por Rafaela Borges (Stuttgart, Alemanha)* | Fonte: Jornal do Carro
O Classe B ficou moderninho e ganhou jeito de hatch. A nova geração da minivan, que chega ao Brasil no próximo trimestre, inaugura a plataforma de tração dianteira da Mercedes-Benz, que deu origem também ao Classe A. Ao guiar esse alemão, a impressão mais marcante é de que não existe outro familiar com dirigibilidade tão boa. Parece um dois-volumes com bônus de espaço. Seu porta-malas, por exemplo, tem 500 litros.

Mercedes-Classe B chega no Brasil ainda este ano (Fotos: Divulgação)
A versão avaliada - B200 com motor 1.6 turbo de 156 cv - mostrou-se bem equilibrada. Deverá ser oferecida no País com preço de R$ 120 mil, o que não deve facilitar suas vendas. A fabricante pretendia posicioná-la em torno de R$ 100 mil, mas a alta do IPI para importados mudou os planos.
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A potência pode até parecer pouca para um Mercedes. Entretanto, o motor dá conta do recado graças ao ótimo torque de 25,2 kgfm a apenas 1.250 rpm. Essa força, aliada ao câmbio automatizado de sete marchas e duas embreagens, ajuda bem nas retomadas de velocidade.

Versão avaliada B200 deve custar aproximadamente R$ 120
Com assistência elétrica, a direção é precisa e passa segurança ao motorista tanto nas curvas quanto ao rodar em alta velocidade. Esse é outro destaque do novo modelo, que tem centro de gravidade alto. A suspensão cumpre bem o seu papel. Não se sentem vibrações nem “sacolejos” na cabine.
O interior moderno é resultado do esforço da marca de aproximar-se mais dos jovens. Apesar da forte presença de madeira no ótimo acabamento, o habitáculo está longe de ser sisudo. Chamam a atenção o volante de três raios com detalhes de alumínio e o sistema multimídia com tela de 7″. Mas nem todos os recursos dessa central serão habilitados no Brasil.

Cabine tem design mais jovem
A Mercedes resolveu um problema de ergonomia da geração anterior. À direita da coluna da direção, a haste da seta agora fica na parte de cima e a do controlador de velocidade, na de baixo. Do lado esquerdo está a alavanca do câmbio. A solução libera espaço no console central, mas acaba criando alguma confusão. Por outro lado, as aletas para trocas de marcha no volante privilegiam a esportividade.
* Viagem feita a convite da Mercedes-Benz
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