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Carros com maior inovação tecnológica terão IPI menor

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, informou que o novo regime automotivo brasileiro, que deverá ser anunciado nos próximos dias, irá incluir uma tabela de pontos a ser cumprida pelas montadoras. Com isso, carro com mais inovação tecnológica terá um IPI menor.

Desconto do IPI poderá chegar a 100% (Foto: Divulgação)

Desconto do IPI poderá chegar a 100% (Foto: Divulgação)

A empresa que cumprir mais quesitos, principalmente a nacionalização de itens, com mais inovação, será mais beneficiada com incentivos, como maior redução de cobrança de IPI. Esta tabela de pontos o ministro batizou de “tablita”. O governo está interessado em atrair, principalmente, empresas asiáticas e o desconto do IPI poderá chegar a 100%.

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, confirmou o estudo e disse que eles estão sendo finalizados com o Ministério do Desenvolvimento. Segundo ele, este regime não é só uma questão de conteúdo nacional, é muito mais uma questão de pesquisa e desenvolvimento. Nelson Barbosa acrescentou que a proposta é de instalar um sistema que será combinado com uma variação de pontos. Como as empresas vão atender a uma série de itens, quanto mais itens atenderem, mais descontos de impostos.

Hoje, a exigência é que as empresas invistam pelo menos 0,5% da receita em pesquisa e desenvolvimento. Uma das discussões é que esse valor suba para 1%. Nelson Barbosa disse que os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento ainda estão discutindo os números. “Prefiro não dar números porque é exatamente isso que estamos discutindo com o setor”, comentou.

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Governo estuda incentivos para veículos híbridos e elétricos

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Brasília - Fixar um prazo para que as montadoras sejam obrigadas a adotar selos que mostrem a eficiência dos motores e seu nível de emissão de poluentes é uma das propostas que o governo deve apresentar após a conclusão dos trabalhos do grupo formado pelos ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente em parceria com o setor automotivo.

O grupo foi criado no ano passado para discutir uma política de inovação tecnológica para esse segmento - que foi o maior beneficiado pelos incentivos fiscais durante a crise econômica mundial - e deve divulgar um primeiro relatório nas próximas semanas.

Reva i não polui e roda 80 km com R$ 3 (Foto: Divulgação)

Reva i não polui e roda 80 km com R$ 3 (Foto: Divulgação)

Segundo técnicos da área econômica, o selo - semelhante ao que já é utilizado hoje pelos fabricantes de geladeiras - é uma forma de garantir que o setor invista em tecnologias mais modernas e menos poluentes. Além disso, ele pode futuramente ser um balisador de incentivos fiscais que o governo concede às montadoras. Hoje, diferentes órgãos do governo trabalham em selos para medir a eficiência dos carros.

O Inmetro, em parceria com a Petrobras, já criou o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE Veicular). Essa etiqueta é graduada de A a E e varia de acordo com o desempenho do carro em relação ao consumo de combustível. Já o Ministério do Meio Ambiente e a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), em parceria com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), começaram a desenvolver um selo para medir as emissões dos veículos. No futuro, esses dois selos sejam unificados para classificar os carros nacionais.

Outro tema do grupo de trabalho é que tipo de incentivos podem ser dados para o desenvolvimento de veículos híbridos e elétricos. No relatório preliminar, os técnicos vão destacar que, atualmente, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos elétricos tem uma alíquota de 25%. Além disso, há impostos estaduais, como o ICMS, que oneram o valor dos carros. Esse comportamento vai na contramão de uma tendência mundial de estimular a produção de carros menos poluentes. Nos Estados Unidos e na Alemanha, por exemplo, os governos concederam financiamentos e estabeleceram metas para a entrada de veículos elétricos no mercado. Em agosto de 2009, o presidente Barack Obama anunciou a concessão de US$ 2,4 bilhões em recursos federais para ajudar empresas e universidades na criação de baterias e veículos híbridos e elétricos. Foi criado ainda um subsídio de US$ 7.500 para quem adquirir um veículo elétrico.

