fukuda AE-16/9/2011)

Corrida. Em concessionárias da montadora alemã BMW, não é possível encontrar os modelos X3, esgotados na sexta (Foto: Nilton Fukuda AE-16/9/2011)

No entanto, a informação da fabricante é que, enquanto os estoques não estiverem esgotados, não haverá repasse do aumento do imposto. Na Chery da Avenida Santos Dumont, também na região da zona norte, o Chery QQ - automóvel importado mais barato vendido no País - era vendido ontem por R$ 28,9 mil, aumento de 20% em relação ao valor antigo (R$ 23.990).

Na Mit North, concessionária da Mitsubishi localizada na mesma região, o estoque do modelo Mitsubishi ASX esgotou no fim de semana e o gerente não sabia informar se os novos chegariam mais caros, apesar de apostarem um reajuste de, no mínimo, 7%. A montadora também confirmou que, enquanto ainda houver estoque na fábrica, o valor dos carros permanece inalterado. A previsão é que a nova tabela de valores chegue só em outubro. A JAC Motors foi a única loja visitada que ainda vendia os carros sem reajuste.

REDE SOCIAL - A roteirista de novelas Tati Bernardi havia pesquisado o valor do Kia Soul nas concessionárias na semana passada e se surpreendeu com os preços atuais. “O Kia Soul, automático, estava R$ 61 mil, mas subiu para R$ 63,9 mil, R$ 64 e até R$ 65 mil”, afirmou. Segundo Tati, os vendedores alegaram que foi ordem vinda de cima. Ela entrou em contato com a Kia e recebeu como resposta que a montadora repassava os preços para as concessionárias, mas ainda não havia determinado o aumento.

Após um novo contato com as lojas, Tati ouviu que o carro estava com preço normal, sem nenhum desconto. Ela então manifestou sua indignação pelo Twitter, recebendo várias mensagens de apoio. Questionou o fato de o aumento ter ocorrido antes no novo IPI ter entrado em vigor. “Depois de ter recorrido ao Twitter, a concessionária retornou ao preço antigo e eu comprei o carro”, contou Tati.

A Kia Motors comunicou em seu site ofical que os carros faturados até 15 de setembro à rede de concessionárias autorizadas não sofreram alterações de IPI.

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O governo deve desistir de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros conforme previsto na nova política industrial, Brasil Maior. O problema é a resistência das montadoras a se comprometerem com contrapartidas efetivas de inovação, agregação de conteúdo local e eficiência energética.

A proposta agora é elevar o IPI de carros que não se enquadrarem nas regras do novo regime automotivo, que está sendo desenhado pelo governo e pelo setor privado. A medida funcionaria como proteção e atingiria em cheio os modelos importados.

Em medida provisória publicada pela Receita Federal sobre o Brasil Maior, o governo previa reduzir o IPI para as montadoras até julho de 2016, desde que fossem obedecidas contrapartidas.

Redução do IPI para as montadoras deve dar lugar à elevação do imposto para automóveis que não se enquadrarem nas novas regras (Foto: Robson Fernandjes/AE: 8/11/2006)

Redução do IPI para as montadoras deve dar lugar à elevação do imposto para automóveis que não se enquadrarem nas novas regras (Foto: Robson Fernandjes/AE: 8/11/2006)

O setor já havia sido beneficiado com redução de IPI para estimular a demanda na crise de 2008. A alíquota de IPI hoje varia conforme a potência dos carros: 7% para modelos populares, 13% a 15% para potência 1.0 a 2.0, e 25% para veículos acima de 2.0. Ainda não está definida de quanto seria a elevação do imposto.

Segundo uma alta fonte do governo federal, a administração Dilma está desistindo de reduzir o IPI porque as montadoras se recusam a assumir contrapartidas. Estão em discussão: estabelecer um porcentual do faturamento a ser investido em pesquisa e tecnologia; definir um índice de peças nacionais para os modelos de carros; fixar uma meta de eficiência energética.

Há um racha dentro do setor automotivo. Fiat, General Motors, Volkswagen e Ford preferem um regime restritivo, porque estão há bastante tempo no País e já utilizam mais de 90% de peças locais nos modelos mais vendidos. Já montadoras como Toyota, Citroën, Renault ou Nissan importam mais peças e querem um regime mais brando. Outro ponto que incomoda o governo é que as montadoras se recusam a repassar uma eventual redução de IPI para o consumidor, como ocorreu na crise. “Se não repassarem, servirá apenas para elevar a margem de lucro”, diz a fonte.

