
A frente recebeu um facelift que deixou o modelo mais robusto (Fotos: Divulgação)
A Honda acertou a mão no novo CR-V, ele ficou no ponto. Na linha 2013, passou por atualizações no visual e ficou mais jovem e interessante. Com tradições japonesas e identidade mexicana, o SUV esbanja charme principalmente na traseira pelas novas lanternas que lembram as de modelos da Volvo. O utilitário-esportivo também foi aprimorado na parte mecânica, ganhou mais potência (5 cv em relação à linha anterior). Tudo para fazer seus concorrentes “comerem poeira”. Porém seu pecado é não ter motor bicombustível. Seu propulsor 2.0 é abastecido somente com gasolina, ponto franco quando comparado ao seu rival Kia Sportage, por exemplo, que tem motor flexível.
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Disponível em três configurações (LX manual, LX automático e ELX automático), experimentamos a versão de entrada com câmbio automático 4×2, que custa R$ 86.915. A dirigibilidade satisfaz e não deixa dúvidas sobre sua competência quando colocada à prova. Seus 155 cv aparecem aos 6.500 giros; 124 cv desta potência já surgem aos 2.000 rpm, o que dá agilidade ao modelo. O trabalho em conjunto com o câmbio de 5 velocidades, que tem marchas alongadas, equilibra a exigência que os 1.965 kg fazem ao propulsor 2.0. O torque de 19,4 kgfm complementa o serviço em equipe e está disponível aos 4.300 rpm.

CR-V também tem como rival o Toyota RAV-4
A suspensão, que também foi modificada nesta quarta geração, merece destaque. É firme, mas ao mesmo tempo consegue suavizar os impactos com o solo, sem chacoalhar os passageiros. Nos primeiros quilômetros rodados, este item chamou atenção pela preocupação em não causar incômodos dentro da cabine. Nos arranques e retomadas ele ainda não destoa tanto de forma positiva, no entanto não decepciona. É preciso respeitar seu tempo.

O isolamento acústico "blinda" a cabine de ruídos externos
Falando em conforto, o novo CR-V cresceu 4,5 centímetros no comprimento (agora são 4,57 m), encolheu 3 cm na altura (atualmente mede 1,65 m), mas a distância entre-eixos e a largura continuam as mesmas (2,62 m e 1,82 m, respectivamente). O porta-malas recebeu mais 30 litros de capacidade para as bagagens (são 589 l). O resultado desses números: ótimo espaço e comodidade no habitáculo. O motorista não é esquecido, pois a ergonomia dessa vez melhorou muito. Os ajustes do banco e do volante são fáceis de manusear e o restante dos comandos também. Tudo fica à mão.

Sistema ''Econ'' ajuda na economia de combustível
A tecnologia também faz parte da realidade do modelo, que herda do irmão Civic o sistema “Econ”, que por meio de um botão (quando acionado), altera o funcionamento de alguns itens para economizar o consumo de combustível, como a redução da velocidade do ar-condicionado e a limitação da aceleração do piloto automático, para que o motor alcance a velocidade desejada com mais suavidade, gastando assim menos energia.

Além de assentos confortáveis e ótimo espaço para as pernas, o SUV traz porta-objetos espalhados pelo interior para facilitar a organização
A marca não revela quanto, mas na prática, quando está em funcionamento, o modelo não demonstrou ser beberrão e muito menos ser prejudicado no desempenho. De certa forma, a montadora tenta compensar a falta do propulsor flex.

O acabamento do interior utiliza material de boa qualidade e agradável ao toque (Foto: Jornal do Carro)
Entre os itens de série nada que surpreenda muito para essa categoria, como ar-condicionado, computador de bordo, rádio integrado ao painel com CD player, conexão USB para MP3 Player e iPod, iPhone e iPad, direção elétrica, vidros e travas elétricos, air bag duplo, alarme, freios ABS com EBD (distribuição eletrônico de frenagem) e câmera de ré com marcador de distância. Banco de couro e teto solar, por exemplo, só na configuração topo de linha de R$ 102.160.
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