 Segundo um participante do grupo de trabalho, além da carga tributária, o desenvolvimento de veículos elétricos no Brasil enfrenta também problemas técnicos. Com esses carros são muito pesados e precisam de uma infraestrutura de energia especial para serem carregados, uma ideia inicial seria o governo investir primeiro em ônibus elétricos, o que poderia baixar o valor das tarifas para a população.

Para o ex-presidente da Auto-Latina e consultor do Centro de Estudos Automotivos (CEA), Luiz Carlos Mello, o governo deveria aproveitar o grupo de trabalho para incentivar não apenas o desenvolvimento de veículos híbridos e elétricos, mas também a modernização dos carros com motor flex, que aceitam tanto o etanol quanto a gasolina.

“Ainda há muito a se fazer para que o etanol ganhe eficiência em sua queima. Os países ricos fazem incentivos em projetos de veículos híbridos e elétricos porque não têm a disponibilidade de recursos naturais como o Brasil”, afirma ele, lembrando ainda: “O governo perdeu a chance de usar incentivos fiscais como contrapartida para o desenvolvimento de projetos de eficiência do carro a álcool”.

Um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também defende que o Brasil trabalhe pelo desenvolvimento da tecnologia do etanol, que poderia até mesmo ser uma opção veículos de grande porte como ônibus e caminhões, hoje movidos a diesel. O etanol poderia ainda ser uma alternativa para os motores híbridos - intercalando energia elétrica com um combustível menos poluente.

 ”Os veículos híbridos já têm o apelo de agredirem menos o meio ambiente. Se os motores de combustão interna neles utilizados forem movidos a etanol, eles teriam virtualmente emissões zero de CO2, equiparando-se aos veículos puramente elétricos. A manutenção dos preços do petróleo em patamares elevados, em especial os anteriores à crise de 2008, contribui para o desenvolvimento dos veículos elétricos, mas também incentiva o etanol”.

 

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Ford e GM lançam incentivos para atrair clientes da Toyota

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Nova York - As norte-americanas Ford Motor e General Motors anunciaram incentivos para que consumidores troquem carros da Toyota por seus modelos. Os movimentos pretendem atrair os clientes da montadora japonesa, que está implementando recalls nos EUA e na Europa.

A Ford vai oferecer aos consumidores US$ 1 mil em dinheiro para a troca de veículos usados da Toyota por um modelo novo da companhia. A General Motors detalhou um programa de incentivo parecido com o da Ford, segundo o qual vai pagar aos proprietários de carros da Toyota até US$ 1 mil ou oferecer financiamento livre para que comprem modelos da companhia. A promoção da GM vai até fevereiro.

“Nós lançamos ofertas no mercado encorajando proprietários de outras marcas a visitar as lojas da Ford e dirigir um dos nossos veículos de alta qualidade e eficientes no consumo de combustível”, afirmou Mark Truby, porta-voz da Ford, em um comunicado divulgado ontem à noite.

A oferta da Ford se aplica às pessoas que trocarem um veículo da Toyota ou da Honda, e sua marca Acura. O incentivo só pode ser utilizado para compra de modelos/anos de 1995 a 2010. A Ford está oferecendo todos os seus produtos - exceto os modelos híbridos, os veículos esportivos utilitários Edge, a picape F-150 Raptor, o novo Taurus SE sedã e os carros esportivos Shelby GT500 e KR. As informações são da Dow Jones.

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Demanda do Brasil estimula indústria de automóveis da Argentina

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Buenos Aires - O Brasil tem estimulado a indústria de automóveis argentina recentemente. A Argentina, terceira maior fabricante de automóveis da América Latina, vê sua produção se recuperar da crise global e está caminhando para a montagem de 500 mil veículos neste ano. Apesar de ser inferior aos 600 mil fabricados em 2008, ainda é um resultado muito melhor que o originalmente previsto.

“O mercado brasileiro ajudou muito”, disse o diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz na Argentina, Gustavo Castagnino. “(O Brasil) se tornou o motor da indústria na região, e especialmente na Argentina”.

