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Chuva em São Paulo deixa seguro de carro mais caro

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O grande volume de chuvas registrado na região metropolitana de São Paulo em janeiro vai provocar aumento dos preços de seguros de automóveis. A avaliação é de corretores e analistas.

Segundo Antonio Penteado de Mendonça, advogado especializado em legislação securitária e articulista do Jornal da Tarde, apenas uma das principais seguradoras do setor registrou aumento de 275% no pagamento de indenizações por conta de danos causados pelas chuvas em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2009. O número saltou de 400 para 1,5 mil e o mês ainda não terminou. ?Isso tem impacto considerável no caixa de qualquer companhia, o que acaba sendo repassado aos consumidores?, afirma.

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Na avaliação de Mendonça, não é possível determinar qual será o impacto nos preços porque é preciso esperar para saber o quanto o aumento da demanda repercutirá no mercado como um todo. ?Apesar disso, haverá repasses ao longo do ano?, diz.

Leoncio Arruda, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado (Sincor-SP), afirma que desde dezembro, quando as chuvas se intensificaram, o volume de registros por danos encaminhados ao Sincor-SP aumentou cerca de 20% em relação à média mensal do ano.

Na opinião de Arruda ainda é precipitado cravar de quanto será o aumento, mas se as seguradoras perceberem ao final do primeiro trimestre uma elevação no pagamento de indenizações certamente irão recompor seus caixas com reajustes. Os produtos existentes no mercado preveem coberturas parcial e total, explica Arruda. Esta última, que contempla colisão incêndio e roubo, também cobre danos causados pelas chuvas.

Ele ressalva, porém, que o pagamento apenas ocorre quando a inundação vai ao encontro do consumidor, isto é, a água atinge o automóvel surpreendendo o motorista e provocando estragos. Se a seguradora provar que o proprietário se arriscou na travessia de alagamentos e ficou no meio do caminho, não há indenização. A regra vale para casos de danos à parte elétrica, quando a ocorrência é classificada como perda total, ou não.

De acordo com Arruda, boa parte dos consumidores faz apólice de seguro na modalidade total, já que a parcial, que prevê cobertura de apenas parte das ocorrências, custa entre 40% e 50% menos que o valor do seguro total.

Ele observa que adendos contratuais que aumentem a abrangência da apólice podem ser feitos a qualquer tempo, desde que a diferença seja paga e sem haver carência para utilização.

?O único problema é que se a mudança ocorrer por conta de algum dano vai constar da apólice e, certamente, alterar o preço?, afirma Arruda.

Segundo Alex Rodrigues, da Topmar Corretora, se o ritmo de chuvas continuar certamente haverá reflexos nos preços que as seguradoras cobram de seus clientes. Até a manhã de ontem, o Centro de Gerenciamento de Emergência da Prefeitura da capital (CGE) havia registrado chuva equivalente a 419,5 milímetros, índice recorde mensal da série histórica da medição, iniciada em 1995. Ele afirma que, hoje, nove entre dez contratantes pedem informações sobre coberturas contra enchentes.

A vendedora Terezinha Xavier, 61 anos, foi uma das vítimas da chuva de anteontem. ?Não tive outra reação que não chamar a seguradora. Se tentasse ligar o carro novamente poderia ser acusada de provocar o dano?, diz. Ela conta que recebeu a recomendação de procurar uma oficina credenciada, mas preferiu levar em um estabelecimento de sua confiança. ?Como não houve a inutilização do veículo, eu teria de arcar com a franquia de R$ 1.532?. Ela diz que vai esperar a avaliação e se a conta ficar menor, pagar do bolso.

ATENÇÃO:

Os seguros de automóveis existentes no mercado preveem cobertura parcial e total. A primeira modalidade contempla danos causados por incêndio ou contra terceiros, por exemplo

A cobertura total inclui, além desses casos, colisão e danos causados por enchentes

Portanto, estão protegidos contra problemas causados pela chuva os consumidores cujas apólices contemplam seguro total, cujo valor é até 50% maior que o de um contrato parcial

As indenizações valem para casos em que o motorista está em determinada área e é pego pela inundação. Quem tentar atravessar alagamentos e não conseguir perde direito ao pagamento

Atualmente, nove entre dez contratantes do produto querem proteção contra alagamentos, segundo corretores


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Os temporais característicos desta época do ano deixam a cidade em alerta, já que são grandes os riscos de alagamentos. Para os motoristas surpreendidos por essa situação, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) tem algumas dicas que podem ajudar a preservar o veículo em áreas inundadas.

O órgão desenvolveu um estudo sobre veículos e danos resultantes de enchentes com a finalidade de oferecer um indicativo técnico para toda a cadeia automotiva e também para o consumidor final. Trata-se do Índice de Danos de Enchente, um ranking que indica e compara a eficiência de cada veículo em manter seu funcionamento quando envolvido em alagamento. Confira no site http://www.cesvi.com.br

Nos dez primeiros dias do mês a cidade de São Paulo recebeu 75% da chuva prevista para dezembro inteiro. Segundo a Climatempo, há chance de acontecerem temporais na capital neste fim de semana.

EM CASO DE INUNDAÇÃO - Fuja das áreas inundadas. A recomendação é nunca tentar atravessar trechos alagados.

Se você for pego de surpresa, verifique o nível da água. Caso esteja acima do meio da roda, tranque o carro e saia do local imediatamente;

Durante a travessia, mantenha velocidade reduzida e a rotação do motor em alto regime - a cerca de 2.500 rpm. Isso reduz o risco de formação de ?ondas? e evita que o motor e componentes eletrônicos sejam afetados pela água, além de permitir melhor controle da direção do veículo;

Se o motor ?apagar? no meio da travessia, jamais tente dar partida. Desligue o contato, tranque o carro e saia do local. Assim que possível, leve-o de plataforma até uma oficina. Isso evita o chamado calço hidráulico.

O QUE FAZER - Nos veículos com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição ?1? (primeira marcha). Isso permite ao motor atingir rotações mais altas mesmo em baixa velocidade.

Outra possibilidade é alternar, também de forma manual, as mudanças entre as posições ‘N’ (neutro) e ‘1′, mantendo a velocidade baixa durante a travessia do trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 rpm. Para modelos com seletor de tração é recomendado acionar a opção 4×4 para evitar que as rodas do veículo patinem.

OS PRINCIPAIS DANOS - Em casos mais sérios de alagamentos pode haver contaminação do canister, do óleo da transmissão e dos eixos diferenciais (no caso de veículos com tração traseira ou nas quatro rodas). Se isso acontecer, a durabilidade dos componentes do sistemas fica comprometida. Além disso, há risco de o veículo apresentar falhas acentuadas na embreagem, suspensão e freios;

Fungos, bactéria e outros micro-organismos podem contaminar o sistema de ventilação. Se o veículo passou por áreas alagadas, deve ser levado rapidamente à oficina.




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