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Novo Kia Picanto ganha design moderno e motor bicombustível

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Apresentado em 2006 como o compacto da (naquela época) ainda ‘duvidosa’ Kia, o Picanto desembarca no Brasil cinco anos mais tarde em sua segunda geração com design moderno, evoluções internas e agora com motor bicombustível (1.0 12V de até 80 cv de potência - 16 cv a mais que o bloco anterior somente a gasolina - e 10,2 kgfm de torque).

Segunda geração do Kia Picanto (Fotos: Divulgação)

Segunda geração do Kia Picanto (Fotos: Divulgação)

O modelo J.318  parte de R$ 34.900 na versão mais básica com transmissão manual de cinco marchas e já oferece de entrada air bag duplo, faróis de neblina, rádio CD player com MP3 e entrada USB, volante multifuncional e também rodas de liga leve de 14 polegadas. Com essa configuração, mas com transmissão automática (J.368), o preço do compacto é R$ 39.900. Já na opção topo de linha (J.370), que conta com câmbio automático de quatro marchas e que custa R$ 44.900, o hatch vem com seis air bags - lateral e de cortina -, freios com sistema ABS (antitravamento), teto solar e os faróis contam com iluminação em LEDs. Há também a versão mais equipada (J.320), porém com câmbio mecânico por R$ 39.900.

Durante avaliação realizada pelo ZAP Carros em um circuito fechado em Indaiatuba, interior de São Paulo, o primeiro ponto que salta aos olhos no novo Picanto é o visual. Aquele ‘olhar simpático’ da primeira geração deu lugar a uma cara mais ’séria’. Destaque para a dianteira, que traz faróis grandes (invadem boa parte da lateral) e ampla grade do radiador, centralizada entre os faróis de neblina de molduras generosas.

A lateral tem linha de cintura reta e ligeiramente elevada. O que mais chama a atenção são os inúmeros vincos. A traseira - normalmente a parte mais recatada de um hatch - é ousada. As lanternas em forma de ‘bumerangue’ garantem um ar de modernidade.

Interior do Kia Picanto

Interior do Kia Picanto

Por dentro, a evolução é clara. O espaço está um pouco melhor  para os ocupantes mais altos e o porta-malas agora tem capacidade para 292 litros - maior que concorrentes como o Fiat Uno (290 litro). Encontrar a melhor posição ao volante não é difícil, apesar de o hatch não oferecer ajuste de altura da coluna de direção. Os materiais também agradam. As peças plásticas são de qualidade (não apresentam rebarbas) e estão bem encaixadas.

Acelerando - Para avaliar o novo Kia, especialmente a suspensão e possíveis ruídos internos, o ideal seria encarar as ruas esburacadas e o ‘anda e para’ das grandes cidades, e não um circuito com curvas de alta, sequências de ‘S’ e um asfalto impecável. No entanto, mesmo no ‘tapete’ do circuito em Indaiatuba, o Picanto conseguiu mostrar um pouco do que é realmente capaz.

O novo motor mostrou ser esperto nas acelerações e retomadas. Com  torque de 10,2 kgfm disponível a partir de 4.500 rpm, o hatch tem fôlego para realizar ultrapassagens. Um dos motivos por esta ‘esperteza’ é o peso do Picanto - 940 kg na versão manual e 970, na automática. Falando em câmbio, tanto a caixa manual, quanto a automática são agradáveis. A manual tem engates precisos e conversa muito bem com o propulsor. Já a automática (quatro velocidades) é sob medida para o motor de baixa capacidade volumétrica.

Traseira do compacto da montadora sul-coreana

Traseira do compacto da montadora sul-coreana

Os números de desempenho, como velocidade máxima e aceleração de 0 a 100 km/h, não foram divulgadas. No entanto, para quem está preocupado com o dia a dia do Picanto, aí vai uma informação bastante útil. De acordo com a Kia, o consumo no perímetro urbano da versão manual é de 9 km/l, quando abastecido com etanol. Com câmbio automático, esta média salta para 8 km/l.

O Kia Picanto está melhor em comparação à geração anterior. Conseguiu unir de uma maneira harmônica boa lista de equipamentos de série, desempenho e preço competitivo. Se há cinco anos o compacto da Kia não era cogitado na hora de comprar um carro urbano, como Gol, Uno, Clio, Celta ou Ka, agora a história é diferente. O Picanto, é sim, uma opção a ser considerada - e bem considerada.

*viagem feita a convite da Kia.

 

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