Incentivos tributários brasileiros, junto com sua recuperação econômica mais rápida em comparação a economias mais desenvolvidas, ajudaram a Argentina a compensar a pouca demanda na Europa.

“O mercado europeu, que foi chave para nós no ano passado, desapareceu completamente. Das 2.500 unidades exportadas para a Espanha no ano passado, fomos para zero este ano. Nós enviamos outras 2 mil para a Rússia em 2008, e nenhuma este ano”, disse Castangnino.

A montadora, controlada pela Daimler AG, produz veículos comerciais na Argentina e, até o ano passado, exportou entre 25 e 30 % de sua produção para o Brasil. Já neste ano, esse número subiu para 50 por cento, disse Castagnino.

A situação reflete a saúde do mercado de automóveis brasileiro, um dos mais fortes do mundo nos últimos meses. O Brasil está entre os seis maiores fabricantes mundiais de automóveis.

O setor automotivo na Argentina representa quase 15 por cento de seu PIB industrial, enquanto as vendas de veículos e peças representam cerca de 9 por cento do total de exportações, segundo dados da consultoria Abeceb.com.

Exportações e demanda local impulsionaram o setor automotivo durante o “boom” econômico de seis anos da Argentina, antes de a economia esfriar e a crise global bater.

Um crescimento na demanda local argentina também tem ajudado a impulsionar uma recuperação.

EUA vão suspender incentivo a setor automotivo

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Detroit - O governo norte-americano informou que suspenderá o programa incentivo à troca de carros velhos por novos na segunda-feira, conforme a verba de 3 bilhões de dólares se esgota, um mês depois do lançamento da iniciativa.

O programa, que oferece até 4.500 dólares para pessoas que quiserem trocar carros velhos por modelos mais novos e eficientes, terminará em 24 de agosto, quando todas as requisições de descontos devem ser submetidas a Washington.

O governo forneceu um grande incentivo temporário tanto para indústria automotiva como para a economia norte-americana. Nas últimas semanas, a Ford Motor e a General Motors aumentaram a produção, já que alguns modelos estavam com a oferta apertada.

Contudo, a natureza temporária da iniciativa provavelmente deve levantar preocupações com a possibilidade das vendas despencarem novamente.

“Nós temos visto um enorme sucesso da noite para o dia, tanto que chegamos ao ponto de ter que encerrar este programa”, afirmou uma autoridade administrativa nesta quinta-feira, que pediu para não ser identificada. “O objetivo agora é fornecer um pouso suave às concessionárias e aos consumidores e garantir que o programa acabe de forma bem sucedida”, disse a fonte a repórteres.

O Departamento de Transportes informou que julgou que sobraria capital suficiente para continuar aceitando requisições até o prazo de segunda-feira, baseado em estimativas conservadoras de transações válidas.

O anúncio surge um dia após um grupo que representa cerca de 20 mil concessionárias de carros novos nos Estados Unidos ter alertado que os lojistas que aceitarem vendas adicionais enfrentam risco crescente de não serem ressarcidos pelos descontos concedidos a consumidores.

Até quinta-feira, as concessionárias submeteram pedidos à Washington para quase 457 mil cheques, totalizando 1,9 bilhão de dólares, dos quais pouco menos de 40% foram examinados, segundo o Departamento de Transporte.

O governo pagou cerca de 145 milhões de dólares às concessionárias.

A GM informou que as vendas na duas últimas semanas excederam dua projeção interna em mais de 60 mil veículos, impulsionadas principalmente pelo incentivo do governo.

As vendas de veículos no varejo dos Estados Unidos em agosto devem superar 1 milhão de unidades pela primeira vez nos últimos 12 meses, incentivadas pelos descontos, informou a consultoria J.D. Power & Associates.

“A melhora da confiança do consumidor e a disponibilidade de crédito durante os últimos seis meses se juntaram ao programa (de descontos) para tirar as vendas da indústria dos baixos níveis vistos até agora”, afirmou Gary Dilts, vice-presidente sênior da J.D. Power.




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