As montadoras argumentam que a desoneração visa a melhorar a competitividade, e não aumentar o consumo. Segundo um executivo do setor automotivo, as montadoras ainda lutam para convencer o governo a reduzir o IPI, em vez de elevar o imposto para quem ficar de fora. As empresas argumentam que mais imposto eleva a proteção, mas não aumenta a competitividade para fabricar no Brasil. Procurada, a Anfavea (que reúne as montadoras) não se manifestou.

CHINA - Montadoras e governo só estão de acordo sobre o principal alvo da medida: os carros chineses. Mesmo que construam fábricas no País, como anunciaram, as marcas chinesas dificilmente vão agregar peças locais suficientes para se enquadrarem no novo regime automotivo.

Uma fonte do setor de autopeças diz que o governo precisa arbitrar as diferenças e estabelecer uma exigência alta de conteúdo local. O pior cenário para as autopeças é a instalação de fábricas chinesas que disputem o mercado local e reduzam a utilização de peças brasileiras na frota.

 

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Anfavea defende que o mercado seja abastecido com carro nacional e não com importado

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Em menos de dez anos, o Brasil terá um mercado de 6 milhões de veículos, cálculo feito com base se no crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020. A discussão travada hoje entre a cadeia produtiva automobilística e o governo é quem vai atender essa demanda: a indústria nacional ou a importação?

Estudo da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da PricewaterhouseCoopers apresentado ao governo neste mês mostra que o custo de produção de um carro médio no Brasil é 60% mais caro que na China. Em relação ao México é 20% maior e, na comparação coma Índia, 5%.

Os dados levam em conta preços de matéria-prima como aço, custo de capital, demão de obra, energia e horas gastas para administrar a burocracia tributária, entre outros. Somado a isso, está o câmbio, que atualmente favorece as importações, enquanto as exportações diminuem.

“Temos o mercado e precisamos decidir quem vai abastecê-lo?, disse ontem o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. Na visão da entidade, a alternativa para ganhar competitividade é o País investir em inovação, pesquisa e desenvolvimento.

Pela primeira vez, as montadoras não pediram ao governo redução de tributos nem mudança no câmbio. “Essa é uma realidade com a qual teremos de conviver”. Mas sugeriram uma política industrial que acelere investimentos em pesquisa e desenvolvimento e que certamente inclui desonerações.

Belini citou como exemplo de projeto de inovação que precisa de apoio financeiro o desenvolvimento de novos materiais à base de vegetais, como sisal e bambu, que podem substituir matérias-primas derivadas do petróleo e do plástico. “A última inovação disruptiva que fizemos foi o etanol e o flex”, citou.

Segundo Belini, o governo criou grupo formado por integrantes dos ministérios do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Fazenda para estudar ações concretas que devem fazer parte da nova política industrial a ser lançada em julho.

Para o executivo, um projeto que permita às empresas desenvolver tecnologia nacional ajudará o País a ser mais competitivo e, com isso, a reduzir o déficit da balança comercial do setor automotivo, que é de US$ 6 bilhões. “A reversão pode ocorrer já a partir de 2015 ou 2016″, disse Belini.

Lancer Sportback no Brasil em 2011

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Lancer Sportback chega importado do Japão em 2011 (Foto: Divulgação)

Lancer Sportback chega importado do Japão em 2011 (Foto: Divulgação)

Tóquio - A Mitsubishi começa a importar o Lancer Sportback para o Brasil no início de 2011. O modelo, segundo fontes ligadas à marca, custará cerca de R$ 80 mil, virá com motor de 160 cv de potência e tração nas quatro rodas. A versão sedã do Lancer chega ao País no fim do ano que vem com preços entre R$ 70 e 80 mil. Inicialmente, virá do Japão, mas entre 2012 e 2013 começará a ser fabricada aqui.

Para o mesmo período está previsto o início da produção do ASX. Assim como o Lancer, antes da fabricação no País o modelo será importado. Sua estreia ocorrerá no Salão do Automóvel, a partir de 27 de outubro na capital. O Lancer e o ASX serão fabricados em Catalão, Goiás. A Mitsubishi já produz na cidade as linhas L200, Pajero Sport, TR4 e, a partir do início do ano que vem, fará também o Pajero Dakar.

Uma nova linha de montagem, próxima à atual, vai produzir o ASX e o Lancer. A Mitsubishi já conversa com fornecedores nacionais. O objetivo é alcançar um alto índice de nacionalização. Para a cidade goiana também está prevista uma fábrica de motores. A planta deverá ficar pronta em 2014 e fará os propulsores 2.0 que equiparão os ASX e Lancer nacionais já com tecnologia flexível.

A ideia da Mitsubishi do Brasil é aumentar sua participação os atuais 1,3% para 2,5% em 2015. A previsão da marca é de que o mercado nacional alcance 4,5 milhões de veículos naquele ano. Os investimentos até 2015 serão de R$ 800 milhões.

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